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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Aquilo lá ...


Sei que existem coisas e coisas quase impossíveis. Há coisas que ficam longe... lá... longe ... para lá da casa do caralho.
No entanto, a vida espalha-se por aí, sem sabermos muito bem como, ela está por aí, à nossa volta e em cada um de nós, somos a própria vida, mesmo que, alguns se achem mortos para ela. 
Em boa verdade, vida e morte, se interligam, coexistem, são facto peremptório.

Em todos nós existe uma espécie de Alasca, onde cada um deixa um segredo passado d'uma vida e tenta recomeçar uma vida do zero, dentro de uma série existencial.
Uma mistura psico-somática dentre um ponto entre outro, que se somarmos as outras vidas se tente, pelo menos, interpretar um sentido, da existência individual, ao mesmo tempo, que se baixe o percentual do "baratismo-tontismo" em que cada um vive. 
Este não-fenómeno por ser a normalidade, resulta nas sociedades actuais em que vivemos.
Um vazio estudado e projectado, numa inocuidade disseminada, um quebra-gelo rotinado a destruir almas... Que parece fazer esquecer ou esconder que afinal as pessoas são o Universo, não por direito próprio, mas porque são partes integrantes de tudo isto. 

É como jogar na roleta ...!


Dead Combo - Blues da Tanga

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seráfica hipocrisia


Com todo o ar mais seráfico possível, os mais variados opinion makers portugueses dizem em uníssono que a populaça em geral vive acima das suas possibilidades.
Na verdade, as possibilidades dos portugueses, em termos médios, sempre viveram a possibilidade de salários baixos como comprovam alguns índices económicos, que para comprarem a merda de um frigorífico ou de um fogão, têm de recorrer ao crédito.
Não falando das filas escondidas nas traseiras das santas casas de misericórdia, com sacos do pingo doce ou do continente, na esperança de serem preenchidos, lembrando outrora, que foram atirados para a merda por filhas da puta que esquizofrenéticamente tentam "o tudo por tudo" para agradar hierarquias com números competitivos, e que mesmo assim encerram unidades de negócio, comentando entre si, que há gente parva e que acredita no Pai Natal.
A realidade da sopa dos pobres na almirante reis, quando ao mesmo tempo os funcionários do BdP, dos seus gabinetes vislumbram filas cada vez mais longas, num país que já vendeu em pedaços a sua soberania.
Mas que tamanha vergonha!

Há coisas incríveis e que se tornam incrédulas perante toda a passividade de um povo anestesiado, sem falar do rol de queixinhas, como muitos gostam de apregoar.
Uma das queixinhas, que pela mentalidade dominante não devem ser levantadas é a questão do PPR de Miguel Cadilhe que impôs para presidir ao BPN, quando todos já sabiam, que o referido banco estava na completa falência, o ladrão impôs um PPR de dez milhões de euros. O sacana, considerado pelo establishment como pessoa séria e de currículo académico ímpar, nem esteve lá meio ano, mas ficou com a grana. Mas que granda filha da puta do caralho, sem falar da parte ética e moral da questão e não obstante da informação de todo um quadro negro da instituição. Isto apenas é um exemplo, uma parte de muitas ...!
Que hoje, idosos com muitas dificuldades para pagar os seus remédios na farmácia, pagam a sua injusta quota-parte.
O BPN, foi um regabofe de tal forma escabroso, que todos nós pagamos, mesmo que muitos de nós não nos apercebamos. Um regabofe, onde se passearam, principalmente, ex-ministros da maioria de Cavaco.
As leis têm de ser cumpridas, a experiência histórica diz, que mais tarde ou mais cedo e de uma forma ou de outra a justiça impera, na maior parte das vezes, na sua forma mais cega.

Por outro lado, o socialismo maçónico, conduzido pelo PS, agravou ainda mais a desgraça deste país. De facto a entrega de Portugal a estes dois partidos políticos, PS e PSD, revelou-se um desastre total, com os resultados à vista de todos. Verrascas do pior, numa linguagem mais contida, até comeram meninos em festas, os verrascas.

Um e outro, desmantelarem a parca indústria portuguesa, desde as fábricas de sabões, às da borracha. Quem conheceu o Poço do Bispo em Lisboa de outrora, sabe do que se fala.
Um país com condições climatéricas ideais para a produção de cereais, destruíram essa capacidade produtiva, para agora comprarem através de crédito externo, as necessidades cerealíficas da população.
Por falar em socialismo, mas que merda é essa da fundação Mário Soares? O que é que apresenta, o que é que produz, para justificar as subvenções que recebe?
Porque é que os media tanto defendem Mário Soares, tal como a classe política em geral? Quando na verdade, foi um dos primeiros obreiros da desgraça nacional, seguido por Cavaco e depois por avulsos do PS e do PSD.
Porque chegamos a este ponto? Não há acasos nem ocasos, mas sim, responsáveis que nos levaram a este ponto e que ainda estão a tempo de ser responsabilizados, não só politicamente, como criminalmente.

Com tudo isto, vêm agora os actuais seráficos ministros da actualidade, donde se destaca o da economia. Álvaro Santos Pereira, que deve ser uma pessoa muito interessante, que veio dos meios académicos do Canada e que até escreveu um livro sobre Portugal e cuja cientificidade é por demais reconhecida, falta-lhe um pequeno pormenor que não de somenos importância, a aplicação prática das teorias ao dia-a-dia real das pessoas. É um teórico, onde lhe falta perceber que o Canada não é Portugal. A empresa, o pensionista e o assalariado canadiense é conjucturalmente diferente do português.

Álvaro, Gaspar e Coelho, o ultra-liberalismo do qual são adeptos faliu, basta ver na televisão, e depois, entre a teoria das salas de universidade e a realidade do dia-a-dia vai uma grande diferença. Meus caros, matar a economia e depois esperar que ela cresça, só com drogas que ainda não foram inventadas!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Outro lugar


Num primeiro momento, fugir, para outro lugar.
Só depois se toma a consciência, de qual outro lugar, a bem ver, queria-se estar noutro lugar, num lugar diferente. Estar-se no que está dá por vezes uma "gastura" e dela sai a vontade de ir para outro lugar. Muitas vezes, faz-se isso mentalmente e aí vai-se construindo outro lugar, somente pela mente.
Benfazeja, que se faça esse exercício todos os dias, todos... se pensa quase sempre noutro lugar, em estar noutro lugar.
Como dizia o brilhante e saudoso António Variações;
- Estou bem só onde não estou, porque só quero ir, onde não vou...

De facto, o outro lugar, onde queremos ir, pode ser, o lá longe, muito longe, na casa amarela... e azul. Uma fotografia plantada no nosso subconsciente, da areia e do mar, uma espécie de ilusão do paraíso.

A sensação, às vezes, naquela necessidade estranha, mas real por ser sentida, de fugir ocorre-nos, de tal forma que por vezes não cabemos em nós próprios e isso resulta da nossa imensidão, do caminho já percorrido das múltiplas vidas que temos como histórico. Caminho sinuoso, é certo... mas a evolução é isso mesmo, ultrapassar barreiras cada vez maiores. Há quem se esqueça, que no nosso DNA ainda esteja lá plasmado, o medo de cair que vem do tempo em que éramos macacada a saltar de galho em galho pela floresta.

Contudo, há quem deseje morrer, seja por doença física incapacitante ou na previsão dela não queira perder a sua liberdade física, os há pela queda anímica generalizada da vida, outros em pressão total das circunstâncias da vida e outros caídos na emboscada da falsa expectativa que primeiro pode levar à loucura, porque ganha vida própria, e numa outra qualquer fase leva ao desejo do termo da vida num instante. Noutro lado, em outro lugar, também há quem implore pela vida, principalmente na cama de um hospital. É uma dicotomia que vem da história de cada um.
Não existe maneira mais coerente ou incoerente, é uma decisão individual, seja ponderada ao longo do tempo ou repentinamente. Faz parte do processo.
Nesta área, normalmente avolumam-se, os conselheiros, os pedagogos e toda uma panóplia de gente, que no fundo, passa a mensagem do coitadinho de ti não faças isso.
Na maioria das situações, quase nunca se faz a avaliação mesológica do indivíduo, e pode até ocorrer, que um indivíduo até tenha planeado isso mesmo antes de nascer, ou levar uma existência física que combatesse esse desfecho com probabilidade elevada de ocorrer. É por si próprio, que o sujeito tem de perceber, porque senão, será indubitávelmente noutra vida, a mesma história e noutro lugar.

Voltando ao medo de morrer, a raíz de todos os medos, imagine-se, que noutro lugar, noutras dimensões mais sutis, sem existência de matéria física, tal e qual a conhecemos, que hajam indivíduos e são aos milhões, que não querem voltar renascer neste planeta, pode-se até dizer, que ao contrário do medo da morte, têm um medo tremendo de nascer.
Na verdade, o medo varia conforme a manifestação existencial de cada um, ou pela dimensão energética onde reside num espaço de tempo, pelo interesse de momento, pelo medo do desconhecido e pelas avenidas do prazer que o seu situacionismo agradável o permita.

Fora, tudo o que vai além dos 5% cento do universo que conhecemos e vemos, pois entre a matéria e a energia negra que desconhecemos, existe toda uma panóplia de cerca de 95% de coisas além da nossa percepção, ou seja, o que quer que seja que já exista, para nós espécie humana é totalmente desconhecido... Sabemos é que existem outros lugares, além deste.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O logro


O logro em que todos nós vivemos actualmente, é justamente, a primeira grande falácia do gigantesco logro em que estamos inseridos, o nós.
Fala-se muito dos gregos, dos irlandeses, dos portugueses, se os finlandeses vão emprestar a sua quota parte ou não e por aí adiante. O que na verdade acontece, é que vivemos, nunca como antes, em sociedades individualistas em progressão. Onde cada um no meio onde está inserido tenta ganhar vantagem da forma que pode e causando o impacto que a sua posição permite.
Ou seja, o desempregado irlandês não tem necessariamente os mesmos interesses e objectivos que o banqueiro irlandês. Como o grego que vislumbra o despedimento a breve trecho do emprego que tinha como garantido até à sua idade de reforma em oposição aos grandes construtores civis que beneficiaram com a realização dos Jogos Olímpicos em Atenas.
Tal como em Portugal, uma das sociedades mais desiguais, no que toca à distribuição do rendimento. Onde, hoje idosos mais do que sobrevivem com pensões à volta dos 200 euros e famílias inteiras com pouco mais de 600 e 700 euros, em contraposição, com gestores públicos a auferirem às centenas de milhar de euros, por via de gerências incompetentes e por vezes fraudolentas, com a vantagem de não terem de responder pelo uso dos recursos postos à sua disposição, fruto da colecta dos contribuintes. E isto ocorre nos denominados países ocidentais que seguiam a fé do sistema que está a capitular aos pedaços e que é uma meridiana certeza matemática, o eterno crescimento, a eterna valorização dos bens imóveis.

Em Outubro/Novembro de 2008 com a falência do 4 maior banco norte-americano o Lehman Brothers, são disparados todos os sinais de pânico, principalmente do foro psicológico, mas com o receio escondido, de que se as pessoas e as empresas não conseguirem pagar as suas amortizações, o sistema colapsa. Dos particulares e da economia privada, num instante, o receio passou-se a focar nos países que se julgavam soberanos. Estes também podem não conseguir pagar e daí, podem arrastar os sistemas financeiros locais para o buraco.
E nestas pseudo-democracias, assistimos impávidos a dirigentes políticos que governam, unicamente para a sua reeleição, governos de vistas curtas e com soluções simples, enquanto possível, com mais dívida.
Hoje, após o paradigma da dívida ter mudado, continuam meio atarantados, repetindo ladaínhas do politicamente correcto, falando uma espécie de marketing político padronizado, tal como se falassem para atrasados mentais.

A verdade, é que hoje, não existe dinheiro físico para cobrir toda a dívida em circulação, que é negociada selvaticamente nas grandes praças de mercados.
Se o dinheiro vier coberto de sangue, do vício das drogas, à custa das doenças crónicas, do tráfico de carne humana orientada para a prostituição ou dos enormes lucros vindos da exploração de unidades industriais onde as pessoas são apenas ferramentas... não interessa. O dinheiro não tem cor, nacionalidade, pena e sentimentos de ética ou moral.
O objectivo é ganhar mais, o segundo objectivo é ganhar mais ainda.
Enquanto putos na Índia ou no Bangladesh morrem de pneumonia ou de caganeira do outro lado do mundo um assalariado à rasca com o cartão de crédito, compra a Barbie de plástico para calar a birra da filha. Tudo está interligado, na economia. O rendimento criado derivado do trabalho do puto indiano e do assalariado francês, belga ou espanhol, sem se aperceber vai uma boa percentagem para o não-emocional negociante de dinheiro virtual de Wall Street. Estes intervenientes nunca se chegarão a ver, mas estão interligados entre si, o sistema, num processo, numa transacção passou por todos eles, variou foi a quota-parte de cada um.

Este é o sistema desumano em que vivem os humanos.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vejam bem


À porta da igreja, os mendigos estendem a palma das ilusões e dos sonhos que outrora tiveram. A vida é cruel.
Eu não dou esmola. Eu não sou caridoso. Não alimento um sistema monstro. A caridade é o resultado da falha do sistema e dar é manter essa condição.

Vejam bem...
O mundo que "ajudaram" a criar é o mesmo por que se torçem e gritam.
Cada um, tem a sua quota-parte, de responsabilidade. Uns mais que outros... Tal como nas crises, pagam mais os que menos responsabilidade tiveram, em porções desproporcionais.

A colectividade protege o seu amor-próprio, se um grande número de pessoas , escreve Freud na Psicologia Colectiva e Análise do Eu, se juntam à volta de um mesmo ideal do Eu, isso reforça as suas esperanças arcaicas. Por esperanças arcaicas, Freud entendia esse amor por si próprio que é transmitido a toda a criança pela mãe, e que se traduz, geralmente, pela palavra narcisismo.

Em patologia, viemos à vida humana para sermos felizes, amar e ter prazer. Quem ama não sofre. O que faz sofrer é o desamor, a patologia do ódio ou dos caprichos. Quem ama de facto, não reivindica, não censura nem vive na insegurança dos ciúmes ; compreende, perdoa sempre, renuncia com alegria, harmoniza, pacifica e beneficia.

Vejam bem...
A macacada, excitada e de pêlos no ar, vestidos de poder; temporários e empregados, do alto da cadeia alimentar, um dia - quando despertarem - percepcionarão quem lhes comanda a consciência ética, não são nada.

Veja bem...
Enquanto um homem passa fome e um cão é abandonado depois de acarinhado e tratado, após de não satisfazer o lado negro humano. Atirado ao vento e à sua sorte...A humanidade não é sinónimo de bondade, mas sim, algo que ofereça algo do seu interesse.
A fronteira de as pessoas deixarem de ser pessoas e passarem a ser selvagens, é muito ténue, quase invisível e num instante fugaz.

Vejam bem...
Ser social polarizador seguro e assumido das reivindicações justas. Mais forte afectivamente e detentora de sentimentos elevados, já dominadores das emoções superficiais e vulgares.

Vejam bem...
No relativo à comunicação, o telefone, inventado em 1876, catalisou a comunicabilidade interpessoal e dessa , a inteligência evitadora da idolatria consentida, da divinização permitida pela demagogia política e lavadora de cérebros. Aquela que diz, que os meus mortos são mais justos que os teus, independentemente das manchas de sangue que percorrem nas suas palmas.


Zeca Afonso - Vejam Bem

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Discernimento, jornada espinhosa da humanidade


É tudo tão difícil, muito difícil... é a crise, é a divida, são as hemorróidas e o que mais que seja. Em linha de conta, no pensamento dominante e presente, há que conter despesas e custos, há que fazer sacrifícios.
Porque é difícil, é muito difícil, isto tudo. Quando na verdade, enquanto o planeta vai girando há milhões de anos e a natureza tem um ritmo próprio, fruto de uma sabedoria evolutiva muito além de nossas vidas fugazes, nós, criaturas "ainda" no berço espirramos espasmos frenéticos de inteligência.
Por exemplo, na inteligência sentimental, comportamental e comunicacional, vamos dando os primeiros passos. Tivemos indivíduos excepcionalmente desenvolvidos em uma ou duas áreas intelectuais e nas outras verdadeiros desastres. Existem e existirão variados caminhos até completarmos um pouco o ramalhete, o qual, ainda desconhecemos.
Um termo de medida é uma mente que deu um dos maiores pulos no conhecimento do Universo, Stephen William Hawking, tenha sido subtraído dos afazeres físicos que um soma acarreta e daí ocupar a sua mente, quase em permanência no pensar.

Para já, termos a percepção do nosso estado primitivo e selvagem em que nos encontramos, é um sinalizador da nossa condição. Apesar da sensação de podermos interagir com um semelhante do outro lado do mundo ou estas linhas que lê, em segundos poderem ser lidas em qualquer parte do mundo e traduzidas na língua local.

Não obstante...
- A malária matar milhões de pessoas, quando um simples mosquiteiro ajudaria muito.
- Quando milhões sucumbem pela fome, e outros destroem toneladas de alimentos para manter o preço de produtos agrícolas.
- Quando milhares doam milhões de alimentos e dinheiro, para ser derretido nas organizações "pseudo"-humanitárias, e o pouco que chega ao destino, ser controlado por senhores da guerra locais.
- Quando se viola uma criança - destruindo-lhe o esfíncter anal - num país ocidental chamado de primeiro mundo que "evangeliza" o estado de direito, mas consoante o poder sócio-económico do abusador é tido em conta de forma subjectiva para não ser punido legalmente de algo moralmente condenável.
- Enquanto as principais farmacêuticas mundiais cotadas em bolsa, perpetuam e condenam os seus clientes, aliás doentes, na fidelização de consumo, antes da demanda de cura das suas maleitas.
- Enquanto se professam religiões que mantém milhões de vidas reféns de livros sagrados, quando sagrado já é tudo o que existe.
- Enquanto se manipulam milhões de mentes órfãs de ideias, em soldados "políticos" que as defendem inconscientemente e até à morte, mantendo obscuros grupos de interesses. No post-mortem, fortes e longas depressões pós-dessomáticas, quando constatam que foram usadas num jogo maior.
- Enquanto civilizacionalmente consideramos que tirar a vida a outro ser humano é um acto condenável, ao mesmo tempo que a indústria do armamento é o maior negócio do planeta.
E todas as outras ...

Quase tudo isto, com sistemas democráticos, com o voto das populações que mandatam outros para os dirigir. E todos se queixam das injustiças...
Há muita gente que se julga gente, porque quando lhes batem à porta do W.C., respondem - Tem gente!

Em baixo no vídeo, está um daqueles raros momentos, do verdadeiro pulsar do planeta. Ritmo, melodia, vivência, sapiência, limbo, sentir... Com o que produzimos da terra aliada à nossa infinita capacidade de criação, às vezes, somos o que esquecemos que somos, parte constituinte do Universo.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A arte não tem limites


A arte proporcionalmente acompanhada pela estupidez humana não tem limites. Desde soprado com ares ascendentes, aos descendentes.
Com uma margem enorme.
Do fundo à arriba.
Do menos infinito até ao mais infinito.
Por palavras consegue-se estabelecer limites, mesmo, que empíricos. Nos gestos e atitudes, é de uma vastidão incompleta, porque se reinventa e mais do que isso, se inventa todos os dias, todas as horas... A todo o tempo.

A informação está aí, mesmo que desinformada.
2+2=4 saltam por todos os buracos.
Pergunta-se, porque é que, a este ponto evolutivo ainda será possível visões facciosas?
Que providos de dois olhos e dois ouvidos, ainda se veja, só com olho e só com um ouvido?
Será que questionar-se do que se passa à sua volta foi liquidado do ADN de Ser, de Existir e de interagir?
Será que esta gente, ao menos, sabe ao que veio? Pelos menos ...?
Para nos convencermos uns aos outros de vidas terceiras, concerteza de que não foi.
Será que esta gente não sabe o que é balance?
Corre tudo, e freneticamente, atrás da lebre.
Quando se acusa, acusa-se a si próprio, nem que seja pelo gesto de apontar o dedo, aponta-se três dedos ao ego.

Toda a gente sofre, na sua dimensão de entendimento de sofrimento.

Aliás, tudo isto, tem uma probabilidade, de ser tudo mentira.
Como o futuro é arbitrário, apesar de legiões de boa vontade e até de profetas arriscando a sorte.
Podemos caminhar por uma estrada sinuosa, pois ninguém sabe, o para lá, só caminhando, percorremos caminho, sem saber bem o quê que caminhamos. E aí também se pode ser livre. Pode se caminhar para os lados, para trás e para a frente, até para cima e para baixo.

Tudo é impossível...

Ahh, e claro somos muito espertos!
De uma ou outra forma fazemos xixi, e aí estamos interligados, na necessidade de beber água, e de a expeli-la.

Vivemos tempos fascinantes!

Num sonho onírico, um alfaiate, media costas, milimétricamente, media a fita escrupulosamente, calçava chinelos 54 e tinha no alto da bochecha uma saliência de relevo contumaz, fazia fatos verdes aos quadradinhos e a preços muito em conta. E era corcunda.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 3 de maio de 2008

Aurora Boreal

A aurora polar é um fenómeno óptico composto de um brilho observado nos céus nocturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal, nome baptizado por Galileu Galilei, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao seu filho Bóreas, representante dos ventos nortes. Ocorre normalmente nas épocas de Setembro a Outubro e de Março a Abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome baptizado por James Cook, uma referência directa ao facto de estar ao Sul.
O fenómeno não é exclusivo somente à Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Da mesma maneira, o fenómeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório
. (in wikipédia)
º
O vídeo em baixo foi-me enviado pela minha amiga Susana, a qual, ainda não conheci in vivo nesta vida. Mas iremos conhecer-nos brevemente. Há muita qualidade ali dentro.
Só hoje vi um lindo texto enviado pela Deusa. Que lindas palavras. Obrigado e desculpa-me este meu jeito de Ser tão ...
º
Ao vermos a Aurora Boreal, vêmos que os bichinhos que habitam este Planeta são tão iguais. Para o Bem e para o Mal. Se é que isso existe ?
Para quê tanta complicação, tanta agressividade, quando todos nós somos iguais em duas fases de nossas vidas intrafísicas. No nascimento e na morte.
Relembro uma frase de Bob Marley: " A vida é uma aventura da qual nunca sairemos vivos".
Pensem nisto e tenham calma.