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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sexta-Feira 13


Segundo a tradição, é o dia do azar, a noite das bruxas e o dia e noite que tudo pode acontecer. Em tempos idos, alguém inventou um vírus informático denominado de sexta-feira 13, alguns por defesa adiantavam a data do computador para sábado 14, e logo, apareceu um novo vírus, o sábado 14. 
Na verdade, quando uma sexta-feira calha no dia 13, é um dia como outro qualquer, o mito, muito bem poderia ser; a quarta 12, a quinta 6 ou segunda 24. 

A ajudar à sina do número 13 vem o 12, segundo a numerologia é um número completo, os doze meses do ano, os doze apóstolos de Jesus e os doze signos do Zodíaco, o número 13 é considerado o número do azar. Aliás, existem actualmente, fobias associadas ao número 13, existem pessoas que padecem de triscaidecafobia, parascavedecatriafobia e frigatriscaidecafobia, ou seja, fobias associadas ao número 13. A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo. Existem histórias desde a mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses.

Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos. Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, os 13 ficavam a rogar pragas aos humanos. Da Escandinávia a superstição espalhou-se pela Europa.
Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro.
Alguns pesquisadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira.
A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão.
Marinheiros ingleses não gostam de zarpar os seus navios à sexta-feira.
Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico. Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio. Note-se também que, no Tarot, a carta de número 13 representa a Morte.

Mas o que muito provavelmente ocorreu em tempos passados, para tornar a sexta-feira 13 num dia de culto, para muito boa gente inocente, foi um um dos episódios da idade das trevas da história, dominada sob uma ideia, a teologia cristã, que controlava com o medo da morte, a comédia e o sexo. Tão bem descrita na obra-prima de  Umberto Eco - "O Nome da Rosa".

Segundo o calendário que ainda perdura, no dia 13 de Outubro de 1307, o Papa Clemente enviou ordens secretas lacradas para serem abertas simultaneamente por seus soldados em toda a Europa na sexta-feira, 13 de Outubro de 1307. Ao nascer do sol do dia 13 os documentos foram abertos e revelou-se seu teor aterrorizante. A carta de Clemente afirmava que Deus viera a ele em uma visão e o alertara de que os Templários eram hereges culpados de adoração ao demónio, homossexualismo, desrespeito à cruz, sodomia e outros comportamentos blasfemos. O Papa Clemente recebera de Deus a ordem de purificar a terra reunindo todos os Cavaleiros e torturando-os até confessarem seus crimes contra Deus. A operação maquiavélica de Clemente funcionou com precisão infalível. Naquele dia, inúmeros Templários foram presos, torturados impiedosamente e queimados em fogueiras como hereges. A cultura moderna ainda conserva vestígios dessa tragédia.
Até hoje, sexta-feira 13 é considerado o dia do azar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

As crises do capitalismo


De tempos em tempos ocorre uma crise, em consequência dos ciclos da oferta e da procura. Na realidade, os vectores da oferta e da procura, são apenas, uma pequena parte do "jogo" em que vivemos. Na verdade, existem uma série de variáveis não contabilizáveis que alteram por completo as regras dos variados "modus vivendis" das populações.
Essas variáveis, vêm de uma suposta natureza humana, se assim possa ser chamada, tal como a ganância, a obsessão, o egoísmo, o ressabiamento, o recalcamento, entre algumas outras, que se configuram no campo das emoções, dessa suposta ideia, da natureza humana. Emoções negativas e do foro patológico.

O capitalismo selvagem que tem imperado nas nossas sociedades, mostra-nos isso mesmo. Como forma de organização das nossas sociedades, aumenta a desigualdade brutal da distribuição da riqueza produzida, no aumento do desemprego e esta com sub-divisões; ao nível da precariedade no trabalho, na diminuição do poder reivindicativo, na aceitação sem condições de condições por troca de um mísero salário.

Quando em tempos idos as empresas se designavam por Companhias, tinham ao mesmo tempo, enormes massas de trabalhadores, que se organizavam e faziam jornadas de luta temíveis, pelo seu direito à dignidadade enquanto pessoas humanas.
Desses tempos aos de hoje, uma espécie de patronato, aprenderam com o tempo e com as experiências. Hoje as Companhias estão disseminadas e diluídas em Grupos Económicos, divididas em várias empresas, muitas até, em vários pontos do mundo, conforme a legislação fiscal e laboral, mais favorável ou não. Departanlizando e dividindo as forças de trabalho em empresas de out-sourcing, em empresas irmãs e primas, diminui-se o poder reivindicativo, aumentando em proporção o trabalho precário, no contexto do terror da renovação do contrato, paulatinamente, vamos regressando ao trabalho à jorna, sem direitos e calados e conformados.

No caso específico português, enquanto se grita com o ministro A ou B, não é indivíduo em si que encarna a personagem, mas sim, as políticas que preconiza que têm especial relevância.
No Portugal de hoje, vendem-se ao desbarato empresas nacionais de sectores estratégicos à soberania, que por essa via, os lucros ficarão na mão de accionistas estrangeiros, que nada têm a ver com o bem estar e a qualidade de vida da população, mas sim e unicamente, com a remuneração dos investidores, maior parte deles, a residir noutros pontos do globo.
Enquanto o governo actual, estimagtiza de forma sem precedentes, o funcionário público, aquele que paga os todos os impostos que são devidos ao contribuinte.
Se temos ou não, muitos funcionários públicos, tal facto deve-se às tremendas e ruinosas gestões públicas dos partidos políticos PS e PSD que têm alternado entre si  a governância deste país. E quem sem decoro e falta de vergonha na cara, são de forma directa pelos seus dirigentes e de forma indirecta pelos seus comentadores que pululam nos media, que dizem com uma enormíssima lata, que o país vive acima das suas possibilidades.
Quem lhes metesse um balde de merda pelo focinho abaixo, era pouco!

Na questão dos resgates financeiros soberanos, o escândalo é de bradar aos céus...
Aquando da criação da moeda única em 2002, ao mesmo tempo que os estados aderentes, reduziram parte da sua soberania, transferindo para o recém-nascido BCE as suas políticas monetárias.
A coisa é surreal, enquanto a Grécia aprova um segundo pacote de intervenção, enquanto Portugal e Irlanda se torcem para cumprir os empréstimos que obtiveram em condições mais do que draconianas, o BCE em duas tranches concede empréstimos no valor 1 mil milhões de euros aos bancos europeus, sem condições, a 1% e com algumas garantias.
Isto é um escândalo de proporções infinitas, contida pelos media na mão de meia-dúzia de grupos económicos (ex-Companhias).

Para quem "ainda" não quer perceber, fica o vídeo em desenhos animados...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 3 de março de 2012

A moda dos "Vampires"


De mil em mil anos surgem modas deste tipo, ao mesmo tempo que as pessoas se afligem, como se fosse, algo de importante.
A questão que se coloca aos vampiros, é a seguinte ...?
Porque é que não lambem as coninhas, ou passarinhas de milhões e milhões de mulheres que se menstruam mensalmente, neste planeta ?

Somando a este facto inolvidável, com as constantes guerras que se perpetuam no tempo e com, tanto sangue derramado ao acaso, não existem razões de queixa!
Vejam o anormal do chupa-cabras, algures no México, psicopata desiquilibrado a sugar sangue em animais de pasto, e depois são os extra-terrestres!

Os vampiros existem, não aqueles que se vêem nas séries TV, com enredos românticos e lobisomens à mistura... Por exemplo, o parvalhão do Miguel Relvas, com evidentes desíquilibrios mental-somáticos.
Um dia a verdade vem ao de cima. Tal como a história nos ensina.

Com todo o fervor de uma autoridade moral possuída, pelo ser, ao mesmo tempo que armazenamos bocados de cadáveres para comer mais tarde.
Enquanto defendemos espécies em extinção, grelhamos e cozemos outras que nos garantem a vida.
Esta é a nossa condição primitiva, desde o bairro das barracas até ao condomínio de luxo.

domingo, 5 de junho de 2011

Villas Miseria


Este é o mundo em que vivemos, o real e construído por todos nós, nem que seja, na hipocrisia de virar a cara para o lado, ou quando uma parte do mundo come até não lhe apetecer mais, comenta - Mas porque é que dão isto à hora de jantar?

A breve apresentação do documentário em baixo, é narrado pelo actor José Coronado, que tem passado no Canal Odisseia.
É a mais excelente e atroz visão da sociedade cada vez mais hiper-desigual em que vivemos, fruto da corrupta mente humana.
O indivíduo isolado, pode atingir níveis de ética, respeito e em última análise, até de compaixão.
Mas em grupo, o homem, é o pior bicho à face da terra. Ele compete e maximiza de toda a forma que lhe seja possível, a vantagem, seja dinheiro, poder ou status e estas misturadas entre si.

Quando na parte do mundo da abundância as pessoas conformam-se de que sempre houve pobreza e riqueza, na outra parte e cada vez maior, a parte da carência, apenas sonham em ter os problemas, dos que vivem na parte da abundância; vou comprar um Nokia ou um Samsung, Peugeot ou Renault, vou comer carne ou peixe ...?
Quando se diz que se está cheio de problemas, há-que contemporizar e reflectir, mas qual é o verdadeiro problema?

O trailer do documentário "Villas Miseria", trata de pessoas reais, vai a Buenos Aires - Argentina, Calcutá - Índia e a Nairobi - Quénia, dando uma pequena amostragem da incapacidade do ser humano em organizar recursos vs. condições dignas de vida.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma certa espécie


O que se negoceia nas praças financeiras, vulgo mercados bolsistas, é uma ilusão, que se reflecte na vida de milhões de pessoas. O valor das cotações não reflecte a real actividade das empresas cotadas.
Quase tudo é fruto de manipulação de informações, num jogo cada vez mais complexo em que já quase ninguém, sabe como se determina.
O único objectivo, é só e apenas o lucro.
Na demanda do lucro e da rentabilidade, não cabe a fome, o desespero e a humilhação.

Que o diga a Exxon, por exemplo, que nos anos 80 e 90 explorou os recursos naturais do Chade, enquanto na altura, o país mais pobre do mundo, a vampiresca multi-nacional se vangloriava dos seus resultados financeiros, regojizavam accionistas, que não mais esperam, do que o lucro devido, rentabilizando o seu investimento.
Tudo está em torno do - Ó Abreu, dá cá o meu!

A perversidade do sistema é tão mostruosa, que coloca explorados contra explorados, sem se conhecerem, sem se aperceberem, e principalmente, desconhecerem o prejuízo que causam uns aos outros.
Em meados dos anos 90, o Ruanda recebe uma remessa enorme de catanas produzidas na China, que foram o instrumento principal de um dos maiores massacres de vidas humanas num curto espaço de tempo.
O trabalhador chinês, explorado até ao tutano, que tem uma família para manter, cumpriu com as suas obrigações profissionais, quase sem direitos, trabalhando de sol-a-sol, para manter o seu lugar na fábrica e que daí trazia o rendimento para alimentar os seus. Do outro lado do mundo, o produto que saíra das suas mãos, chacinava vidas humanas. Enquanto noutras partes do globo, analisavam-se consequências diplomáticas, politicas e financeiras da questão.
E noutros, ao mesmo tempo, nos intervalos dos telejornais, muitos sem saberem do que se passava, questionavam-se, se tinham comido chocolates a mais ou se teriam que mudar de dieta.
Quem vende os chocolates e as dietas, são os mesmos.

Somos uma espécie, que como espécie, até faz espécie!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mesmo com todo o amor que houvesse, o natal é sempre parcial


Dentro de uma certa ambiguidade, mesmo com todo o amor que houvesse, o natal é sempre parcial.
Não deixa de ser um alimento mental-somático, em que as pessoas tentam mostrar que são pessoas, que são capazes, projectando uma falsa imagem para o exterior, quando na verdade, estão inseguras de si mesmas, carentes de aprovação social e no extremo a sangrar por dentro.

Esta ideia, imbuída de um certo espírito de natal e de amor, é a muleta perfeita para nos "ainda" ir lembrando de que somos todos um. Apesar de a data, significar apenas, mais um dia de calendário, principalmente, a sociedade ocidental, chamemos-lhe assim, marcadamente entronizada com as tradições católicas, que enche o peito nesta altura do ano, fica levante e exteriorizando - Ai o natal! O natal ...! A que se segue imediatamente o velho chavão, de que o natal deveria ser todos os dias do ano.
Além, que a quadra é acompanhada com todo um quadro imaginário de neve, luzes, pai natal, muitos fritos e gastronomia conforme a zona geográfica onde se celebra. Na parte gastronómica, a abundância, também acompanha a afirmação económica e social alcançada, bem como, o respeito da tradicionalidade de uma celebração cristã, independentemente de serem crentes ou não crentes, o que importa, é que é muito bonito, e as pessoas demitem-se de questionar o porquê e ficam-se pelo porque, porque é muito bonito e pronto. Reflexo da grilheta mais profunda do ser social, o medo de ser diferente.

Por outro lado, os excluídos das grandes festas familiares, da abundância, das luzes da árvore de natal, por rasteiras que a vida passa, desejam no seu mais profundo âmago que este tempo passe depressa, porque, enquanto dura, as destrói por dentro. É uma altura do ano, pródiga em suicídios; tentando, como chamada de atenção ou o concretizado com sucesso, mais aqueles com a vontade, mas sem força para comete-lo. O ego consome a alma, e por ele são destruídos, quando afinal, é apenas mais uma data de calendário, nada mais. É um dia como todos os outros e todos os dias são importantes.

Como em todo o mundo ainda pontificam diversas religiões, todas têm as suas datas sacras, esta é uma, com as suas crenças e tradições.
O patamar evolutivo, nem é mais, nem menos, é o que é, construído por todos nós e hoje ( princípios do séc. XXI ) para lembrarmos, que temos de respeitar o outro, que o amor é grande força do universo e por aí adiante, precisamos, como colectivo, de eventos desta natureza, então que se celebre.
Agora, fica a questão. Após tantos anos, como espécie dominante e constatando o que já conquistamos, olhando para o mundo em geral...
Celebramos o quê? Um degrau na escada, talvez?

" De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
A certeza de que é preciso continuar,
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos; fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro... "

Fernando Pessoa





Cazuza - Todo o Amor que Houvesse Nessa Vida

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A dívida

Ontem a dívida portuguesa foi leiloada nos mercados financeiros. Para os investidores internacionais um excelente negócio, que à sombra de uma quasi-falência de um estado soberano irão obter nos próximos anos soberbos rendimentos, já que foi subscrita em mais de 75% por compradores estrangeiros. Arrecadou-se 1.242 milhões de euros, dos quais cerca de 600 milhões a dez anos e juro de 6,8%, o restante a 6 anos com uma taxa à volta de 6,15%, e isto mexe com tudo e todos, melhor, mais para uns do que para outros.
Necessidade fruto de políticos que executaram políticas que ao longo das últimas décadas nos deixaram naquele lugar em que sempre estivemos, a cauda. Apesar de as suas vidas financeiras, também sempre, terem corrido pelo melhor.
Políticos que na pratica são os representantes e funcionários de meia-dúzia de famílias, as quais por sua vez representam interesses de grandes grupos trans-nacionais, sem nacionalidade mas com muito dinheiro que em teoria é obtido de forma legal um pouco por todo o mundo, mas que na pratica é dinheiro retirado das economias, das pessoas através de engenharias financeiras muito complexas.

A soberania portuguesa desde os anos 90, foi vendendo as suas empresas mais lucrativas. As quais, seus capitais, hoje estarem maioritariamente em mãos estrangeiras. Ou seja, os lucros que obtém, via monopólios ou cartéis nos sectores de actividade económica em que operavam em Portugal, são literalmente transferidos para o exterior.
Boas decisões de gestão, como se pode aferir!
Que rica ajuda dariam à feitura dos orçamentos de estado! Já que os seus utentes, hoje clientes, é que pagam os seus serviços e cujos salários já não são pagos pela riqueza produzida no seu país de origem, mas sim, por dívida contraída no exterior, que obviamente almeja por contrapartidas. É uma espiral sem fim e com isso faz-se com que se mantenha, o chamado ufa-ufa diário, o stress do trabalho, a velha história da cenoura à frente do burro, abrindo assim a ideia generalizada da ambição, subir na vida, o ser alguém, mantendo sempre a pressão e fazer as pessoas correrem por algo que não sabem o quê; bens materiais, talvez a venda da ideia de felicidade.

À substituição de pessoas por número de cliente, vamos assistindo à mudança de paradigma.
Os centros de decisão estão a alterar-se de forma profunda, e eles estão onde há dinheiro, principalmente, nos países com mercados internos imensos, que propiciam o agigantamento de conglomerados económicos.

- Como competir com quem tem a capacidade de vender um par de chinelos a 1 euro do outro lado do mundo? E com tudo o que isso implica?

- Como competir com uma fábrica que vende tecnologia da mais avançada, em que os colaboradores/escravos operem de sol-a-sol e por "tuta e meia" de rendimento sem qualquer tipo de exigência, fruto da gigantesca oferta de mão-de-obra?

É o drama e o paradigma, sem uma luz ao fundo do túnel. Porque tudo procura o dinheiro e a satisfação material que dá e o status que permite alcançar.
Por isso, temos milhões de pessoas a trabalharem para alimentarem meia-dúzia, a agradecerem as migalhas "tão merecidas", a terem direito a visitas quinzenais dos seus filhos, fruto da propensão elevada dos divórcios e a tantas horas roubadas do dia, tão só, para pagar os iates, as prostitutas lux, a lagosta e os jaguares dos que extraem o sumo das massas cada vez mais hipnotizadas, por mecanismos pensados à peça.

"O dinheiro é a causa de todos os males." - Maquiavel


domingo, 7 de novembro de 2010

Pensenes de vidas vividas


O pensene, conceito fundamental para o entendimento do paradigma da consciência proposto pela Conscienciologia, é a unidade básica de manifestação integrada e integral da consciência em qualquer dimensão e representa a união indissociável do pensamento ou ideia, do sentimento ou emoção e da energia, atitude ou acção, sempre omnipresentes.
O termo pensene é um acrónimo formado a partir de pensamento, sentimento e energia. É neologismo técnico da Conscienciologia.
Em tese, no âmbito humanamente inteligível da escala evolutiva, os componentes do pensene são indissociáveis. Não há pensamento sem energia, energia sem sentimento, sentimento sem pensamento.

Ao longo da vida e de vidas, foram-se exteriorizando formas e pensamentos, alguns exemplos:

Nietzsche;

- Saber é compreendermos as coisas que mais nos convém.
- Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.
- Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno.

Confúncio;

- Aprender sem pensar é tempo perdido.
- Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.
- Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?

Oscar Wilde;

- Uma coisa não é forçosamente verdadeira lá porque um homem morreu por ela.
- A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder-lhe.
- Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo.
- A coerência é a virtude dos imbecis.
- A experiência é o nome que damos aos nossos erros.
- As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros.
- Cigarros são a forma perfeita de prazer: são efémeros e deixam-nos insaciados.

Tao-te-Ching;

- A actividade vence o frio; a inactividade vence o calor; assim, com a sua calma, vai o sábio corrigindo tudo no mundo.
- Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar.

Sun Tsu;

- Se o inimigo deixa uma porta aberta, precipitemo-nos por ela.

Eça de Queirós;

- O riso é a mais antiga e mais terrível forma de crítica.
- O melhor espectáculo para o homem - será sempre o próprio homem.
- Para ensinar há uma formalidade a cumprir - saber.

Jean-Paul Sartre;

- O dinheiro não tem ideias.
- Não há um único dos nossos actos que, ao criarem o homem que queremos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem tal como estimamos que ele deve ser.
- Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.

Agostinho da Silva;

- Viver interessa mais que ter vivido; e a vida só é vida real quando sentimos fora de nós alguma coisa de diferente.
- Crê com todo o teu ser; só assim terás atingido o máximo da dúvida.
- Todo o esforço de manter a personalidade impede o vir a tê-la.
- Um dia nada será de ninguém, pois todos acharão, por criadores, que têm tudo.
- Não há liberdade minha se os outros a não têm.
- O presente é o futuro tentando ser; assim o meio e o fim.

Na assumpção relativa, que cada um tem razão, a sua razão dentro de uma mesologia, do seu histórico existencial e dela a sua única e individual interpretação, misturada de muitas outras razões colectivas.
As pessoas, os animais, as flores, não nascem para serem felizes. Nascem para num contexto muito complexo, mas ordenado e lógico - que a nossa compreensão ainda não alcança -, evoluir e nesse processo atingir novos patamares existenciais.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Solstício de Verão


A palavra solstício vem do latim Sol e Sistere - que não se move. É o momento em que o Sol, durante sua esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano em Dezembro e em Junho. O dia e hora exactos variam de um ano para o outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é o mais longo do ano.

Uma mulher é violada de 5 em 5 segundos na África do Sul.

Fica descansado que vais renascer dentro dos 10% que tem boas condições de vida, terás um tecto, formação escolar e protecção. Se nascesses albino na África terias que te preocupar.

Mais de dois milhões de pessoas morrem de fome a cada dia. Dessas, 20 mil crianças morrem por ano em consequência da falta de saneamento, só em Moçambique morrem 55 crianças por dia. Com menos de 5 anos de idade , são 16 mil, todos os dias. Uns dias mais, outros menos é na média constante e que não pára, que estes números se tornam assustadoramente preocupantes.

Mas tinha logo de renascer nesse planeta inferno, não haveria um atalho. Nessa coisa do desenvolvimento, tens de conhecer o lado negro da coisa, dessa forma, terias uma singela noção dos limites.

Em Phom Penh, Cambodja, existem cerca de 200.000 putas, 100.000 directas, as outras 100.000 em prostituição indirecta, nas casas de massagens e afins. Onde a mentalidade dominante é a de que tirar a virgindade, faz bem à pele e dá garantias de longevidade. Para as meninas de 12/13 anos vendidas pelas próprias mães, a coisa, decerto não vai correr muito bem. Após avançarem na idade e desvalorizadas, são amiúde violentadas por grupos que se fascinam em filmes pornográficos, made off, para-bollywood e para-hollywood. Outras meninas que sonharam ser artistas de cinema, o estrelato e a fama, acabaram com um caralho no cú e outro na boca. Mesmo assim algumas poucas singram nesse estrelato auto-iluminado. Não a putequinha brutalmente desvalorizada e violada por 50 cambodjanos no mato em que lhe desfizeram a vagina e a pobre menina depois de gritar durante horas e talvez a um deus qualquer que a ajudasse, teve um forte AVC, tal o muito para lá do que as suas frágeis veias estivessem para suportar.

Mesmo nascendo num lugar previligiado, vou ter que constatar com essas realidades. Obviamente que sim, num primeiro momento, te sentirás semi-culpado, mas aprenderás a ambiguidade da coisa. Se chover tenta passar por entre os pingos. Mas aí, de certeza ficarei molhado. Meu caro, quem renasce nesse Inferno, molha-se, e vais sair dele bem molhado, pois vais ter que te embrenhar bem no meio dele. Não tens volta a dar.

Lírios, pimenta negra, Lilium da família Liliaceae Flor-de-Sangue, Agrião-do-México, Capuchinha, Nastúrcio, Nastúrio, Mastruço, Mastruço-do-Peru, Chagueira, Almeirão (Cichorium intybus), Aquilégia (Aquilegia vulgaris), Planta-cobra (Arum dracunculus), Corticeira-do-banhado (Erythrina crista-galli).

Vê e percebe a importância das abelhas na polinização das plantas. Mas ao mesmo tempo e como lição irás de ter de entender a maledicência, a malevolência, a hipocrisia e a maldade pura e crua.

Top ten dos maiores serial-killers.

Já reparei, que esta bicharada vive em constante incongruência, e não mais que dizer em profunda estupidez.

Isto apesar da agricultura estar produzir 17% mais de calorias por pessoa, por comparação ao que produzia há três décadas, e mesmo tendo em conta que a população mundial aumentou 70% nesse período, FAO (Agência para a Alimentação e Agricultura).

Independentemente, do que seja o que for, estas realidades irão ocorrer amanhã e depois de amanhã...

Mas que linda é esta Terra vista do céu, a bordo de um avião. Só quando aterramos é que sentimos do que ele é composta! Bichos que não prestam, fingindo-se em fato e gravata, de que isto é do melhor...

What a wonderful world!

Eu acredito, como gotícula que somada, com outras, poderemos melhorar um pouco este mundo estragado, por nós próprios.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Reminescências, de outras vidas...


Horas e horas de ouço. Faz horas quietas e temerosas.
O tempo espera, pausadamente.
Noutras horas apressa-nos. Chegar a horas é chegar tarde. Cedo é antecipar, o antes. Não é previsão, porque, a visão, às vezes trai, engana-nos.
Aquele momento certo, pode ser incerto, como vento, visto de dentro de um edifício. Não sentido, mas percebido.
Dessa forma não haverá cabelos soltos, mas resguardados, do vento. Pirata que esvoaça segredos para bem longe, areias soltas. Ondas cíclicas, que carregam sonhos, que fechados, aguardam a chave certa para a solta.
De escumbalho, trambolhiálo e coisas inventadas, a realidade é um grande saco, onde qualquer um põe lá o que quiser. Errar é permitido, falhar é à vontade.
Patamar na qual a consciência atinge uma espécie de douto carrega burro, já não é avaliável, está tranquila e serena, olha não como iguais, mas entende profundamente a diferença. Ganha a competência de ser capaz. Capaz de entender...

Actualmente, caminhamos juntos, todos. Nesta vida, apesar das diferenças...
Apesar aliás, de sentimentos de apertar o garganete ao outro, ou de love...
Somos mais simples do que se julga, a base é mais ou menos a mesma.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fronteiras


Vivemos tempos fascinantes, aliás como sempre, interpretados como deprimentes.
Planeta longínquo, Terra, já vai muito para além da quarta dimensão.
E a subir! 4 ponto e qualquer coisa.
São processos iniciados de retorno impossível, sabendo de antemão que o impossível é possível.
O que é que é a antemão? O Pai Natal e o coelhinho da Páscoa... Não?! Será?
Afinal, viemos sem livro de instruções. Apesar de haver por aí algumas tentativas.
Entre várias vidas e vários conhecimentos... Sei lá...! Sei lá...!
Anseia-se por hoje, quando poderá ser um dia destes, um qualquer.
Da história do Homem, parasita fecundo ao criador de telemóveis com fotografia.
Eu sei lá!
Oxalá, que não se esqueça da essência. A essência de Ser e do Ser. Oxalá...

Somos fisicamente, água, em grande parte, inexoravelmente.
Especialmente composta por cristais líquidos sob a forma de clatratos, que permitem que a luz, daí energia, viaje a surpreendentes velocidades pelo nosso corpo transmitindo informação (tese defendida por António F. Muro).
Essa energia electrificada que foi identificada ancestralmente por outros vários pensares: Chi (na cultura chinesa), Ki (na cultura japonesa), Kundalini e Prana (na cultura hindu). Apenas os termos mudam, sendo a base a mesma.

Abrir portas é fácil! A questão é entrar... e...
Sabe o caminho de volta?
Não é assim tão simples. Essencialmente, somos uma espécie que não é simples.
Quem disse que viver era fácil?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Pânico do Poder

O pânico do poder distingue-se do ataque de pânico ou de um período distinto de intenso temor. Sendo que os dois últimos não ultrapassam picos de 10 minutos e o primeiro, a sensação é constante, por isso, mais patológico e de consequências mais gravosas, por ao contrário, dos ataques de pânico e períodos curtos de temor, o pânico do poder, afecta não só o sujeito alvo, mas sim, terceiros.
Os efeitos somáticos e cognitivos daí resultantes e estudados pela psicologia moderna, são 13: palpitações ou ritmo cardíaco acelerado; sudorese; tremores ou abalos; sensação de falta de ar ou sufocamento; sensação de asfixia; náusea ou desconforto abdominal; sensação de tontura, instabilidade, vertigem e desmaio; sensações de irrealidade ou de despersonalização, medo de perder o controlo ou enlouquecer, medo de morrer, parestesias e calafrios ou ondas de calor.

Durante os ataques ou na vivência permanente do pânico, o indivíduo sente-se estranho ou irreal, interroga-se, várias vezes e por vezes de forma alucinante e repetitiva:
- "E se perco o controle?"
- "E se enlouqueço?"
- "E se tenho um ataque do coração ou morro?"
- "E se tenho isto em público e sofro uma humilhação?"

De referir, que o pânico, é uma das ferramentas de sobrevivência, desenvolvidas pela espécie animal para servir de alarme e se acautelar do perigo.
Todos já experimentaram a sensação de pânico.

No pânico permanente, existem vários, afloremos o pânico do poder com as suas várias fases.
Normalmente começa pela ânsia do poder, fomentando no sujeito os níveis de ansiedade.
Se com sucesso na conquista, e passada a fase da euforia, entra na obsessão de o manter, ultrapassando assim a linha da ansiedade, começando a ter laivos de patologia.
Desconfiando perder o controlo das situações, que se vão, normalmente multiplicando a velocidades alarmantes, cria centros de informações, afectando recursos para pesquisar e processar toda e qualquer informação, a si, referente. Elabora estratégias para silenciar quem se lhe opõe, usando os meios de que dispõe. Os meios que outrora lhe foram confiados por um povo que na figura depositou as suas esperanças. Ingenuamente, pode-se dizer. Pois a maioria ainda acredita no Pai Natal, em sua forma mental-metafórica.
Aqui o líder político, entra noutro estádio. A desconfiança.
Desconfia de tudo e todos. Começa a ver nos seus mais próximos, os candidatos à sucessão. No marketing, só ele aparece. Os vices e lacaios, desaparecem dos cartazes e dos holofotes. O líder agora é a figura central, o resto são sombras.
Perde a noção da realidade.
Abomina os possíveis candidatos e nesta fase entra na insanidade completa. Aqui é a fase perigosa. O estrebuchar, porque, as consequências são aleatórias e imprevisíveis.
Normalmente, é o fim.

Os ciclos mudam, no aspecto temporal e no modo de silenciamento. Hoje, desenvolvida a área da comunicação, apenas faz com que os ciclos sejam mais rápidos.
Para as agremiações do verdadeiro poder, descarta-se facilmente um suposto líder visível, descansados através de listas enormes de candidatos vorazes, loquazes e capazes de habilidades do arco-da-velha.
Só têm que vender a alma às várias confluências de interesses que governam temporáriamente o planeta e seguir o plano. Induzir na Humanidade, a mentalidade do dinheiro e do status.
Escravizar sub-liminarmente.
Falta ainda aqui toda a complexa envolvência espiritual...

Assim a Humanidade vai se esquecendo de suas essências fundamentais...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

7 secundos

7 secundos, fecundos e moribundos. Eu acredito num mundo de flores, de entendimento, de compaixão e de serenidade intelectual. Vivemos os tempos fascinantes do fim da sub-humanidade.
É um tremendo privilégio viver fisicamente tal evento agendado para 21/12/2012.

Por incrível que pareça, o País que escolhi para nascer, tem todos os condimentos gustativos mentais.
É o caso Casa Pia dos pedófilos panascas que teimam em não ir presos. Lembro o filme "Apocalíptico", esta faca já chamou a si muitas vidas.
É o Freeport que mesmo em saldos rendeu campanhas promocionais a primeiro ministro, com um inglês técnico de fazer corar de vergonha o príncepezinho Edward e sua cara metade.
É a Taça da Liga, que ainda, não vislumbraram o semi-finalista, tendo juízes de créditos comprovados a estudar estatutos e códigos para colmatar tal falha organizacional.
Talvez seja por isso que lá fora consideram Portugal um País de ciganées que mal sabem ler e escrever e não só.

Fica o vídeo de 7 seconds, gravado em simultâneo por Neneh Cherry (filha do vento que deixou uma semente a germinar) e Youssou N'Dour (pura magia africana), a combinação resultou uma magia mágica de momentum. O tentar fazer entender que todos somos um.

Como nota final, não podia deixar de agradecer a dois blogs excelentes, o Fliscorno pela sua árvore de Natal (agradecimento póstumo) e ao Portugal dos Piquininos (só agora é que reparei, só vejo o meu mail de três em três séculos!) pelas suas brilhantes prendas. Os selos estão gravados a ouro nas realidades plasmadas deste espaço, quiçá, virtuelle.