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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sexta-Feira 13


Segundo a tradição, é o dia do azar, a noite das bruxas e o dia e noite que tudo pode acontecer. Em tempos idos, alguém inventou um vírus informático denominado de sexta-feira 13, alguns por defesa adiantavam a data do computador para sábado 14, e logo, apareceu um novo vírus, o sábado 14
Na verdade, quando uma sexta-feira calha no dia 13, é um dia como outro qualquer, o mito, muito bem poderia ser; a quarta 12, a quinta 6 ou segunda 24. 

A ajudar à sina do número 13 vem o 12, segundo a numerologia é um número completo, os doze meses do ano, os doze apóstolos de Jesus e os doze signos do Zodíaco, o número 13 é considerado o número do azar. Aliás, existem actualmente, fobias associadas ao número 13, existem pessoas que padecem de triscaidecafobia, parascavedecatriafobia e frigatriscaidecafobia, ou seja, fobias associadas ao número 13. A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo. Existem histórias desde a mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses.

Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos. Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, os 13 ficavam a rogar pragas aos humanos. Da Escandinávia a superstição espalhou-se pela Europa.
Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro.
Alguns pesquisadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira.
A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão.
Marinheiros ingleses não gostam de zarpar os seus navios à sexta-feira.
Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico. Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio. Note-se também que, no Tarot, a carta de número 13 representa a Morte.

Mas o que muito provavelmente ocorreu em tempos passados, para tornar a sexta-feira 13 num dia de culto, para muito boa gente inocente, foi um um dos episódios da idade das trevas da história, dominada sob uma ideia, a teologia cristã, que controlava com o medo da morte, a comédia e o sexo. Tão bem descrita na obra-prima de  Umberto Eco - "O Nome da Rosa".

Segundo o calendário que ainda perdura, no dia 13 de Outubro de 1307, o Papa Clemente enviou ordens secretas lacradas para serem abertas simultaneamente por seus soldados em toda a Europa na sexta-feira, 13 de Outubro de 1307. Ao nascer do sol do dia 13 os documentos foram abertos e revelou-se seu teor aterrorizante. A carta de Clemente afirmava que Deus viera a ele em uma visão e o alertara de que os Templários eram hereges culpados de adoração ao demónio, homossexualismo, desrespeito à cruz, sodomia e outros comportamentos blasfemos. O Papa Clemente recebera de Deus a ordem de purificar a terra reunindo todos os Cavaleiros e torturando-os até confessarem seus crimes contra Deus. A operação maquiavélica de Clemente funcionou com precisão infalível. Naquele dia, inúmeros Templários foram presos, torturados impiedosamente e queimados em fogueiras como hereges. A cultura moderna ainda conserva vestígios dessa tragédia.
Até hoje, sexta-feira 13 é considerado o dia do azar.

sábado, 10 de setembro de 2011

Arco-íris

A aparência do arco-íris é causada pela dispersão da luz do sol que sofre refracção pelas (aproximadamente esféricas) gotas de chuva.
A luz sofre uma refracção inicial quando penetra na superfície da gota de chuva, dentro da gota ela é reflectida (reflexão interna total), e finalmente volta a sofrer refracção ao sair da gota. O efeito final é que a luz que entra é reflectida em uma grande variedade de ângulos, com a luz mais intensa a um ângulo de cerca de 40°–42°, independente do tamanho da gota. Desde que a água das gotas de chuva é dispersiva, a grau que a luz solar retorna depende do comprimento de onda e da frequência, principalmente. A luz azul retorna em um ângulo maior que a luz vermelha, mas devido a reflexão interna total da luz na gota de chuva, a luz vermelha aparece mais alta no céu, e forma a cor mais externa do arco-íris.

O arco-íris não existe realmente como em um local do céu, mas é uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador. Todas as gotas de chuva refractam e reflectem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chega até o olho do observador. Estas gotas são percebidas como o arco-íris para aquele observador. Sua posição é sempre na direcção oposta do sol com relação ao observador, e o interior é uma imagem aumentada do sol, que aparece ligeiramente menos brilhante que o exterior. O arco é centralizado com a sombra do observador, aparecendo em um ângulo de aproximadamente 40°–42° com a linha entre a cabeça do observador e sua sombra ( isto significa que se o sol está mais alto que 42° o arco-íris está abaixo do horizonte e o arco-íris não pode ser visto a menos que o observador esteja no topo de uma montanha ou em outro lugar de altura similar).
(fonte wikipédia)

Também segundo a wikipédia, um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha) é um fenómeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. É um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta. No entanto, a grande maioria das pessoas consegue discernir apenas seis cores, e o próprio Newton viu apenas cinco cores, e adicionou mais duas apenas para fazer analogia com as sete notas musicais.

Para ajudar a lembrar a sequência de cores do arco-íris, usa-se a mnemónica: «Vermelho lá vai violeta», em que l, a,v, a,i representam a sequência laranja, amarelo, verde, azul, índigo. Na língua inglesa é usada a mnemónica roygbiv. Ou a expressão " o que lá vai, lá vai ".

O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O mais espectacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está em um local com céu claro. Outro local propício à apreciação do arco-íris é perto de cachoeiras.

O arco-íris, também é uma forma da natureza de mostrar, que ninguém é dono da verdade. Ou seja, aos olhos de cada um e na interpretação individualizada de cada ser, existe a sua verdade, que pode ser total ou parcialmente diferente de outro.
Dessa forma a sobranceria, acaba por ser não mais do que ignorância.
Arrogância, será algo já, no campo da patologia mental e comportamental.
Na verdade, ninguém é dono da verdade das coisas, por exemplo, aos olhos de um cão existirá uma verdade, aos olhos de uma mosca, provavelmente outra. Quem pode afirmar que porventura, aos olhos de um louco internado institucionalmente, as chamadas pessoas ditas normais, não serão monstros.
Quem é normal? O que é ser normal? E quem é que quer ser normal?
Alegadamente a maior parte da sociedade humana segue a via da roboéxis - robotização existencial. É uma espécie de zona de conforto que não dá muitas chatices, tem quem decida por elas, estagnando a evolução consciencial em favor do condicionalismo.

Todos nós, vemos ilusões de óptica que tomamos como verdadeiras, que na verdade, não existem. Veja-se na sociedade humana, o seguidismo doentio por indivíduos, seja na política, na religião ou qualquer tipo de conglomerado de interesses.

Existem arco-íris, por todo o lado...



Pink Floyd - One Of These Days

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Visita papal e as cargas policiais


No passado fim-de-semana o papa Bento XVI visitou Madrid - Espanha para as jornadas da juventude. Nas quais acorreram cerca de um milhão de jovens de todo o mundo.
Ao mesmo tempo, nas principais ruas e praças de Madrid, algumas centenas e por vezes milhares, manifestavam-se, não propriamente contra a religião, mas sim, contra o "Gobierno de España", que tal como outros estados europeus, cortam na saúde, na educação, nas despesas sociais, mas que não se coibiu de abrir os cordões à bolsa, no relativo à organização da visita papal.

Nesses gastos, esteve uma equipa da polícia de intervenção espanhola destacada para esta missão, mais do que um comportamento vergonhoso, teve laivos de fascismo. Reprimiu violentamente, cidadãos que manifestavam o seu ser laico, que aliás, está inscrito na constituição espanhola.
Esta equipa que muito provavelmente andava a ser preparada há algum tempo, parece que além de ter levado com uma enorme lavagem cerebral acerca dos "maus da fita", notoriamente teve ordens superiores para actuar de uma forma completamente desproporcional e injustificada. Chegou ao ponto dos próprios manifestantes, tentarem acalmar um nervosismo policial esquizofrénico, até parecia que estavam sob efeito de substâncias proibidas.
O ministério do interior vai abrir um inquérito para averiguar tão injustificada forma de actuação, o que, em boa verdade significa quase zero.

Na verdade, o Vaticano, mais do que a sede de uma instituição religiosa, é uma enorme corporação global, que ao longo dos séculos foi conseguindo manobrar e manipular os mistérios da fé.
Noutros tempos pela força, nas fogueiras da Santa Inquisição que derreteram muitos seres humanos e nas expropriações coercivas de bens e inúmeros tesouros, num tempo em que espalharam o medo e o terror pela europa e afins, durante séculos.
Todos aqueles jovens, cheios de boa vontade e esperança, tal como gente em todo o mundo acorre a eventos similares de coração aberto, não vendo ou não querendo ver a realidade podre, que é o Vaticano. De salientar, que nestas jornadas deu-se um ênfase especial na obediência na doutrina da igreja.
Em 2009, salta para as livrarias uma obra única do jornalista Gianluigi Nuzzi, consubstanciado com os os relatos de Monsenhor Renato Dardozzi em final de sua vida. O livro "Vaticano S.A." praticamente já desapareceu das livrarias, não por ser um best-seller, mas fruto de compras maciças de livros incómodos por parte da entidade-alvo.
Outro livro muito interessante, é a obra de Saramago "Caim", que no seu âmago traz a enorme contradição, que é a questão do Caim bíblico.

Como em todas as religiões, nos diversos pontos do planeta, que se adaptam às características culturais do meio em que estão inseridas.
Porque existem variadíssimas situações que a ciência humana ainda desconhece, a religião colmata e manipula conforme o seu interesse, esse desconhecido. Seja o medo do escuro, coisas estranhas, comportamentos humanos incoerentes que mostram os limites da psicologia, doenças e curas medicamente inexplicáveis e principalmente o sentir íntimo de cada pessoa, que só cada um sabe o seu, porque cada um é único.




terça-feira, 31 de maio de 2011

Dívida Pública vs Dívida Privada


Na maior parte dos países do chamado "mundo livre" da democracia, dos direitos e das liberdades individuais onde se cria uma mentalidade generalizada de que se tem de libertar os outros das ditaduras opressoras e por aí adiante, quando na verdade estão todos presos.
Existe um tecto onde não se pode ultrapassar, como por exemplo, a essência de fundo de certas áreas muito lucrativas da actividade económica, religiosa e política.

Nunca se chega aos podres profundos;
- da indústria do armamento que ano após ano produz cada vez mais e que tem de escoar o seu produto que, normalmente resulta no terror, de pessoas que morrem de verdade e muitas outras que ficam estropiadas para o resto de suas vidas.
- da indústria farmacêutica, onde uma parte de pessoas bem intencionadas suam as estopinhas para sintetizar num comprimido a redução da dor, por vezes, num simples comprimido existe mais investimento do que na produção de um Boeing ou de um Airbus. Mas existem as outras pessoas que jogam participações sociais das empresas que possuem os laboratórios onde trabalham os cientistas, nos casinos da manipulação, vulgo mercados financeiros, e que numa ultra-lógica de rentabilidade, na assumpção if then go to. Ou seja, curar a doença é menos rentável do que prolongar a doença de forma controlada de maneira que se mantenha o consumo de um determinado fármaco, há que priorizar. Porque que razão não deixarei de ter o meu iate, só porque uns desgraçadinhos do outro lado mundo morrem de diarreia? Quer se dizer...
- Por outro lado, uma questão de não somenos importância, a que ninguém liga, as abelhas estão a desaparecer.
- Cada vez produzimos mais plástico, na primeira década deste século, consumimos mais plástico que todo o século XX, com tudo o que isso acarreta no ambiente na proporcionalidade directa à importância que a sociedade liga a esta questão.

- Nas mais variadas religiões, onde as há para todos os gostos, onde existe toda uma panóplia de Deuses para adoração e ideias religiosas não factuais, onde sociedades inteiras escoam, o não explicado, o misterioso e o não previsível. Assim ficam acorrentadas a plancebos pensenais, não questionado nada mais fora das balizas de pensamento que cada religião coloca inteligentemente.

- Na política, normalmente existem dois partidos, um de centro-esquerda e outro de centro-direita, as siglas mudam de país para país, estas agremiações vão dando a ideia que lideram os seus países, governam com vista à próxima re-eleição, nunca numa visão de fundo, de longo prazo, verdadeiramente, para a população. Uns piores que outros.
Nesta conjuntura desfavorável em que vivemos, apesar de no mundo inteiro as populações, continuarem a trabalhar o que sempre trabalharam, a produzirem o que sempre produzirem...
Existem países da zona Euro a definhar numa estratégia muito venenosa, a Grécia já praticamente assumiu que não vai conseguir pagar. Portugal em finais de Maio recebeu a primeira tranche de 6 mil milhões de euros, em Junho vai receber outra de 4 mil milhões. O dinheiro "até" parece que se torra na mão dos decisores políticos.
Continuando a repetir a mensagem, tanto classe política, como os media, que é a ajuda, que vem mais ajuda. Não enganem as pessoas! Não é ajuda, aliás, como se sabe, ninguém ajuda ninguém de graça. São mais empréstimos sobre mais empréstimos, mais dívida a somar à existente, mais juros a pagar sobre os que se estão a vencer. É uma espiral negativa, de tal forma negra, porque, e esta é que é a verdade, não se vislumbra nenhum tipo de solução, é empurrar para a frente e ver até onde vai.

Em certas linhas de pensamento, mais pragmáticas e com mais noção de realidade, defendem a tese de que - "Isto está do caralho!"

O pequenito vídeo em baixo, consegue sintetizar todo este logro em que estamos metidos, pois cada um tem a sua quota parte de responsabilidade, a começar no voto.

Mas, em boa verdade, não saímos disto... O ser humano é o animal mais adaptável às circunstâncias. Já se adaptou ao seu quadradinho de existir, mesmo que meio curvado e sem grandes barulhos. Veja-se que são muitos poderes (que têm profissionais muito bem treinados) a fazer com que as populações em geral tenham com que pensar.
Eles jogam com isso!

sábado, 21 de maio de 2011

A troca


Vivemos constantemente de trocas, políticas, sociais, religiosas e de "modus vivendis" sociais, mesmo antes de nós, seres humanos andando neste planeta a cagar e mijar por aí, o planeta já viveu trocas violentíssimas na sua atmosfera. Já foi cinza, enevoado e quente, já foi, também gelado. Por cá já habitaram animais gigantes e monstruosos, que faziam a terra tremer consoante as suas passadas.

Mas os maiores monstros de que à memória, somos nós mesmos, talvez sejamos uma espécie de vírus.
Sugamos, não co-existimos, seja por ignorância, ou por ganância.

Apesar de nossa história, marcada por cognomes que sinalizam tempos, a verdade é que nunca saímos da idade das trevas. Os métodos mudaram, mas a base é a mesma.
Temos uma essência contraditória, como a natureza é perfeitamente contraditória, para existirem predadores, tem que existir presas e os dois vão evoluindo nesta simbiose de limar arestas biológicas.
A chita é cada vez mais rápida, o tubarão é cada vez mais letal, como a gazela cada vez salta mais alto e a foca vai-se tornando mais rápida no mar. Como nas florestas mais densas, as árvores são assustadoramente mais altas, lutando pelo seu lugar ao sol.

No mundo dos humanos, vivemos tempos fantásticos de mudança, vivemos o esticar a corda como nunca foi visto, levando a consequências imprevisíveis, ou seja, ninguém sabe como vai ser o dia de amanhã.
O não saber, o não se conseguir prever, é o pânico das supostas elites do cagalhão; maçonarias, organizações militares supra-nacionais (p. ex. Nato), sociedades secretas de vários tipos de fardas, organizações religiosas, sindicatos financeiros e agências de informação em geral.

Historicamente, as trocas surgem, quando aqueles que muito têm não abdicam do que têm e os que pouco têm, ou mesmo, os que nada têm, atingem um ponto tal, em que acordam e trocam tudo.

As trocas de hoje, que deixaram de considerar a gente, como gente. As pessoas, deixaram de ser pessoas, já nem números são, mas mero lixo provisório.
As trocas, efectuadas por profissionais, atenção são profissionais bem treinados, vão ao ponto de considerar o despedimento por justa causa, a inadaptação e o incumprimento de objectivos, com todas as falácias que se podem perverter nestes dois assuntos.
O marketing político sempre alinhou pelo discurso do progresso, da melhoria das condições de vida e por aí adiante. Agora diz, que vivemos acima das nossas possibilidades e que temos de fazer sacrifícios, quando a maioria das pessoas não alterou a sua seriedade no trabalho.

O que na verdade acontece e a pergunta que todos fazem, é - Mas para onde vai o dinheiro?
Na realidade, ele vai direitinho para uns cabrões do caralho, que voltam a investir através de complexas engenharias financeiras nas populações que por sua vez volta às suas despudoradas mãos. Também investem em medicamentos que prendem o doente até ao resto da sua vida. A cura é um negócio pouco rentável, obtém-se mais dividendos em prolongar as doenças.
A África também é um mercado muito rentável, haver costa-marfinenses ou ruandenses a matarem-se uns aos outros, é bom para o crescimento do produto, a arma.
Países produtores de petróleo são um dois em um. Pelo preço de dois...
Escoamento de armas em abundância e controle energético, basta picar na religião.

Relativamente a Portugal, que já tinha enormes dificuldades em pagar o que pediu emprestado, agora, com o brutal empréstimo de tesouraria que vai obter, em muitas mais dificuldades vai ficar, por outras palavras, é impossível conseguir pagar, como a Grécia e a Irlanda e outro país que entrar nesta espiral.
Não é questão dos 5%, 6%, 8% ou 80%, a questão, é que não há economia capaz de pagar as loucuras dos nossos decisores políticos.
Que além de porem as pessoas que nada têm a ver com isto, a pagar.
Mas fala-se em aumentar os horários de trabalho e reduzir os salários. Fala-se que uma semana de férias no Verão é suficiente.
Porque não, as pessoas abdicaram da sua vida pessoal?
Porque não, as pessoas dormirem nos seus postos de trabalho?
E já agora, trabalharem de graça?
Dessa forma, aumentando a sua motivação laboral, para assim assegurar mais lucros aos seus pseudo-gestores e empresários.
Agora que há novos modelos Jaguares, agora que há umas novas piscinas com aquecimentos graduais.
Os trabalhadores vivem acima das suas possibilidades, pois assim, não garantem as margens de lucro, para reinvestir nos Ferraris, nas putas de luxo e no filet-mignon.
Uma semanita de férias e um farnel na mata, é mais do que suficiente, o que querem mais? Um rolex ...?

É de gritos!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Beautiful World - Voando...


E se nós voassemos?
Sentir o ar a bater na cara, num voo picado, sobre um lago
Atormentando as aves que por lá relaxavam
Com um olho nas crias e outro nos predadores

Mas que bom seria! Estaríamos num instante, num lado qualquer
Voando...

Enquanto as nossas vidas voam e a dos outros
enquanto voamos em carambolas nos casulos
na Matrix das cabeçadas na parede, repetidas vezes sem conta
onde cada um, constrói o seu muro das lamentações

Afinal,
E ao contrário do que tudo parecia
Em boa verdade, temos a capacidade de voar
Na mente, que nos mente
Trapaça e macaca

Afinal,
Já podíamos voar...

Vida após vida
é muito difícil
a libertação das coleiras de pensamento

Cada um molda a sua faca
que mutila a sua própria asa

Somos mais do que livres
Somos nós, cada um em si
Com mais estrelas do que o céu
Somos soberbos
Como somos terríveis, para nós próprios e para a demasia

Somos também, o que somos hoje
O presente
Talvez envenenado ou antídoto,

A cor da pele, confunde-nos
A condição social, confunde-nos

Amanhã morrerão, milhares de crianças de fome
quando uma buchazita, faria toda a diferença
Ao mesmo tempo que se enchem caixotes do lixo, porque não me apetece

O mundo perfeito é a sua contradição baseado no conflito
Na savana, no mato e na lama
Os predadores não têm lancheiras térmicas,
Nem arcas frigoríficas para acondicionar bocados de cadáveres
Caçar todos os dias é um imperativo de sobrevivência

Por isso as presas, correm mais rápido, saltam mais alto
Quando amanhece, comemoram o nascer do dia,
com saltos, com sons
É como começar do zero...
Tal como muita gente o faz em certas alturas da vida,
Como se fosse o único, não há único, somos biliões
Biliões de únicos

Os há, como exemplos a seguir
Mas se quero voar livre, não posso seguir exemplos
A criatura exemplo teve a sua experiência,
Cada um de nós é livre de ter a sua, imagine-se...
A liberdade de falhar...

De voar, sem sentido...
Com o sentido de não ter que corresponder a ninguém, excepto...
À minha vontade, de ser e de estar bem, desamarrado das grilhetas que nos condicionam a partir do momento em que nascemos.

Não sendo egoísta, mas daí, conhecer-se a si e a partir desse ponto abrir-se ao mundo a que lhe foi destinado nascer.

E mesmo assim, tentamos voar com coisas, que cada um carrega...



Beautiful World - In Existence

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Deus


Na edição de Dezembro de 1990, a revista LIFE identificou 77 nomes, como nomes de Deuses utilizados em todo o mundo, conforme a linguística e crença dos povos.
O termo Deus, foi e é um enorme repositório de tudo o que é a vida das pessoas; as suas responsabilidades, os seus fracassos, os seus sucessos e o que lhe escapa à compreensão, na forma mais imediata de lógica.
O Homem criou Deuses; do vinho, do amor, dos céus, dos trovões e de tudo o que desconhecia. O medo do desconhecimento ficava colmatado com a responsabilidade de um ser superior.
Criou as religiões, em torno de uma figura matriz, o exemplo e a perfeição. Simbolicamente cada civilização atribuiu a sua figura física à beleza máxima geneticamente perfeita de seu povo. Desde o bebé Nestlé - branquinho e de olhos azuis -, ao bebé africano negro Benetton, às representações asiáticas, às figuras do sub-continente indiano do hinduísmo com particular relevância aos Vedas (que vem do conhecimento), até às milhentas de representações tribais espalhadas por todo o planeta e que vivem o mesmo sentir por algo que o conhecimento presente não abarca.

O Homem sempre tentou definir aquilo que não vê, o que não ouve e dessa forma controlar e manipular esse algo incerto aos outros esperançados a uma resposta que derrube todas as questões;

- Igreja Católica: " Deus é um Espírito eterno, independente, infinito e imutável, presente em todos os lugares, que tudo vê e governa o universo. Porque tem inteligência suprema, não tem corpo, nem forma, nem cor e não pode ser compreendido. (Rev. P. Collot, Catecismo Doutrinário e Escritural da Igreja Católica, publicado em Montreal) ".

- Igreja Metodista: " Há somente um Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo ou partes, de poder, sabedoria e bondade infinitos, o criador e preservador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; e na unidade desta Deidade há três pessoas, de uma substância, poder e eternidade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. (Disciplina Metodista, publicado em Toronto, 1886) ".

- Igreja Presbiteriana: " Há somente um Deus, vivo e verdadeiro, infinito em ser e perfeição, espírito puríssimo, invisível, sem corpo, panes ou paixões, imutável, imenso, eterno, incompreensível, todo-poderoso, de infinita sabedoria, santíssimo, livre, absolutíssimo, obrando todas as coisas de acordo com o conselho de sua vontade imutável e justa, para sua própria glória; é todo amor, graça, misericórdia, longanimidade, abundante em bondade e verdade, perdoando iniquidade, transgressão e pecado, galardoador dos que o buscam diligentemente; é contudo justo e terrível em seus julgamentos; odiando todo pecado e não perdoando de forma alguma os culpados. (Confissão de fé da Igreja Presbiteriana, Cap. 2, Art. 1) ".

Deus somos todos nós, tudo o que existe; a bíblia, o corão e o tanakh e todos os demais são meros livros compilados por pessoas, num contexto de importância que é factualmente relevante pelos determinados contextos dos inúmeros presentes vividos. Daí se possa aferir que a relativa sacralidade é relativa.

Se tomarmos, como por exemplo, as consciências livres, pelo seu desenvolvimento, arcaboiço mental-somático e energético, como deuses, por já não precisarem de corpos físicos para se manifestarem, é sempre bom lembrar, que esse estádio evolutivo, não é o fim, é uma continuação, claro que com outras responsabilidades evolutivas, mas todos nós estamos nesse caminho, provavelmente mesmo antes do Big Bang, ninguém sabe.
Desde a bactéria, do vírus, até às formas mais complexas de existência, todos andamos por aí. Essa é uma verdade relativa de ponta.

E por causa disto, estamos todos ligados uns aos outros...



Gilberto Gil & Marisa Monte - Life Gods

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Discernimento, jornada espinhosa da humanidade


É tudo tão difícil, muito difícil... é a crise, é a divida, são as hemorróidas e o que mais que seja. Em linha de conta, no pensamento dominante e presente, há que conter despesas e custos, há que fazer sacrifícios.
Porque é difícil, é muito difícil, isto tudo. Quando na verdade, enquanto o planeta vai girando há milhões de anos e a natureza tem um ritmo próprio, fruto de uma sabedoria evolutiva muito além de nossas vidas fugazes, nós, criaturas "ainda" no berço espirramos espasmos frenéticos de inteligência.
Por exemplo, na inteligência sentimental, comportamental e comunicacional, vamos dando os primeiros passos. Tivemos indivíduos excepcionalmente desenvolvidos em uma ou duas áreas intelectuais e nas outras verdadeiros desastres. Existem e existirão variados caminhos até completarmos um pouco o ramalhete, o qual, ainda desconhecemos.
Um termo de medida é uma mente que deu um dos maiores pulos no conhecimento do Universo, Stephen William Hawking, tenha sido subtraído dos afazeres físicos que um soma acarreta e daí ocupar a sua mente, quase em permanência no pensar.

Para já, termos a percepção do nosso estado primitivo e selvagem em que nos encontramos, é um sinalizador da nossa condição. Apesar da sensação de podermos interagir com um semelhante do outro lado do mundo ou estas linhas que lê, em segundos poderem ser lidas em qualquer parte do mundo e traduzidas na língua local.

Não obstante...
- A malária matar milhões de pessoas, quando um simples mosquiteiro ajudaria muito.
- Quando milhões sucumbem pela fome, e outros destroem toneladas de alimentos para manter o preço de produtos agrícolas.
- Quando milhares doam milhões de alimentos e dinheiro, para ser derretido nas organizações "pseudo"-humanitárias, e o pouco que chega ao destino, ser controlado por senhores da guerra locais.
- Quando se viola uma criança - destruindo-lhe o esfíncter anal - num país ocidental chamado de primeiro mundo que "evangeliza" o estado de direito, mas consoante o poder sócio-económico do abusador é tido em conta de forma subjectiva para não ser punido legalmente de algo moralmente condenável.
- Enquanto as principais farmacêuticas mundiais cotadas em bolsa, perpetuam e condenam os seus clientes, aliás doentes, na fidelização de consumo, antes da demanda de cura das suas maleitas.
- Enquanto se professam religiões que mantém milhões de vidas reféns de livros sagrados, quando sagrado já é tudo o que existe.
- Enquanto se manipulam milhões de mentes órfãs de ideias, em soldados "políticos" que as defendem inconscientemente e até à morte, mantendo obscuros grupos de interesses. No post-mortem, fortes e longas depressões pós-dessomáticas, quando constatam que foram usadas num jogo maior.
- Enquanto civilizacionalmente consideramos que tirar a vida a outro ser humano é um acto condenável, ao mesmo tempo que a indústria do armamento é o maior negócio do planeta.
E todas as outras ...

Quase tudo isto, com sistemas democráticos, com o voto das populações que mandatam outros para os dirigir. E todos se queixam das injustiças...
Há muita gente que se julga gente, porque quando lhes batem à porta do W.C., respondem - Tem gente!

Em baixo no vídeo, está um daqueles raros momentos, do verdadeiro pulsar do planeta. Ritmo, melodia, vivência, sapiência, limbo, sentir... Com o que produzimos da terra aliada à nossa infinita capacidade de criação, às vezes, somos o que esquecemos que somos, parte constituinte do Universo.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conceitos de Deus, livre arbítrio e destino

Planeta Terra, final de tarde, 2010/09/12

No fruto das religiosidades, ao longo dos tempos, retira-se na casca actual, karmas violentos e imensas vidas interrompidas sem sentido lógico, pelo menos, do ponto de vista directamente proporcional da quaisquer razões de qualquer religião que se defenda.
A uma certa transcendência, que o Homem logo se começou a deparar através dos trovões, dos raios e das explosões, fenómenos tão dantescos e muito acima do seu domínio e de sua força física, foi atribuindo a outras forças superiores, tais responsabilidades. Venerando e celebrando, figuras da sua imaginativa e feitores de tão soberbos eventos, e daí, pressupondo um certo controle naif e obsessivo, ganhar vantagem sobre o outro que invejava ser igual, espelho de si.
Daí até a complexização de hoje nos rituais de benefício próprio, até à hierarquização de códigos, percorreu-se todo um vasto leque histórico, de morte, traição, hipocrisia, exploração do homem pelo o homem, e principalmente, o controle do conhecimento.

Peguemos na hipótese de que os homo sapiens sereníssimus que atingiram a forma evolutiva de consciência livre. Energizam, nessa forma, não planetas, mas sim galáxias, gerem a sua evolução, como também, de forma que se pode não compreender, de que, para melhor evolução, pode passar pela destruição. Todos nós, e isto é importante, todos nós chegaremos a esses patamares, uma espécie de Deus, e decidiremos em conformidade.
Não há superior, nem inferior, num contexto, em que percorremos esse caminho, base central de nossas existências. Todos nós caminhos para lá, mesmo estagnados, em certos pontos não há volta a dar, um novo pulo ocorrerá.

O livre arbítrio, propalado por compêndios avulsos e nascidos sob matrizes ideológicas políticas de outras eras, que definem, regras e comportamentos a ser seguidas e obedecidas por imensas massas de gente, que perderam a capacidade de questionar o tudo, que o envolve e o que vive.
Há na Índia, um templo que guarda o futuro de todas as pessoas em escritos. Se avença, que foram extra-terrestres que deixaram essas escritas dinâmicas.
- Será que já teremos o nosso destino escrito numa folha de papel?
- Será que temos, realmente o livre arbítrio?
- Ou será, que afinal é tudo relativo e temos a ilusão do comando de nossas vidas?
Em boa verdade, se pode questionar... Seremos de facto seres livres?

Se calhar, já somos alguém, poderosos, partes intervenientes do Universo, duma maneira inexorável que nos escapa, por agora, à nossa percepção holística, como conjunto do Ser.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Os Cultos


O Culto de mão dada com a Religião pode-se caracterizar da seguinte forma: um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como; sobrenatural, divino, sagrado e transcendental.
Desde as religiões seculares até às novas e evangélicas, poderemos incluir os líderes políticos. Através dos seus seguidores pode-se determinar que as mesmas zonas cerebrais são activadas.
No campo psicológico temos o suspend the disbelief e o auto-convencimento. Na parte pessoal o carisma e a suposta capacidade de apresentação como modelo que trilha o caminho.
As incongruências são diminuídas ao limite e as virtudes extrapoladas até à insanidade.

Em Portugal actual, vive-se um desses cultos, o apelidado pelos seus boys e adoradores, o Chefe. Já não se discute política, mas sim, o lado emocional de um chefe. Mesmo perante todas as evidências de fraude académica e profissional, os seguidores buscam energias para tapar o Sol com a peneira.
Na área psico-somática estaremos mais perto da religião do que na política. Sendo que as duas confundem-se e suas fronteiras serem muito ténues.
Se um desses chefes cair, outros vinte se perfilham.

Estes cultos sempre ocorreram, ocorrem e ocorrerão.
Estes líderes espirituais servem para isso mesmo. Absorver toda a tensão, todos os esbracejos de injustiça, as indignações e tudo o que por aí advier.

Chamemos de super-capitalismo, de super-estrutura aqueles que de facto vão orientando os destinos do planeta, pelo simples facto, de terem o poder de criar o dinheiro e de o largarem a quem siga as suas linhas orientadoras.
Em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, grandes industriais norte-americanos se referiam a este poder sufocante. Capitalistas e industriais de então subjugados a uma super-estrutura que tentavam definir.
Do que se conhece, sabe-se que utilizam o crédito financeiro supra-nacional para controlar empresas e nações.
A confidências conhecidas por estes senhores, e numa síntese muita redutora, uma das suas filosofias - " Dêem-lhes as ideias de direita e esquerda para se morderem uns aos outros".
O conceito de direita e esquerda, que vem da Revolução Francesa e dependeu de uns sentarem-se de um lado e outros do outro. Os jacobinos e os girondinos. Daí até cá o conceito complexizou-se de sobremaneira.
Tal como numa época em que a religião detinha grande vigor, apareceram os primeiros indivíduos, numa tentativa, de organizar novas ideias, novas relações sociais, principalmente, fruto de grandes fluxos de tesouraria, e de todas as relações filhas de novos tempos que se viviam, tanto económico, social e religioso. Consequentemente, um fenómeno novo que resultava, as grandes cidades industriais.
Dessa toda nova panóplia de novas relações que borbulhavam aparecem nomes como Emile Durkheim, Karl Marx, Ernst Troeltsch, Max Weber, Peter Berger. Até certo ponto e nesta altura pode-se dizer que socializaram a religião.

Em suma, atirar os ovos ao líder local de momento, pode ter a sua graça, mas, no concreto não muda nada.
Repare o brutal ataque especulativo de 14 e 15 de Janeiro deste ano contra Espanha e Portugal. Fez disparar o spread das obrigações do tesouro espanhol e português. Na realidade esta é uma das notícias mais substanciais para os dois países apesar de passarem a uma ilharga muito extensa de notícias acerca do jet-set e jogadores de futebol. O pior cego é aquele que não vê.
Os bancos nacionais, logo a seguir, posicionaram as suas políticas de crédito no curto-médio prazo. A diferença reside na contratação ou não de mais pessoal, no investimento adiado, no adiamento do pagamento ao fornecedor e no final na sobrevivência do negócio. E isto faz toda a diferença.

A realidade é esta, o poder dos governos locais dos países mediterrânicos é apenas circunstancial. A Grécia, a Itália, Portugal e Espanha definham a olhos vistos.
Os denominados PIGS pelos jovenzinhos que fazem cálculos em folhas de Excel e atribuem notações de risco de crédito. P-portugal, I-itália, G-greece, S-spain.
Aparece a Alemanha, a segurar a Grécia o primeiro local a entrar no descalabro. Sem esquecer, que neste mundo ninguém dá nada a ninguém. E que se à volta da Alemanha não houver quem lhe compre os produtos lá produzidos, de nada serve o valor que eles oferecem.

Mas a somar à complexidade da globalização, junte-se a entrada de duas mega-economias, a Índia e a China, que têm regimes semi-democráticos e fecham os olhos às condições de trabalho. Pelas suas imensas populações e gigantesca oferta de mão-de-obra nas suas unidades produtivas não iremos encontrar filtros de ar, horários de trabalho calendarizados, condições sanitárias humanas, mas sim, trabalho de sol-a-sol, camaratas diminutas e partilhadas entre adultos e crianças, trabalho desumano, indústrias tóxicas sem qualquer regulação. Dessa produção gigantesca e após os acordos da OMC, asfixia muitas outras que não conseguem concorrer aos mesmos preços.
Poderá-se dizer que o mundo é injusto e para todas as partes.

Quanto ao caso português, apesar da pouca margem de manobra, não significa o mesmo, a desresponsabilização da actuação. Pois por o povo ser ignorante, fruto de políticas educacionais, propositadamente para o manter assim, amorfo. A elitezinha tuga não deixa de estar isenta de responsabilidades.
A primeira, o contínuo esticar do diferencial entre os mais ricos e os mais pobres. O que seria intolerável socialmente nos países do norte da europa, aqui promove-se o aciganamento da populaça.
Vergonhas anti-éticas, são o mote, aliás , o regabofe. Que começou nos governos de meados dos anos 80 até agora.
Caso sintomático, um pujé membro de uma juventude de um partido político é nomeado para uma grande empresa portuguesa de influência pública. Auferindo 2.500.000 Euros por ano, que após descoberta a careca demite-se, e ainda leva com uma indemnização capaz de elevar os conceitos da pornografia vigentes.

Qual é o seu culto? Ou está livre de pensamento?
O que poderemos entender por liberdade de expressão, seja em Washington ou em Havana?
E a liberdade de imprensa?



A verdadeira arte de combate, não é acreditar em Deus, Bhuda ou Maomé, é matar pela sobrevivência.
É a nossa sina, ao mesmo tempo a esperança, de sobrevivência...

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 19 de dezembro de 2009

La luna


Óh Lua, celeste, que vagueias em Universos perdidos.
Óh Lua, Luna, olha em tua volta, há 40 anos que pago o telemóvel.
Vais-te afundar! E eu te salvar, de braço em riste e argolas encaixadas.
Óh Lua, Lua, quantos lobisomens dependem de ti. Bestas em forma de animais.
Num luar, luz que irrompe a negritude escura, num ponto onde se faça luz. Confunde-se com orvalho, de madrugada com geada.
Ou molho de cebola caramelizada e alho. Não cebolada, talvez reviralho.
Há 40 anos...

Tremeliques, la mano, fotografa seguramente a lua, que foge, mantendo-se quieta.
Não está para poses quietas, mexe-se. À volta da Terra, onde se passam mais de milhentas questões, de forma a que o Zodíaco desista da previsão.
Prever, prever, não prevejo nada, nem agoiro. Mas de belo, não profetizo.
Luna, Luna, acreditam que vieram para serem felizes e depois choram e agonizam-se. Para quê engana-los. Eles sabem ao que vieram, apesar de o reprimirem sub-conscientemente. Pelo menos que o saibam. A verdade.
Apesar do medo, de morrer. Propositadamente, renegam vidas passadas. Bloqueiam o seu próprio eu.
Luna, Luna, mesmo com dejà vus, retro-cognições e outras opções, se escondem em outras milhentas de máscaras.
Para não falar em religiões, partidos políticos, clube dos amigos disney, escuteiros, sindicatos, associações diversas, enfim grupos, ou doutra forma, coleiras conscienciais...

sábado, 24 de outubro de 2009

Caim

José Saramago, aparece com um livro, denominado Caim. A polémica instala-se, não fosse tratar-se de um assunto muito sensível, a Religião, em particular a Cristã e seu livro de suporte sagrado, a Bíblia.
Fosse o Alcorão, nem debate haveria!
Após várias conferências de apresentação do livro, compostas com frases fortes, em diminuição e até ridicularização do Livro Sacro, por muitos, apelidado de jogada de marketing, o certo é que criou debate. Debate profundo entre as pessoas que seguem estas coisas. Logo, intrínseco da natureza humana, se formaram barricadas, de um lado e do outro.
O termo Bíblia é mais lato, pois existem muitas bíblias - byblios/conceitos. Até o Diabo tem uma, que é maldita, o Codex Gigas.

Porque não aproveitar a embalagem e ir-se mais fundo no debate dos temas transcendentais?
Será que existimos? Será um sonho?
Vivemos ou sobre-vivemos? Vive-se após a morte?
Haverá outras frequências e dimensões energéticas? Elas se interagem ou não?
Porque vivemos um mundo físico contraditório? Para uns viverem outros terão que morrer?

O debate, desta sexta-feira à noite, entre o Padre Carreiras das Neves e José Saramago, foi bastante interessante.
A Igreja Católica, enviou um dos seus doutores, especialista das "ciências bíblicas", defender os seus pergaminhos, o professor da Universidade Católica, Joaquim Carreira das Neves.

Não sendo grande aficionado de Saramago, na minha opinião, esteve muito bem, aliás, o debate em si foi cordato e bem conduzido pelo jornalista Mário Crespo.
Levou Carreira das Neves a admitir que as histórias da Bíblia são invenções, criações literárias. Isto é muito importante, pois a Igreja, sempre tentou passar a ideia do sentido literal da escritura sagrada.
Saramago, já no fim, colocou duas questões importantíssimas; o direito à dissidência e o direito à heresia.

Não posso considerar é que a Bíblia não possa ser questionada, principalmente com o argumento de que é muito complexa e que tem de ser lida de determinada forma.
O que é que é complexo?
O que é que é simples?

O vídeo integral do debate na SIC Notícias, Jornal das 9.


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Porque é que não nascemos logo no Paraíso ?

Descendemos da macacada mais agressiva, violenta, bélica e má. Extinguimos outras variantes com níveis de desenvolvimento bastante bons. Como carnívoros, ajudou-nos a desenvolver o nosso cérebro mais rápido que os outros, e com, a nossa natureza assassina e pouco tolerante à diferença chacinamos os outros. Agora passado todo este tempo cá estamos com menos pêlos e mais vestuário iludidos que sabemos tudo.
O medo de cair, por exemplo, vem do tempo em que saltava-mos de galho em galho ( Carl Sagan, in Dragões de Éden). Hoje a selva é outra, mas, a informação genética foi passando.
Em baixo o vídeo de Valete (rapper português de grande qualidade) - Revelação - com uma abordagem do tipo católica. Deus e o Diabo.
À parte da religião, politiquice ou status de cada um o vídeo - com música excelente - tem notóriamente cunhas mentais de outras dimensões não físicas, o talento imenso, de Valete não é só deste mundo insano. A força e a raiva contida na letra é supreendente.
O inferno é o Planeta Terra, que, por acaso, é aquele em que nós habitamos por determinado período de nossas Séries Existenciais.
Uma observação do meu colega e amigo Olivar puxou-me para um pensamento - a Pessoa Humana. O Papa e seus seguidores referem com ênfase subliminar e não por acaso à Pessoa Humana. Sabemos que neste Inferno nem todos são Humanos a começar por dentro dessa Instituição e abrangendo toda a sociedade dita Humana.
Meus amigos, não é pessimismo, a natureza humana é tendencialmente má de raíz. Nesta grande Escola-Hospital que é o nosso Planeta, ensinar e tratar é difícil, mesmo muito difícil.
Ajudar - e não esmola (que é apenas a satisfação do ego de quem dá e a perpetuação de quem recebe) - Ajudar (ensinar a pescar e não dar o peixe) o outro sem interesse no estado evolutivo em que nos encontramos é pieguice ou parvoíce. Ouve-se todos os dias alguém a dizer - Eu ajudar! Se ninguém me ajuda? Por que hei-de ajudar os outros?
Temos de vez em quando vislumbres de bondade e ajuda no nosso mapa-mundi como pingos de Amor. Existem por aí espalhados no nosso Planeta algumas consciências que vão remando contra a maré desumana.
As nossas dúvidas existenciais:
- Coca-Cola ou Pepsi ?
- O Bem ou o Mal ?
- O Ser ou Não Ser ?
Temos que ter a ilusão de que escolhemos algo...

terça-feira, 1 de abril de 2008

1 de Abril

Hoje e por ser verdade publico notícias e novas proposições com data de validade.

- George Bush pergunta-se porquê? E para quê? Chega à conclusão que afinal não tem sentido. Então demite-se e faz um discurso contido e emocionado em que pede perdão à população por ter chegado à conclusão de estar errado e manipulado por forças que não consegue controlar.

- Um Palestino torna-se Primeiro-Ministro em Israel. Agentes da Mossad e membros do Hamas festejam em conjunto e depois entram em depressão traumática por aperceberem-se que suas vidas foram em vão numa luta que tendia para o infinito.
- Após várias gerações e quando os Seres Humanos atingem o patamar que se pensava ser impossível, o serem considerados Seres Racionais, descobrem finalmente que o automóvel apenas é um veículo de transporte que os leva de um lado para outro. Deixa de haver aniquilações de Séries Existenciais de modo parvo.
- As religiões deixam de fazer sentido. Pois o produto que vendem "a entrada no Paraíso" a troco de obediência cega através de regras propostas por eles próprios deixa de ter razão de ser. Porque com a vinda de cada nova geração com a passagem de nova informação genética de; paz, ética, respeito pela liberdade do outro... vive-se uma espécie de semi-paraíso no Planeta Terra.
- Os grandes complexos industriais de armamento são reconvertidos e reajustados com o finaciamento dos bancos para centros de desenvolvimento e pesquisa de novos medicamentos para aumentar a qualidade de vida das Pessoas (termo que estava a entrar no esquecimento).
- É feita uma descoberta incrível, afinal, e ao contrário do que se pensava, as Pessoas são o mais importante das Organizações.
- A corrupção passa a ser um conceito estudado nos livros de História como algo a não ser repetido.
- As Pessoas mais velhas passam a integrar conselhos consultivos em que orientam; Empresas e Instituições de vária ordem... Com sua experiência de vida, a qual, vivenciaram e quase assistiram à destruição da Humanidade por causa de; lucros sem escrúpulos, guerras, políticas que servem interesses de uns e esquecem muitos... resumindo, merdas e afins.
- A clonagem de orgãos passa a ser um dos investimentos prioritários dos Estados.
- Deixa de haver a demarcação agressiva (perímetros urinários) de fronteiras entre Países, como prova, da passagem da irracionalidade para a racionalidade da espécie Humana.

domingo, 23 de março de 2008

Zeitgeist, o Filme

Zeitgeist é um termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época (in Wikipédia).

Este vídeo foi me enviado pelo meu amigo Engenheiro Bruno (este é Engenheiro a sério), vídeo que é muito interessante. Tem cerca de 2 horas. Portanto veja só quando conseguir um tempo para o ver como deve de ser. Advirto, como sempre, que não se deve sacralizar tudo o que se vê e ouve. O nosso espírito crítico tem que estar sempre presente. E devemos sempre duvidar de tudo o que nos é apresentado. É um filme-documentário para nós reflectirmos. Em baixo o texto que recebi via email.

" Espírito do tempo não foi premiado pela Academia, mas tem invadido o planeta como uma onda gigante. Zeitgeist unirá, espectadores de todo o mundo numa atitude crítica em relação a verdades, até agora (quase) inquestionáveis

O
filme foi escrito, realizado e produzido por Peter Joseph (pseudónimo) da GMP LLC e, em duas horas, apresenta, numa trilogia, o Cristianismo, o Terrorismo e a Banca como alguns dos maiores mitos da Humanidade. A fé da maior parte das pessoas, ao longo da história, em Jesus histórico, no inimigo estrangeiro terrorista e nos banqueiros internacionais é questionada. «Será que alguém ainda Acredita que não é escravo da Religião, do Terror e do Dinheiro?»,

Realizado sem fins lucrativos, a película defende a tese de que "Somos todos UM» e que a crença de que estamos separados uns dos outros tem sido uma das principais causas para a ignorância, passividade e alienação da massa, "rebanho" controlado pela elite (religiosa, política e comercial), cuja exploração o filme denuncia.
Elogiado sob o ponto de vista técnico e artístico, o documentário disponibiliza, no seu site, a bibliografia inundando o planeta: foi visto, até Novembro de 2007, por cerca de oito milhões de espectadores. "



domingo, 2 de dezembro de 2007

Mais outro Jantar Tertúlia

É mais uma vez outro jantar. Este em particular está muito bom. Falou-se de tudo um pouco, consegue-se resumir em pouco tempo todo o caleidoscópio mental dos intervenientes. Para mim ( e esta é a minha opinião, e , se não for a sua, simplesmente - azar ) temos aqui uma reunião de conscin's ( consciências intrafísicas ) a matar o seu tempo com um prazer enorme.

Note caro leitor que reunir todos estes animais à volta de uma mesa, dá muito trabalho.

Não perdendo muito tempo, passemos para o primeiro vídeo, que, tenho pena de não ter apanhado de princípio, porque, a conversa estava muito interessante. Mas mesmo assim fica aqui um cheirinho. Aprendam.

Tenha atenção especial ao "Toladas". Um gadget na mão do menino, e é uma maravilha!

Brinca-se com a Morte ( tem de ser ). É a única certeza que temos. Paremos um bocadinho para meditar, caros senhores. É a verdade, seja em que contexto for.

Continuamos falar de muitos assuntos, como por exemplo: armamento ( às vezes pode ser preciso ), extrafísico, morte, vida, beleza, extra e astrofísico - tudo coisas boas e agradáveis. É melhor visionarmos o segundo vídeo.



Nesta altura não me lembrei dos dots entre as palavras - a garrafa de Jameson é meramente decorativa. Era para se dizer extrafisicodotblogspotdotcom.



Por esta altura recebo directamente de Valongo uma mensagem via SMS de um grande Amigo e Colega - de seu nome Escudeiro. Todo contente o menino. É que o FC Porto ganhou na Luz por 0-1 (como é que foi possível ?). Ri-te, ri-te que o último a rir-se ri-se melhor. Quando o Benfica for ao Dragão e der 3 ou 4 na bilha, aí é que vamos ver !!!



Aqui as conscin's já algo descoincidentes do mundo intrafísico, já começam a falar do blé blé blé - considerado em alguns círculos como ...



Bem, depois de tudo isto os meninos foram certinhos e direitinhos para Caselas. É tudo conscin´s muito bem comportadinhas. Tem que ser.



Haverá mais. Amén.