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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Start me up


Sobre Portugal, nos últimos dias paira uma onda de calor, que pode ser designada, por ser demais. É muito calor, demais!
Calor esse que afecta as cabeças, a mental-somática e o Abreu.
O Abreu fica, loco, loco! Nem as pode ver... tão descascadas, as bilhas de sonho. Um pézinho a bater numa sandalinha ou num chinelinho, um rabinho daqueles e não dá para resistir. E são tantas e andam tão bonitas, se calhar é do rímel derretido da fornalha energética.
Mamma mia!

O mundo continua a rodar no seu eixo todos os dias, com os seus infernos paralelos diários, mas os prazeres físicos não se deixam de manifestar, tanto no corpo, como no espírito.
No contexto espiritual, incubus e sucumbus, andam de rédea larga e influenciando tudo.
De relações que por vezes, nos dias seguintes, se transformam em ralações, mas a gente gosta muito e esse é um dos cernes da nossa existência, mesmo que torcido, são os handicaps existenciais e ninguém se escapa deles.
Não é por acaso, que se se entrar numa matriz filosófica da questão, em que nada é por acaso e tudo está destinado, mas desconfiando, a psicologia moderna - tal como se gosta de chamar - o indivíduo se deva casar após os 40 anos de idade, já maduro e afim de evitar stresses desnecessários. Para quem esteja neste grupo, pode dormir de consciência tranquila e mesmo assim... escondendo ralações varridas para debaixo do tapete. É aí que a vida, essa grande mestra, nos dá as maiores lições.

Mas quando se está no jogo do meio, comete-se o acto, porque é muito bom e está programado no nosso ADN, comete-lo. A ralação do dia seguinte, é como tudo na vida, quantas mais vão acontecendo, mais nos vamos desenrascando em nos safarmos, sem deixarmos karmas por resolver, essa é uma das intenções meio ingénuas, fazendo de conta, que coiso e tal... e tal.
Adiante e como se nada tivesse acontecido. E de facto, nadamos afogados.

O calor é infernal... e depois acontecem surpresas! Ai, ai... E depois o Abreu é que é o culpado!
O calor faz star me up, neste condomínio diablo que partilhamos pacífica e violentamente.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sobre a questão francesa acerca da burka

Recentemente reacendeu-se a polémica acerca da proibição do uso da burka na França. Mais concretamente - quando a lei proibitória já plasmada - ocorre a primeira multa pelo o uso da burka e daí também derivou para a questão da poligamia "forçada", subentenda-se.
Sendo uma imposição sobre outra imposição, o debate logo se centrou em quem defendia a medida ou não, dessa forma politizando a questão num confronto entre esquerda e a direita política francesas, lateralizando assim a questão essencial da imposição forçada do esconder a feminilidade da mulher.
Este tipo de "esconder" a mulher, vinda da religião islâmica, tem várias gradiências na forma como é efectuada; o xador, o niqab, o hijab e o mais violento, a burka.

De notar também que no Vaticano, capital da religião católica, os crentes e turistas que a visitam, na catedral de São Pedro - seu expoente imobiliário principal - as mulheres para lá entrarem, têm de cobrir os ombros e as pernas só do joelho para baixo é que podem ser visíveis.

A grande questão, é que o enfoque deste tipo de supressão de liberdade, não é debatido, muito menos condenado por uma comunidade internacional mais preocupada com os interesses económicos.
Em pleno séc. XXI, milhões de mulheres, nem personalidade jurídica têm. E este tabu é mantido sob um grande chapéu hipócrita "é uma tradição cultural deles e tem de se respeitar a cultura deles".
No Paquistão, se uma mulher for violada, para apresentar queixa tem de apresentar quatro testemunhas homens, só para dar um exemplo da ficção do respeito das outras culturas.
Os Maias A.C. degolavam as cabeças dos membros de tribos inimigas e com elas jogavam uma espécie de futebol, claro que é, uma tradição que se devia respeitar.

As tradições culturais são um saco muito grande, onde se pode enfiar tudo. Agora a questão essencial, é o respeito pelo ser humano em seus direitos cívicos e humanos.
É esta questão que passa ao lado da verdadeira discussão.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Jet-Lag


Depois de umas curte-lengas férias, o Jet-Lag.
Apesar da banalidade, colegas do melhor que pode haver. Nas empresas vivem-se ditaduras, mas rir, rir só com colegas de qualidade.
O dia foi banalíssimo, com arrancar cabelos, até nem tanto, porque somos bons, correu naturalmente, tudo controlado, não fossemos nós profissionais treinados.
Ao final da tarde, um monumental engarrafamento na A2 sentido Almada-Lisboa. Estava porreiríssimo, pois seguia em sentido contrário, sensação de alívio. Com toda a solidariedade para com os meus colegas auto-imobilizados, também já sofri desses karmas, e não foram poucos.

Outra questão.
Se entre-vidas nós escolhemos o sexo com que nascemos, porquê baralhation? E achar isso inteléctuel?
Alô?
Poderei fazer tudo o que uma Mulher faz a outra e mais, nem que seja, por fisicalidades inatas...

Dos monólogos da vagina... O que eu gosto é de gajas! Pronto, bien tout.