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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A spell on you


Despertar pode vir, também por encantamento, por magia. Não pela magia que a palavra em si encerra, mas pelo lado misterioso que se abre nas dúvidas, do terra-a-terra, da ignorância e pelo medo do escuro.
Do alto da sapiência geral - quase igual a zero - da comunidade que habita este globo pesado carregado por Atlas, tem destaque e quase sempre os traços fardos das consciências.
O ego, é o mais difícil de trabalhar; "Porquê eu?", " Eu que sou tão bonzinho!", "Eu merecia melhor...", "Se os outros fazem, porque não eu também!?", "Eu que sou doente.", "Tenho o direito à indignação (mesmo que não saiba, a que se está a indignar)", "Eu que sou muito honesto..." e etc. e tal... todos choram, cada um à sua maneira.
Depressão e variantes, euforia exagerada, psicoses mais, semi ou menos maníacas, descontrole do ego e principalmente, a inveja e o desdenho, o suicídio ou a sua tentativa, também o reumatismo e a espandilose. Tudo dói, seja no corpo ou na alma e se a dor é parte de nossas vidas, indubitavelmente, tem de se aprender a trabalhar com ela, facto impossível de atalhar.
Por isso, numa vida só, temos vários apontadores de estados da consciência. Um estado de alma de ontem pode sê-lo hoje e vice-versa, um que almeja no futuro pode sê-lo já, por entre-linhas viajar no tempo já é possível, pelo menos, na forma mental.

Fica a música de Nina Simone, um génio musical, uma sina. Mistura perfeita de gospel, blues, folk, jazz e principalmente, soul.
Oh Lord!
Imagino um lord de chapéu branco a segurar cabelos saídos da nuca de uma escrava de joelhos em eflúvios de saliva com movimentos forçados e repetitivos.
É uma das partes da história do nosso planeta... que passada, mas real e acontecida.
Sempre novos karmas se criam... A maior parte vai-se desquadrilhando, mas a este ritmo, o processo será longo.
O "longo" é relativo como tudo na vida e na morte, esses dois pormenores que ocupam o espectro mental dos incautos, o além disso, são as fronteiras interessantes de percorrer...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Martin Luther King

Martin Luther King Jr. foi um dos principais activistas norte-americanos sobre a questão dos direitos civis. Formado em sociologia e pastor da Igreja Batista, foi aí nas igrejas protestantes do sul onde aprimorou a sua técnica discursiva, muito característica, dos pastores evangélicos do sul.
Em 1963, na grande marcha de Washington, faz o discurso que iria perdurar no tempo - I Have a Dream.



Na década de 60, nos E.U.A., onde a lei e os costumes sociais impunham a segregação racial, começaram a levantar-se inúmeros movimentos com o intuito de abolir o racismo institucional, no sul do País. Esses movimentos tinham as religiões como patrocinadoras, desde as protestantes às islâmicas. Era o modo de unir os negros em campanhas de contestação mais organizadas e assertivas.
Nessa luta pela igualdade de direitos cívicos, destacou-se, Martin Luther King. Ganha o prémio Nobel da Paz em 1964.
É o mais eloquente no discurso, era o que mais "feria" o sistema, o que chegava mais longe. Discursava de cabeça erguida, por vezes, cantando as palavras, e sempre com uma força tremenda.

No discurso em baixo, que na minha opinião, entra no campo do transcendental, onde fala, do cimo da montanha e da terra prometida, criando imagens mentais de cariz emocional nos seus ouvintes. Também torna pública a tomada de consciência de que viveria os seus últimos dias e que não tinha medo de nada, nem temia nenhum homem.
Já não tinha nada a perder, e para um sistema dominante isso seria o mais perigoso, logo teria que ser silenciado. Quis a história que fora nesse mesmo discurso, o dia do seu assassinato.
Porém as suas palavras ficaram no éter e inspiradoras não só nos Estados Unidos, como no mundo. Que se quer livre e justo.