Mostrar mensagens com a etiqueta serenidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta serenidade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de março de 2012

As crises do capitalismo


De tempos em tempos ocorre uma crise, em consequência dos ciclos da oferta e da procura. Na realidade, os vectores da oferta e da procura, são apenas, uma pequena parte do "jogo" em que vivemos. Na verdade, existem uma série de variáveis não contabilizáveis que alteram por completo as regras dos variados "modus vivendis" das populações.
Essas variáveis, vêm de uma suposta natureza humana, se assim possa ser chamada, tal como a ganância, a obsessão, o egoísmo, o ressabiamento, o recalcamento, entre algumas outras, que se configuram no campo das emoções, dessa suposta ideia, da natureza humana. Emoções negativas e do foro patológico.

O capitalismo selvagem que tem imperado nas nossas sociedades, mostra-nos isso mesmo. Como forma de organização das nossas sociedades, aumenta a desigualdade brutal da distribuição da riqueza produzida, no aumento do desemprego e esta com sub-divisões; ao nível da precariedade no trabalho, na diminuição do poder reivindicativo, na aceitação sem condições de condições por troca de um mísero salário.

Quando em tempos idos as empresas se designavam por Companhias, tinham ao mesmo tempo, enormes massas de trabalhadores, que se organizavam e faziam jornadas de luta temíveis, pelo seu direito à dignidadade enquanto pessoas humanas.
Desses tempos aos de hoje, uma espécie de patronato, aprenderam com o tempo e com as experiências. Hoje as Companhias estão disseminadas e diluídas em Grupos Económicos, divididas em várias empresas, muitas até, em vários pontos do mundo, conforme a legislação fiscal e laboral, mais favorável ou não. Departanlizando e dividindo as forças de trabalho em empresas de out-sourcing, em empresas irmãs e primas, diminui-se o poder reivindicativo, aumentando em proporção o trabalho precário, no contexto do terror da renovação do contrato, paulatinamente, vamos regressando ao trabalho à jorna, sem direitos e calados e conformados.

No caso específico português, enquanto se grita com o ministro A ou B, não é indivíduo em si que encarna a personagem, mas sim, as políticas que preconiza que têm especial relevância.
No Portugal de hoje, vendem-se ao desbarato empresas nacionais de sectores estratégicos à soberania, que por essa via, os lucros ficarão na mão de accionistas estrangeiros, que nada têm a ver com o bem estar e a qualidade de vida da população, mas sim e unicamente, com a remuneração dos investidores, maior parte deles, a residir noutros pontos do globo.
Enquanto o governo actual, estimagtiza de forma sem precedentes, o funcionário público, aquele que paga os todos os impostos que são devidos ao contribuinte.
Se temos ou não, muitos funcionários públicos, tal facto deve-se às tremendas e ruinosas gestões públicas dos partidos políticos PS e PSD que têm alternado entre si  a governância deste país. E quem sem decoro e falta de vergonha na cara, são de forma directa pelos seus dirigentes e de forma indirecta pelos seus comentadores que pululam nos media, que dizem com uma enormíssima lata, que o país vive acima das suas possibilidades.
Quem lhes metesse um balde de merda pelo focinho abaixo, era pouco!

Na questão dos resgates financeiros soberanos, o escândalo é de bradar aos céus...
Aquando da criação da moeda única em 2002, ao mesmo tempo que os estados aderentes, reduziram parte da sua soberania, transferindo para o recém-nascido BCE as suas políticas monetárias.
A coisa é surreal, enquanto a Grécia aprova um segundo pacote de intervenção, enquanto Portugal e Irlanda se torcem para cumprir os empréstimos que obtiveram em condições mais do que draconianas, o BCE em duas tranches concede empréstimos no valor 1 mil milhões de euros aos bancos europeus, sem condições, a 1% e com algumas garantias.
Isto é um escândalo de proporções infinitas, contida pelos media na mão de meia-dúzia de grupos económicos (ex-Companhias).

Para quem "ainda" não quer perceber, fica o vídeo em desenhos animados...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 23 de abril de 2011

Pontos de equilíbrio


O equilíbrio pode ser muita coisa, mas é onde existe sempre um ponto de equilíbrio. Pode ser; estático, gráfico, de postura, espacial, de poder, químico ou térmico. Matematicamente traduzido numa equação diferencial, pode tomar a seguinte forma:

Na teoria das equações diferenciais o ponto \tilde \mathbf{x}\in \mathbb{R}^n é um ponto de equilíbrio para a equação diferencial se:
\frac{d\mathbf{x}}{dt} = \mathbf{f}(t,\mathbf{x})

se \mathbf{f}(t,\tilde\mathbf{x})=0 para todo t\,\!.

Analogamente na teoria dos sistema dinâmicos um ponto {\bar x} é dito de equilíbrio se uma vez que o sistema se encontrar em tal ponto, nele permanecerá. Ou seja:

\mathbf{x}(0)=\mathbf{\bar{x}};\mathbf{x}(t)=\mathbf{\bar{x}};\forall t\ge 0 Essa definição é valida seja no caso contínuo, seja no caso discreto.

(in wikipédia)

Por outro lado, o equilíbrio mental, que depende da vontade de cada um, torna-se de certa forma o mais complexo, seja por verificação, seja pela capacidade de avaliação de um indivíduo sobre o outro.

Num dia só, um mesmo indivíduo, pode passar de estados de elevada euforia, a condições de profundíssima depressão, às vezes numa tarde ou numa noite, até na mesma hora, pode ir aos píncaros, e depois, até às profundezas dos pensamentos obsessivos fechados em circuito interno, onde se consome vorazmente.

Tomando a via evolutiva como objectivo comum, encontrar os pontos de equilíbrio da mente pode ser o nosso Santo Graal. Quanto mais tempo existirmos em serenidade vivificada, controlando todos os factores externos que possam influenciar reacções precipitadas e por essa via gerir o nosso próprio controle. O domínio não está fora de nós, mas dentro de nós.

"Fugir da morte pode-se tornar num modo de fugir à vida". José Saramago

O vídeo em baixo é uma simbiose de tudo isto representado num exercício de pura gestão de força, harmonia, equilíbrio e de muito treino. Sublime...


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O rating da república

O rating da República Portuguesa desceu para A1+, derivado da análise da Standard & Poor's entidade altamente credível, que tem uns miúdos muito bem vestidos e com o dedo no queixo com ar muito pensativo em frente de monitores cheios de gráficos Microsoft Excel (ahh, os saudosos Lotus e Quattro) e outros preparados para tal. Analisam subjectividades de países, tal qual, a econometria universitária lhes ensinou, mas, que as crianças não têm experiência factual para entender realidades reais. Analisar relatórios e gráficos, qualquer um faz. Nem é preciso fazer ar de inteligente, como se tudo entende-se. A Vida nas suas múltiplas dimensões, o Universo e a sua relação com o indivíduo e no conjunto organizacional.

Um bom teste, seria pegar nestes apinocados e mete-los num tasco matarruano, a comer um chouricinho, um queijinho daqueles, uma caldeirada de peixe ou uma vitelinha no ponto. Junte-se o dono do estaminé - bruto como tudo - a almoçar na mesma mesa, a enviar caralhadas para todo o lado e argumentar acerca da crise financeira mundial. Num almoço só, estes meninos completariam o mestrado. Aguardentes com lagartos dentro da garrafa, seria a cereja no topo da imundície que foram ensinados a viver.

Para o portuga em geral, o que isto significa? Significa que lhe vão mais ao bolso. Mas de forma artística, sem bem perceber, o como!

Na práctica, o crédito para a banca nacional vai ficar mais caro nos mercados internacionais. Que reflectindo na usura local a fazem passar por toda a cadeia alimentar, ou seja, se já está endividado, vai pagar mais, se se quer endividar e conseguir financiamento vai pagar os olhos da cara.

Preocupante, é o efeito nas empresas, que em Portugal, a maior parte tremendamente mal geridas por macacos vestidos de fato e gravata, e que, por conseguirem comer à mesa de um restaurante com garfo e colher, ganham a ilusão de que são gente civilizada. E que por essa via, de má gestão e estratégias Bilderberg, que para estes meninos são banda desenhada, bebem a mentalidade dominante sem se questionarem, por a receberem de quatro e de costas, com sabor a chicote fortemente vergastado no lombo. Sem investigar o porquê, da dor de costas e do olho do cú.

Com tanta incompetência, ver-se destruir postos de trabalho, vidas que sobrevivem devido a estes criminosos, alguns, tal a velocidade a que isto anda, não perceberam que estão a cavar a sua própria sepultura.
Só lhes desejo, que o amparo do outro lado, seja forte. Porque o sofrimento existe, de uma forma, que parece-me, que eles julgam impossível.