Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Daniel Estulin - Conferência de Imprensa


Daniel Estulin, escritor do grande best-seller mundial "Clube Bilderberg", livro que aliás tem o condão de aparecer nas livrarias de forma muito fugaz. Num qualquer ponto do planeta, aparece uma editora que publica o livro, e logo de seguida, o livro desaparece das bancas. Neste entretanto, há sempre muita gente que o compra, empresta a amigos e por aí adiante.
Pelo que escreve, Daniel Estulin, é uma das "persona non grata" mais odiadas pelos governos, principalmente, dos países ocidentais e das grandes corporações empresariais.

No dia 1 de Dezembro de 2012, falou em Bruxelas, numa conferência de imprensa, patrocinada pelo deputado europeu Mario Borghezio - figura na linha choque/escândalo - oriundo do partido político italiano de centro-direita Lega Nord... ???

No vídeo em baixo, Daniel Estulin, argumenta em linhas gerais a realidade que a Europa vive e na teia em que está envolvida. Derivada por políticos, meros mediadores de contenção e de argumentação.
Uma explicação simples e sintética, para onde vão parcelas de rendimento criado por milhões de trabalhadores orientados sob formas inteligentes a centrarem-se no seu micro-cosmos vivencial e divididos laboriosamente, questionam-se apenas por peanuts, dessa forma não enxergando o olho grande.
Empobrecer as classes médias, dá ainda, mais poder às elites que pululam nos topos das pirâmides.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A doutrina do choque


A doutrina do choque, tem sido a política seguida por muitos governos ao longo dos anos neste planeta. Seja por via de desastres naturais ou por crises forçadas, os governos conseguem "enfiar" todas aquelas medidas que em situação normal, muito dificilmente as conseguiriam implementar.
Com uma população em choque e com medo, ou até, as duas em conjunto, em estado de catalepsia colectiva, abrem-se as vias para empobrecer os povos; transferindo, desviando, surrupiando, despojando e sequestrando, rendimento dos povos em geral para as corporações e associações maléficas, que colocam colaboradores a governar os habitantes dos países... Uma espécie de levantamento multibanco invertido, em que na verdade o banco, são as pessoas que trabalham e geram riqueza, para no final ser tomada por estes sanguessugas que arrebatam a riqueza produzida por biliões de seres humanos.

Mesmo que a realidade exposta nua e crua, de tal maneira que a formatação e padronização contínua das sociedades e cada vez mais sofisticada, a mensagem para a imensa maioria parece que é recepcionada de forma codificada. No fundo, as pessoas andam perdidas na sua azáfama do dia-a-dia, sem tempo para pensar, sobrando apenas, tempo para pensar "o dia seguinte".

O pai da doutrina do choque foi Milton Friedman, o Nobel da Economia de 1976, o teórico das ideias liberais e da desregulação da economia. Defendia a ideia de que a solução para os problemas de uma sociedade é dada por um sistema de liberdade.
Conselheiro de Richard Nixon, Gerald Ford e Ronald Reagan, foi sobretudo o seu assessoramento à ditadura do general Pinochet onde caiu a máscara por detrás destas políticas supostamente disfarçadas de liberdade e democracia.
Tal como o ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, à época exilado, Orlando Letelier escrevia: " É curioso que o autor do livro Capitalismo e Liberdade, escrito para argumentar que o liberalismo económico pode suportar uma democracia política, possa agora facilmente desvincular economia de política quando as teorias económicas que ele defende coincidam com a restrição absoluta de qualquer tipo de liberdade democrática ".

Actualmente em paralelo com estas políticas neo-liberais, está também em curso, um enorme jogo de desorientação global, atirando as forças vivas das sociedades uns contra os outros, fazendo com que os povos passem ao lado da verdadeira questão de base; A retirada de rendimento de muitos para poucos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Patefecit


Sempre vivemos sob chapéus de ideias dominantes. Individualmente ou colectivamente, atendendo aos níveis evolutivos desta espécie, colocada assim que meio perdida neste planeta e à medida que vai formando redes cada vez mais complexas de sinapses entre os neurónios, sem sombra de dúvida, que ainda estende a mão para se segurar na protecção que instintivamente entende que lhe proteja das agruras e principalmente lhe indique um caminho a seguir. Assim sente-se preenchida e fica imbuída de um certo sentido de vida. Extremamente adaptável, copia modelos sociais conforme a zona geográfica por onde pulule e pela conjugação de factores, sente-se membro dum grupo, absorvendo ideias e pensamentos dominantes, quer pelo status e pela classe social onde se sinta inserido. Ou seja, tem muito a ver, com a localização geográfica onde se é atirado para a vida e na classe onde matura física, psicológica e sentimentalmente.

Tome-se a seguinte palavra como somatório de outras três, para que se tenha uma ideia, pensene como conjugação de; pensamentos, sentimentos e energia.
Um mesmo pensamento, pode-se tornar diferente noutro espaço e noutro tempo, ao mesmo tempo que ocorrem sentimentos e se conjugam energias nos mesmos espaços e tempos, e noutros em contextos diferentes, nas aprendizagens que resultam per si, individuais e conforme a interpretação que cada um dá por si. Ou seja, é um mundo de múltiplas sensações...
Tomando a questão do pensene, temos o holo-pensene, ou doutra forma o pensamento dominante, agora sabemos, que é mais do que o pensamento. É também sentimento e energia grupal.
Todos sabemos determinar o holo-pensene de uma determinada empresa ou de um bairro, ou até de um país e em traços largos, até de um continente.

Enquanto na Europa, no início da década, um conjunto de países apostaram numa moeda única, sem crerem que economias com ritmos diferentes, com sistemas jurídicos com os seus próprios ADN's, forjaram a prazo, o seu próprio fracasso.
Em linhas muito gerais e de forma que o senso-comum permita compreender, consideremos um individuo normal, com o seu trabalho quotidiano. Através do seu salário, compra as suas mercearias, os panadinhos da Iglo e o chá de cavalinha, ao mesmo tempo, através da sua capacidade credíticia consegue adquirir o seu apartamento T2 e um veículo automóvel que fica a pagar até perfazer 80 anos.
Agora, imaginemos que perante este indivíduo, surgia um tio muito rico que se prontificava a ser seu fiador. A sua capacidade de crédito era n vezes multiplicada, talvez comprasse um Porsche ou um Ferrari, em vez de um apartamento em Odivelas, adquirisse uma vivenda no Estoril e por aí adiante. A certa altura, dá um amoke ao fiador, e este afirma que já não paga.
Nesta analogia muito grosseira, mostra o que se tem passado na Europa, desde a criação do Euro, que os países do sul têm tido acesso a crédito muito barato, por serem elementos de um grupo maior, e daí lhes permitiu endividarem-se de forma alarva, consoante as promessas eleitorais dos respectivos partidos políticos que foram gerindo, para nossa desgraça, nas formas mais corruptas possíveis, enriquecendo meia-dúzia de empresas, onde eram, são e poderão ser seus colaboradores.

A Alemanha fiadora, não quer assumir mais, as responsabilidades de outros. Apesar de os ter ajudado a afundar. Deu crédito a Portugal para-lhes comprar dois submarinos, a Grécia comprou seis. Aliás os gastos da defesa grega sempre foram sumptuosos, devido ao medo turco. A grande questão, é correr atrás do dinheiro. Ele - o dinheiro - saiu da Alemanha e voltou na forma de amortizações e de compras que impulsionaram a indústria germânica.
E quando se ouviam vozes de alguns incautos dirigentes políticos alemães do tipo; os gregos que vendam as ilhas, os gregos que saiam do euro, etc...
Bastou a bandeira do referendo grego, para tudo tremer. Afinal se a Grécia sair do euro, não só o Euro, mas como, todo o status quo da União Europeia cai, tal como um simples castelo de cartas.

Voltando ao conceito do holo-pensene, uma certa elite criou e tem mantido por gerações as tais linhas de pensamento dominante.
A rentabilidade e o lucro acima de tudo. Tais ideias foram tão bem vendidas que trespassam as nossas sociedades em todos os seus espectros.
O doente, deixou de ser um utente, passando a ser um cliente mensurável na sua rentabilidade.
Um trabalhador/empregado/colaborador não mais é do que uma identificação numérica em código de barras, tal como uma mesa, um candeeiro ou uma peça de máquina substituível, logo que "avarie".
O consumidor final, passou a ser encarado como uma peça manipulável que adquire um produto que não precisa.

Neste verdadeiro jogo de casino, os vários intervenientes políticos dos mais variados países, que apenas proliferam larachas inócuas do politicamente corrente sem substância alguma, são apenas ferramentas de patamares superiores, quase inantingíveis, sem rosto. Raras vezes, têm pontos de contacto, como as muito publicitadas reuniões Bilderberg e todas as outras que ocorrem fora do calor dos holofotes mediáticos. Não são eleitos, mas elegem sob os seus altos patrocínios e têm na mão o maior negócio do planeta, a criação do dinheiro a partir do quase nada.

Ao que se levanta uma singela questão, constatando que existe uma agenda e uma mão inteligente que orienta um fio condutor "desta crise", a questão tem a sua pertinácia derivada da sua essência no tempo e de outros elementos.
Será que contaram com os factores de imprevisibilidade e com todos os imponderáveis subjacentes?



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 13 de agosto de 2011

O colapso


Será que as pessoas "ainda" não repararam que existe um dedo inteligente, nesta crise global?

A grande maior parte acredita que mais ou menos. Mais ou menos porque lhe afecta mais ou menos no seu dia-a-dia, embrulhado nos problemas lá do trabalho, nas questões familiares, no desenlace das telenovelas, da vida dos famosos das revistas e das doenças, principalmente, as crónicas e mais atrozes. Parece um jogo, mas não é? Ocupa o tempo, suga a energia e baralha com as emoções.
Tudo misturado e tem o dia feito, com as dificuldades que se desmultiplicam entre todos este factores. Torna o ser, ser mais conformado, mais amorfo à dor e em suma mais alienado. É a cartilha dos novos escravos.

Depois de lucrarem à grande, do chamado Terceiro Mundo, deixando-o desculturizado e esfacelado, viram-se agora para as sociedades ocidentais, envenenando os espíritos com divisões ideológicas.
Subsídios ou empresas? Emprego ou redução de consumo? Taxas de juro! Cotação do ouro! Uefa Champions League ou Jogos Olímpicos?
Tudo numa azáfama, debatendo os seus pontos de vista, no campo dos seus interesses.

Na verdade, existem pequenos grupos de indivíduos, que pensam nisto tudo e apostam que quanto pior melhor.
Têm quase todo o dinheiro do mundo e querem mais ainda. Têm triliões, apostam no descalabro. Arruínam países inteiros, para lhes depois comprarem as infra-estruturas ao desbarato. Este filme já foi visto em África em grande parte na América Central e do Sul. Agora estamos no passo seguinte, a Europa. Essa manta de retalhos de democracias que se governam a 3/4 anos em rotatividades mantidas por políticos ambiciosos que tudo fazem para se manterem à tona da superfície. Atacaram o elo mais fraco, a Grécia e daí criaram um efeito dominó irreversível.
Estes indivíduos, são apátridas, julgam-se acima dos Estados.

Em boa verdade, este mantra de austeridade e de medidas de ajustamento, pode, com probabilidade cada vez mais elevada, não servir para nada. Isto num contexto, em que os ambiciosos políticos tentam fazer crer em cada um dos seus Estados, com mais ou menos estilo e carisma com que vendem aos seus contribuintes. Na realidade, os Estados super-endividados já perderam grande parte da sua soberania, apenas são intermediários para retirar às populações parte do seu rendimento, para pagar aos seus verdadeiros donos, os credores.
Não é um levantamento de multibanco gigantesco, mas sim, uma espécie de açambarcamento generalizado dos milhões de parcos rendimentos individuais. Ao mesmo tempo, que compram as suas empresas que gerem os recursos naturais de cada Estado.

É uma mega-fraude, com toda a gente a ver meia amorfa. Os recentes motins em Londres e em Atenas, diferentes entre si, são sempre diferentes, mas na base, têm sempre uma coisa em comum. Cada vez mais gente, sem temer nada a perder, pois já não têm nada a perder. E ainda estamos a ver amostras, do que para aí vem. Apenas se revelam as franjas marginais, quando forem as classes médias, sustentáculo dos Estados e das empresas, a coisa pode virar o boneco.

Apesar das inúmeras dissertações intelectuais, dos discursos de pseudo-esperança, o facto real, é que a cada dia assistimos a um afundar de leve, que é difícil, que é preciso cortar mais... e por aí adiante. Na verdade, o sistema está falido e vai-se adiando com mais dívida.
Andarmos aos tiros, por causa de latas de atum, garrafas de água e bidons de gasolina, já esteve mais longe.

2012, está aí ao virar da esquina!



Afinal, tudo isto é a brincar. Não é?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Tempestade Perfeita


Actualmente, a América do Norte tem 7,5% da população mundial e 30% do PIB, a Europa cerca de 5% da população e 30% do PIB mundial, a Ásia tem também cerca de 30% do rendimento criado em todo o mundo e 60% da população do planeta. Este reajustamento ou pressão vai continuar, pelo lado asiático com fortes crescimentos económicos anuais, a subir na percentagem do PIB mundial, tal como os países que lhes sobram os restantes 10% do PIB, África e América Latina, por contrapartida da estagnação e até redução dos dois blocos económicos América do Norte e Europa. Deste caldo prestes a entornar, está principalmente a Europa, que vê a crescente incapacidade de manter a filosofia do estado social que criou a partir da 2ª Guerra Mundial.

Com crescendo contínuo, a Ásia, liderada pelos seus dois gigantes, China e Índia, criarem excedentes financeiros colossais e que para terem valor, foram investidos na dívida pública norte-americana, que acabou por ter um efeito perverso, uma espécie de vírus a circular nas veias do sistema financeiro.
Os banqueiros e traders norte-americanos sempre com sede de dinheiro e com índices elevados de ganância, começaram a constituir fundos de fundos, inventaram ainda mais fundos investimento de coisas absurdas, criaram fundos cotados na base de créditos a estudantes universitários e a créditos habitação de risco na crença da eterna valorização imobiliária. Quando as pessoas deixaram de pagar os seus créditos hipotecários por incapacidade financeira, o mercado imobiliário foi inundado de imóveis devolutos, à qual e impiedosa lei da oferta e procura, fez com que os imóveis desvalorizassem e por consequência muitos fundos de investimento começaram a ruir, levando alguns bancos a colapsarem. Esses fundos já tinham sido vendidos um pouco por todo o mundo, criando prejuízos irreparáveis, também um pouco por todo o mundo.

Já em 2005 o economista Nouriel Roubini afirmava "o preço dos imóveis residenciais surfava em uma onda especulativa, que brevemente faria afundar a economia", foi apelidado de Cassandra, hoje é considerado um génio. Hoje afirma que se está a formar a "Tempestade Perfeita" com base na crise orçamental dos E.U.A., no abrandamento da economia chinesa, na reestruturação das dívidas na Europa e na estagnação económica do Japão, "todos os países estão a adiar a questão da elevada dívida pública e privada, e todos estes problemas poderão vir ao de cima em 2013, o mais tardar", afirma o economista.
Não nos esqueçamos que há milhares de anos houve previsões para uma espécie de evento para Dezembro de 2012. Ou é uma enorme coincidência, ou é um enorme acaso das circunstâncias!

Sendo que agora se têm levantado algumas vozes dos principais credores da Grécia, que se esta cair terá consequências para a economia mundial. O factor psicológico do medo e da incerteza para assustar os mais incautos, que são a maior parte das pessoas.
Enquanto isso "ajudam" a Grécia com mais contratos de negócio, ou seja, mais empréstimos remunerados, só aprovados à consignação de extorquir ainda mais o povo.
Se há um ano a Grécia não tinha condições para pagar a dívida, hoje e mais endividada, obviamente menos condições tem. Tal como Portugal, tal como a Espanha, a Bélgica, a Itália e por aí adiante. As economias europeias estão estagnadas, os mercados para onde antes exportavam, tem agora cada vez mais concorrentes a vender mais, melhor e mais barato, sem esquecer que esses concorrentes não têm estados sociais para alimentar, nem direitos laborais para acautelar.

A questão de que se fala acerca da regulação é outra enorme falácia, não existe, nem existirá. Pois a quem cabe regular é uma das partes interessadas na desregulação, porque no caos, se fazem bons negócios.
Tal como o clima e as tempestades cada vez mais violentas, que custam muito dinheiro. Vejam-se os casos recentes do Japão e da Nova Zelândia.

Isto está demais ...!
Ou será que passou na cabeça de alguém de que vivemos numa sociedade regulada?



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 7 de junho de 2011

O dia seguinte...

No fim-de-semana passado ocorreram eleições legislativas em Portugal, nas quais foram nomeados os representantes do povo para a Assembleia da República.
Numa primeira nota, a triste abstenção, quase metade dos eleitores portugueses não votaram, reflectindo a ladaínha do costume, de que a população está cada vez mais longe dos políticos. Até parece que parte dos portugueses tenham de ser convencidos a participar no acto eleitoral, quanta ignorância!

Dos resultados, constata-se que o país virou à direita, com tudo o que isso vai acarretar no futuro da vida dos portugueses, mesmo dos que se queixam, dos que preferiram ir a praias super-lotadas banhando-se nas águas quentes cheias de mijo derivadas da própria lotação ou dos que se enfiaram em grandes centros comercias super-abafados onde respiram o ar enfadonho de uns e outros.

Quanto aos resultados eleitorais, fruto daqueles que votaram e que plasmaram a sua voz nas urnas, fica evidente o descrédito ao ainda actual primeiro-ministro, a derrota do seu partido, foi clara. Dessa forma beneficiando o partido vencedor, consequência do voto útil.
No que toca à esquerda política portuguesa, apenas a CDU, saiu vencedora, crescendo mais e ganhando mais um deputado.
O BE a derrota foi estrondosa, sem rumo, o élan do movimento ou de partido contestatário parece que se está a esfumar no tempo.
O PS levou uma enorme varridela, à qual já se fazia tarde.

Mas em boa verdade, pouco muda com estas eleições, independentemente de quem fosse eleito, pois já havia um programa a cumprir, ou seja, elegeu-se quem vai seguir um programa que já estava determinado pelas instâncias internacionais que estão a emprestar dinheiro com juros, desengane-se quem pense que é ajuda.
O povo na sua enorme sapiência escolheu PSD/CDS para intermediário dos verdadeiros decisores.

Agora está tudo a postos para o saque final!
Vão-se vender os últimos aneis do Estado para os dementes privados que só vêm o lucro, as mais-valias e a rentabilização.
O que era de todos, vai passar a ser de alguns.
No PS vão aparecer, na sua ala direita os que irão dar os dois terços para "mexer" na constituição para dar o empurrão para a desgraça moral e ética.

Com tudo isto, pois a economia está interligada com variadíssimos factores, até psicológicos, não se vislumbra a luz ao fundo do túnel, esta é a verdadeira gravidade da situação portuguesa.
Com os actuais e futuros programas de austeridade, o pequeno e médio empresariado português que vive do consumo interno vai cada vez mais passar por dificuldades, por consequência da redução da massa salarial e da aludida desanvalacagem da economia por parte da banca lusa, que anda muito perto da falência.
Relativamente ao investimento externo existente, os futuros ministros, andarão quase de joelhos a pedir, por favor não se vão embora. De fora, praticamente não haverá mais apostas no território nacional, advindo do risco cada vez maior de não conseguir pagar as suas responsabilidades.
Desta forma, com a paulatina retracção da economia, toda a gente sabe, com o crescente endividamento português, agora em tranches da troika, que daqui a uns meses, no máximo daqui a um ano, vamos estar a pedir a renegociação da dívida, na melhor das hipóteses.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O logro


O logro em que todos nós vivemos actualmente, é justamente, a primeira grande falácia do gigantesco logro em que estamos inseridos, o nós.
Fala-se muito dos gregos, dos irlandeses, dos portugueses, se os finlandeses vão emprestar a sua quota parte ou não e por aí adiante. O que na verdade acontece, é que vivemos, nunca como antes, em sociedades individualistas em progressão. Onde cada um no meio onde está inserido tenta ganhar vantagem da forma que pode e causando o impacto que a sua posição permite.
Ou seja, o desempregado irlandês não tem necessariamente os mesmos interesses e objectivos que o banqueiro irlandês. Como o grego que vislumbra o despedimento a breve trecho do emprego que tinha como garantido até à sua idade de reforma em oposição aos grandes construtores civis que beneficiaram com a realização dos Jogos Olímpicos em Atenas.
Tal como em Portugal, uma das sociedades mais desiguais, no que toca à distribuição do rendimento. Onde, hoje idosos mais do que sobrevivem com pensões à volta dos 200 euros e famílias inteiras com pouco mais de 600 e 700 euros, em contraposição, com gestores públicos a auferirem às centenas de milhar de euros, por via de gerências incompetentes e por vezes fraudolentas, com a vantagem de não terem de responder pelo uso dos recursos postos à sua disposição, fruto da colecta dos contribuintes. E isto ocorre nos denominados países ocidentais que seguiam a fé do sistema que está a capitular aos pedaços e que é uma meridiana certeza matemática, o eterno crescimento, a eterna valorização dos bens imóveis.

Em Outubro/Novembro de 2008 com a falência do 4 maior banco norte-americano o Lehman Brothers, são disparados todos os sinais de pânico, principalmente do foro psicológico, mas com o receio escondido, de que se as pessoas e as empresas não conseguirem pagar as suas amortizações, o sistema colapsa. Dos particulares e da economia privada, num instante, o receio passou-se a focar nos países que se julgavam soberanos. Estes também podem não conseguir pagar e daí, podem arrastar os sistemas financeiros locais para o buraco.
E nestas pseudo-democracias, assistimos impávidos a dirigentes políticos que governam, unicamente para a sua reeleição, governos de vistas curtas e com soluções simples, enquanto possível, com mais dívida.
Hoje, após o paradigma da dívida ter mudado, continuam meio atarantados, repetindo ladaínhas do politicamente correcto, falando uma espécie de marketing político padronizado, tal como se falassem para atrasados mentais.

A verdade, é que hoje, não existe dinheiro físico para cobrir toda a dívida em circulação, que é negociada selvaticamente nas grandes praças de mercados.
Se o dinheiro vier coberto de sangue, do vício das drogas, à custa das doenças crónicas, do tráfico de carne humana orientada para a prostituição ou dos enormes lucros vindos da exploração de unidades industriais onde as pessoas são apenas ferramentas... não interessa. O dinheiro não tem cor, nacionalidade, pena e sentimentos de ética ou moral.
O objectivo é ganhar mais, o segundo objectivo é ganhar mais ainda.
Enquanto putos na Índia ou no Bangladesh morrem de pneumonia ou de caganeira do outro lado do mundo um assalariado à rasca com o cartão de crédito, compra a Barbie de plástico para calar a birra da filha. Tudo está interligado, na economia. O rendimento criado derivado do trabalho do puto indiano e do assalariado francês, belga ou espanhol, sem se aperceber vai uma boa percentagem para o não-emocional negociante de dinheiro virtual de Wall Street. Estes intervenientes nunca se chegarão a ver, mas estão interligados entre si, o sistema, num processo, numa transacção passou por todos eles, variou foi a quota-parte de cada um.

Este é o sistema desumano em que vivem os humanos.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A crise


Nos dias de hoje existe um termo no qual toda e qualquer medida se esconde, a crise. Um anátema lançado no ar que justifica tudo o que seja para pauperizar. É a crise!
Apesar das matérias-primas, das pessoas que trabalham e do consumo que efectuam não se ter alterado substancialmente, a palavra de ordem - quase hipnótica - é de que é preciso reduzir.
Voltamos ao cerne da questão, na última década assistimos à transferência geográfica da produção, com base nos seus custos, bem como, na oferta de mão-de-obra. Daí os estados mega-populosos com a liberalização dos mercados, fazem com que o mundo económico, social e político tenha vindo a mudar a uma velocidade elevada. A evolução tecnológica hoje permite, organizar sob um mesmo fio condutor empresarial; uma fábrica na China, financiada por um banco italiano, com a sua logística a ser dirigida no Kuwait, colocar os lucros em países com sistemas fiscais favoráveis - offshores - e alocar custos na Suécia, isto com um escritório sede no Panamá.

Na crise portuguesa, derivada de um estado dirigido por dirigentes com fraca capacidade de visão estratégica e de gestão. Não mais do que meros umbigos de pés em bico, a viver o dia-a-dia, a pensarem no que lhes toca se seguirem o que mais vai agradar os interesses instalados que lá lhes colocaram por convite ou a hipótese de ficarem bem colocados. Os referidos interesses, por mais do que sabido, não são os mesmos da nação.
Foi curioso observar na semana passada a entrevista de Ricardo Espírito Santo Salgado, que não foi por acaso o porta-voz da banca lusa, das vezes em que se dirigiram à sede do PSD e ao Conselho de Ministros. Um dia mais tarde, perceberá-se porquê ...?
Curioso foi sem dúvida, ao passar pela história do séc. XX português, a sua resposta à pergunta colocada pela jornalista, de o BES ser o banco que se dava com todos os regimes. Deu-se com a monarquia, depois com a primeira república, com a ditadura de Salazar, após o 25 de Abril com as nacionalizações tiveram que emigrar e mais tarde com as privatizações foram convidados a regressar. Nesta resposta está a história sintética de Portugal.
Os lucros de milhões que obtém, não são mais do que retirados à economia, todos os dias. Foi até confrangedor, ver um certo pseudo-desespero pelo capital estrangeiro, porque Portugal precisa de facto de dinheiro fresco, pois nunca soube, aliás nem foi pensado para isso, para capitalizar a sério as suas valências, ou se por outras palavras, os seus traços fortes.
Sem esse desesperado capital estrangeiro, não terão acesso aos grandes negócios de financiamento do Estado; o TGV, o novo aeroporto, a nova ponte sobre o Tejo e porventura mais auto-estradas para depois o Estado ficar com os seus custos de manutenção.

Com um povo que mal distingue as manchetes do Jornal a Bola das tiras de primeira página do Correio da Manhã da verdadeira realidade, ou da revista Caras à Lux, passando pela saudosa revista Maria, fica fácil, muito fácil, anestesiar...
Só lá para Fevereiro/Março de 2011 é que a massa populacional portuguesa começará a sentir a sério, fruto da sua endémica bonomia, quando constatar nos seus recibos de vencimento que o rendimento diminuiu. E sem parar, ao mesmo tempo, vai-se vencendo a dívida soberana, a números estonteantes, efectuada pela coligação PS/PSD, os funcionários dos que mandam realmente neste país.

Foi curioso, ver a filinha indiana dos nossos banqueiros perante Hu Jintao - presidente da República Popular da China.
A ciência económica já tem pouco para inventar, é a intersecção da oferta e da procura, o resto é conversa.

Bom senso, ética, responsabilidade e respeito - Miss you...
Uhh, uhhhhh, uhh, uhhhhh, uhh, uhhhhh, uhh, uhhhhh...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quanto pior, melhor


Depois da encenação, depois dos jogos políticos, depois dos interesses partidários salvaguardados, confirma-se o que toda gente sabia sobre qual o desfecho da negociação do OE 2011.
Agora é que era fulcral ele passar, agora é que se decidia o futuro do país, pondo o país a suster a respiração, pois era um assunto de vida ou de morte.
Então o que se passou durante décadas de endividamento galopante, decidido pelas duas gestões PS e PSD?
A questão orçamental de hoje, são estes dois partidos políticos a confirmaram a sua total incompetência governativa. Foram eles que nos trouxeram a este ponto e agora, mais uma vez, são os salvadores da pátria, os que defendem o país de males muitos maiores.
Neste momento têm credibilidade zero.
Já em Abril próximo, vencem-se 18 mil milhões de euros da nossa dívida, que têm de ser pagos. Até ao final de 2011 terão de ser pagos mais de 40 mil milhões de euros.
O país já perdeu grande parte da sua soberania e este orçamento é a pensar nos investidores internacionais que nos vão emprestar dinheiro, a preços cada vez mais caros, inversamente proporcional, à cada vez menor credibilidade dos nossos agentes governativos.
Por cá, já muita gente sabia o que eram estes dois partidos, governam a jusante para os seus amigos e patrocinados a montante pela meia-dúzia de famílias que realmente mandam neste país.
Como é possível haver tantos portugueses que ainda não perceberam isto?
Lá fora, os emprestadores de dinheiro que pagam às agências de rating para avaliar o risco de incumprimento das pseudo-soberanias, sabem muito bem com que linhas se cozem.
Quando fecharem a torneira do crédito, entra o FMI. Será o atestado da incompetência formal das últimas sucessivas governações, principalmente a do PS.
Já cá esteve por duas vezes, em finais de 70 e em meados de 80.
Neste momento, já têm uma equipa na Grécia, instalados num hotel de luxo, pedem relatórios incessantemente, questionam tudo o que se gasta, como os financiamentos são concedidos por tranches é velha questão do burro atrás da cenoura.

O cerne da questão portuguesa é o topo, as referidas famílias que exploram milhares de portugueses até ao tutano, comem a fatia de leão da riqueza gerada por muitos e obtém proveitos brutais do erário público através dos políticos que colocam nas zonas chave da governação.
Parece, que até é uma espécie de vingança do 25 de Abril. Época em que se deram muito mal.
Para esta gente quanto pior, melhor.
Quanto mais adormecido o povo, melhor.
Quanto mais confusão social melhor.
Quase ninguém fala deles, ninguém se manifesta em relação a eles, pois eles tudo controlam e sem correr o risco de levar com um tomate. Têm quem ponha a cabeça no cepo por eles e têm muitos mais que fazem os sacrifícios por eles, o povo.
Quanto pior, melhor.

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 30 de maio de 2010

A lei da oferta e da procura


É a lei que está implícita no planeta desde os primórdios da vida, a natureza. É a permanente gestão dos recursos. Animais extinguem-se, outros desenvolvem-se, outros adaptam a sua cor ao meio ambiente, tudo numa base comum, a sobrevivência.
Para exemplificar, vejamos uma comunidade de coelhos selvagens na Austrália, por o seu ciclo de vida ser curto num espaço temporal relativamente pequeno, pode-se observar a relação entre o número de coelhos e a quantidade de erva disponível. À medida que vai aumentando o número de coelhos, a erva vai aos poucos escasseando, chegando ao ponto em que o número de coelhos começa a diminuir por falta de comida, por outro lado, começa a aumentar a quantidade de relva. É este o equilíbrio da natureza. É o este ciclo interminável que sempre existiu.
Até que uma das espécies animais desenvolve a sua inteligência a tal ponto de atingir a supremacia deste planeta
Surge o Homo Sapiens Sapiens, o Homem. E é esta espécie que muda esta lei, desequilibrando a natureza.

Os BRIC, a crise do sub-prime e a crise da falta de liquidez
Este eixo é formado por quatro países; Brasil, Rússia, Índia e China. Representam cerca de 45% da população mundial, quase metade dos seres humanos vivos. Com mercados internos gigantes, fazem com que cresçam a ritmos elevados e daí consigam exportar em números abissais.
E isso nota-se na postura dos seus líderes, Lula da Silva é hoje um actor de peso na cena internacional e a sua voz é ouvida, a Rússia principalmente pelos recursos energéticos que tem no seu território e pelo armamento que têm impõem respeito.
A Índia e a China através da produção de bens de consumo, conseguem fazer economias de escala de tal maneira que arrebentam com as indústrias do ocidente. Não se conseguem combater os preços que fazem. Têm muita gente para trabalhar e que aceitam qualquer condição de trabalho e salário. A procura de trabalho é imensa logo a oferta adapta-se.
Principalmente a China, quando viu aprovada a sua entrada na OMC em Doha no Qatar a Novembro de 2001.
Todos este quatro países a par da brutal riqueza que criam, têm também colossais problemas sociais.
Desses gigantescos excedentes monetários que eram criados, principalmente indianos e chineses, eram aplicados em títulos de dívida pública norte-americana, não pelos lindos olhos, mas no actual sistema em que vivemos só a economia americana consegue dar valor a quantidades muito grandes de dinheiro. Já é assim com os países produtores de petróleo árabes à décadas.
Além dos títulos de dívida, os gestores de Wall Street, começaram a criar fundos de investimento e fundos de fundos, tal era a torrente de dinheiro. Criavam-se fundos relacionados com o financiamento a estudantes universitários, de risco, aquisições de capitais sociais, de imobiliário, ou seja, tudo o que desse dinheiro. Como criavam lucros fabulosos, todo lá metiam dinheiro, os europeus através de bancos, instituições de todo o tipo, até as que geriam reformas do sector público e privado.
A coisa começa a correr mal, quando os fundos que assentavam nos financiamentos imobiliários de risco partiam do pressuposto que os imóveis iriam se valorizar eternamente. E quando as pessoas deixam de pagar aos bancos, os bancos vão à falência. Ora à medida que o incumprimento do crédito à habitação de risco aumentava, o mercado imobiliário norte-americano foi inundado de imóveis que ninguém comprava, daí desvalorizaram. Logo o imóvel que o banco recuperava já não pagava a dívida contraída. Começaram a haver prejuízos e depois estas coisas são sempre em catadupa. Os fundos desvalorizam-se abruptamente e bancos faliram, sendo o Lehman Brothers o mais emblemático. Instala-se a desconfiança e o crédito retrai-se, a liquidez desaparece. A partir de agora todos desconfiam de todos.

Europa
Na europa não havia o problema de financiamentos imobiliários de risco, excepto a Espanha. Mas por outro lado os bancos europeus que viviam de financiamentos e re-financiamentos, de participações massivas em fundos, foram os primeiros a agonizar. Em Portugal; o BPP e o BPN, este último é um caso de polícia.
Com a escassez de crédito, esta contracção passa para a economia, com todas as consequências que daí advêm.
Como ao resto do mundo o euro é uma moeda que não interessa que cresça em demasia, pois nos U.S. dollars está aplicado muito dinheiro, o euro, o projecto europeu está a ser atacado em força. E começaram pelas economias mais frágeis, a Grécia e Portugal, dessa forma alastrando aos outros.
Com a falta de liquidez nos mercados e as agências de rating norte-americanos a baixarem os ratings dos países do sul da europa, agonizam já não só os bancos, mas os próprios estados soberanos.
O drama, é que a nível financeiro o mercado europeu neste momento não existe. Quando as linhas da procura e da oferta se cruzam é estabelecido o preço. Ora o que acontece no presente é que essas duas linhas estão paralelas uma à outra, não se cruzam. É esse o drama, é esse o pânico disfarçado.
No início de maio deste ano os países da União Europeu criaram um fundo de 750 mil milhões de euros, para acorrer a eventuais necessidades de financiamento. Só que na prática esse dinheiro não existe. A ser utilizado será imprimido nas "tipografias" do BCE e outra parte serão movimentos informáticos de débito e crédito em rubricas contabilísticas.
Mas isso poderá não ser suficiente, enquanto a europa se defende com mil milhões é atacada de fora por grandes especuladores internacionais com triliões e estes por sua vez regem-se pelas notações das agências de rating. Muitas dessas ordens são feitas pela internet e da cidade que a Alicia Keys canta no vídeo em baixo.
Muito dificilmente a Grécia conseguirá pagar a sua dívida e os outros países do sul também vão pelo o mesmo caminho, os denominados PIIGS; Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha.
Seguem a mesma política de fuga para a frente, ou seja, mais crédito, mais dívida.

O caso português
A dívida portuguesa não é do volume da grega, mas poderá ser mais perigosa, pela sua configuração. Além de ser do Estado, o privado também está brutalmente endividado, particulares e empresas.
Quando o governo deveria criar todas as condições para as empresas crescerem, asfixia-as com mais impostos, levando a mais desemprego.
Como vai ser possível crescimento económico? Perguntam as agências de rating.
Portugal tem outro problema crónico anti-crescimento, os partidos que rodam entre si no poder, o PSD e PS.
Estima-se que neste país haja à volta de 1500 pessoas muito ricas, desses através das suas empresas e participações de capital, onde colocam os seus gestores, administradores e familiares, fazendo com que esse número suba para alguns milhares. São estes que rodam ciclicamente entre cargos ministeriais, cargos de deputados, administrações de empresas, institutos e por aí fora. Orientam as leis para os seus interesses, privatizam empresas que eram do Estado, ou seja, de todos nós, para mãos privadas, que muitas vezes nem conhecemos o rosto de quem é o accionista, escondido atrás de fundos e sub-fundos.
É esta pequena minoria que absorve grande parte da riqueza do país, fazendo com que Portugal seja o 3º país mais desigual do mundo, no plano da distribuição da riqueza, logo atrás dos E.U.A. e da Singapura.
Por exemplo a PT, já tem 70% do seu capital no estrangeiro e corre agora o risco de ser comprada pela espanhola Telefónica.
A EDP que não tem concorrência em Portugal, faz com que os portugueses paguem das electricidades mais caras da europa e por outro lado não tem pejo nenhum em pagar bónus de mihões aos seus gestores enquanto o país agoniza.
Portanto em Portugal, apesar da crise, o mercado para as jóias, os carros de luxo e mansões, está salvaguardado.

Por isso, ganham cada vez mais força as várias profecias que desembocam em 21-12-2012, neste processo descendente contínuo de 5 anos que começou em 2007.
Este século ainda vai a tempo, de ser o início da Era da Consciência.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Credibilidade Zero

Após a publicação na passada sexta-feira no semanário Sol, das escutas relativas ao caso "Face Oculta" fica bem evidente toda uma orquestração que José Sócrates e seus pares levavam a cabo para o controlo da comunicação social, para que fosse mais "amiga" do seu governo, numa lógica doentia de manter o poder a todo o custo.

Ficam muito mal na fotografia o Procurador Geral da República Pinto Monteiro, bem como, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Noronha do Nascimento.
Desde o verão de 2009 que tiveram acesso às escutas oriundas de um caso de corrupção e que continham conversas privadas entre altos destacados políticos e gestores de empresas públicas. Dessas conversas privadas sobressaem um evidente ataque ao Estado de Direito, crime lateral ao processo "Face Oculta" e por ser assim, estes dois magistrados decidiram a destruição e arquivamento dessas escutas. Porque a lei o diz assim.
O argumento de que se trata de conversas privadas, é um atentado contra a inteligência. Obviamente que intervenientes de situações ilegais, conspirem em conversas privadas.
Ou será, que estariam à espera de que as debatessem em público?

Tal como no Paquistão, se uma mulher for violada precisará de quatro homens que testemunhem o ocorrido, para que possa apresentar queixa e vingar o seu direito de ser ressarcida e a consequente punição do infractor. Ora, qualquer pessoa de bom senso, saberá que esta é uma lei errada.
Com este exemplo extremo, conclui-se que a justiça não poderá ser um programa de software onde estejam inseridas todas as leis e que num processo lógico, If... Then... Go To, se produza decisão.
Haverá sempre lugar a uma análise subjectiva da questão. Por isso terá de haver juízes (entenda-se pessoas com conhecimentos técnicos sobre leis e sua aplicação) para analisarem caso-a-caso as diversas situações que lhes são propostas.
De futuro quem vai acreditar no PGR e no PSTJ perante novos processos que lhes chegarão à mão?
De futuro quem vai acreditar na capacidade subjectiva de análise destes dois magistrados, à luz do direito a que deveriam servir?

No caso concreto "Face Oculta" em boa hora, houve um Juíz de Direito que, ao analisar o referido processo, nele observou indícios muito fortes de outro tipo de crime, o atentado contra o Estado de Direito.
Na Constituição da República Portuguesa está estabelecido e de forma meridiana que:
- Portugal é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia da efectivação dos direitos e liberdades fundamentais, nomeadamente, a liberdade de expressão e meios de comunicação social. Sendo um dos deveres do Estado, assegurar a liberdade de imprensa e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e económico.

O que os governos de José Sócrates, mais fizeram, foi exactamente o contrário. Não se vira neste 30 e poucos anos de democracia, um governo com tamanha veia controleira. Até o novo fenómeno virtual da blogosfera foi visado.
Quanto à realidade macro-económica estes governos foram os mais danosos para a República. Na semana passada na revista Newsweek saiu uma lista que mostra no nosso caso concreto, o claro empobrecimento da classe média portuguesa. Nela constava a lista da diferença de rendimento dos 20% mais ricos relativamente aos 20% mais pobres. Nessa lista, Portugal galgou lugares como nunca e hoje ocupa a 3ª posição a nível mundial, superado apenas pelos E.U.A. e Singapura.
Alguém viu a nossa comunicação social referir esta lista?
Que tem a dizer este governo em relação a políticas de redistribuição do rendimento?

Governo que depois de conseguir a aprovação do OE 2010, com a aprovação do PSD e do CDS, logo de seguida, fez um finca pé patético e despropositado na lei das Finanças Regionais, criando um drama artificial no Parlamento. Ao mesmo tempo que eram proferidas as infelizes declarações do comissário europeu Almunia.
Com todas estas brincadeiras irresponsáveis, a República pagará mais caro pelo dinheiro. Põe os comentadores a dissertar sobre agências de rating e notações de risco, sem saberem muito bem do que falam.
Com fraca capacidade industrial, consumo interno em queda devido ao empobrecimento da classe média e as PME's a necessitarem de crédito para sobreviver, o futuro é sombrio.
Quando o preço do dinheiro (Euribor) está baixo e a níveis históricos, ferramenta essencial para alavancar o investimento. Os nossos governantes brincam aos dramas, enredam-se em jogos políticos.
Sendo certo que muitas empresas utilizam o pretexto da crise para despedir e deslocalizarem-se, existem muitas outras que cada vez mais vão sendo asfixiadas, a hipótese de recuperação vai-lhes sendo fechada.
Tal como o investimento externo, que quando, prospecta território luso, ao verificar que a nossa justiça, está bloqueada. E que a nossa carga fiscal é elevadíssima, obviamente procura outras paragens.
É que o capital não tem nacionalidade...

Quem é que ainda acredita neste governo?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Endividamento mórbido


O actual governo celebrou moderadamente uma ténue retoma da economia, uma inflexão da crise está a decorrer, segundo a sua máquina de propaganda tenta passar.
Ora o que está a ocorrer, é aquilo que na gíria do meio financeiro se denomina "a torneira do crédito" está lentamente a voltar-se a abrir. Muito desse financiamento não passa pelas contas públicas, entrando via banca privada.
Esta crise serviu para destapar a careca de Estados aparentemente desenvolvidos, como por exemplo a Islândia ou a República da Irlanda, Portugal que sempre esteve em crise desde a sua fundação, soma a esta crise, a crise endémica que sempre se viveu por estas bandas.
Este novo fluxo teve o condão de estimular o consumo interno e daí, a aparente retoma. O suposto mérito do governo é igual a zero.
Estas faltas de honestidade política, por parte dos dois partidos de alterne do poder, passam com alguma facilidade no povo português.

Desde os anos 90, Portugal tem vindo paulatinamente a desmantelar a sua capacidade produtiva, com a habitual desculpa das directivas da outrora C.E.E. e actualmente a U.E., quando o que se trata, são acordos mal geridos e daí talvez não, porventura, servir outros interesses que garantam empregos compatíveis com níveis de vida mais faustosos, sem esquecer interesses obscuros de sociedades secretas, que à luz da lucidez, apenas são agrupamentos infantis de graves distúrbios mentais e emoções mal trabalhadas, principalmente o medo, o medo de perder algo adquirido tanto material ou estatutário.

Antes da moeda única, a ferramenta da política do "empurra para frente" era a desvalorização da moeda. Após 2002 foi o endividamento, só que aqui contaminando os particulares.
Nessa altura começaram a aparecer as para-financeiras; Cofidis, Credibom, Credifin, entre outras. Verdadeiros "braços armados" de grandes grupos financeiros.
Num povo com elevados índices de manipulação, da alegria do carro novo e das férias de sonho ao descalabro foi um instante. Agora o frigorífico está estragado e a mobília do quarto da Kátia Vanessa está assim um bocado para o encardido.

Num País onde quem legisla, escolhe. Quem legisla, legaliza crimes. Quem legisla, promove monopólios. Em suma, na área legislativa, Portugal é um campo virtualmente minado.

A par desta evolução meteórica para o fundo, houve uma clara aposta na captação de investimento estrangeiro. Só que esse investimento, era em áreas que recorriam ao uso intensivo de mão-de-obra, onde a robótica ainda não preenche todo o processo produtivo e necessita em alguns pontos no seu processo produtivo da intervenção humana. Pode-se dizer que se reajustou o emprego à qualidade dos recursos humanos e ao I&D luso. Aposta que quem a fez sabia muito bem que seria temporária, pois outros mercados despontariam. Aqui de duas uma, ou pura má fé ou óbvia incapacidade de visão estratégica.
Pois este tipo de empresariado baseia-se única e exclusivamente nos custos de pessoal. São as empresas "sanguessugas", que agora e depois de usufruirem de muitos benefícios estatais, com todo o desplante deslocam-se para países onde esses custos são mais baratos.

Apesar de tudo isto o alterne poder PS/D continua a empurrar com a barriga bem cheia os problemas para a frente. Uns apostam no aumento do endividamento a atingir se não ultrapassar os níveis do absurdo, será mesmo, eticamente criminal. Outros em cortar em tudo e mais alguma coisa.

Quando a aposta nacional, deveria ser naquilo que está certo e mais simples de fazer. Lógica e bom senso na actuação governativa. Compreender os nossos problemas e actuar em conformidade, maximizando todos os nossos recursos a vários níveis.
Mas, ao que parece, isto é qualquer coisa de transcendental para estas cabecinhas pensadoras - o saber fazer as coisas certas.

Resumindo, caracterizando o País, Portugal na sua ilusória modernidade, já veste um fato Armani mas com as cuecas cagadas.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Espelho D'Agua



Espelho, espelho meu...

Enquanto hoje se comemora o Dia Mundial do Planeta! Vêem-me uma série de questões, um tanto ou quanto naifs, nos cabeça, meio mistura mental e psico-somática.
O dia mundial? Ou o dia planetário? O mundo ou o planeta? O planeta no mundo? Ou o mundo no planeta?
Será que temos, de facto razões para comemorar? Como, por exemplo, todos os anos entre o dia 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, repetida e orgásticamente comemoramos um dia do calendário.
Mas o que é que se comemora?
Uma suposta felicidade, um anseio de esperança ou que é desta que por artes miraculosas que tudo se vai resolver.
E resolver, o quê?
Um mundo melhor, desejo eu, é legítimo o meu pensamento.

Não é por acaso que um pássaro deu uma valente cagadela no vidro do meu carro, o bicho não se cagou! Esveio-se!
Ou então, abusou dos chocolates, que com este calor, diga-se de passagem, pode-lhe ter causado uma monumental diarreia.
E logo na zona do auto-colante do seguro.
Para ele é indiferente, está-se a cagar.
Tal como, seguir os dados estatísticos da imprensa especializada. Acredito mais na verdadeira informação, quando o director financeiro da Freddie Mac se suicida, obtenho a informação económica do que ainda está por vir.

Preferia estar numa praia resort a ouvir o som das pulseiras de uma havaiana enquanto agitava um dos meus chakras e aconselhando-a - Tem que sorrir mais, para o dente não magoar!
Ou então, pãozinho integral untado com crème de Camenbert.

Moral da história - Amanhã é melhor ir lavar o carro!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Incongruências

Portugal é um País cheio de incongruências. Com a capacidade reconhecida de desvirtuar a palavra ILEGAL; onde corrupção é ser-se um grande gestor, à falta de organização existe o desenrascanço, tornear o sistema fiscal é de espertalhão, o crime económico NUNCA dá prisão, a Pedofilia é tolerada pelo nosso MACIO sistema judicial, onde é mais gravoso ultrapassar o risco contínuo numa estrada (aí não perdoam!) do que cometer crimes de sangue, sexuais e económicos.
Grande contributo deu o Partido Socialista com a sua última "mexida" no Código Penal, tornando este canto à beira-mar plantado num paraíso para todo o tipo de banditismo. Eles agradecem e cantam - Governo amigo, estamos contigo!
"Polvilhado" com a induzida falta de meios policiais, na sua desmotivação e temos a receita ideal para o estereonato total e suas variantes.
Se virmos bem, isto acontece em todo o lado, mas em, Portugal assume uma gravidade muito perigosa. Muito bem mascarada pelas telenovelas, pela Operação Triunfo, pelos jornais Record, a Bola e o Jogo, também a revista Caras, VIP e Maria têm a sua quota-parte.
Em quê?
Na Robotização Existencial de um povo sodomizado mentalmente, a quem sub-liminarmente é lhe vedado o livre pensamento, e mais importante, o entendimento.
São baptizados como os Comidos, de lado, por trás, por cima e de joelhos.
Some as infinitas questíunculas familiares, são do piorio entre eles (salvo raras excepções), entre pais e filhos, irmãos e primos. Muitas vezes não se dão, roubam-se e alimentam ódios de morte. Não é por acaso que o jornal "O Crime" ainda perdura. Mas a genética submissa bem presente deste povo de brandos costumes, acaba por volta e meia entregar-se à GNR ou à PSP.
Há uns tempos atrás dizia o Pai ao Filho - Filho perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem!
Assim é à pelo menos 3 décadas e a caminhar meteoricamente para a 4ª, combinado pelo Partido Socialista (que nada tem de socialista) e pelo Partido Social Democrata (que nada tem de social democracia). Fazem acordos para os lugares de empresas públicas, são colegas nos múltiplos actos corruptos, e desta forma, foram e vão continuar a mandar e desmandar neste Portugalito pobre e desdentado, mas honrado. É o PS/D.

Aparece agora Francisco Louçã, o Denunciador de Todos os Males, isto de haver eleições legislativas em 2009 nada tem a ver com a proporcionalidade de sua gritaria. Ele é o verdadeiro Via Verde da demagogia, com a receita da Avó. Pegando em meias-verdades, cozinha-as e depois serve-as cheias de inconsistências, de irresponsabilidades e até de alguma ingenuidade, apesar de ser um homem inteligente e com um percurso académico ímpar. No tema Caixa Geral de Depósitos meteu os pés pelas mãos, mal informado e ansioso de protagonismo falava sem saber do que fala. Saiu de fino.
Isto traz o tema da seriedade e da credibilidade. Têm que se ser muito sério e credível. Ui, ui!
É umas das maiores falácias que existem, na qual, as pessoas acreditam. Sérias ou não!
Vejam a seriedade do Partido Socialista ao lançar Paulo Pedroso a candidato ao município de Almada, quando toda a gente sabe que é um pedófilo de primeira apanha.
Ou Manuel Dias Loureiro, homem seríssimo e de credibilidade intocável, o homem que não mente, apenas não se lembra.
João Rendeiro (este é dos meus preferidos pela sua honestidade), arauto da finança lusa, com livro na banca mais próxima de si - Testemunho de um Banqueiro. Vida e obra de um competente malabarista.
Junte-se o visionário talentoso ministro fétiche da legislatura, Manuel Pinho - o maluco.
Francisco Balsemão, o Javardo, não me vou alongar, pois o post não versa pornografia de série B.
Mas, versando e lembrando o árbitro internacional conhecidíssimo já na dimensão extrafísica ladeado por duas prosti-lux no Gallery, sito na Av. Duque de Loulé. Que noite!
Já me estava a entusiasmar, já estava a imaginar Vale e Azevedo como governador do Banco de Portugal. Isso é que era responsabilidade.

Por isso é um tremendo desperdício gastar todas as energias nos bonecos. Como por exemplo Sócrates (se é paneleiro ou não, não interessa), Santana, Durão ou Cavaco. São apenas intermediários, são alvos de tiro ao boneco.
Não importa a pessoa, mas sim, a cadeira que ocupa e a obediência que serve. Por isso, o grande problema do planeta, são as sociedades secretas, as organizações e instituições de confluência de interesses. Que na maior parte das vezes são contrários aos da Humanidade em geral. Os Sócrates, os Sarkozy's e os Gordon Brown's do mundo ocidental são os rostos, são os canais intermédios, são as inspirações dos murais, das bandeiras e dos vernáculos da populaça. Quando os que realmente mandam e dirigem são os mesmos de há muitos anos, orientando as linhas mestras inspiradoras da governação local. Manobrando seus fantoches de acordo com o superior interesse de suas empresas abocanhadoras de todo o leque produtivo económico.
É o topo da cadeia alimentar da rapinagem. Mestres na sedução de novos pupilos para a perpetuação hierárquica.
Têm processos rituais semelhantes a inocentes criancinhas de bibe, onde na creche entoam cânticos complexos, tais como, giroflé-flé-flá e batem palminhas, muitas palminhas. Carregam semblantes tipo 007 e ar muito inteligente como se entendem-se as verdades fundamentais do Universo.
Não há volta a dar, desestruturando o topo, a mudança grassará e será efectiva. Pois são eles que mandam e dirigem.

E desenham crises. Como a que supostamente real que vivemos. As verdadeiras vítimas as pequenas e médias empresas, completamente asfixiadas. Para mais tarde serem absorvidas pelos gigantes consórcios ou ficarem totalmente dependentes deles.
Esta crise estava a ser preparada há alguns anos, bloqueando a torneira do crédito e cosequentemente o comércio externo, dando lugar e de tapete vermelho à aglutinação concentrado o poder de decisão

Logo, meu (nosso) caro leitor, você é importante, para os relatórios estatísticos da rapinagem. Não embarque atrás de Dons Quixotes e Sanchos Panças.
Pense, questione e coloque tudo em dúvida. Pois existe toda uma máquina gigantesca para o fazer pensar que é feliz.


Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Compras

Depois de ver este vídeo de cerca de 20 minutos enviado por uma amiga através de email, vão pensar de outra forma quando fizerem as vossas compras. À parte ambientalismos radicais, ecologismos extremos, este, vídeo desmonta uma boa parte da sociedade de consumo em que vivemos. Concordando ou não, faz-nos pensar.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Bis

Bis pode ser bisexual, pode ser bi-partidarismo, pode ser bilateral, pode ser bilingue, aplauso para continuação de algo ou pode ser mais do mesmo.
Em Portugal após a revolução democrática de um regime ditatorial de 48 anos, houve uma época de esperança, de alguma baralhação. Quem era quem ? Esquerda ou extrema esquerda ? Ou outras ...
Passados poucos anos tudo se reposicionou e voltou ao que era dantes, sob, uma máscara de democracia (cracia=casa, demo=demónio), voltou-se ao Partido Único. Desta feita o partido PSD/PS. Partido com várias facções dentro da família, com alternância temporal. Ora uma facção está no poder e outra na oposição e vice-versa. São a face da mesma moeda. As mesma políticas, mudando apenas os rostos. Uma espécie de Anjo Serafim com faces rotacionais sendo o corpo o mesmo.
Em cerca de três décadas sob, governo de Partido Único mascarado de demo.cracia este País continua a sua ascensão meteórica para o 1º dos últimos. Políticas erradas sobre políticas erradas, aqui o - com - não dá +, para nosso triste fado. Sem estratégias pensadas o nosso Portugalito inclinou-se para o litoral, formando as duas grandes áreas urbanas: Lisboa e Porto. Deixando o interior desertificado e abandonado.
º
Azo para o crescimento da corrupção autárquica. Cidades completamente desequilibradas, construção e mais construção. Dinheiro, molto dinaro que foi parar a bolsos individuais, desviando-se investimentos produtivos. Quem hoje não conheçe na sua cidade, um qualquer mamaracho predial ? A nível local a alternância não precisa de ser tão implementada. Ainda hoje existem feudos municipais com mais de 20 ou 30 anos, na mão do mesmo senhor. E não são assim tão poucos.
º
Presentemente com a crise (diga-se por estas bandas, endémica) que nos assola o nosso (des)governo podia fazer melhor. Toda esta febril onda de novos projectos de cerca de 40 mil milhões de euros, não poderia ser canalizada para outros fins ? Todos nós sabemos que este dinheiro não vem todo do Estado. Vem de fundos comunitários, financiamentos privados, mas tanto empenhamento para a construção ? Não se vê o mesmo empenhamento para o social. Porquê ?
A culpa não é só dos políticos, é a genética carneirista de muitos anos de Partido Único, por isso enchemos centros comerciais franchizados e praias sobre-lotadas com água cheia de mijo. O portuga gosta de coisas a abarrotar. É um certo sub-consciente social que tem medo e só com muita gente à volta se sente protegido.
Em País de carneiros diz-se MÉ. Ousa dizer: MI.
Ao contrário da música que nos têm dado a ouvir, devíamos ter ouvida a que se segue há alguns anos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Projecção Extrafísica: 3 in a row

Esta projecção ocorreu em Novembro de 2002, salvo erro ( sempre gostei desta expressão).
Foi para mim a projecção mais forte e impactante que tive, por vários factores.
Ainda vivia na casa de meus Pais. Estava já deitado quando aparece uma consciex (consciência extrafísica), talvez Amparador, no meu quarto. Na altura a saída de meu corpo físico ainda era um pouco penosa. Naquela noite foi muito fácil, o Amparador exterioriza uma energia muito forte sobre meu peito e eu salto que nem uma mola. Depois saio pela janela e atiro-me para a Avenida e fico a pairar a uns 2 metros do chão, olho para trás e vejo aquela figura, careca no cimo da cabeça e algum cabelo dos lados e atrás. Ele voa para ao pé de mim ficando nas minhas 4 horas e prende-me algum mecanismo de controlo (característica comum noutras projecções que tive). Aí começamos a voar numa aceleração brusca, tipo arranque de Avião no momento de levantar vôo.
º
1. Vejo os prédios da minha cidade a uma velocidade estonteante, e de repente, já estou a ver que estou noutra cidade. Lembrei-me de Nova Iorque, por causa, da altura dos prédios, mas pode ter sido outra cidade. Como estava a anoitecer e vi muitos carros amarelos, batia certo com a hora de Portugal.
Entro num edíficio, e na entrada estava um porteiro à recepção, lembro-me de uma espécie de pirâmede em cristal em cima do balcão. A qual tento mexer, e num, nanosegundo, materializei o meu dedo e movi o tal objecto, fenómeno poltergeist, que despertou a atenção do porteiro, que olhou para todos os lados, tentando perceber o porquê do movimento do objecto - aqui a minha lucidez era um pouco baixa.
Sigo três homens um deles com uma mala metálica para o elevador. Como o meu veículo de manifestação é o psicossoma eles não me vêem. Apesar da minha lucidez estar com um percentual baixo sinto que a reunião que vão ter não é nada de bom, sinto que dentro daquela mala ia alguma espécie de mecanismo explosivo. Dentro do elevador começo a dar "caldos" na cabeça e pontapés no rabo de um deles ( estava já muito acriançado ). A certa altura o fulano deve ter sentido qualquer coisa, pois, começou a olhar para os lados, algo incomodado. Nisto, puf ... Muito provavelmente o Amparador que me acompanhava viu que eu já não estaria com a lucidez suficiente.
º
2. Apareço noutra cena, numa casa ao pé da praia, estava um pôr-do-sol lindo. Avisto uma família cá fora à volta de uma mesa. O pai retira-se e vejo dois miudos gémeos. Um deles saudável e outro todo raquítico e muito magro. A mãe discriminava o que estava doente e dava todas as atenções ao normal. Aí pensei vou exteriorizar energia ao miudo magrelinho, que até se via os ossos debaixo da pele. Incrível, é que o manuseamento da energia quando estamos na outra dimensão, é brutalmente mais forte. Sentia e via-a a sair das palmas das minhas mãos. Notei por instantes que o rapazinho sorriu - "calorzinho de acolhimento" pensei eu.
Ia percorrendo as dunas em direcção ao mar com o Amparador explicando o que tinha feito. O Amparador diz-me que além de ajudar o miudo doente, mais importante, era a Mãe. Tentar que mude o seu pensamento discriccionário. A Mãe era a chave para o equilíbrio daquela família.
º
3. Nisto, apareço noutro lado, e vejo um aglomerado de pessoas, aproximo-me e vejo que estava um trabalhador da construção civil no chão com objectos metálicos em cima, um deles cravado no seu braço. A vantagem de estar em forma de espírito, deu para furar por entre a multidão com facilidade. Está ao pé dele um médico, que, perante a gravidade do ferimento decide fazer ali a sangue-frio uma primeira intervenção. As dores do trabalhador são horríveis. E começo a energizá-lo para conseguir aguentar as dores, até se via o osso.
Voltando para o meu Amparador, pensei que desta já tinha procedido correctamente, na globalidade da situação concreta. Mas mais uma vez, ele me diz que além do trabalhador ferido, quem iria precisar de mais energia, apesar das dores do trabalhador e das nossas por pena, o médico é que precisava de mais ajuda para não falhar.
º
Acordo não tendo rememoração, pois tinha vivido aqueles momentos, algures por aí. Levando o ensinamento mais importante. Perante uma situação de crise, às vezes, não é aquela pessoa que à primeira vista parece a mais necessitada de ajuda, mas sim, a que probabilistícamente será a facilitadora da resolução. Tem que se ser um pouco frio e lidar bem com as emoções do momento e num grupo-crisis procurar a pessoa chave.
Pena é ter falhado por completo na primeira situação ...