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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Aquilo lá ...


Sei que existem coisas e coisas quase impossíveis. Há coisas que ficam longe... lá... longe ... para lá da casa do caralho.
No entanto, a vida espalha-se por aí, sem sabermos muito bem como, ela está por aí, à nossa volta e em cada um de nós, somos a própria vida, mesmo que, alguns se achem mortos para ela. 
Em boa verdade, vida e morte, se interligam, coexistem, são facto peremptório.

Em todos nós existe uma espécie de Alasca, onde cada um deixa um segredo passado d'uma vida e tenta recomeçar uma vida do zero, dentro de uma série existencial.
Uma mistura psico-somática dentre um ponto entre outro, que se somarmos as outras vidas se tente, pelo menos, interpretar um sentido, da existência individual, ao mesmo tempo, que se baixe o percentual do "baratismo-tontismo" em que cada um vive. 
Este não-fenómeno por ser a normalidade, resulta nas sociedades actuais em que vivemos.
Um vazio estudado e projectado, numa inocuidade disseminada, um quebra-gelo rotinado a destruir almas... Que parece fazer esquecer ou esconder que afinal as pessoas são o Universo, não por direito próprio, mas porque são partes integrantes de tudo isto. 

É como jogar na roleta ...!


Dead Combo - Blues da Tanga

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Voar por cima de comboios


Há poucos dias atrás entre as 4H30 e as 5H, tive uma série de projecções da consciência sucessivas. Através de uma energia vibracional não efectuada por mim, mas sim, por uma consciência extrafísica, quiçá um amparador, realça-se a competência energética. Num estado de quase 100% de lucidez e num toque entrava num EV elevadíssimo, proporcionando em segundos a saída do corpo físico, de barriga para cima, volitando em forma de espiral ascendente, tipo bobsleigh.
No momento em que ia de encontro contra o estore da janela, entrava numa espécie de portal, tipo tubo, o qual se vislumbra apenas cores esbatidas, tal a velocidade com que nos deslocamos, além das cores esbatidas pela velocidade, as curvas e contra-curvas não se esquecem.
De repente, de uma viagem quase super-sónica, aparecemos numa outra dimensão, infelizmente o discernimento já não é o mesmo do estado de vigília física, onde as fronteiras do sonho e da projecção extrafísica se entrecruzam.
Da primeira vez, rememoro uma grande estação de comboios, já a amanhecer num dia cinzento, pelo horário estaria algures no centro da europa, volitava pelo meio das pessoas que se apressavam para o trabalho.
Nas outras voava por cima de comboios a alta velocidade, sensivelmente a 2 ou 3 metros acima das composições. Linhas férreas rectas, compridas de perder no horizonte, no meio de florestas carregadas de neblina matinal.
Era uma espécie de treino de velocidade, focando e concentrando na energia, chegava por vezes a ultrapassar o comboio, mas por poucos instantes... Até se sentia o vento a bater na cara!

... I hope ... I go ...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mundo Astral


Dentre muitos mundos que se interagem entre eles, cada pessoa viaja entre elas a velocidades rápidas ou lentas, consoante o contexto em que está inserido e vivência que tem em consonância na sua capacidade de interpretar o que vive em todas as suas valências. A velocidade não é muito relevante, pois no contexto da multi-dimensionalidade o tempo vai-se relativizando, importante será a absorção de realidades, momentos e principalmente a forma como se interage em cada segundo, que o próprio tempo não pára, sempre contínuo e relativo no tempo, mesmo naqueles, que nossos cérebros físicos não entendam, mas lógicos e sentidos, nas profundezas das almas individuais que cada um carrega. No fundo cada consciência, em si, é um Universo, da mais simples à mais complexa, do menos infinito, ao mais infinito.
Uma simples bactéria quase invisível, maturada no tempo da evolução, pode dizimar milhões de pessoas com níveis intelectuais mais avançados. Ao mesmo tempo que, uma pessoa sozinha pode descobrir uma forma de eliminar a bactéria... Na verdade, tudo é possível!

Este deveria ser um dos primeiros posts deste espaço virtual, mas o que é que é o extrafísico?
Através da projecção extrafísica, qualquer um pode chegar à sua explicação, vivida e sentida.
Nesta breve definição da Wikipédia, ficam abertos os caminhos de pesquisa que cada um ache necessário:

"Projecção da consciência, experiência fora-do-corpo (EFC), experiência extracorporal, desdobramento, projecção astral ou viagem astral são termos usados alternativamente para designar as experiências fora-do-corpo (do inglês, out-of-body experience – OBE ou OOBE) ou estados alterados de consciência, que podem ser supostamente realizadas por qualquer pessoa, por meio do sono, via meditação profunda, técnicas de relaxamento , ou involuntariamente, durante episódios de paralisia do sono, trauma, variações abruptas da actividade emocional e stress, Experiência de quase-morte, deprivação sensorial, estimulação eléctrica do giro angular direito do cérebro, estimulação electromagnética, experiências de ilusão de óptica controladas, e através de efeitos neurofisiológicos por indução química de substâncias comummente descritas como drogas. Exemplos de tais substancias correlacionadas com a fenomenologia das experiências extra-corpóreas são o Cloridrato de cetamina, a Galantamina, a Metanfetamina, o Dextrometorfano, a Fenilciclidina e a Dimetiltriptamina (presente na bebida ritualística Ayahuasca).

A Projecciologia, fundamentada nos experimentos pessoais de projectores conscientes e sistematizações destas autopesquisas, inicialmente proposta por Sylvan Muldoon e sistematizada por Waldo Vieira, que, durante a projecção, quando lúcida, o indivíduo está ciente de que se encontra fora do próprio corpo físico projectado por meio do (corpo astral, perispírito, psicossoma), que são entidades imateriais. Por intermédio da projecção da consciência é possível conhecer supostas dimensões extra-físicas (leia mais aqui )."

E pesquise per si... retirando o medo das amarras sociais desta vida que o aprisionam a um padrão comportamental e expectativas de terceiros que agrilhoam a sua plenitude de ser, há milhares de anos, diga-se de passagem.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Outro lugar


Num primeiro momento, fugir, para outro lugar.
Só depois se toma a consciência, de qual outro lugar, a bem ver, queria-se estar noutro lugar, num lugar diferente. Estar-se no que está dá por vezes uma "gastura" e dela sai a vontade de ir para outro lugar. Muitas vezes, faz-se isso mentalmente e aí vai-se construindo outro lugar, somente pela mente.
Benfazeja, que se faça esse exercício todos os dias, todos... se pensa quase sempre noutro lugar, em estar noutro lugar.
Como dizia o brilhante e saudoso António Variações;
- Estou bem só onde não estou, porque só quero ir, onde não vou...

De facto, o outro lugar, onde queremos ir, pode ser, o lá longe, muito longe, na casa amarela... e azul. Uma fotografia plantada no nosso subconsciente, da areia e do mar, uma espécie de ilusão do paraíso.

A sensação, às vezes, naquela necessidade estranha, mas real por ser sentida, de fugir ocorre-nos, de tal forma que por vezes não cabemos em nós próprios e isso resulta da nossa imensidão, do caminho já percorrido das múltiplas vidas que temos como histórico. Caminho sinuoso, é certo... mas a evolução é isso mesmo, ultrapassar barreiras cada vez maiores. Há quem se esqueça, que no nosso DNA ainda esteja lá plasmado, o medo de cair que vem do tempo em que éramos macacada a saltar de galho em galho pela floresta.

Contudo, há quem deseje morrer, seja por doença física incapacitante ou na previsão dela não queira perder a sua liberdade física, os há pela queda anímica generalizada da vida, outros em pressão total das circunstâncias da vida e outros caídos na emboscada da falsa expectativa que primeiro pode levar à loucura, porque ganha vida própria, e numa outra qualquer fase leva ao desejo do termo da vida num instante. Noutro lado, em outro lugar, também há quem implore pela vida, principalmente na cama de um hospital. É uma dicotomia que vem da história de cada um.
Não existe maneira mais coerente ou incoerente, é uma decisão individual, seja ponderada ao longo do tempo ou repentinamente. Faz parte do processo.
Nesta área, normalmente avolumam-se, os conselheiros, os pedagogos e toda uma panóplia de gente, que no fundo, passa a mensagem do coitadinho de ti não faças isso.
Na maioria das situações, quase nunca se faz a avaliação mesológica do indivíduo, e pode até ocorrer, que um indivíduo até tenha planeado isso mesmo antes de nascer, ou levar uma existência física que combatesse esse desfecho com probabilidade elevada de ocorrer. É por si próprio, que o sujeito tem de perceber, porque senão, será indubitávelmente noutra vida, a mesma história e noutro lugar.

Voltando ao medo de morrer, a raíz de todos os medos, imagine-se, que noutro lugar, noutras dimensões mais sutis, sem existência de matéria física, tal e qual a conhecemos, que hajam indivíduos e são aos milhões, que não querem voltar renascer neste planeta, pode-se até dizer, que ao contrário do medo da morte, têm um medo tremendo de nascer.
Na verdade, o medo varia conforme a manifestação existencial de cada um, ou pela dimensão energética onde reside num espaço de tempo, pelo interesse de momento, pelo medo do desconhecido e pelas avenidas do prazer que o seu situacionismo agradável o permita.

Fora, tudo o que vai além dos 5% cento do universo que conhecemos e vemos, pois entre a matéria e a energia negra que desconhecemos, existe toda uma panóplia de cerca de 95% de coisas além da nossa percepção, ou seja, o que quer que seja que já exista, para nós espécie humana é totalmente desconhecido... Sabemos é que existem outros lugares, além deste.