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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O caso do sequestro no Porto

No dia 23 de Fevereiro, um assaltante, de nome Renato Jesus, assalta uma enfermeira de 43 anos na loja de ATM´s do banco Millennium, afim de lhe sacar os códigos dos cartões multibanco. A enfermeira na sua mistura de pensamento; entre o pânico, o pensar que ia ficar sem o seu dinheiro, as compras de supermercado e as contas mensais que iria pagar, resistiu. Nessa decisão quase que perdeu a vida.
O assaltante sujeitou a vítima a um stress brutal, tanto física como psicologicamente. Como o assalto não correu da forma prevista, ou seja, subtrair algumas centenas de euros a uma cidadã comum, o marginal depois de ficar encurralado pela polícia, espetou-lhe a faca várias vezes, tendo ao que parece, lhe perfurado um pulmão.
O indivíduo assaltante revelou dupla má índole, o acto de roubar uma pessoa comum e quando confrontado numa situação de desespero, violentou-a sem pena.
A polícia que actuou neste cenário problemático, esteve muito bem, ao desenvolver uma estratégia que perante o cenário que lhe era apresentado, maximizou o objectivo de manietar o infractor e resgatar a vítima.

No dia 28 de Fevereiro, o destino, que é sempre incerto, entre-cruzou na comunicação social três pessoas envolvidas em situações ilícitas.
Renato Jesus, o assaltante, suicida-se com um lençol na enfermaria da prisão de Custóias, após, ter mostrado um sorriso logo no dia a seguir ao assalto que chocou a população. Neste tipo de detenções a indivíduos com problemas psicológicos já referenciados e ainda na chamada, zona de suicídio, teve a consciência, de por si terminar com a sua vida. Esta triste história, termina sem que Renato tenha tido sequer uma visita, enquanto esteve detido, de um amigo ou familiar. Quando a sociedade portuguesa acorda para a questão do isolamento dos idosos, existem jovens perdidos na vida e também isolados.
O agressor é o produto de também ser vítima.



Neste dia, foi libertado o malogrado sucateiro, Manuel Godinho, que cumpriu pena de prisão preventiva até ao máximo estipulado pela lei. Figura central do processo Face Oculta, que ganhou dimensão mediática pelas escutas entre o actual primeiro-ministro e um ex-ministro Armando Vara, figuras de alto relevo do PS.

No mesmo dia, a justiça portuguesa, decide levar a julgamento o célebre caso dos CTT, tendo como sua personagem principal Carlos Horta e Costa, figura proeminente do PSD.
No processo, o alegado crime mais evidente, é a venda de um edifício da referida empresa pública em Coimbra a uma imobiliária local, detida por coincidência por dois autarcas, um do PSD e outro do PS pelo valor de cerca de 14 milhões de euros, que por sua vez foi revendido no mesmo dia a uma empresa do grupo BES por 20 milhões de euros, gerando por artes mágicas, num dia, uma mais-valia entre os 5 a 6 milhões de euros.
Sem falar da acusação de gestão danosa e outros crimes previstos na lei portuguesa, enquanto os funcionários da referida empresa recebem ordenados baixos, são sujeitos a horários que muitas das vezes fogem ao que está previsto na legislação laboral, ao mesmo tempo que os administradores dessa equipa "maravilha" se banqueteavam com automóveis de luxo e regalias de boa vida.

Na retina fica, que a justiça portuguesa é incapaz, é inquinada deliberadamente e incompetente para julgar na sua plenitude os dois últimos casos, como todos os outros em que entraram figuras de relevo económico/político. Pois julgam as leis produzidas, principalmente, pelos dois partidos políticos que partem há três décadas a democracia, alternando entre si o poder da república, servindo os seus patrocinadores pagos pela povaça meia perdida nas suas vicissitudes vivenciais.
É a justiça forte para os fracos e fraca para os fortes. Por isso azares acontecem amiúde, como no primeiro caso, que "deixaram" o arguido se suicidar, apesar da elevada probabilidade para o evento ocorrer.

Parece que neste país, não se passa nada!



AC/DC - For Those About to Rock ( We Salute You )

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mesmo com todo o amor que houvesse, o natal é sempre parcial


Dentro de uma certa ambiguidade, mesmo com todo o amor que houvesse, o natal é sempre parcial.
Não deixa de ser um alimento mental-somático, em que as pessoas tentam mostrar que são pessoas, que são capazes, projectando uma falsa imagem para o exterior, quando na verdade, estão inseguras de si mesmas, carentes de aprovação social e no extremo a sangrar por dentro.

Esta ideia, imbuída de um certo espírito de natal e de amor, é a muleta perfeita para nos "ainda" ir lembrando de que somos todos um. Apesar de a data, significar apenas, mais um dia de calendário, principalmente, a sociedade ocidental, chamemos-lhe assim, marcadamente entronizada com as tradições católicas, que enche o peito nesta altura do ano, fica levante e exteriorizando - Ai o natal! O natal ...! A que se segue imediatamente o velho chavão, de que o natal deveria ser todos os dias do ano.
Além, que a quadra é acompanhada com todo um quadro imaginário de neve, luzes, pai natal, muitos fritos e gastronomia conforme a zona geográfica onde se celebra. Na parte gastronómica, a abundância, também acompanha a afirmação económica e social alcançada, bem como, o respeito da tradicionalidade de uma celebração cristã, independentemente de serem crentes ou não crentes, o que importa, é que é muito bonito, e as pessoas demitem-se de questionar o porquê e ficam-se pelo porque, porque é muito bonito e pronto. Reflexo da grilheta mais profunda do ser social, o medo de ser diferente.

Por outro lado, os excluídos das grandes festas familiares, da abundância, das luzes da árvore de natal, por rasteiras que a vida passa, desejam no seu mais profundo âmago que este tempo passe depressa, porque, enquanto dura, as destrói por dentro. É uma altura do ano, pródiga em suicídios; tentando, como chamada de atenção ou o concretizado com sucesso, mais aqueles com a vontade, mas sem força para comete-lo. O ego consome a alma, e por ele são destruídos, quando afinal, é apenas mais uma data de calendário, nada mais. É um dia como todos os outros e todos os dias são importantes.

Como em todo o mundo ainda pontificam diversas religiões, todas têm as suas datas sacras, esta é uma, com as suas crenças e tradições.
O patamar evolutivo, nem é mais, nem menos, é o que é, construído por todos nós e hoje ( princípios do séc. XXI ) para lembrarmos, que temos de respeitar o outro, que o amor é grande força do universo e por aí adiante, precisamos, como colectivo, de eventos desta natureza, então que se celebre.
Agora, fica a questão. Após tantos anos, como espécie dominante e constatando o que já conquistamos, olhando para o mundo em geral...
Celebramos o quê? Um degrau na escada, talvez?

" De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
A certeza de que é preciso continuar,
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos; fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro... "

Fernando Pessoa





Cazuza - Todo o Amor que Houvesse Nessa Vida

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Um lugar encantado


Pode-se colocar a questão, se é encantado ou desencantado, mas indubitavelmente, é um lugar que, compartilhamos hoje. Somos cerca de 6 biliões que fazem o favor de se expressarem fisicamente presente, apesar, de todos os dias, uns passarem para o outro lado, e outros, do outro lado, virem para este lugar. Do outro lado, numa razão de 9:1, ou seja, cerca de 48 biliões de consciências aguardam a sua vez, e a pressão é cada vez maior. A via de entrada mais fácil, neste momento, são o sudeste asiático, a áfrica e américa latina sul e central.

O tempo passa, e destas vidas, que passam e vêm, renascem e vão-se vezes sem conta e outras que vão e vêm de outros distritos do universo, vão aumentando a presença humana, neste lugar, sem esquecer, que enquanto presença física, somos hostis ao equilíbrio deste lugar encantando. Verdadeira simbiose de inúmeros factores biológicos que permitem aquela pequena janela da vida.

Fazemos modas, que fazem médias.
Por exemplo, a predisposição energética a acidentes, aquilo a que chamamos de fatalidades; aberratio delicti, error in persona e/ou aberratio ictus.
- Em determinada situação, um gentleman foi o primeiro a encontrar a vítima desfalecida, na rua deserta. Na ânsia desesperada de socorrê-la, através da técnica de respiração boca-a-boca, e que, afinal, a salvou, contraiu SIDA/AIDS.
- Ou quando falamos em inverdades, o hábito de mentir com toda a seriedade. Apanágio dos políticos que circulam o centro e a orla do poder, que hipocritamente seguem uma mentalidade dominante de um suposto guião de responsabilidade. Quando, na verdade, cada um trabalha para si, seja no status ganis e/ou dinheiro. São evidentes e demonstradas verdadeiras patologias da mente, no comportamento de muitos agentes políticos.

As pessoas em geral pensam que seguram o fio de controlo, as mesmas que dizem que; o melhor é não saber, ou o melhor é não pensar nisso e porque é que me vou chatear com isso.
Então qual o valor essencial predominante em meus interesses?
Vivo centrado na minha consciência pelo uso do cérebro ou vegeto através dos meus segmentos orgânicos, animais ou ainda sub-humanos?

Poderíamos elencar n situações da sociedade actual, muito diferente entre si, mas na base muito semelhante no que toca às motivações humanas.
Na sua tendência de se agrupar, pois sendo um bicho de temores, esconde as suas fraquezas agrupando-se, seja, em mega-grupos, como por exemplo; igreja católica ou outras religiões, ideologias políticas, associações desportivas mass-market, agremiações culturais e outro tipo de grupos de poder, como em sub-grupos derivados dos primeiros. São transferidas as incertezas e os medos, para uma zona de conforto, para um grupo que se identifica com a mesma ideia. Dentro dela, a consciência defende-a com as unhas e os dentes. Daí vêm as contradições.
Sozinha ficaria perdida, tem de se sentir incluída em algo, para se auto-convencer que existe. Logo, as sociedades caracterizaram-se de seguidistas, massas que alimentam os umbilico-chakras dos fundadores/visionários de uma qualquer ideia, muitas das vezes sem se questionarem do que estão a seguir ou a defender, pior, muitas vezes a distorcer e a influenciar outros, é um ciclo sem fim.

No intimo, as pessoas questionam-se:
Apreendo o possível pela raiz?
Compreendo em profundidade maior?
Devasso várias linhas de pesquisa?
Faço somatórios de conhecimentos?
Será que não temo nenhuma erudição humana?
Recupero o que estava esquecido?
Sou mercador da minha ignorância?
Tenho visão clara das coisas?
Sou adorador de verdades absolutas?
Sou obscurantista boiando pelo ar?
O receio ante o mundo desconhecido? As outras realidades? O medo do desconhecido?

Questões que cada um deveria pensar e/ou meditar interiormente, pensar nelas, levando a procurar respostas, daí evoluir.
O medo, tem de ser enfrentado, mais tarde ou mais cedo, não pense que se suicidando se safa, porque no outro lado, tudo continua.
O medo dos pensamentos e por vezes esses pensamentos vêm das coisas mais temíveis do que se imagina, ou que a consciência antecipa. É quebrando essa cadeia de elaboração mental, imaginação e previsões que aos poucos se vai eliminando o medo.

O lugar é encantado, nós é que fazemos a diferença...

sábado, 14 de agosto de 2010

A saúde mental dos portugueses


Já em Março deste ano, tinha sido objecto de análise este tema, no Extrafísico Blog, devido a uma capa do Jornal i, a doença mental em Portugal. Pode reler, aqui.
Nessa sequência, transcreve-se um artigo muito bom acerca desta questão, publicado no jornal Público a 21/06/2010, escrito pelo médico psiquiatra Pedro Afonso.

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"Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente."

domingo, 13 de setembro de 2009

France Telecom


Segundo as últimas notícias, no último ano e meio, suicidaram-se 22 trabalhadores, noutra linguagem, colaboradores, pois na semântica encerram-se várias caracterizações ideológicas.

Na realidade, a escravatura e as grilhetas, estão e sempre estiveram presentes na (des)organização do trabalho. No que outrora era chicote no lombo e nas panturrilhas, hoje é substituído, por técnicas psicológicas, fruto de desenvolvimento de um conhecimento, que deveria ser para benefício da humanidade, como quaisquer outros.

A empresa em causa, a France Telecom, e para que não se esqueça, é um todo um conjunto de pessoas, que todos os dias dedicam grande parte de suas vidas, alguns, há muitos anos. Mas tendências das últimas décadas, as administrações, quadros dirigentes e intermédios, vêm bebendo uma cultura dominante de alcance de objectivos a qualquer custo.
A forma como são formados os objectivos não são questionados. Recordo que a ambição da carreira profissional e o dinheiro, não são tudo na vida, longe disso.

Por isso tem de haver opções, na forma comportamental do dia-a-dia.

Não é colocar um funcionário numa sala com uma mesa e cadeira sem nada para fazer, colocar funcionários a tirar agrafos em pilhas de papel, colocar funcionários a organizar por letra alfabética arquivo morto, mudar constantemente o local de trabalho, mudar constantemente os produtos que vende, destruir laços entre colegas, em suma, o velho "dividir para reinar".

Estas empresas existem por aí, infelizmente, em grande número. Com a benção dos Estados que também praticam as mesmas técnicas na sua administração.
No caso da France Telecom, a administração perante a gravidade da situação, mais pela exposição, reconheceu alguns erros e tomou algumas medidas para inverter esta política assassina.
Sem contar as muitas centenas, senão milhares, de trabalhadores que poderão estar à beira do limite.

De salientar, que se houver cada vez mais pessoas informadas, ou seja, consumidores atentos, estas empresas deixarão de ter viabilidade, pois os seus produtos não serão adquiridos.
Aos consumidores, pede-se apenas, que quando comprarem vejam se o funcionário está a sangrar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tom Cruise in Oprah Show

Um dos episódios mais caricatos do show-biz entertainer da televisão. Tom Cruise convidado para o programa da Oprah Winfrey. O convidado comporta-se como louco e dá de presente e de mão beijada, um happening mundial.

Com uma plateia feminina completamente histérica e com uma apresentadora que foi canalizando inteligentemente essa suposta loucura, ela própria entra no jogo.
Foi álcool, anti-depressivos, substâncias mascaradas de medicamentos ou cocaine pura e dura? Ou como o próprio diz - I'm in love!
Há quem diga que o amor pode levar à loucura.



De entre as possibilidades já enumeradas, a possessão mediúnica esteve presente. Normalmente as grandes estrelas mundiais, são vitimas de forte assédio energético negativo, tanto deste e do outro mundo. Por estarem expostos e pela qualidade da energia de que são vampirizados, energia sexual negativa, exteriorizada por milhões de pessoas. No caso do actor referido, tente-se contar quantos posters seus revestem as paredes dos quartos de milhões de adolescentes em todo o mundo. Quantas meninas tocaram seriricas nas suas passarinhas tendo o focus visual en photo.
Estas figuras a não ser que tenham uma forte blindagem energética, as suas vidas correm-lhes sempre ao contrário.
Vivendo uma fama patogénica seguida por milhões de fãs que inconscientemente vampirizam o indivíduo alvo, que por sua vez vive uma vida irreal perdendo a noção da realidade.
Muitas vezes chegam ao descalabro. Existem muitos exemplos, Marilyn Monroe é um dos casos mais sintomáticos.

No seu entendimento espiritual, aderiu à religião/seita Cientologia o que agrava ainda mais alguns desequilíbrios. Esta religião/seita devido à sua perigosidade patogénica (aliás como TODAS as outras) será tema aqui no Extrafísico proximamente.

Por outro lado, Oprah Winfrey e seu programa televisivo que bate sucessivos recordes de audiência, é um dos maiores padronizadores de comportamentos a nível mundial. A sua área de formação é a psicologia, dotada de boa oratória obtida nas igrejas evangélicas americanas e é negra. É um veículo perfeito para passar mensagens, principalmente, as que incidem nos comportamentos humanos.
Por vários factores conjugados entre si, a mensagem que passa, não só entra em milhões de lares por todo o mundo como entra "facilmente" nas mentes. Padronizando, desenha comportamentos a seguir. Comportamento gera comportamento.

Em baixo, o vídeo humorístico do episódio aqui tratado. Foi a parte final do filme Scary Movie 4.

domingo, 3 de maio de 2009

Kasbah



Na semana retrasada ocorreu mais um dos múltiplos jantares tertúlias. Neste houve faltas. Um morreu, outros esquivaram-se. Quem está habituado a cenas destas, sabe que são merdas que acontecem.

Haveria muito para contar, mas, não me apetece...
Meu caro leitor, não julgue "per si" que é má vontade ou arrogância. Apenas são, qualquer coisa...

De uma despedida com sabor a falsa partida, juntámo-nos novamente, mais velhos, com cabelos brancos e pianinhos.
Nestes jantares tive em últimos graus fenómenos para-psíquicos, tais como; macro-PK's e super-consciências, a explicar mais tarde.

Tudo bem, meu caro?
Roda o pescoço e o braço?
Tranquilo, ainda estou cá.
A menina não é católica? Lá está o que eu digo...
Não sou cobrador de imposto nem contador de estereonato.

Noites que terminavam em transe e com magia.
Nunca fiando! Pois os cabraozões "andem aí"... A fumar umas cenas...
E com os olhos em si.

sábado, 14 de março de 2009

Bombas - Relógio

Mais uma estourou...
Tim Kretschmar, um miúdo alemão de 17 anos, entrou armado e vestido com uniforme para-militar munido de uma pistola-metralhadora Beretta e com o sopro da morte à sua volta, qual pára-raios.
Em Abril de 2007 no pior ataque escolar da história o jovem sul-coreano Cho Seung-hui (na foto) com duas Glocks na mão fustigou violentamente durante cerca de duas horas e pouco os que estavam na hora errada e no local errado no Virgina Tech, onde os colegas lhe chamavam - O chinoca de merda. Matou 32 pessoas entre colegas e familiares.
Veja aqui a cronologia dos ataques às escolas por adolescentes.

Que sociedade estamos a construir?
Melhor, que sociedade estão a balizar-nos?
Qual a capacidade de prever e entender estes actos anormais?

Sociedade compressora da vida livre, do indivíduo ter a sua dignidade salvaguardada. Do crescente controlo absoluto de comportamentos sociais.
Que contabiliza males menores, como pontas soltas ingenuamente tidas como controláveis.

É constrangedor ver os psicólogos a nadarem por completo nestes casos. Não conseguem identificar indícios, pistas nem políticas preventivas. Só conseguido analisar o pós.
Também a sociologia tendo como Pai da disciplina Emile Durkheim terá que se reinventar e encontrar novas fórmulas de estudo social.
Será necessário um esforço suplementar nestas duas áreas, principalmente, na pesquisa de novos termos, novos comportamentos, novas motivações e enquadrar no modelo vigente em que vivemos, o neo-liberalismo puro e duro, ou seja, o capitalismo selvagem. Propulsor e potenciador destes fenómenos.

O que leva estes jovens "aparentemente" bem a cometer tais actos?
Será que não têm mais nada para fazer?
Bullying não físico, mas mental? Desequilibrando lentamente a mente do indivíduo.
A maior parte tem boas condições de vida; boas escolas, playstations, computadores, televisões e acesso à informação.
A globalização também potencia fenómenos de imitação. Mas é extremamente redutor afirmar-se que os jogos de computador violentos são os principais responsáveis. Quando milhões de jovens em todo o mundo os jogam. Terá que haver um click detonador mais forte para os levar a ultrapassar em muito a linha do racional.
Estes casos têm características semelhantes, no momento têm o domínio do espaço e depois suicidam-se. Nem polícia, nem autoridades judiciais lhes conseguem deitar a mão. Encaram o acto como uma missão, da qual são uma espécie de justiceiros numa fantasia de vingança. Mas que, infelizmente é real.

Todos os imponderáveis têm que ser colocados em cima da mesa. Nada pode ser menosprezado.
Por isso todos os conhecimentos que a consciência já consegue alcançar deverão ser utilizados para prevenir e minorar este fenómeno que têm tendência a aumentar.
Alguns destes miúdos serão já ressomas de vidas passadas nos finais do séc. XIX e inícios do séc.XX, vítimas frutos da revolução industrial e da 1ª Grande Guerra Mundial. Portanto ainda estarão por nascer os tremendos karmas originados ao longo do séc. XX.
Numa lógica evolutiva um karma criado será resolvido numa vida de amor, nomeadamente, numa relação familiar; pai-filho, irmãos. Só que às vezes o karma é tão forte, e sem os intervenientes conhecerem as vidas passadas, a química negativa daí resultante, gera ódios incontroláveis, e quando os karmas são grupais, gera sentimentos brutalmente anti-sociais. Proporcionalmente estarão a nascer em maior número nos E.U.A., mas também, na Europa Central, na Rússia e Japão.
Importante seria analisar os dois a três dias anteriores destes monstrinhos dos terríveis actos. Os seus comportamentos, a maneira de olhar, a interacção relacional com a família e na escola entre outros. Pois existem indícios claros de fortes possessões mediúnicas.
Conjugando todos estes conhecimentos poderia-se, talvez, "pinçar" potenciais bombas-relógio.

O vídeo que se segue é de uma banda chamada Black Sabbath e a sua música é de 1970 - Paranoid. Na época trazia uma sonoridade diferente ao que se estava habituado. Era considerada muito violenta. Hoje pode-se considerar que tem um ritmo normal.
A mente humana tem tendência a não relativizar a importâncias das coisas.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Cursos Extrafísicos

Na madrugada de Sábado, acordei de repente, ainda não eram 7h00, não houve rememoração, foi estive lá, agora estou cá. Assim, de uma maneira que não tenho paciência para vos explicar.
Existe aquela pequena linha muito ténue entre o sonho e a projecção extrafísica. A destrinça, mais tarde, explicarei.
Tinha estado num curso que versa Retórica, Filosofia e um pouco de Psicologia. Pelo que fiquei a saber serão doze aulas todos os dias. Eram cerca de vinte alunos. Pessoas de cá e pessoas de lá. Não reconheci ninguém do meu círculo de conhecimento. Os professores são um casal, tendo a primeira aula - aquela memória que trouxe para o intrafísico - sido muito introdutória, foi ele que mais falou. Homem velho, de testa enorme - reveladora de perímetro craniano - e sapiência. Era numa espécie de pavilhão aberto, com mobílias tipo design moderno (não percebi "ainda" porquê). Na primeira aula centramo-nos no Indivíduo. No seu Ser e no Espaço que ocupa. Das próximas aulas, mesmo que, não me lembre, uma coisa é certa, as sinapses ficarão.

Mesmo a dormir, a nossa rede neuronial vai-se formando. Enquanto o corpo descansa, você, ou melhor, a sua consciência anda por aí. Aprendendo, e nem se apercebe. Alguns pensamentos ou conhecimentos que utiliza no seu dia-a-dia você nem se apercebe que alguns deles vieram de aprendizados na dimensão extrafísica.

As empresas que têm muitos anos, têm um departamento consciencial, que promovem muitos cursos. Estive nalguns deles com colegas. Apesar de não se recordarem, utilizaram técnicas que lá aprenderam. Para quem assistiu a tudo, é uma satisfação enorme, que, fazemos parte de um todo. E todos somos um.