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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Fazer a vida andar para trás


E se pudessemos fazer a vida andar para trás?
Muita gente, decerto não morreria presas às emoções dos que vão ficando por cá. Presos por emoções vestidas e sentidas, do sentimento de perda. Custa sempre muito. A dor da perda muitas vezes vem até das vísceras acompanhada de um nó na garganta incontrolável. E por isso as pessoas choram... A sua perda.
Ao mesmo tempo que outros desejam a morte de outros. É tudo uma questão de comunicações falhadas, paralelas e incompreensões complexas que não se vêem à primeira vista.
Os remorsos, o arrependimento, o "faria tudo de forma diferente", aproveitava o dia-a-dia como se fosse único, teria corrigido "arestas" e tinha feito assim ou assado. Tudo isso é passado para evoluir no futuro, para conseguir um melhor presente.
E juntado os erros, que cada um de nós não admite. Erramos como respiramos, com o propósito de errar menos, mesmo que nos achemos inteligências supra acima esbarrando violentamente nos muros das nossas incongruências normais para o nosso estado evolutivo. Marramos que só!
Naquela máxima de sempre - Quando está frio, tá frio! Quando está calor, tá calor!

Nisto tudo, somos nós animais que pululamos por aí, que nos estragamos uns aos outros. Temos de estar cientes de que somos, enquanto consciências, que vestimos este facto super-tecnológico, não deixamos de estar condicionados à biologia terrestre e para vivermos respirarmos o gás que ao mesmo tempo nos vai matando, o oxigénio.
Será contradição, condição ...? Já sabíamos ao que vínhamos, convenhamos.

Mas podíamos inventar uma máquina do tempo!
Sigamos este raciocínio, se no CERN na Suíça, se se consegue fazer um ponto de matéria voltar ao passado e no presente co-existirem os dois pontos de matéria, sendo os mesmos, mas em tempos diferentes, com base nesta assumpção, segundo cálculos matemáticos de comparação, para colocar um corpo humano para efectuar uma experiência humana similar, seria preciso um CERN que desse a volta ao planeta. O que actualmente, é de todo impossível. Mas...
Com a tecnologia progressiva em que vivemos, onde o mais rápido cada vez é mais pequeno, o mais pequeno é uma força de vendas e a capacidade de cálculo é mais nano. Ou seja, daqui por 200 ou 300 anos, nem que seja por 5.000 , a máquina do tempo irá ser um objecto comum.
Aqui põe-se outra questão, homens do futuro já poderão andar por cá.
Eles já estão no meio de nós, mais, podemos ser nós próprios em vidas futuras!

Qual é o tempo presente? Ninguém sabe.
O passado foi um projecto de futuro para ser vivido no presente.

Há que libertar...



R. Kelly - If I Could Turn Back The Hands Of Time

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Daa" look


Entrando numa rua para se estacionar, aos primeiros lugares vazios não se arrisca, estaciona-se ao primeiro lugar, sem ver, mas contemplando a intenção de estacionar.
Só que depois, constatamos que afinal, havia mais lugares vazios, bem mais perto do nosso objectivo.
Quando, às vezes, nos sentimos com a sorte, sem entender que o azar vem por debaixo e a fazer figas, arriscamos. Passamos e desprezamos os primeiros lugares vazios e com toda a confiança de roleta de casino, esperamos, com toda uma certeza naif ou de previsão, que estará lá, um lugar à nossa espera.
Complica quando estão todos ocupados e daí, nos obriga a dar mais outra volta.
Também se pode inventar e deixar em cima do passeio ou em segunda fila, mas acaba-se por ser multado. Por isso certos arrojos, acabam por ficar mais caros, do que à primeira vista se calculava.
Um bom porto de abrigo, é aquele lugar, mesmo que um pouco mais longe, mas debaixo de um salgueiro, à sombrinha e dessa forma mais fresquinho.
Pois em tempestades violentas, árvores fortes e grossas, se quebram, quando simples salgueirinhos que não lutam contra o vento, mas antes, dançam com o seu vento, sobrevivem.
Existem todos os tipos de ruas, com agendas marcadas, mas com espaço para um mais novo desconhecido.
Daa look...
Em cada nova rua, temos de procurar novos lugares de estacionamento e sempre com cuidado para não magoar e sem deixar réstia de mágoa.
E com as certezas "pinçadas" em dúvidas, essa é, das partes mais fascinantes da vida.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Start me up


Sobre Portugal, nos últimos dias paira uma onda de calor, que pode ser designada, por ser demais. É muito calor, demais!
Calor esse que afecta as cabeças, a mental-somática e o Abreu.
O Abreu fica, loco, loco! Nem as pode ver... tão descascadas, as bilhas de sonho. Um pézinho a bater numa sandalinha ou num chinelinho, um rabinho daqueles e não dá para resistir. E são tantas e andam tão bonitas, se calhar é do rímel derretido da fornalha energética.
Mamma mia!

O mundo continua a rodar no seu eixo todos os dias, com os seus infernos paralelos diários, mas os prazeres físicos não se deixam de manifestar, tanto no corpo, como no espírito.
No contexto espiritual, incubus e sucumbus, andam de rédea larga e influenciando tudo.
De relações que por vezes, nos dias seguintes, se transformam em ralações, mas a gente gosta muito e esse é um dos cernes da nossa existência, mesmo que torcido, são os handicaps existenciais e ninguém se escapa deles.
Não é por acaso, que se se entrar numa matriz filosófica da questão, em que nada é por acaso e tudo está destinado, mas desconfiando, a psicologia moderna - tal como se gosta de chamar - o indivíduo se deva casar após os 40 anos de idade, já maduro e afim de evitar stresses desnecessários. Para quem esteja neste grupo, pode dormir de consciência tranquila e mesmo assim... escondendo ralações varridas para debaixo do tapete. É aí que a vida, essa grande mestra, nos dá as maiores lições.

Mas quando se está no jogo do meio, comete-se o acto, porque é muito bom e está programado no nosso ADN, comete-lo. A ralação do dia seguinte, é como tudo na vida, quantas mais vão acontecendo, mais nos vamos desenrascando em nos safarmos, sem deixarmos karmas por resolver, essa é uma das intenções meio ingénuas, fazendo de conta, que coiso e tal... e tal.
Adiante e como se nada tivesse acontecido. E de facto, nadamos afogados.

O calor é infernal... e depois acontecem surpresas! Ai, ai... E depois o Abreu é que é o culpado!
O calor faz star me up, neste condomínio diablo que partilhamos pacífica e violentamente.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nights in White Satin

Nas recônditas nossas mentes em estado evolutivo infantil a evolução não para de cessar. Por vezes estagna, mas não pára, não retrocede.
Nesta viagem nossa, não paramos de nos surpreender. Cada novo dia, cada nova experiência, mais uma nova aprendizagem, no nosso intemporal livrinho de recordações. E como somos esquecidos... das coisas, inocentemente, diria arrogantes doces, cheios de razão, cheios de si. Fanfarronices até, alimento previligiado do ego, que se alimenta por si.
Os dias, transformam-se em noites e do escuro que não se vê, deixando as portas abertas ao misterioso, ao desconhecido.
Um amor pode ser vivido em sussurros íntimos e ofegantes, em orgasmos incessantes. Peles macias e titubeantes, capazes de renascer a vontade num instante. É estranho é certo.
O Amor pode ser casa sem alicerce, daí não será derrubado. Quando tiver alicerce, derrubado poderá ser.
Certo é que a ciência da reprodução, sendo razão da nossa existência, como espécie tem insondáveis mistérios logaritmicos não entendíveis pelos nossos cérebros físicos, mantém tudo em aberto.
Aliás, o futuro é completamente em aberto, tem o livre arbítrio e tudo, com margem de erro incluso.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Jet-Lag


Depois de umas curte-lengas férias, o Jet-Lag.
Apesar da banalidade, colegas do melhor que pode haver. Nas empresas vivem-se ditaduras, mas rir, rir só com colegas de qualidade.
O dia foi banalíssimo, com arrancar cabelos, até nem tanto, porque somos bons, correu naturalmente, tudo controlado, não fossemos nós profissionais treinados.
Ao final da tarde, um monumental engarrafamento na A2 sentido Almada-Lisboa. Estava porreiríssimo, pois seguia em sentido contrário, sensação de alívio. Com toda a solidariedade para com os meus colegas auto-imobilizados, também já sofri desses karmas, e não foram poucos.

Outra questão.
Se entre-vidas nós escolhemos o sexo com que nascemos, porquê baralhation? E achar isso inteléctuel?
Alô?
Poderei fazer tudo o que uma Mulher faz a outra e mais, nem que seja, por fisicalidades inatas...

Dos monólogos da vagina... O que eu gosto é de gajas! Pronto, bien tout.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Todo o amor que houver nessa vida

O Amor, verdadeira força incontrolável do Universo.
O tempo é relativo, um segundo e já passou, noutra dimensão podem ser anos. De facto, o tempo pode ser relativo. Depende, fundamentalmente, da percepção.
Pode ser sorte, pode ser azar, tal e qual, uma mesa de roleta mostra. Mostra friamente nas suas estatísticas.
Pode ser também, a sorte do azar, como escola da vida, de vidas enviuzadas e de gerações trocadas.
Das avenidas do prazer, de um vício ou três, importa são os caminhos desbravados.
Ida, já foi, mas a volta é garantida? Quem sabe...

Quem sabe...

O génio Cazuza em Todo o Amor que Houver nessa Vida. O abstracto roçado por uma pessoa, com beleza e consciência.

Haja consciência!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Autocarro 174



A 12 de Junho de 2000, ocorre um evento no Rio de Janeiro - Brasil, que ainda hoje, tal evento, é considerado por alguns o 11 de Setembro brasileiro, despoletou uma espécie de catarse nacional. Evidenciando um problema que muitos o vêem, ou viam, como invisível, os meninos de rua.
O evento sucedido, foi um sequestro de um autocarro, por um desses meninos, a quem a vida não deu chance de ser menino, tão pouco de ser cidadão.
O cara em questão, era Sandro Barbosa do Nascimento, por sinal Ser Humano, com uma vida marcada desde o nascimento pela pobreza, sem registo de número de segurança social, serviço de saúde ou qualquer tipo de identificação civil, igual a muitas outras. Onde crescer é uma afronta, sobreviver é fazer novas contas de probabilidades matemáticas. Sem escola, sem os mínimos de valores a seguir e principalmente com uma total carência de Amor, onde a lógica que a vida forma é matar ou morrer.
Foi empurrado para pivete de rua, onde, a sorte de um é o azar do outro. Crescem num ambiente onde não tem como.
Por coincidências muito estranhas da História, esta última, pinçou um protagonista, que teve o seu momento de poder e domínio, um menino que no seu fundo era bom e não tinha intenção de matar.
Foi um dos sobreviventes do massacre da Candelária, que se tornou um escândalo internacional, pela sua brutalidade e frieza.



No vídeo em cima, Bruno Barreto, realizador do filme "Última Parada - 174", em entrevista diz que não querendo fazer uma denúncia social, conta uma história, colocando um ênfase mais forte na questão emotiva. Um filme imperdível.
Mas implicitamente todo o filme é uma brutal denúncia social.
A vivência de múltiplas torturas físicas e psicológicas numa criança quase bebé, a que muitos adultos sucumbiriam facilmente.
É muito fácil de julgar... Num sofá.
O evento, amplificado por uma mídia sedenta de sangue e desgraça, a juntar alguma impreparação policial da época, tornou este caso, um espelho do mundo em que vivemos.
Um simples moleque de rua, parou "O Brasil", com um revólver munido de apenas quatro balas, fazendo "pensar" toda a gente, colada na televisão. Pelos menos durante seis horas.
Da ficção à realidade, em baixo o documentário de José Padilha, dividido em 12 vídeos, com as várias visões do evento; polícias, reféns, psicólogos e bandidos.
É que em tudo, existem vários ângulos de visão. E o chão é gelado...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Codex Gigas

É antigo e deveras mistificado o Codex Gigas, o verdadeiro livro do Diabo. Proporcionalmente à Bíblia de Deus, esta é a Bíblia do Diabo.
Conta-se que o Livro maldito agoirava maus prenúncios pelos reinados que passou. Assim a história reza.
Hoje tal gigantesco livro está guardado na Biblioteca Nacional Sueca, com todos os cuidados indispensáveis a tão importante obra.

De uma certa maneira existem entidades malignas. O caro leitor pode questionar-se, respeitar ou ter medo. Mas elas existem, facto. O seu acreditar tem carácter suplente e de pouca relevância conforme "as vistas" da interpretação de cada um.
É facto, existe, e todos nós somos influenciados, ou melhor dizendo, assediados.
Produzimos padrões de energia, por vezes, somos levados a formar determinados padrões energéticos. E na dimensão extrafísica o dinheiro é a energia.
Às vezes por vingança, são imensas as situações que levam à possessão parcial e em casos mais raros a possessão é total.
A mais comum é a parcial, e todos nós somos atingidos, apenas o percentual varia. Como a pessoa normal que não vê o processo e esse acoplamento se centra principalmente nos pensamentos, o indivíduo toma-os como seus. Por isso baralha-se, desorienta-se, não percebe porque momentaneamente pensa em algo fora do contexto ou na reacção/atitude que tem em determinada situação. Desconhecendo totalmente que foi vampirizado energéticamente.
As situações que mais exteriorizam energia são; as discussões, as vinganças, a intenção de prejudicar outro, o ideia do suicídio, entre outras. Quase sempre começa de forma leve essa exteriorização de energia negativa, mas funciona como chamariz tremendo, atrai os espíritos que necessitam desse tipo de energia. Que vão fomentar a ideia, para daí vampirizar o mais possível, levando algumas vezes a pessoa alvo ao total descontrolo emocional desestruturando o seu metabolismo físico.
Estas "mudanças" de personalidade e às vezes ligeiras, a psicologia não consegue resolver, pois o problema não é pessoa física, mas sim, os assediadores extrafísicos que cirandam o influenciado/assediado. São a maior parte dos casos de insucesso da psicologia.
O sexo, por exemplo, é um maná de energia e que por ser propício à imaginação atrai hordas de espíritos.
As drogas e o álcool por abrir as defesas da consciência, torna mais fácil de dominar o sujeito.

Por outro lado, num contexto mais grupal, certos regimes políticos, religiões, associações mafiosas, grupos secretos, são suportadas e ao mesmo tempo alvo de assédio de várias dimensões extrafísicas.
Veja-se o terror das guerras.
O ódio da guerra da Jugoslávia nos inícios dos anos 90 - a limpeza étnica.
Os massacres gigantescos num curto espaço de tempo, como no Cambodja e no Ruanda.
Na história, a lista é enorme.
Por isso há muita gente que diz que "o Mundo és do maligno e que o maior feito do Diabo foi fazer crer que não existe".
A esta frase de senso comum, pode-se acrescentar que na realidade existem muitos Diabos, na assumpção religiosa que define e representa o mal.

Ao mesmo tempo, nas dimensões espirituais existe quem patrocine, ampare e incentive o desenvolvimento da consciência. Na Humanidade existe quem ajude o próximo.
No século XX, repare no enorme avanço da medicina, o avanço das ciências em geral.
O número de pessoas que estudam e pesquisam as áreas espirituais aumenta todos os dias, sem ritualismos, mistificações ou religiosidades do passado.
Rompendo com as organizações que tentam parar ou abrandar com o avanço do conhecimento, nas suas lógicas elitistas de que o conhecimento é poder.

Como o assunto tratado neste post é pesado, deixo um antídoto muito forte, a belíssima Indie Arie - Are you ready for Love ?
O Amor é a maior força energética do Universo, que combinada com o conhecimento é um dos principais alavancadores do desenvolvimento individual, e por aí, no conjunto dos indíviduos nas suas formas de organização, relacional e comunicacional.