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sexta-feira, 10 de junho de 2011

L'arrétte de bus


Nas penumbras da vacuidade e das sombras do tempo e do espaço, onde se propagam as ideias, emoções e têmperas do ser e de ser, estava Genovevo a cagar, diga-se de passagem, a cagar vigorosamente, pormenor de enorme relevo, pois cagar bem, é sinónimo de boa saúde, de boas caras. Genovevo não se continha, fazia-o da forma que mais se lhe aprazia, o que aliás lhe aliviava a azia.
Como o tempo não pára, ao mesmo tempo, Margarido sentado no autocarro, via algo assustado um fulano encostado a um carro de matrícula do Vanuatu a tirar uma fotografia, ficou sem saber se a foto era para ele, para o velho que estava sentado à frente dele ou era para colocar no facebook.
Sabe-se que as fotografias roubam partes da alma, Margarido ficou parcialmente confuso, seria a fotografia, seria o velho que o queria matar ...? A vida é complicada e põe as pessoas em situações dúbias.
Para quê baralhar? Às vezes para dar de novo... mas, e o velho, que intenção projectava?
Pode ser que o busílis da questão estivesse na máquina fotográfica e não nas pessoas.

O taxista dizia que tinha os dias contados, o homem do fato preto dizia que já tinha os dias marcados e o homem de verde dizia que os dois anteriores poderiam estar errados.
Nisto as pombas choram, pois estão todos ligados, de uma forma ou de outra, bastou nascerem, ou melhor, renascerem..., sem antes não recordar, a realidade das coisas, o realismo do arco-da-velha.



Prince - When doves cry

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O misterioso caso Laura Buxton


Em Junho de 2001, ocorre uma série notável de eventos, que vão muito para lá da improbabilidade estatística. A fascinante história de Laura Buxton e de Laura Buxton.

Ao que parece no 50º aniversário de casamento do avô de Laura Buxton de 10 anos de idade, este lhe sugeriu que colocasse uma etiqueta num dos balões utilizados no referido aniversário.
Num dos lados do papel foi escrito - "Please return to Laura Buxton", no outro colocou a morada e o telefone de casa. Esta Laura de Staffordshire - Inglaterra, lançou o balão para o ar.
Balão que foi cair a mais de duzentos quilómetros de distância, ao fim de dez dias, numa quinta em Milton Lilbourne, na qual o proprietário ao pegar no balão e ao ler a referida etiqueta apensa no balão, ficou um pouco baralhado.
A sua filha também se chamava Laura Buxton, os níveis de confusão elevaram-se.
Após perceber que esta era outra Laura, esta família Buxton, resolveu contactar a outra família Buxton. Nesta enorme coincidência "per si" e após os contactos entre as duas famílias, as coincidências iriam ser elevadas ao patamar do inacreditável.
Ambas as Lauras, tinham 10 anos, tinham a mesma cor de cabelo, o mesmo peso e cada uma tinha um Labrador preto de 3 anos de idade, um coelho e um porquinho da índia como animais de estimação. Os porquinhos da índia tinha as mesmas marcas laranjas.

Existem coisas do arco-da-velha, isso é um facto. Por outro lado há coisas que não sabemos, certos meandros de que como as coisas se desenrolam.
A família Buxton que recebeu o balão, era uma família com mais posses do que da outra Buxton que lançou o balão, mas vivia em tristeza pela doença da mãe e entendeu este balão como um sinal de esperança.
As duas famílias já se encontraram por várias vezes e as duas Lauras parecem quase gémeas.

Sem dúvida, que coisas de outros mundos, tiveram "alguma" influência neste evento, pois o cálculo infinitesimal, não calcula tudo.

domingo, 31 de maio de 2009

Ponto(s) de Luz


Às crianças que podem ser crianças, aquando da morte de um ente querido explica-se, que quando olhar para o céu, um daqueles pontinhos de luz é o(a) tal que fisicamente deixou de existir neste plano.
Pode não andar muito longe da verdade... E bem mais perto do que possa na sua capacidade de entendimento.
No dia-a-dia, contactos, manifestações de presença e de afecto de outras dimensões interagem, todos os dias.
Essa interacção é tremendamente difícil, fugaz e de relance. Às vezes ficam apenas as sensações, o sentimento de presença e por vezes a certeza inabalável de que assim foi.
Quantas vezes observadas por outros em silêncios gritantes, que a ética e o respeito sustém e que nos seguram de uma vontade anunciante, a mão de um Pai que afaga o cabelo da Filha querida, ou a Filha que observa a tristeza dos Pais que põem em causa toda a justiça do Universo e questionam a ida do seu Anjo ou a Mãe Helénica que protege serenamente os seus filhos.
No meio da multidão existem muitas vezes olhos extrafísicos que nos amparam ou simplesmente que nos vêem mais uma vez.
As religiões são as melhores aproveitadoras destas dinâmicas interactivas e todas elas da pior forma possível num contexto de livre desenvolvimento da consciência individual de cada um.
A realidade ou as realidades inter-dimensionais não são de ninguém, apenas coexistem. Ponto. De Luz.
A manifestação ecto-plásmica consoante a energia utilizada dá a sensação de pontos de luz.
Numa vida física não percepcionamos o nosso próprio nascimento e morte. Esta última nem sempre. Mas o principal, o jogo do meio, passa ao lado da maior parte, não porventura as recordações daí obtidas serão objecto de análise noutros futuros, tal como, a forma reactiva de como as vivenciamos.
Não desistir também é opção, tal como uma Árvore que não desiste do último raio solar.

domingo, 3 de maio de 2009

Kasbah



Na semana retrasada ocorreu mais um dos múltiplos jantares tertúlias. Neste houve faltas. Um morreu, outros esquivaram-se. Quem está habituado a cenas destas, sabe que são merdas que acontecem.

Haveria muito para contar, mas, não me apetece...
Meu caro leitor, não julgue "per si" que é má vontade ou arrogância. Apenas são, qualquer coisa...

De uma despedida com sabor a falsa partida, juntámo-nos novamente, mais velhos, com cabelos brancos e pianinhos.
Nestes jantares tive em últimos graus fenómenos para-psíquicos, tais como; macro-PK's e super-consciências, a explicar mais tarde.

Tudo bem, meu caro?
Roda o pescoço e o braço?
Tranquilo, ainda estou cá.
A menina não é católica? Lá está o que eu digo...
Não sou cobrador de imposto nem contador de estereonato.

Noites que terminavam em transe e com magia.
Nunca fiando! Pois os cabraozões "andem aí"... A fumar umas cenas...
E com os olhos em si.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Espelho D'Agua



Espelho, espelho meu...

Enquanto hoje se comemora o Dia Mundial do Planeta! Vêem-me uma série de questões, um tanto ou quanto naifs, nos cabeça, meio mistura mental e psico-somática.
O dia mundial? Ou o dia planetário? O mundo ou o planeta? O planeta no mundo? Ou o mundo no planeta?
Será que temos, de facto razões para comemorar? Como, por exemplo, todos os anos entre o dia 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, repetida e orgásticamente comemoramos um dia do calendário.
Mas o que é que se comemora?
Uma suposta felicidade, um anseio de esperança ou que é desta que por artes miraculosas que tudo se vai resolver.
E resolver, o quê?
Um mundo melhor, desejo eu, é legítimo o meu pensamento.

Não é por acaso que um pássaro deu uma valente cagadela no vidro do meu carro, o bicho não se cagou! Esveio-se!
Ou então, abusou dos chocolates, que com este calor, diga-se de passagem, pode-lhe ter causado uma monumental diarreia.
E logo na zona do auto-colante do seguro.
Para ele é indiferente, está-se a cagar.
Tal como, seguir os dados estatísticos da imprensa especializada. Acredito mais na verdadeira informação, quando o director financeiro da Freddie Mac se suicida, obtenho a informação económica do que ainda está por vir.

Preferia estar numa praia resort a ouvir o som das pulseiras de uma havaiana enquanto agitava um dos meus chakras e aconselhando-a - Tem que sorrir mais, para o dente não magoar!
Ou então, pãozinho integral untado com crème de Camenbert.

Moral da história - Amanhã é melhor ir lavar o carro!