
Nas penumbras da vacuidade e das sombras do tempo e do espaço, onde se propagam as ideias, emoções e têmperas do ser e de ser, estava Genovevo a cagar, diga-se de passagem, a cagar vigorosamente, pormenor de enorme relevo, pois cagar bem, é sinónimo de boa saúde, de boas caras. Genovevo não se continha, fazia-o da forma que mais se lhe aprazia, o que aliás lhe aliviava a azia.
Como o tempo não pára, ao mesmo tempo, Margarido sentado no autocarro, via algo assustado um fulano encostado a um carro de matrícula do Vanuatu a tirar uma fotografia, ficou sem saber se a foto era para ele, para o velho que estava sentado à frente dele ou era para colocar no facebook.
Sabe-se que as fotografias roubam partes da alma, Margarido ficou parcialmente confuso, seria a fotografia, seria o velho que o queria matar ...? A vida é complicada e põe as pessoas em situações dúbias.
Para quê baralhar? Às vezes para dar de novo... mas, e o velho, que intenção projectava?
Pode ser que o busílis da questão estivesse na máquina fotográfica e não nas pessoas.
O taxista dizia que tinha os dias contados, o homem do fato preto dizia que já tinha os dias marcados e o homem de verde dizia que os dois anteriores poderiam estar errados.
Nisto as pombas choram, pois estão todos ligados, de uma forma ou de outra, bastou nascerem, ou melhor, renascerem..., sem antes não recordar, a realidade das coisas, o realismo do arco-da-velha.
Como o tempo não pára, ao mesmo tempo, Margarido sentado no autocarro, via algo assustado um fulano encostado a um carro de matrícula do Vanuatu a tirar uma fotografia, ficou sem saber se a foto era para ele, para o velho que estava sentado à frente dele ou era para colocar no facebook.
Sabe-se que as fotografias roubam partes da alma, Margarido ficou parcialmente confuso, seria a fotografia, seria o velho que o queria matar ...? A vida é complicada e põe as pessoas em situações dúbias.
Para quê baralhar? Às vezes para dar de novo... mas, e o velho, que intenção projectava?
Pode ser que o busílis da questão estivesse na máquina fotográfica e não nas pessoas.
O taxista dizia que tinha os dias contados, o homem do fato preto dizia que já tinha os dias marcados e o homem de verde dizia que os dois anteriores poderiam estar errados.
Nisto as pombas choram, pois estão todos ligados, de uma forma ou de outra, bastou nascerem, ou melhor, renascerem..., sem antes não recordar, a realidade das coisas, o realismo do arco-da-velha.
Prince - When doves cry



