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segunda-feira, 3 de março de 2014

O Futuro é um Presente do Passado


Muitas voltas a gente dá... Meios perdidos "presos" nesta vida, muitos se acham os máximos, quando em determinados eventos de ( em vida ) morte.

A vida, em tempos, é fodida... Depende da contextualização  da questão do momento. Explica de certo modo os suicidas, que quando chegam , o "problema" continua além

Em certa medida talvez, não haja futuro, talvez já tudo tenha acontecido, tudo está numa questão espaço-temporal, algures neste Universo num pensamento inteligente em que o Homem de cá desconhece a profundidade do conhecimento de lá. E quem tem o conhecimento?

Porque é que andamos perdidos ?


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Azul e Amarelo



De azul e amarelo, é o mundo individual que cada um no seu sonho e conceito de felicidade demanda.
Mas a vida, neste mundo tem muitas tonalidades,conexões e enganos. Formas de comunicação enviezadas, manipuladas, donde cabe a razão que cada um de nós trás, a certa e a errada.
Sendo seres que mal nos conhecemos, damos a entender que conhecemos muito, de nós e dos outros... E não percebemos, a tristeza e a alegria, o desespero e a euforia,
Há depressão, humilhação até à arrogância e à soberba.

Existe também sempre o processo, quando sentimos que chega a hora, não queremos, sabendo que a hora é inevitável, mas não queremos, porque está inculcado nas profundezas da nossa mente, que o mundo é de azul e amarelo... E não queremos...

Porque o mundo é azul e amarelo, como o filho do banqueiro de Wall Street que se suicida por incompatibilidade social (no popular in the school), como um pai centro-africano se desespera para alimentar o filho ou crianças desnutridas no interior do Cambodja que catam tarântulas para se alimentarem.

Porque o mundo é de azul e amarelo...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Porque é que a gente é assim


Porque sim, e ao mesmo tempo, porque não. Esta é a resposta oriunda das profundezas daquilo a que se chama de verdade. A verdade com que cada um interpreta e experimenta, fruto de historiais vividos individualmente, guardados nos mais secretos cofres jamais inventados, a alma de cada um.

Se se realçar, que cada alma é uma fechadura, esconda-se aquele que presumivelmente carrega em si a chave, a chave que abre as avenidas do prazer, donde se esconde, que um vício, tem mais dois ou três.

As avenidas do prazer, ou até duma sensação libertadora, uma espécie de incoerência coerente, libertadora dos mecanismos carnais e físicos, em quais estamos subjugados, por força de processos mentalmente incontroláveis.

Quem domina?
O corpo controla a mente?
Ou a mente controla o corpo?

Enquanto ao mesmo tempo, cada um de nós, é juíz de outros, de terceiros, ao mesmo tempo que praticamos a hipocrisia involuntária de nossa estupidez.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito do que eu?

Porque é que a vida é assim ...? Porque, se calhar também em formas que nos ultrapassam, como por exemplo...,
Não magique assim! A vida é o que é... É.

Mais uma dose? Claro que tou afim..., tchin tchin...


sábado, 17 de março de 2012

Phenomena

Canfa 2012

Por momentos de vislumbre, segundos de sol reflectidos em vales de sombras, um rio corre tentando ganhar confiança, dos seres presos nas margens, que todos assistem, a essa corrida de sentido único.
E se uma flor marginal, que se questionasse, por exemplo... E se o rio corresse noutro sentido? Ou para os lados? E se desobedece-se à lei gravitacional e seguisse uma outra lei, mesmo que abstracta, uma lei inventada e contraproducente às leis da vida... Porque em boa verdade, a vida e a morte, se entre-cruzam todos os dias.

Em boa verdade, não se nasce, mas sim, se renasce.
Em boa verdade, não se morre, mas sim, se acorda.

As pessoas em geral, têm-se como muito inteligentes, tal a soberba ingénua por que se tomam. Alias refira-se, a medricagem que a população humana vive e sobrevive, a começar pela tanafobia - fobia da morte - em que vive. Ou seja, vive, com o medo de morrer. Quando na verdade, uma e outra se complementam, ao mesmo tempo que a existência persiste. Vive uma contradição meridiana, no seu simples intelectual de ver as coisas.

Essa mesma soberba, que por um lado se destroem alimentos para manter o preço, nos mercados de derivados, por outro lado existem pessoas que morrem por doenças consequentes da fome.
Este é o anátema da sociedade em que vivemos.
Só por isto, se depreende o nosso nível de evolução, enquanto espécie.

Enquanto nós, por todo este mundo, vivemos os devaneios, delírios, desmaios, hipnosis, alegrias, comas, sonambulismos, medos e fobias. 
Na verdade, somos partes integrantes de tudo isto, cada um na sua quota-parte.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Expectativas, sonhos e engodos


Quase todas as pessoas não vivem as suas vidas, pensando escondidamente que as vivem. Sem tracção num chão que lhes foge dos pés, vivem suas vidas moldadas por antevisão de expectativas de outros, moldando por essa via suas formas comportamentais, na base, suas maneiras de ser. Enquanto desatam nós, atam tantos outros, em velocidades relativas; seja de consciência, seja relacional, comportamental... Seja no tempo e no espaço. Perdido, quando mentaliza um pouco para além, procurando um sentido de e na vida, perante a imensidão do Universo, deslumbrando-se a olhar, simplesmente, as estrelas e recordando de que existem coisas do arco-da-velha, visualizando factos ocorridos nesta vida, variando na experiência acumulada, crendo nessa mesologia quase como factor de fé, o Eu de cada um.

Confundidos pelos sonhos, rememoram pela manhã, enquanto bocejam com os olhos cheios de remelas, vários sonos, donde encolhidos e de pijama, manifestavam seus medos, suas ânsias. As rememorações, dos vários sonhos numa noite, são vários, surgem por vezes em visualizações e numa espécie de ligação de plataformas mentais. Recordamos de forma ténue, vários sonhos diferentes numa mesma noite e com as recordações a caírem em conta-gotas, misturamos tudo e assumimos, como se fosse um só sonho, quando na verdade são vários... Quando se recorda, na oportunidade e na forma.

Mas no fundo, apesar dos sonhos, no tudo que essa palavra abrange - pois também se sonha acordado -, as vidas das pessoas são comandadas pelas expectativas que os outros têm da sua.
Enquanto o indivíduo, não se consegue libertar dessa amarra consciencial, não vive, finge que vive, doutra forma, vive para os outros, negando para si mesmo, a sua vida, que é sua e de mais ninguém.

Gerir a ambivalência de uma vida só, não é uma coisa simples. Relacionar e interpretar as várias formas que amarram consciencialmente, tanto; religiosas, sociais, políticas e familiares... Sem contar com engodos... A estrada da Vida está cheia de engodos.

Apanhadas nisto, existem pessoas que se rasgam dia-a-dia... Haja fita-cola, pelo menos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Viver de trás para a frente


Este magnífico texto é do cineasta Woody Allen.

"Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentido melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bebé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num spa de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - Voilá! - desapareço num orgasmo."

terça-feira, 22 de março de 2011

É fodido, pá!


Nesta noite de consoada, pois todas as noites são de consoada, tocam-me à campainha , espreito pelo o umbigo da porta e vejo uma gaja loira, parecia uma puta de leste. Abri a porta de pijama rasgado na zona testicular com uma swett da Expo 98.
Era uma senhora entre os entas e os intas, a vender quadros em 3D, eram de facto muito bonitos, ao mesmo tempo que explicava que tinha sido despedida da HP (a empresa dos computadores) e que tinha duas filhas para criar e toda a história envolvente.
Respondi-lhe que tava difícil, e apercebi-me logo da experiência da mulher no bate porta-a-porta, ao cheirar a nega, ainda antes de consumada, partiu para outra. Ao fechar a porta, a minha mais que tudo na cozinha ouvira a conversa, dizendo até que lhe tinha doido na barriga. Voltei ao umbigo da porta para espreitar, ela tocava na campainha do vizinho da frente, não sabia ela, que naquele apartamento já não vivia ninguém, pois lá tinha vivido uma família, que apertada, teve de rumar para outras paragens, e pela crise, ainda não aparecera ninguém com um crédito aprovado na mão para a comprar.

A vida é fodida!

Este episódio, fez-me lembrar, quando eu também bati a muitas portas, quando vendia seguros e estudava à noite na Universidade.
Quando ao início da noite, apanhávamos o autocarro no Marquês do Pombal e descíamos a Av.da Liberdade aos solavancos por um motorista apressado para ir para casa. Fazíamos um meio turno na Rua Nova do Carvalho, conexo com o Cais do Sodré, onde se bebia mais uns copos nos bares outrora mais frequentados e a ver as putas que por lá cirandavam, isto durante anos, e quando os copos eram muitos, merdas aconteciam.

O primeiro seguro que vendi sozinho, foi a um fulano da Conservatória do Registo Comercial, na Rua Nova do Almada, um complemento da reforma, que nos primeiros 3 anos não tinha direito a nada.
Ainda me lembro, com o meu fatinho MacModa, a percorrer o Terreiro do Paço com uma mala executivo de base triangular, a andar para apanhar o barco, a olhar de vez em quando para trás, imaginando mentalmente, o fulano a correr por trás de mim e a gritar - Meu grande filha da puta! Meu granda cabrão do caralho, enganaste-me!
Ainda era criança e não tinha confiança do que vendia.

Bati ruas comerciais, comerciantes, uns mais matarruanos que outros, às 8 da manhã, ainda antes de abrirem as portas. Sequinho e cavaleiro andante!
Lembro-me, e ficam milhentas de histórias compartilhadas com outros, no Hospital Amadora-Sintra, a concorrer com os delegados de informação médica no corredor onde os médicos passavam.

A vida é fodida, acrescento, que é fodida prá caralho! E sem pena...

Amanhã o governo cai, e esta mulher que me tocou à porta não me sai da cabeça.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Água viva


A água vive, não morre, às vezes fica choca, mas é sempre viva e por si vivem vidas.
Muda de estado líquido, para gasoso, também solidifica. Gela e evapora.
Hidráulica que procura intensamente um sítio de passagem, para correr.
Enquanto dá vida, ao mesmo tempo ceifa-as, no seu mar, sepulta vidas e esconde tesouros, também segredos, guardados nas profundezas do oceano.

Tal como a alma, que não morre, que de tempos em tempos renasce e soma mais uns pontos à sua experiência, à sua manifestação.
Quando atiradas à vida, sem a lembrança da sua holo-memória e quase às cegas, nas vidas, a alma por vezes vibra, pula, estremece, quer aquela sensação de liberdade - por via de recordações nebulosas - que tem entre-vidas e nesses sentires, os poetas descrevem as emoções sentidas.

As jaulas, são cada vez mais subtis, a ver pelos olhares perdidos no éden.
Estão a matar as almas, deixando-os vivos.
Cada vez mais sozinhos no meio da multidão.
Perdidos e desorientados, o caminho é uma ideia longínqua, desde o tempo em que foram lançados dos úteros, para a vida.



Aguaviva - Poetas Andaluces

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A sequência de Fibonacci


Leonardo Pisano, conhecido por Fibonacci, compilou uma sequência de números, deriva do seu conhecimento, dando origem a aquilo que chamamos "A sequência de Fibonacci". É uma fórmula simples, somando os números entre si, chega-se a uma conclusão infinita.
Há 1.200 A.C. ... O mais curioso, é que esta sequência numérica, é encontrada, na Vida, e daí se especule, que talvez exista uma "mão inteligente", por detrás de tudo o que experimentamos nestas vidas físicas
Enquanto farejamos provas, uma espécie de ver para crer, desconhecemos que porventura essa assinatura já lá esteja, talvez há milhões de anos.
Se considerarmos, uma consciência livre, livre de um corpo biológico, das prisões inter-cármicas , que nos arrastam em infindas vidas, mais ou menos, melo-dramáticas.
A respiração liga-nos, tal como as doenças, contaminamos-nos, mais ou menos pelas mesmas, num leque muito abrangente, na psico-somática.
As profissões de fé e suas crenças religiosas e todas as outras sub-variantes de manipulação da mente, oriundas da mente de um para os outros, manipular mais outros.
Tal como os radicais livres que circulam nos nossos corpos. O gás altamente corrosivo que nos permite a vida, é o que nos mata lentamente, o oxigénio. A vida por si, é uma contradição...
Por mais legumes e frutas que se tomem, por mais campanhas de vida saudável que se sigam, invariavelmente, um dia iremos falecer. Após tantas vidas, já se deveria entender um pouco mais...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Promessa


A promessa, pode ser realizada ou não, ocasionalmente mais ou menos. Verdade relativa de ponta, ponto.
É uma crença em que se transfere para terceiro(s) uma intenção própria, uma esperança, um desejo, uma resolução.
O dia-a-dia vestido da realidade, que com o tempo que passa, reveste a experiência, mostra que desejo e sonho, alcance e controlo ou esperança e frustração, com medos misturados e tudo entremeado em si, são coisas da vida, mas quase sempre promessas dentro de outras promessas.

Há a promessa velada, às vezes juras, tem toque de vingança e/ou revolta, estas se "a quente" são normalmente ineficazes pela dispersão de energia, mas se, servidas a frio, são organizadas, acutilantes e por vezes, mortais.
Também as há por amor, as promessas. Umas por uma vida inteira, outras falhadas e muitas por singelos minutos. Entre resistir e deixar-se ir pela tentação, existe um mundo de pensamentos entre-cruzados, desde o estado espírito presente, o historial vivido e o sonhado não vivido, bem como, todas as outras que poderão haver, fruto das que não houveram.
A doença ou a probabilidade de sua existência, são a nascença de promessas. A doença de outros que muito nos dizem, doem mais se pelo próprio fosse sentida.
Há os que prometem, há também, os prometidos, como sempre existiu a incapacidade física, moral e as duas ao mesmo tempo.
Amiúde, a dor é tão forte, que vem das vísceras, é atroz, cortante e asfixiante. Inibe o sistema nervoso de reagir e como espiral, provoca outras doenças.
De um dia para o outro, acorda-se com uma bola do tamanho de um ovo de galinha no pescoço, não uma mordedura de um bicho, mas um câncer que se espalha sem piedade pela circulação sanguínea.
À porta de casa, pode acontecer, estar-se num pranto de lágrimas com o medo de sair e esquecer-se do caminho de volta, é a auto-consciência da doença.
Começa-se de uma promessa, para se fazerem novas promessas. O ramalhete é muito vasto.
Como as pessoas nascem sem manual de instruções inquietam-se, algumas ficam mais sobranceiras, no clássico estilo - já tive mais experiências que tu! Como se possuíssem uma espécie de atestado experiente-mor da vida, outro clássico - já passei por coisas...
O que não explicaram, ou não se recordam, é que renascer num mundo físico comporta todas essas vicissitudes, existe toda uma panóplia biológica de acontecimentos passíveis de ocorrer.
Declamar em tom dramático e poético - Porquê eu? Não nos questionamos dos jogos de sorte e azar de nossas vidas de há 500/600 anos atrás por exemplo?
Se vivemos mais dez, ou menos vinte anos, nessas passadas vidas?
Se fomos reis, condenados ou guerreiros? Carcereiros ou enforcados?
O que importa, é que alcance evolutivo atingimos.
Claro que nas partes temporais que habitamos por aqui estamos sujeitos a um gás tremendamente explosivo e corrosivo, o oxigénio, que ao mesmo tempo, permite uma vida física temporária. Somos imortais, mas não aqui, é que senão cansava. Temos que nos revezar de tempos em tempos.

Em bom rigor e na verdade, não existe ninguém superior ou inferior, desde a bactéria até ao organismo mais complexo do universo, mesmo que vá muito para além do que nossos cérebros físicos possam interpretar. Todos passam pelos mesmos degraus. Não existem - in facto - super-entidades, supra-sumos ou eminências pardas.
Logo também, não há ninguém que possa garantir totalmente promessas do que seja.
Se houver quem prometa, convencido de cumprir a promessa, é só explicar ao prometedor que também está no caminho da evolução.
Não é uma questão de não ser ninguém ou de ser muito, tem a importância que tem num contexto universal.

A promessa, cria uma chama interior, alimenta a esperança. É uma ciência não exacta, não tangível e não visível... mas sente-se, ou seja o que lá isso for.

sábado, 2 de outubro de 2010

Hill Street Blues

Manhãs frias e chuvosas, nebulosas às vezes. Cidades escuras, cinzentas e pessoas desenraizadas... quase sem nada a perder. Ferrugem por veri-semelhança.
Balada de Hill Street, genérico de abertura - anos 80 - que faz parte da memória de longo prazo de muita gente, principalmente os acordes, de uma música triste, sem esperança, vá lá de conformismo, à inevitabilidade das coisas. Como tudo é relativo, mesmo para quem dorme, à sombra de suas auto-convencidas e muy respeitosas, verdades per si assumidas como tal.
O cardápio pode ser tão longo, como cada um o deseje, e não se chama eléctrico, de outra maneira, o desejo pode não ser chamado para aqui ou acolá. Mas para lá...

Em boa verdade, hoje, à porta de um restaurante, nesta tarde solarenga, enquanto se fumava um cigarrito, após uma boa almoçarada, num início de tarde de sol, luz e brilhante, ao mesmo tempo, que uma velhota de muleta atravessava na passadeira perante o olhar de cidadãos auto-mobilizados, pensava nestas e noutras coisas, objectivando o zen de não pensar nada.

Se quisermos, a vida pode ser bela, é preciso é que não estraguem ela.

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Daa" look


Entrando numa rua para se estacionar, aos primeiros lugares vazios não se arrisca, estaciona-se ao primeiro lugar, sem ver, mas contemplando a intenção de estacionar.
Só que depois, constatamos que afinal, havia mais lugares vazios, bem mais perto do nosso objectivo.
Quando, às vezes, nos sentimos com a sorte, sem entender que o azar vem por debaixo e a fazer figas, arriscamos. Passamos e desprezamos os primeiros lugares vazios e com toda a confiança de roleta de casino, esperamos, com toda uma certeza naif ou de previsão, que estará lá, um lugar à nossa espera.
Complica quando estão todos ocupados e daí, nos obriga a dar mais outra volta.
Também se pode inventar e deixar em cima do passeio ou em segunda fila, mas acaba-se por ser multado. Por isso certos arrojos, acabam por ficar mais caros, do que à primeira vista se calculava.
Um bom porto de abrigo, é aquele lugar, mesmo que um pouco mais longe, mas debaixo de um salgueiro, à sombrinha e dessa forma mais fresquinho.
Pois em tempestades violentas, árvores fortes e grossas, se quebram, quando simples salgueirinhos que não lutam contra o vento, mas antes, dançam com o seu vento, sobrevivem.
Existem todos os tipos de ruas, com agendas marcadas, mas com espaço para um mais novo desconhecido.
Daa look...
Em cada nova rua, temos de procurar novos lugares de estacionamento e sempre com cuidado para não magoar e sem deixar réstia de mágoa.
E com as certezas "pinçadas" em dúvidas, essa é, das partes mais fascinantes da vida.

sábado, 22 de maio de 2010

Moengas

Tal como dizia um radiofonista profetizando as várias realidades existenciais - É do caralho senhores ouvintes, é do caralho!
Vivemos um mundo do caralho, sem dúvida. Pode-se dizer, que isto está demais!
A sorte do azar, de nós presenciarmos e interagimos nestes momentos fascinantes.
A pele macia, nas costas, nas coxas e no cú, chega a ser impressionante, tal cetim aveludado.
Vai por conta, umas cacetadas nos rails da auto-estrada de manhã, lembrando a voz, depois raspas nas beiradas.
São moengas, experiências e a responsabilidade de ter na mão uma das chaves, que supostamente, poderão abrir as portas do inferno. Como também a porta dos sete mistérios do Universo e dos caminhos que poderão levar a uma vida física de 5.000 anos.
Contudo, a porta dos sete mistérios, leva aos sete segredos fundamentais de outrora, firmados numa aurora, perdida no tempo e no espaço.
Cumprindo os 369 passos da escadaria dos auto-conhecimentos pueris e ricos. É a capacidade de prever e de voar, um dos segredos.
Mas o segredo do cofre, é a chave.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Photo Solaris


Esta photo foi tirada ontem ao final da tarde. O Sol ia-se escondendo, aliás, como faz habitualmente todos os dias e daí dar lugar à noite. Noutra perspectiva, o nosso Planeta é que se rebola e nós ficamos de cabeça para baixo. É a estrela mais importante para nós, sem ela não seríamos nós aqui e agora.
Ao que ao olho humano apenas era uma bolinha amarela lá ao longe, na forma photográphica, surge um Sol imenso que entra pelo espaço do momento que inunda e alimenta os seres. A sua enorme aura energética abraça. Facto concreto é que existe mais do que julgamos ver em cada momento. Existem toda uma série de coisas que acontecem e nos envolvem, mesmo que não as vejamos.
Em concomitância total e articulada inteligentemente, o Ar, a Água e a Terra, juntam-se a este elemento essencial. Estas quatro energias imanentes permitem-nos pacientemente a Vida, numa janela de combinação de factores muito ténue.
Assim ténue, mas real, este fiozinho de probabilidades que segura outros sopros de existência.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Autocarro 174



A 12 de Junho de 2000, ocorre um evento no Rio de Janeiro - Brasil, que ainda hoje, tal evento, é considerado por alguns o 11 de Setembro brasileiro, despoletou uma espécie de catarse nacional. Evidenciando um problema que muitos o vêem, ou viam, como invisível, os meninos de rua.
O evento sucedido, foi um sequestro de um autocarro, por um desses meninos, a quem a vida não deu chance de ser menino, tão pouco de ser cidadão.
O cara em questão, era Sandro Barbosa do Nascimento, por sinal Ser Humano, com uma vida marcada desde o nascimento pela pobreza, sem registo de número de segurança social, serviço de saúde ou qualquer tipo de identificação civil, igual a muitas outras. Onde crescer é uma afronta, sobreviver é fazer novas contas de probabilidades matemáticas. Sem escola, sem os mínimos de valores a seguir e principalmente com uma total carência de Amor, onde a lógica que a vida forma é matar ou morrer.
Foi empurrado para pivete de rua, onde, a sorte de um é o azar do outro. Crescem num ambiente onde não tem como.
Por coincidências muito estranhas da História, esta última, pinçou um protagonista, que teve o seu momento de poder e domínio, um menino que no seu fundo era bom e não tinha intenção de matar.
Foi um dos sobreviventes do massacre da Candelária, que se tornou um escândalo internacional, pela sua brutalidade e frieza.



No vídeo em cima, Bruno Barreto, realizador do filme "Última Parada - 174", em entrevista diz que não querendo fazer uma denúncia social, conta uma história, colocando um ênfase mais forte na questão emotiva. Um filme imperdível.
Mas implicitamente todo o filme é uma brutal denúncia social.
A vivência de múltiplas torturas físicas e psicológicas numa criança quase bebé, a que muitos adultos sucumbiriam facilmente.
É muito fácil de julgar... Num sofá.
O evento, amplificado por uma mídia sedenta de sangue e desgraça, a juntar alguma impreparação policial da época, tornou este caso, um espelho do mundo em que vivemos.
Um simples moleque de rua, parou "O Brasil", com um revólver munido de apenas quatro balas, fazendo "pensar" toda a gente, colada na televisão. Pelos menos durante seis horas.
Da ficção à realidade, em baixo o documentário de José Padilha, dividido em 12 vídeos, com as várias visões do evento; polícias, reféns, psicólogos e bandidos.
É que em tudo, existem vários ângulos de visão. E o chão é gelado...

domingo, 9 de novembro de 2008

A Vida como uma viagem de comboio

Já tinha lido este texto (daqueles que lemos e apagamos). Voltei-o a receber novamente via email de uma grande amiga. Desta vez não o apaguei, retive-o e agora plasmo-o neste espaço. Para o caro leitor o ler, para outros o relerem. É de uma beleza transcendente e real ao mesmo tempo. Para reflectir e constatar que todos nós nos encaixamos nessa viagem.

"A vida não é mais do que uma viagem de comboio: repleto de embarques e desembarques, salpicado por acidentes, surpresas agradáveis em algumas estações e profundas tristezas noutras.
Ao nascer, subimos para o comboio e encontramo-nos com algumas pessoas que acreditamos que estarão sempre connosco nesta viagem: Os nossos PAIS.
Lamentavelmente, a verdade é outra.
Eles sairão em alguma estação, deixando-nos órfãos do seu carinho, amizade e da sua companhia insubstituível.
Apesar disto, nada impede que entrem outras pessoas que serão muito especiais para nós.
De entre as pessoas que apanham este comboio, também haverá quem o faça como um simples passeio.
Outros, só encontrarão tristeza nessa viagem…
E outros também, que circulando pelo comboio, estarão sempre prontos para ajudar quem precisa.
Muitos, quando descem do comboio, deixam uma permanente saudade…
Outros passam tão despercebidos que nem reparamos que desocuparam o lugar.
Às vezes, é curioso constatar que alguns passageiros, que nos são muito queridos, se instalam noutras carruagens, diferentes da nossa.
Assim, temos de fazer o trajecto separados deles.
Mas, nada nos impede que, durante a viagem, percorramos a nossa carruagem com alguma dificuldade e cheguemos até eles...
Mas, lamentavelmente, já não nos poderemos sentar ao seu lado, pois estará outra pessoa a ocupar o lugar.
Não importa. A viagem faz-se deste modo: cheio de desafios, sonhos, fantasias, esperas e despedidas... mas nunca de retornos.
Então, façamos esta viagem da melhor maneira possível…
Tratemos de nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um, o melhor deles.
Recordemos sempre que em algum ponto do trajecto, eles poderão hesitar ou vacilar e, provavelmente, vamos precisar de os entender…
Como nós também vacilamos muitas vezes, sempre haverá alguém que nos compreenda.
No fim, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação vamos sair, nem, muito menos,onde sairão os nossos companheiros, nem sequer, aquele que está sentado ao nosso lado.
Fico a pensar se, quando sair do comboio, sentirei nostalgia...
Acredito que sim.
Separar-me de alguns amigos com quem fiz a viagem, será doloroso.
Deixar que os meus filhos sigam sozinhos, será muito triste.
Mas agarro-me à esperança que, em algum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.
O que me fará feliz, será pensar que colaborei para que a sua bagagem crescesse e se tornasse valiosa.
Meu amigo, façamos com que a nossa estadia neste comboio seja tranquila e que tenha valido a pena.
Esforcemo-nos para que, quando chegue o momento de desembarcar, o nosso lugar vazio deixe saudades e umas lindas recordações para todos os que continuam a viagem."



A todos Boa Viagem, aproveitam, pois, a qualquer momento vão desembarcar. Disso tenham a certeza. Concerteza.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Subtileza

Hoje façamos de conta que o Inferno Intrafísico em que vivemos é diferente. Na realidade é real. A beleza subtil e gigante que a Vida nos dá é infinita de tudo. Já cá estava antes de poluirmos este Planeta e cá estará quando desaparecermos de cá. A sua harmonia, inteligência e beleza mexe assombrosamente com o nosso interior intímo que cada um guarda secretamente.
Não compreendemos que somos todos parte integrante de um sistema - a Vida. Recebemos constantemente partículas cósmicas nos nossos braços, nas nossas cabeçinhas, em suma, na nossa derme. Como exteriorizamos para o Universo as nossas energias e pensamentos que deambulam pelo vácuo Universal.
Esta força também tem o seu lado negro, que, mostra-se com brutalidade, corta-a-direito, fustiga, destrói e não conhece ninguém quando lança a sua espada. Vão ricos, vão pobres, vão sobrinhos e afilhados. Vai tudo o que estiver à frente. Nas nossas cabecinhas é muito difícil perceber, o porquê ? Mas decerto haverá alguma razão.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ganhar coragem

Nos últimos dias o vídeo que vai em baixo tem causado uma grande celeuma, por, questões monetárias e por questões de visibilidade.
Mas o importante é o momento apanhado no Kruger Park.
A baby-Bufalo é apanhado por um grupo de Leoas que aos poucos tentam asfixiar e afogar o bovino. Também aparece um oportunista Crocodilo a ver se lhe cabia alguma coisa em sorte.
Os Bufalos animais herbívoros e sem experiência de caça começam a revoltar-se com a triste sorte de um azarado igual a eles. Subvertendo as regras da Natureza, a presa transforma-se no atacante e o predador na vítima. É uma questão de Vida e de Morte. Vivem-na todos os dias e várias vezes ao dia.
Eles enchem-se de coragem e voltam começando a cercar as Leoas - talvez o líder ou o mais audaz - enfrenta-as cara-a-cara que é o mesmo que depois atira umas das Leoas ao ar. Fica o trauma. Aquelas Leoas vão pensar duas vezes antes de caçarem um outro Bufalo novamente.
Existem outros vídeos - que não encontrei para trazer até aqui - que mostram a Intelengentzia Animal . Um deles são duas Leoas cercadas por Hienas até aparecer um Leão que estrilhaça a Matriarca, matando o chefe todo o grupo se desorganiza ficando depois mais interessados em saber quem será o novo chefe. E um outro em que uma raça de macacos mata e come uma cria de uma chimpazé. A chimpazé quando chega à sua aldeia comunica aos outros o sucedido, e os, chimpazés armam-se com paus e deslocam-se cerca de 30 Kms. para matar os outros. Vingança.
Dizem que os animais não têm inteligência que é tudo intuição. Meus caros a minha opinião é totalmente contrária. Existe inteligência, sentimentos e emoções. Existe amor, vingança, ciúme, medo e coragem.

domingo, 23 de março de 2008

Zeitgeist, o Filme

Zeitgeist é um termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época (in Wikipédia).

Este vídeo foi me enviado pelo meu amigo Engenheiro Bruno (este é Engenheiro a sério), vídeo que é muito interessante. Tem cerca de 2 horas. Portanto veja só quando conseguir um tempo para o ver como deve de ser. Advirto, como sempre, que não se deve sacralizar tudo o que se vê e ouve. O nosso espírito crítico tem que estar sempre presente. E devemos sempre duvidar de tudo o que nos é apresentado. É um filme-documentário para nós reflectirmos. Em baixo o texto que recebi via email.

" Espírito do tempo não foi premiado pela Academia, mas tem invadido o planeta como uma onda gigante. Zeitgeist unirá, espectadores de todo o mundo numa atitude crítica em relação a verdades, até agora (quase) inquestionáveis

O
filme foi escrito, realizado e produzido por Peter Joseph (pseudónimo) da GMP LLC e, em duas horas, apresenta, numa trilogia, o Cristianismo, o Terrorismo e a Banca como alguns dos maiores mitos da Humanidade. A fé da maior parte das pessoas, ao longo da história, em Jesus histórico, no inimigo estrangeiro terrorista e nos banqueiros internacionais é questionada. «Será que alguém ainda Acredita que não é escravo da Religião, do Terror e do Dinheiro?»,

Realizado sem fins lucrativos, a película defende a tese de que "Somos todos UM» e que a crença de que estamos separados uns dos outros tem sido uma das principais causas para a ignorância, passividade e alienação da massa, "rebanho" controlado pela elite (religiosa, política e comercial), cuja exploração o filme denuncia.
Elogiado sob o ponto de vista técnico e artístico, o documentário disponibiliza, no seu site, a bibliografia inundando o planeta: foi visto, até Novembro de 2007, por cerca de oito milhões de espectadores. "