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terça-feira, 12 de agosto de 2008

JFK

John Fitzgerald Kennedy, 35º Presidente dos Estados Unidos da América, acreditava num mundo mais livre e independente. Pagou com a vida esse assomo de consciência. Na minha opinião com dois momentos marcantes. O discurso dirigido às sociedades secretas e a finta à possível 3ª Guerra Mundial, na Crise dos Mísseis em 1962. Ele e o seu irmão nos jogos de bastidores poderão ter evitado à Humanidade um longo período de sofrimento (isto é especulação minha, mas, acredito que seja verdade).
De facto, não jogava na mesma equipa da máquina de guerra em que se transformara os USA. Foi-lhe fatal. Numa operação bem montada foi eliminado - uma espécie de black ops.
Numa época conturbada da história dos USA, um Presidente que, ouvia as minorias , enviava tropas para o sul para defender os direitos dos cidadãos negros, defendia uma aproximação à URSS. Era completamente contraprucedente a lóbis poderosíssimos que defendiam claramente o oposto.
O vídeo em baixo é o discurso sobre - o secreto, o qual puxei do blog Ai Portugal Portugal! do CRN.



O filme "JFK" realizado por Oliver Stone levantou a polémica sobre o assassinato. O vídeo em baixo é o Zapruder Film que tanta celeuma suscitou.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Homenagem

Homenagem a Manuel de Lima. Homem coerente até ao fim. Aos 75 anos de vida intrafísica decidiu fazer o Terminus desta série existêncial.
Já há uns anos nos dizia que tinha a bala - bem guardada - com a qual se iria matar. Bem dito, bem certo. No dia 6 de Junho de 2008 cumpriu. As dores da coluna eram imensas ao ponto de ficar paralisado a qualquer momento. Não deixou as dores tomar conta dele, tomou ele conta das dores. Foi o mal menor.
Homem com uma sabedoria imensa e várias licenciaturas: Teologia, Letras, Música e afins. Auto-didacta acerca de variados assuntos, etimólogo de excelência. Era um ferveroso anti-religião, principalmente, a católica, pois conhecia-a por dentro e muito bem.
Pagou o preço da sua coerência ao nível financeiro. Não era um vendido. Sua coerência e honra passou para nós, membros do Jantar Tertúlias. Lima, Lima, Lima ... !
Tenho para mim que no dia 7 de Junho de 2008, os membros do Jantar Tertúlias estiveram no processo de ajuda no stress-pós-dessomático com Amparadores Extrafísicos especializados no assunto.
No passado dia 14 de Junho fizemos o Jantar de Homenagem - a missa do sétimo dia à nossa maneira - no mesmo restaurante. Fiz alguns vídeos com o meu telemóvel de meia geração, mas, como estávamos muito bubas resolvi não os pôr aqui. Trago um dos vários ( Novembro de 2007 ) que tenho o qual acho que é o melhor. Foi do último jantar intrafísico em que estivemos todos presentes.


The show must go on.

sábado, 7 de junho de 2008

Fatia do Bolo

Com a entrada da China e India, a procura da energia e dos alimentos, disparou. Nos dias em que vivemos hoje a culpa são dos dois. É óbvio que mudou algo. Agora estes dois Países também querem o seu quinhão do bolo e têm direito a isso. Desequilibraram os mercados em geral. Pretexto óptimo para os grandes especuladores fazerem o que melhor sabem fazer, desvirtuar preços para no final obterem maior lucro. Já nos anos 70 se dizia - Quando a China acordar o mundo tremerá !
Melhor, a Globalização, sempre existiu, desde que o Homem começou a caminhar neste Planeta. O grande desenvolvimento das tecnologias de comunicação vieram dar um maior ênfase a esta questão. Padroniza-se hoje com mais facilidade e aceitação do que com regimes autoritários e ditatoriais, porque, a democracia e liberdade dão um certo tipo de legitimidade legal e social. Existem milhentas de teorias de conspiração, e cada um tem uma ou várias, mas, facto é que está em curso um programa de dominação da Humanidade. Como ao longo da História, sempre, se tentou dominar o mundo. Nos dias de hoje vivemos a Era Imperial Americana com vários suportes multi-dimensionais.
º
- A retirada da capacidade de decisão das Pessoas.
- Estupifidicação em massa. Hoje estupidifica-se Global.
- Manipulação dos preços dos bens. Hoje manipula-se Global.
A retirada da capacidade de decisão é a ferramenta mais potente em vigor nos nossos dias. Controla-se eficazmente os media, pois, o jornalista aventureiro acaba no descrédito. O Homem Endividado que vive para pedir num lado para tapar noutro lado. É um Homem controlado e manietado. Dos mais lucrativos do sistema financeiro.
Os media "fusionados" e controlados por cada vez menos grupos económicos dão a festa e diversão que as massas querem para se alienarem dos seus problemas do dia-a-dia. Se possível em cada País alguém terá que ter na mão um grupo televisivo. Desinforma-se não escondendo, mas sim, dando toneladas de informação enveiezada.
E um dos grandes problemas, os mercados financeiros, que, sob uma capa de legalidade, seriedade e credibilidade desvirtuam preços a uma velocidade alarmante. Quem verdadeiramente domina e tenta dominar em absoluto usa esta ferramenta com um pretexto óptimo para iludir, dissimular e esconder. Sobe o valor de algo para daí retirar lucro. Desce para se comprar Empresas e mercadorias abaixo do suposto preço de mercado. Se morre gente do outro lado do mundo com fome, quem quer saber ? É como jogar na roleta e apostar no vermelho e preto em simultâneo, e ganhar, quer saía, vermelho ou preto. Antes da bola rolar já se sabe que vai ganhar. Havendo uma ilusão de escolha, é toda a natureza humana metida lá dentro.
No recente/velho binómio esquerda ou direita o rumo politico segue na mesma direcção. Deixando a ilusão de possibilidade de escolha às massas. Quando à partida a matriz já está escolhida.
Foram e são contratados os melhores em várias áreas científicas: matemática, psicologia, sociologia, genética, analistas de vária ordem, físicos, químicos, informáticos, economistas e especialistas em fenómenos para-normais. Que pensam e repensam todos os dias, ajustes a uma estratégia em que cada um é uma mini-peça num maxi-mecanismo.
Estão acima dos Estados, e apostam, numa economia cada vez mais liberalizada e selvática, no intuito de, forçar a grande crise. Nem que seja através do Terror. Por forma a que seja aceite por todos o seu domínio. A mensagem que deixo é - Eles não sabem tudo, e, também têm medo!
No mundo ocidental e liberalizado existem hoje dois grandes chavões que bloqueiam a expansão do livre pensamento.
º
Quando alguém tenta mostrar as incongruências do mundo liberalizado e selvagem dos números, aparece quem atire - Deves ser comunista ! O complexo comunista (que não tem nada a ver) tão bem explicado no livro de Viviane Forrester " O Horror Económico ".
O outro em que sempre que aparece um indivíduo a colocar questões, há quem atire - E quais são as soluções que apresenta ? Como se fosse obrigatório para questionar algo, tivesse que se dar a solução para todos os problemas do mundo. E assim mata-se à nascença qualquer tipo de tentativa de apresentar outras visões, embrionárias, mesmo que ridiculas.
Pois é a fatia do bolo. Cada vez nos dão a parecer que é mais pequena.
Publicado em simultâneo no Blogue Alternativas .

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Hotel Ruanda

Ontem revi o filme pela enésima vez "Hotel Rwanda" que passou na RTP 1. Realizado por Terry George e nos principais papéis actores como: Don Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte e Joaquin Phoenix.
O cinema, com o filme Hotel Ruanda, mostra a selvajaria e a brutalidade dos factos ocorridos e o despertar de sensibilidades para com as crueldades que afligem o continente africano. O massacre da população Tutsi pelos Hutus, em 1994, em Ruanda, um país pobre, da região central da África, exportador de chá e de café que deixou de ser colónia da Bélgica, tornando-se independente em 1962.
O conflito que dilacerou o Ruanda, matando aproximadamente 800.000 pessoas - repito 800.000, da etnia Tutsi pelos da etnia Hutus, em 100 dias, em 1994, é um dos resultados do legado colonial que as autoridades, principalmente, belgas e francesas se negavam a assumir.
Amparado intrafísicamente por Paul Rusesabagina ( Don Cheadle), cidadão ruandense, Hotel Ruanda procura dar visibilidade ao genocídio ao mesmo tempo em que encena a indiferença da ONU, da Bélgica, da França, da Inglaterra e em geral pela Comunidade Internacional ( umas das maiores representações abstractas do nosso Planeta ) quando se negaram a interferir e a evitar o massacre dos tutsis.
Em Hotel Ruanda o sofrimento que se vê é representação, a violência não é explícita e não está totalmente revelada. Por mais que se queira mostrar, a real e violenta realidade não está em cena, ela escapa da tela porque está na vida, na memória e na pele dos sobreviventes de Ruanda. Propositadamente para ser visto nas escolas.
Imagens essas que nos entram pela casa dentro e comentamos: - Dão isto logo agora que eu tou a jantar! E vemos uns petizes com bazoocas ( às vezes maiores que o seu soma ) artilhadas com a mais alta tecnologia que o denominado mundo ocidental tem para oferecer distribuidas pelos seus comissionistas - traficantes de armas. Para melhor compreender preços e especificações técnicas ver site russo muito bem elaborado e com toda a informação mais actual do mercado - http://world.guns.ru/
Em baixo um trailer do filme da MGM.

Quando me perguntam se sou um gajo feliz, eu respondo que não. Só um bicho totalmente egocêntrico ou com muita falta de informação poderá responder que sim a tal ingénua pergunta. Porque todos nós estamos ligados, nem que seja, pela Respiração. Todos respiramos, neste Planeta, a atmosfera que nos é dada sem percebermos exactamente, porquê.
Por isto vemos o quanto a Humanidade tem para evoluir. As etnias, a cor da pele, as religiões, as ideologias politicas, o mijar perímetros fisicos ( fronteiras estaduais ) como os outros animais, etc ... São fruto das nossas fraquezas enquanto seres humanos. A incapacidade de sermos seres livres ( que somos ) sem nos escondermos num qualquer grupo ou facção. A união faz a força, mas este conceito - na minha opinião - é ainda entendido de uma forma errada. Não é agruparmo-nos em uma espécie de "grupo de clube amigos disney" para combater outro grupo que vamos lá. Com isto apercebemo-nos que com diálogo ético, inteligente e compaixão ainda não se resolvem com seriedade os variados conflitos que demandam de resolução.
Nascemos e morremos, nascemos e morremos, nascemos e morremos em série. Já nascemos e morremos em várias partes do globo, com cores de pele diferentes e com os variadissímos status sociais. Em boa verdade, vos digo, que a nossa média evolutiva já poderia ser um bocadinho melhor.