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sábado, 23 de abril de 2011

Pontos de equilíbrio


O equilíbrio pode ser muita coisa, mas é onde existe sempre um ponto de equilíbrio. Pode ser; estático, gráfico, de postura, espacial, de poder, químico ou térmico. Matematicamente traduzido numa equação diferencial, pode tomar a seguinte forma:

Na teoria das equações diferenciais o ponto \tilde \mathbf{x}\in \mathbb{R}^n é um ponto de equilíbrio para a equação diferencial se:
\frac{d\mathbf{x}}{dt} = \mathbf{f}(t,\mathbf{x})

se \mathbf{f}(t,\tilde\mathbf{x})=0 para todo t\,\!.

Analogamente na teoria dos sistema dinâmicos um ponto {\bar x} é dito de equilíbrio se uma vez que o sistema se encontrar em tal ponto, nele permanecerá. Ou seja:

\mathbf{x}(0)=\mathbf{\bar{x}};\mathbf{x}(t)=\mathbf{\bar{x}};\forall t\ge 0 Essa definição é valida seja no caso contínuo, seja no caso discreto.

(in wikipédia)

Por outro lado, o equilíbrio mental, que depende da vontade de cada um, torna-se de certa forma o mais complexo, seja por verificação, seja pela capacidade de avaliação de um indivíduo sobre o outro.

Num dia só, um mesmo indivíduo, pode passar de estados de elevada euforia, a condições de profundíssima depressão, às vezes numa tarde ou numa noite, até na mesma hora, pode ir aos píncaros, e depois, até às profundezas dos pensamentos obsessivos fechados em circuito interno, onde se consome vorazmente.

Tomando a via evolutiva como objectivo comum, encontrar os pontos de equilíbrio da mente pode ser o nosso Santo Graal. Quanto mais tempo existirmos em serenidade vivificada, controlando todos os factores externos que possam influenciar reacções precipitadas e por essa via gerir o nosso próprio controle. O domínio não está fora de nós, mas dentro de nós.

"Fugir da morte pode-se tornar num modo de fugir à vida". José Saramago

O vídeo em baixo é uma simbiose de tudo isto representado num exercício de pura gestão de força, harmonia, equilíbrio e de muito treino. Sublime...


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A spell on you


Despertar pode vir, também por encantamento, por magia. Não pela magia que a palavra em si encerra, mas pelo lado misterioso que se abre nas dúvidas, do terra-a-terra, da ignorância e pelo medo do escuro.
Do alto da sapiência geral - quase igual a zero - da comunidade que habita este globo pesado carregado por Atlas, tem destaque e quase sempre os traços fardos das consciências.
O ego, é o mais difícil de trabalhar; "Porquê eu?", " Eu que sou tão bonzinho!", "Eu merecia melhor...", "Se os outros fazem, porque não eu também!?", "Eu que sou doente.", "Tenho o direito à indignação (mesmo que não saiba, a que se está a indignar)", "Eu que sou muito honesto..." e etc. e tal... todos choram, cada um à sua maneira.
Depressão e variantes, euforia exagerada, psicoses mais, semi ou menos maníacas, descontrole do ego e principalmente, a inveja e o desdenho, o suicídio ou a sua tentativa, também o reumatismo e a espandilose. Tudo dói, seja no corpo ou na alma e se a dor é parte de nossas vidas, indubitavelmente, tem de se aprender a trabalhar com ela, facto impossível de atalhar.
Por isso, numa vida só, temos vários apontadores de estados da consciência. Um estado de alma de ontem pode sê-lo hoje e vice-versa, um que almeja no futuro pode sê-lo já, por entre-linhas viajar no tempo já é possível, pelo menos, na forma mental.

Fica a música de Nina Simone, um génio musical, uma sina. Mistura perfeita de gospel, blues, folk, jazz e principalmente, soul.
Oh Lord!
Imagino um lord de chapéu branco a segurar cabelos saídos da nuca de uma escrava de joelhos em eflúvios de saliva com movimentos forçados e repetitivos.
É uma das partes da história do nosso planeta... que passada, mas real e acontecida.
Sempre novos karmas se criam... A maior parte vai-se desquadrilhando, mas a este ritmo, o processo será longo.
O "longo" é relativo como tudo na vida e na morte, esses dois pormenores que ocupam o espectro mental dos incautos, o além disso, são as fronteiras interessantes de percorrer...