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sábado, 30 de abril de 2011

The Royal Wedding


Ontem 29 de Abril de 2011 ocorreu o casamento real britânico do futuro rei, William e Kate.
Fenómeno de grande impacto mediático, transversal nas sociedades globais. Toda a cobertura mediática foi ao encontro voraz da procura da história de sonho dos príncipes encantados, um verdadeiro fenómeno planetário.

Desde que se nasce, ouvem-se as histórias de príncipes encantados nos seus cavalos brancos e com as suas espadas reluzentes matam o monstro, salvam a princesa da masmorra e no final casam-se e vivem felizes para sempre.
Isto cria um imaginário na mente das pessoas de fantasia, de tudo muito bom e de coisas muito bonitas.
No evento de ontem, tudo isto foi muito bem encenado e dessa forma alimentou as almas de quase um terço da humanidade viva. De facto, é algo de não somenos importância.
O casal é jovem e bem parecido, são ponderados e até transmitem alguma humildade, daí conseguirem transmitir uma imagem que passa muito bem à pessoa comum. A pessoa comum deixa de pensar por uns momentos que não é lixo descartável, assumindo-se por breves instantes como parte integrante de um conto de fadas.

Neste mundo farto em contrastes entre a carência e a abundância, sempre foi assim desde que instituímos o dinheiro e o status.
Na linha do velho clássico argumento, enquanto uns morrem de fome e de doenças facilmente curáveis outros têm a capacidade de ornamentar ruas e abadias com toneladas de flores.
Desde que se passou a contar os séculos, vamos no XXI, é este o nosso estado evolutivo. Nem melhor ou pior, é o que é.

Tais eventos são importantes para não deixar milhões de almas vazias, tal como o euromilhões e as lotarias, para que dessa forma, nutra na psicologia profunda uma espécie de esperança, de uma vida melhor, o sonho...

Em baixo o vídeo criado pelos geniais marketeiros da T-Mobile, aproveitando a excitação do casamento real, fizeram uma simulação do evento muito bem conseguida.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A spell on you


Despertar pode vir, também por encantamento, por magia. Não pela magia que a palavra em si encerra, mas pelo lado misterioso que se abre nas dúvidas, do terra-a-terra, da ignorância e pelo medo do escuro.
Do alto da sapiência geral - quase igual a zero - da comunidade que habita este globo pesado carregado por Atlas, tem destaque e quase sempre os traços fardos das consciências.
O ego, é o mais difícil de trabalhar; "Porquê eu?", " Eu que sou tão bonzinho!", "Eu merecia melhor...", "Se os outros fazem, porque não eu também!?", "Eu que sou doente.", "Tenho o direito à indignação (mesmo que não saiba, a que se está a indignar)", "Eu que sou muito honesto..." e etc. e tal... todos choram, cada um à sua maneira.
Depressão e variantes, euforia exagerada, psicoses mais, semi ou menos maníacas, descontrole do ego e principalmente, a inveja e o desdenho, o suicídio ou a sua tentativa, também o reumatismo e a espandilose. Tudo dói, seja no corpo ou na alma e se a dor é parte de nossas vidas, indubitavelmente, tem de se aprender a trabalhar com ela, facto impossível de atalhar.
Por isso, numa vida só, temos vários apontadores de estados da consciência. Um estado de alma de ontem pode sê-lo hoje e vice-versa, um que almeja no futuro pode sê-lo já, por entre-linhas viajar no tempo já é possível, pelo menos, na forma mental.

Fica a música de Nina Simone, um génio musical, uma sina. Mistura perfeita de gospel, blues, folk, jazz e principalmente, soul.
Oh Lord!
Imagino um lord de chapéu branco a segurar cabelos saídos da nuca de uma escrava de joelhos em eflúvios de saliva com movimentos forçados e repetitivos.
É uma das partes da história do nosso planeta... que passada, mas real e acontecida.
Sempre novos karmas se criam... A maior parte vai-se desquadrilhando, mas a este ritmo, o processo será longo.
O "longo" é relativo como tudo na vida e na morte, esses dois pormenores que ocupam o espectro mental dos incautos, o além disso, são as fronteiras interessantes de percorrer...