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domingo, 17 de abril de 2011

Os gatos e os ratos


Nas últimas décadas; Portugal foi governado por dois partidos políticos, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, doravante designados por PS/D. Estes dois partidos que se conseguiram enraizar na sociedade portuguesa, conseguiram partir o país de maneira gravosa e deixando-o num estado quase comatoso. Os portugueses que beneficiam destes dois partidos, seja nas empresas públicas ou nas autarquias locais, continuam a votar e a influenciar em todas os seus círculos sociais, para que se mantenha este status quo, são milhares... Por via dos ordenados que auferem, que nada têm a ver com a realidade económica e financeira do país, a crise passa-lhes ao lado.
Continuam a entupir o Allgarve, as zonas costeiras do Brasil onde as agências de viagens canalizam toda esta borregada, principalmente Pipa e Porto Galinhas, Cabo Verde, Cancun e Rep. Dominicana, fechados nos resorts, esmagados pelos buffets e bebidas tropicais, onde podem tirar muitas fotografias para o Facebook.

Aos jovens que são iludidos por cursos universitários, que mais não que servem para compensar as tesourarias das faculdades, aos quais compram os suplementos das licenciaturas, os mestrados que muitos deles diga-se em boa verdade, não servem para quase nada.
Pergunta o jovem licenciado em Direito - Onde está o meu gabinete?
Universidades e Politécnicos na Guarda e na Covilhã, mas a realidade dura e crua, é que não há tecido empresarial que absorva todas estas fornadas que saem prontas, tal como, carne para canhão.
O empresariado português, tal como, o resto da população subsídio-dependente, não se habituou a lutar, a procurar suas armas, fica-se pelos direitos, sem ter a percepção que o dinheiro ou as verbas são finitas.
Os governos maioritários de Cavaco, que recebeu fundos da C.E.E. para tudo e alguma coisa, além de serem muito mal geridos, isto na óptica do interesse do país, habituaram mal, parte da economia portuguesa, enquanto o português profissional dos expedientes, encheu os bolsos à conta desses capitais que na sua génese tinham outros fins.

Agora choram o FMI, sem saberem muito bem o que é o FMI. Esta instituição vai ganhar bom dinheiro à custa das incompetentes governâncias portuguesas realizadas pelo o PS/D, os juros são mais baixos, mas o lucro que vamos pagar é bom. É a terceira vez que vêm cá e é preciso explicar, que são os nossos governos que o chamam e contratualizam.
Ainda há poucos meses, Sócrates dizia que a execução orçamental tinha superado as expectativas, mas logo a seguir, apresentou um PEC IV, para corrigir os objectivos orçamentais.
O próprio se contradiz, é mentiroso e interprete de gestão danosa, punível segundo as leis da república portuguesa. Essa com o nome na lama, sem credibilidade externa, com risco elevado de incumprimento e sem honra.

Vêm agora, alguns países do norte da europa, questionar a ajuda financeira a Portugal. Constatam que os gregos fizeram uns Jogos Olímpicos, com investimentos brutais, os portugueses fizeram estádios novos para ganhar pó, compraram submarinos para caçar piratas e os irlandeses por via dos incompetentes gestores bancários comprometeram o país. Não é de somenos importância, que quem cuida das suas finanças públicas com zelo, regras e ética, questione por que há-de emprestar a indigentes crónicos.

Empresas públicas portuguesas com dívidas de milhões, por exemplo, a CP ou o Metro de Lisboa, com administrações ricamente pagas, com hierarquias intermédias, pululadas por um número quase infinito de engenheiradas, com tudo pago, telemóveis e carros de serviço e depois a culpa é dos maquinistas.

Portugal está virado do avesso, onde há muita boa gente que ganha muito bem, não se sabe se têm a consciência da enorme falta de vergonha que têm na cara.
As asneiras, nada têm a ver com boa educação, nem todos estudaram em colégio anglais, tem a ver com a real percepção da actualidade.
E pelo que vemos, isto está do caralho! Somos governados por coninhas da merda, que vendem os nossos parcos recursos a investidores internacionais que se estão a cagar para a população portuguesa.
Os nossos governantes, com capacidade de decisão, não são mais do que uns filhas da puta do caralho, anti-patriotas da merda que vendem o futuro do país a prestações.

Esta é a realidade...

O vídeo em baixo é uma metáfora de Tommy Douglas, pai do sistema de saúde do Canadá. Canadá e Noruega que disputam entre si há alguns anos, o lugar cimeiro do índice de desenvolvimento humano.

O que é que nos está a escapar?



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 9 de abril de 2011

Espectro


O espectro político que sobressai aos olhos das pessoas em geral, se apresenta numa variada gama de tonalidades cinzentas, ou seja, o resultado final é o mesmo, cinzento, com a particularidade dos vários tons, para que se tenha a ideia de escolha, ao contrário dos totalitarismos puros e duros. Assim com uma variada gama de cinzentos as pessoas perdem-se em discussões estéreis, gritam e barafustam, dessa forma, deitam-se mais descansadas, porque optaram pelo cinzento mais escuro ou pelo cinzento mais claro.Têm a consciência que tomaram uma opção, daí sentem-se válidas e ficam com a ilusão de que têm o futuro nas suas mãos.

Ora o que acontece na realidade, é que os futuros destas massas enormes, já estão nas mãos de um "piqueno" grupo de malfeitores, que se acham os maiores, os iluminados e os visionários. O controle de tanta coisa, dá-lhes para pensar assim.
Em Portugal, pululam nas festas do jet-set as filhas legítimas (já as houve ilegítimas, contempladas em códigos civis de outrora), as sobrinhas, as afilhadas e as primas que se distinguem por "piquenas" em vez de pequenas.

Dizer "piqueno" em vez de pequeno, funciona quase como uma espécie de código identificativo.
Portugal, está na mão destes assalariados de topo que representam os tais "piquenos" grupos que mandam efectivamente, em certas zonas do globo, através do financiamento, depois de criarem a necessidade dele. Em semelhança, como os traficantes de droga, primeiro criam o vício e depois de os terem na mão, manobram os seus clientes a seu bel prazer.
Portugal já está viciado, a fraca gestão política, dos nossos governantes das últimas três décadas, sempre com o olho nas próximas eleições, entregaram este país de mão beijada aos grandes galifões internacionais.
Vejam-se os actuais carapaus de corrida, José Sócrates e Passos Coelho a acusarem-se mutuamente de quem é a culpa da vinda do FMI. Em boa verdade, a campanha eleitoral que já estamos a assistir, em grande parte é inútil. Pois a grande massa dos portugueses que por vários factores de ordem, ainda não tomaram consciência do que passa, vão escolher ordeiramente e em filinha indiana o assessor do verdadeiro governo que vamos ter em Portugal. O assessor dos 80 mil milhões de euros.

O real ministério das finanças português, vai passar a ter sede, num quarto de hotel, talvez no Tivoli ou no Ritz, onde se instalará uma equipa do FMI a determinar o que se paga e o que não se paga.
Como nestas coisas, é difícil separar o trigo do joio, o mexilhão é quem vai se lixar.
Estamos entregues à bicharada e ainda por cima impune!

Por isso é sempre de relembrar, que existem vários tipos de espectros, todos eles com as suas complexas minundências; o político, o matemático o físico, o electromagnético e o sonoro.
Mas o espectro biológico, não deixa de ser a nossa matriz existencial.

A vida está organizada em níveis de organização onde as populações são apenas um desses níveis dentro da organização existente no espectro biológico;
* As moléculas orgânicas mais complexas se organizam em organelas vivas.
* As organelas vivas se organizam em células vivas.
* As células vivas se organizam em tecidos vivos.
* Os tecidos vivos se organizam em órgãos vivos.
* Os órgãos vivos se organizam em sistemas de órgãos vivos.
* Os sistemas de órgãos vivos se organizam em organismo vivo.
* Os organismos vivos se organizam em populações vivas.
* As populações vivas se organizam em comunidades vivas.
* As comunidades vivas se organizam num ecossistema vivo.
* Os ecossistemas vivos se organizam num bioma vivo.
* Os biomas vivos se organizam num biócoro vivo.
* Os biócoros vivos se organizam num biociclo vivo.
* Os biociclos vivos se organizam numa biosfera viva.
* As biosferas vivas se organizam num Cosmo vivo.

They are watching you! Pois você é importante para eles. E eles sem nós, não são nada!



Rockwell - Somebody's watching me

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pôr as contas em ordem


Pôr as contas em ordem, é o mantra repetido vezes sem conta pelo governo actual, que ao mesmo tempo deixa transparecer outra questão, se é preciso colocar em ordem as contas do Estado, é porque elas, as contas, estão na desordem.
E quem as pôs em desordem? As contas, que hoje precisam de ser postas em ordem?
Muito provavelmente os governos que têm (des)governado o país, não sendo suposição, a questão é factual.
Ou seja, os governos alternados entre o PS e o PSD, durante décadas puseram as contas em desordem, por isso hoje, é preciso pôr, as ditas contas, em ordem, porque se não estão na dita ordem, é porque estão em desordem.
Por outras palavras, quem teve a incumbência de gerir, as tão afamadas contas? Registo histórico e factual, o PS e o PSD.

Facto real é que Portugal, já está na bancarrota, para quem ainda não tivesse reparado. Para ter uma pequena dimensão do que se passa, só em Dezembro, o Estado teve que se endividar em várias unidades de vários mil de milhões de euros, afim de pagar os subsídios de natal, para que as crianças ainda acreditem no Pai Natal.
Nas últimas semanas, técnicos do BCE e da Comissão Europeia em conjunto com o Ministério das Finanças português, desenharam engenharias financeiras, para pôr as tais contas em ordem.
A realidade é simples, Portugal está muito para lá de endividado, e em primeira instância há que garantir que os credores recebam o dinheiro. Nem que para tal se recorra ao fundo de resgate europeu ou ao FMI.
A ideia de que vêm ajudar, é pura semântica, vêm garantir o retorno do investimento, por outras palavras, vão garantir que os seus financiamentos são pagos, a bem ou a mal.

A manifestação de ontem, que é importante para criar uma consciência colectiva, na pratica tem o mesmo valor, que toda a gente se juntasse e fizesse figas.
Seria, de sobremaneira interessante, verificar nas 200.000 a 300.000 pessoas que "estiveram na luta" em que partidos votaram nas últimas eleições, qual a percentagem dos que se abstiveram e nos que deixaram outros tomar a sua voz.

Numa metáfora de senso-comum, imaginemos uma pequena comunidade que mandata o diabo para gerir "a bucha" durante os próximos quatro anos e ao fim de poucos meses, a maioria da comunidade se queixe que a sua vida é um inferno. É um contra-senso, visto por alguém de fora dirá, mas foram eles que escolheram e agora queixam-se.
Em Portugal, isto ocorre há décadas. O que nos leva a concluir, que este povo é demasiadamente carente de sinapses entre neurónios, de uma maneira geral, pois individualmente, é uma questão de esforço de cada um, aumentar o seu próprio auto-conhecimento.

Por exemplo, as universidades que se transformaram em unidades de negócio e não mais do que meras certificadoras de conhecimento, por via principalmente, através do processo de Bolonha, que formam bachareis, que depois têm de comprar "um" mestrado, não deixa de ser uma forma de duplicar as receitas.
Não se fala a verdade a milhares de jovens que caem no engodo da ilusão de serem alguém. Não lhes é explicado que a maior parte dos cursos, não mais é do que caca ou perca de tempo.
Portugal não tem tecido económico e social para absorver as fornadas que ano após ano saem dos politécnicos e universidades. O país não foi pensado para isso, pelas pessoas que governam, muito menos pelas que votaram para as governarem.

O português, meio bacoco, meio analgésico, grita que se farta, sente-se meio moderno pelo telemóvel que carrega no bolso. Vê no livro de reclamações a justeza dos seus direitos.
Custa dizer, mas é um facto, o povo português é estúpido, estúpido que nem uma porta.
Tenha-se como por exemplo a ASAE, toda a gente gritou contra este organismo do estado, maralha em geral e comunicação social em particular, pois esta última "vende" o que a maralha compra, alicerçada em estudos de opinião, que informam do que o povinho gosta.
Esta gente reclama, berra que se farta! Só que para os assuntos laterais, reclama por estados de alma, porque está a chover ou porque está sol. Certo é que quando a ASAE começou apenas e apenas a aplicar a lei vigente, mil vozes se levantaram contra ela. Foram acusados de excesso de zelo, em Portugal aplicar a lei é um excesso de zelo, para que conste em memória futura.
A ASAE apenas aplicou as leis. As leis é que porventura, estariam erradas. As leis que são elaboradas pelos representantes do povo, eleitos democraticamente, pelo zé povinho.
É como, berrar contra José Sócrates, ou num futuro próximo, contra Passos Coelho, aliás podem berrar até as goelas suportarem e "dessas lutas" tiraram polaroides incrustados no facebook. Na essência, de uma forma respeitosa, vale o que vale... Até os cabelos podem arrancar, que ninguém lhes vai ligar.

Há que focar as energias para a realidade e não as derramar para as questões laterais.
No topo da cadeia alimentar também se luta ferozmente. Em 2007/2008 assistimos aqui em Portugal a uma luta fraticida pelo o poder do maior banco privado português, o BCP. Opus Dei e Maçonaria, sucursais locais de um jogo maior, apesar do que passou para a maralha foi o Joe Berardo com dossiers entre as pernas, este último um joguete, homem do povo, que subiu a pulso na vida, imagem que qualquer descamisado compra.
No topo luta-se, há séculos que é assim, mas têm poder porque existem massas que os alimentam, sem elas não seriam nada. Por exemplo os maçónicos, não seriam mais do pessoas a precisar de tratamento hospitalar, rituais de sangue e afins, convenhamos... não vão ao médico, que não é preciso!
Parecem cães com o nariz molhado!

Votem nos mesmos e depois queixem-se, outra e outra vez ...! Descontando todos os 007's que trabalham para a moenga... D'um lovely day!



Bill Withers - Lovely day

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução !

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quanto pior, melhor


Depois da encenação, depois dos jogos políticos, depois dos interesses partidários salvaguardados, confirma-se o que toda gente sabia sobre qual o desfecho da negociação do OE 2011.
Agora é que era fulcral ele passar, agora é que se decidia o futuro do país, pondo o país a suster a respiração, pois era um assunto de vida ou de morte.
Então o que se passou durante décadas de endividamento galopante, decidido pelas duas gestões PS e PSD?
A questão orçamental de hoje, são estes dois partidos políticos a confirmaram a sua total incompetência governativa. Foram eles que nos trouxeram a este ponto e agora, mais uma vez, são os salvadores da pátria, os que defendem o país de males muitos maiores.
Neste momento têm credibilidade zero.
Já em Abril próximo, vencem-se 18 mil milhões de euros da nossa dívida, que têm de ser pagos. Até ao final de 2011 terão de ser pagos mais de 40 mil milhões de euros.
O país já perdeu grande parte da sua soberania e este orçamento é a pensar nos investidores internacionais que nos vão emprestar dinheiro, a preços cada vez mais caros, inversamente proporcional, à cada vez menor credibilidade dos nossos agentes governativos.
Por cá, já muita gente sabia o que eram estes dois partidos, governam a jusante para os seus amigos e patrocinados a montante pela meia-dúzia de famílias que realmente mandam neste país.
Como é possível haver tantos portugueses que ainda não perceberam isto?
Lá fora, os emprestadores de dinheiro que pagam às agências de rating para avaliar o risco de incumprimento das pseudo-soberanias, sabem muito bem com que linhas se cozem.
Quando fecharem a torneira do crédito, entra o FMI. Será o atestado da incompetência formal das últimas sucessivas governações, principalmente a do PS.
Já cá esteve por duas vezes, em finais de 70 e em meados de 80.
Neste momento, já têm uma equipa na Grécia, instalados num hotel de luxo, pedem relatórios incessantemente, questionam tudo o que se gasta, como os financiamentos são concedidos por tranches é velha questão do burro atrás da cenoura.

O cerne da questão portuguesa é o topo, as referidas famílias que exploram milhares de portugueses até ao tutano, comem a fatia de leão da riqueza gerada por muitos e obtém proveitos brutais do erário público através dos políticos que colocam nas zonas chave da governação.
Parece, que até é uma espécie de vingança do 25 de Abril. Época em que se deram muito mal.
Para esta gente quanto pior, melhor.
Quanto mais adormecido o povo, melhor.
Quanto mais confusão social melhor.
Quase ninguém fala deles, ninguém se manifesta em relação a eles, pois eles tudo controlam e sem correr o risco de levar com um tomate. Têm quem ponha a cabeça no cepo por eles e têm muitos mais que fazem os sacrifícios por eles, o povo.
Quanto pior, melhor.

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 29 de agosto de 2010

Chips nas matrículas


Será que os chips nas matrículas ajudam à resolução, na sua quota parte, dos problemas do país?
À luz da realidade do dia-a-dia e por quem tenha um razoável entendimento do momento presente, obviamente que não.
Numa análise mais lógica, mais ou menos técnica, Portugal ao que "parece" tem neste momento problemas muito mais gravíssimos por resolver.
Portugal figura nos mais variados top tens da desgraça e pobreza de espírito; na desigualdade de distribuição dos rendimentos, no endividamento externo (público e privado), países com maior probabilidade de incumprimento da dívida (segundo a CMA Datavision), na U.E. o quarto no desemprego e no trabalho precário é o campeão europeu.

Passamos agora a ser únicos no mundo da globalização, da competitividade e da tecnologia, ao criarmos o DEM(o), Dispositivo Electrónico de Matrícula. Ou seja, um chip colocado obrigatoriamente em todos os veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos, com o propósito de, ao serem identificados nas portagens, procederem automaticamente ao pagamento da respectiva portagem na via por onde circulam.
O cidadão não tem hipótese de escolha, é obrigado a pagar 23 euros para a instalação do DEM(o), mesmo aquele, que preferiria parar na portagem e ser atendido por um portageiro, função que irá ser suprimida.

A empresa pública, responsável pela fabricação e distribuição do dispositivo, com um enorme encaixe de capital à partida - pelo facto da obrigatoriedade - dá pela designação de SIEV, S.A. - Sistema de Identificação Electrónica de Veículos.
Mais uma empresa que ganha, por obra e graça da fada-madrinha, um negócio caído do céu, sem concorrer a um concurso público e livre de apresentar um caderno de encargos. Tal, nestas bandas, já tinha sucedido com os poderosíssimos computadores Magalhães, fabricados pela empresa J.P. Sá Couto, outrora, em incumprimento fiscal.
No site da SIEV, S.A., existe toda uma panóplia informativa, em como obter o famigerado chip e como pagar. No que concerne à composição dos seus orgãos sociais, bem como, os seus estatutos, zero.
Fica a pergunta, será mesmo uma empresa pública? Ou meio privada? Será um pássaro? Será um avião? Será Superman?
Hoje em dia já não se sabe bem...
Dizem as más línguas, eu não acredito, pois no governo é só gente séria e honesta, que a administração do tal SIEV, são de pessoas do PS (Partido Xuxialista) ou ligadas a ele, pessoas de bem, imagine-se!

Ao mesmo tempo que o P.M. entrega a construção e a gestão de hospitais ao maior grupo privado na área da saúde e em simultâneo elogia o S.N.S., voilá... que dizer.

Por isso e a propósito, volta a figurar neste blog a canção da belíssima Cris Nicolotti - Vai tomar no cú.
Com a profunda sensação, que tanto governo como oposição, face da mesma moeda, adoram tomar no cú.
Há quem diga, e eu não acredito, que até blós-blós a cavalos.
Mas, vamos ser sérios, porque este país é de gente séria, alicerçada em credibilidade e honestidade acima de qualquer suspeita. Temos dos menores índices de condenações de políticos, empresários e banqueiros a comprovar tal facto.

Portanto, resumindo e concluindo, a mensagem central que se tenta passar é a seguinte:
Metam os chips, bem no meio do olho dos vossos cús.
Governantes incompetentes e que não fazem as coisas certas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tudo é relativo


A sério e a brincar. Tudo é relativo.
O tudo, também é passível de interrogatório, de dançar, de bailar, enganar, ludibriar... no fim da linha trair. E ao fim ao cabo, o tudo, também pode sair sem nada.
Seja no risco, na adrenalina ou na contrafacção.
A adrenalina, vicia. E quanto mais vicia, mais se arrisca, faz parte do jogo, do risco.
Essa energia a mais que não controlada resulta quase sempre na vampirização energética. As pessoas sugam-se umas às outras, energeticamente claro. Criam-se dependências inter-pessoais, autênticas bolas de neve, que por vezes, degeneram em avalanches, alguém fica soterrado em queixas, pedidos e desabafos.

Há que relativizar... E menos doenças liquidarão séries existenciais, tanto de forma directa ou indirecta.

E depois temos os políticos papagaios, que falam de tudo, mas tudo sai oco, sem conteúdo, falam só para eles, em discursos vazios; Vitalino Canas, João Tiago Silveira, António Arnaut, Miguel Relvas e etc, etc, etc e etc...
Parecem controlados e re-programados por ET's.
Mas quem é que os ouve? Ou quem os consegue ouvir?
Há que relativizar, sem dúvida... Há que relativizar.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Endividamento mórbido


O actual governo celebrou moderadamente uma ténue retoma da economia, uma inflexão da crise está a decorrer, segundo a sua máquina de propaganda tenta passar.
Ora o que está a ocorrer, é aquilo que na gíria do meio financeiro se denomina "a torneira do crédito" está lentamente a voltar-se a abrir. Muito desse financiamento não passa pelas contas públicas, entrando via banca privada.
Esta crise serviu para destapar a careca de Estados aparentemente desenvolvidos, como por exemplo a Islândia ou a República da Irlanda, Portugal que sempre esteve em crise desde a sua fundação, soma a esta crise, a crise endémica que sempre se viveu por estas bandas.
Este novo fluxo teve o condão de estimular o consumo interno e daí, a aparente retoma. O suposto mérito do governo é igual a zero.
Estas faltas de honestidade política, por parte dos dois partidos de alterne do poder, passam com alguma facilidade no povo português.

Desde os anos 90, Portugal tem vindo paulatinamente a desmantelar a sua capacidade produtiva, com a habitual desculpa das directivas da outrora C.E.E. e actualmente a U.E., quando o que se trata, são acordos mal geridos e daí talvez não, porventura, servir outros interesses que garantam empregos compatíveis com níveis de vida mais faustosos, sem esquecer interesses obscuros de sociedades secretas, que à luz da lucidez, apenas são agrupamentos infantis de graves distúrbios mentais e emoções mal trabalhadas, principalmente o medo, o medo de perder algo adquirido tanto material ou estatutário.

Antes da moeda única, a ferramenta da política do "empurra para frente" era a desvalorização da moeda. Após 2002 foi o endividamento, só que aqui contaminando os particulares.
Nessa altura começaram a aparecer as para-financeiras; Cofidis, Credibom, Credifin, entre outras. Verdadeiros "braços armados" de grandes grupos financeiros.
Num povo com elevados índices de manipulação, da alegria do carro novo e das férias de sonho ao descalabro foi um instante. Agora o frigorífico está estragado e a mobília do quarto da Kátia Vanessa está assim um bocado para o encardido.

Num País onde quem legisla, escolhe. Quem legisla, legaliza crimes. Quem legisla, promove monopólios. Em suma, na área legislativa, Portugal é um campo virtualmente minado.

A par desta evolução meteórica para o fundo, houve uma clara aposta na captação de investimento estrangeiro. Só que esse investimento, era em áreas que recorriam ao uso intensivo de mão-de-obra, onde a robótica ainda não preenche todo o processo produtivo e necessita em alguns pontos no seu processo produtivo da intervenção humana. Pode-se dizer que se reajustou o emprego à qualidade dos recursos humanos e ao I&D luso. Aposta que quem a fez sabia muito bem que seria temporária, pois outros mercados despontariam. Aqui de duas uma, ou pura má fé ou óbvia incapacidade de visão estratégica.
Pois este tipo de empresariado baseia-se única e exclusivamente nos custos de pessoal. São as empresas "sanguessugas", que agora e depois de usufruirem de muitos benefícios estatais, com todo o desplante deslocam-se para países onde esses custos são mais baratos.

Apesar de tudo isto o alterne poder PS/D continua a empurrar com a barriga bem cheia os problemas para a frente. Uns apostam no aumento do endividamento a atingir se não ultrapassar os níveis do absurdo, será mesmo, eticamente criminal. Outros em cortar em tudo e mais alguma coisa.

Quando a aposta nacional, deveria ser naquilo que está certo e mais simples de fazer. Lógica e bom senso na actuação governativa. Compreender os nossos problemas e actuar em conformidade, maximizando todos os nossos recursos a vários níveis.
Mas, ao que parece, isto é qualquer coisa de transcendental para estas cabecinhas pensadoras - o saber fazer as coisas certas.

Resumindo, caracterizando o País, Portugal na sua ilusória modernidade, já veste um fato Armani mas com as cuecas cagadas.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 15 de agosto de 2009

Portugal é um grande caso BPN

Há poucos dias no programa de economia da SIC Notícias apresentado pelo jornalista Gomes Ferreira, o convidado foi Medina Carreira.
Sem papas na língua e descomprometido com os políticos e as políticas, aborda a questão portuguesa. Como fala verdade, pura e dura, é considerado por muitos uma espécie de maluquinho.
Malucos ou parvos, digo eu, serão os nossos governantes que trabalham para si e grande parte do nosso povo que se mantém na ignorância, ignorância consentida, sublinho. Também pouco faz para sair da letargia em que se deixou enredar. Quando tenta, como burricozinho que é, sente-se perdido e acaba por discutir as questões laterais, como se fosse o dono da razão.

Nesta entrevista, Medina Carreira aflora várias temáticas com as quais concordo, por serem as mais lógicas e por serem as coisas certas que deveríamos fazer.
Ilustra muito bem, alguns dos pontos negros e bloqueadores que aprisionam o nosso crescimento enquanto País.
Políticos corruptos, leis feitas por legisladores ladrões, uma horda imensa de penduras do Estado, um sistema judicial a fingir e por aí adiante.
E principalmente uma comunicação social superficial que coloca o enfoque nas questões acessórias, manobrando a opinião pública para aquilo que não é essencial. São os papagaios...

Quando se diz que o nosso País está entregue à bicharada, não é uma simples ladainha, é a realidade.
Portugal esteve sempre em crise. No momento presente ela é orquestrada pelos incompetentes e sinuosos do PS e PSD, que fazem o favor de deixar o nosso País cada vez mais pobre.

Fica em baixo essa entrevista, em cinco vídeos embutidos em role-play. Não só ver, mas, fundamentalmente entender.

terça-feira, 26 de maio de 2009

BPN intermezzo SLN


Oliveira e Costa foi hoje à comissão de inquérito parlamentar sobre um caso mediático do tempo presente, explicar factos passados.
Conheço, e de não somenos, revelar duas pessoas que conheço e que estimo que trabalharam com ele. Um mais, até chefe de divisão no Banco de Portugal, foi.
Eles não podiam crer, nas notícias que em catadupa orgasmizavam-se, nos nossos reconhecidos media, pululavam opiniões, que a meu crer, e parece, que não sabiam o que diziam. Nem irão saber.
De facto, Oliveira e Costa é um homem inteligentíssimo, apanhado numa ratoeira tremenda. Dizia quem trabalhou de perto com ele que lhe custava a acreditar nas notícias que apareciam.
O poder corrompe, e absolutamente...
A questão do Banco Insular é demasiadamente complexa para espartilhar presentemente.
As ímparidades, carecem de explicações técnicas, para se ser 100% justo. De tão ímpares que são.

O passado assobia, e diz-me que quando Oliveira e Costa quando fazia parte da distrital do PSD Aveiro lixou - é o termo técnico - e até a vida pessoal de alguns sociais-democratas na sua ânsia de ambição a algo. Chegou a Secretário de Estado.
Na prisão preventiva leu algumas dezenas de livros, espero, que alguns filosóficos. Poderia ler outros aconselhados por mim.
Independentemente de uma espécie de redenção, por falta de solidariedade de comparsas, o lugar no céu, não está garantido na forma perceptível dos intervenientes.
Há coisas que eu sei que vocêmeces não sabem.
É pior do que vem nos livros. Escusado será dizer que o suicídio é um atalho.

Descontando a gravidade, estas coisas até metem alguma graça, de certa forma, alguma risada.
Dias Loureiro, um dos arautos do Cavaquismo não poderia de deixar de ser lembrando, tal como, Oliveira e Costa fez.
Não esquecendo aquando do tabú do Bolo-Rei, e Fernando Nogueira (poucos se lembram) num comício apresentava Cavaco Silva como candidato presidencial, Cavaco com a sua personalidade da mais javarda e porca desmentiu categoricamente tal candidatura. Desconsiderando Fernando Nogueira, seu braço-direito decano e fiel. Passadas umas semanas apareceu candidato contra Sampaio. Daqui se vê a porca política visão de Cavaco e seu carácter político, solidário e pessoal.

Voltando ao BPN e sua comissão de inquérito, constata-se que não existe capacidade técnica para contrapor a podridão que grassa, qual erva daninha, neste Allgarve Luso.
Quando Hugo Velosa - PSD - (não era a cabeça dele que pensava) questiona e percebendo-se que Oliveira e Costa - mesmo debilitado fisicamente - com relativa facilidade respondia e contrapunha a SIC Notícias cortou o pio da emissão.

Bilderberg? Talvez, ...

Dias Loureiro, que se apresentava como Conselheiro de Estado em Luanda representando uma série de empresas lusas, tipo bar de alterne, quando há meses que o Extrafísico vem denunciando, junte-se o comendador Joaquim Coimbra e outros. Os outros gostam-se de esconder na sombra.

A questão das ATM's e segurança. Outra falácia.
O Ministério Público mordido pela mosca Tsé-tsé que investigue a Papelaco, a Wincor-Nisdorf e a Diebold. Porto-Rico são peanuts.
Os sistemas de segurança caríssimos que só.
Nos anos 80 houve quem negociou sistemas de alarme israelitas que custavam à volta de 70 euros. Era o quadro completo, iluminação, água e intrusão.
Hoje as empresas gastam milhões em coisas que custavam algumas dezenas de euros.

A corja que anda por aí é tremenda. Logo "Irmãos Verdade" e uma enrabadela.
A campanha é negra e o cão também...



Publicado em simultâneo no Alternativas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Incongruências

Portugal é um País cheio de incongruências. Com a capacidade reconhecida de desvirtuar a palavra ILEGAL; onde corrupção é ser-se um grande gestor, à falta de organização existe o desenrascanço, tornear o sistema fiscal é de espertalhão, o crime económico NUNCA dá prisão, a Pedofilia é tolerada pelo nosso MACIO sistema judicial, onde é mais gravoso ultrapassar o risco contínuo numa estrada (aí não perdoam!) do que cometer crimes de sangue, sexuais e económicos.
Grande contributo deu o Partido Socialista com a sua última "mexida" no Código Penal, tornando este canto à beira-mar plantado num paraíso para todo o tipo de banditismo. Eles agradecem e cantam - Governo amigo, estamos contigo!
"Polvilhado" com a induzida falta de meios policiais, na sua desmotivação e temos a receita ideal para o estereonato total e suas variantes.
Se virmos bem, isto acontece em todo o lado, mas em, Portugal assume uma gravidade muito perigosa. Muito bem mascarada pelas telenovelas, pela Operação Triunfo, pelos jornais Record, a Bola e o Jogo, também a revista Caras, VIP e Maria têm a sua quota-parte.
Em quê?
Na Robotização Existencial de um povo sodomizado mentalmente, a quem sub-liminarmente é lhe vedado o livre pensamento, e mais importante, o entendimento.
São baptizados como os Comidos, de lado, por trás, por cima e de joelhos.
Some as infinitas questíunculas familiares, são do piorio entre eles (salvo raras excepções), entre pais e filhos, irmãos e primos. Muitas vezes não se dão, roubam-se e alimentam ódios de morte. Não é por acaso que o jornal "O Crime" ainda perdura. Mas a genética submissa bem presente deste povo de brandos costumes, acaba por volta e meia entregar-se à GNR ou à PSP.
Há uns tempos atrás dizia o Pai ao Filho - Filho perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem!
Assim é à pelo menos 3 décadas e a caminhar meteoricamente para a 4ª, combinado pelo Partido Socialista (que nada tem de socialista) e pelo Partido Social Democrata (que nada tem de social democracia). Fazem acordos para os lugares de empresas públicas, são colegas nos múltiplos actos corruptos, e desta forma, foram e vão continuar a mandar e desmandar neste Portugalito pobre e desdentado, mas honrado. É o PS/D.

Aparece agora Francisco Louçã, o Denunciador de Todos os Males, isto de haver eleições legislativas em 2009 nada tem a ver com a proporcionalidade de sua gritaria. Ele é o verdadeiro Via Verde da demagogia, com a receita da Avó. Pegando em meias-verdades, cozinha-as e depois serve-as cheias de inconsistências, de irresponsabilidades e até de alguma ingenuidade, apesar de ser um homem inteligente e com um percurso académico ímpar. No tema Caixa Geral de Depósitos meteu os pés pelas mãos, mal informado e ansioso de protagonismo falava sem saber do que fala. Saiu de fino.
Isto traz o tema da seriedade e da credibilidade. Têm que se ser muito sério e credível. Ui, ui!
É umas das maiores falácias que existem, na qual, as pessoas acreditam. Sérias ou não!
Vejam a seriedade do Partido Socialista ao lançar Paulo Pedroso a candidato ao município de Almada, quando toda a gente sabe que é um pedófilo de primeira apanha.
Ou Manuel Dias Loureiro, homem seríssimo e de credibilidade intocável, o homem que não mente, apenas não se lembra.
João Rendeiro (este é dos meus preferidos pela sua honestidade), arauto da finança lusa, com livro na banca mais próxima de si - Testemunho de um Banqueiro. Vida e obra de um competente malabarista.
Junte-se o visionário talentoso ministro fétiche da legislatura, Manuel Pinho - o maluco.
Francisco Balsemão, o Javardo, não me vou alongar, pois o post não versa pornografia de série B.
Mas, versando e lembrando o árbitro internacional conhecidíssimo já na dimensão extrafísica ladeado por duas prosti-lux no Gallery, sito na Av. Duque de Loulé. Que noite!
Já me estava a entusiasmar, já estava a imaginar Vale e Azevedo como governador do Banco de Portugal. Isso é que era responsabilidade.

Por isso é um tremendo desperdício gastar todas as energias nos bonecos. Como por exemplo Sócrates (se é paneleiro ou não, não interessa), Santana, Durão ou Cavaco. São apenas intermediários, são alvos de tiro ao boneco.
Não importa a pessoa, mas sim, a cadeira que ocupa e a obediência que serve. Por isso, o grande problema do planeta, são as sociedades secretas, as organizações e instituições de confluência de interesses. Que na maior parte das vezes são contrários aos da Humanidade em geral. Os Sócrates, os Sarkozy's e os Gordon Brown's do mundo ocidental são os rostos, são os canais intermédios, são as inspirações dos murais, das bandeiras e dos vernáculos da populaça. Quando os que realmente mandam e dirigem são os mesmos de há muitos anos, orientando as linhas mestras inspiradoras da governação local. Manobrando seus fantoches de acordo com o superior interesse de suas empresas abocanhadoras de todo o leque produtivo económico.
É o topo da cadeia alimentar da rapinagem. Mestres na sedução de novos pupilos para a perpetuação hierárquica.
Têm processos rituais semelhantes a inocentes criancinhas de bibe, onde na creche entoam cânticos complexos, tais como, giroflé-flé-flá e batem palminhas, muitas palminhas. Carregam semblantes tipo 007 e ar muito inteligente como se entendem-se as verdades fundamentais do Universo.
Não há volta a dar, desestruturando o topo, a mudança grassará e será efectiva. Pois são eles que mandam e dirigem.

E desenham crises. Como a que supostamente real que vivemos. As verdadeiras vítimas as pequenas e médias empresas, completamente asfixiadas. Para mais tarde serem absorvidas pelos gigantes consórcios ou ficarem totalmente dependentes deles.
Esta crise estava a ser preparada há alguns anos, bloqueando a torneira do crédito e cosequentemente o comércio externo, dando lugar e de tapete vermelho à aglutinação concentrado o poder de decisão

Logo, meu (nosso) caro leitor, você é importante, para os relatórios estatísticos da rapinagem. Não embarque atrás de Dons Quixotes e Sanchos Panças.
Pense, questione e coloque tudo em dúvida. Pois existe toda uma máquina gigantesca para o fazer pensar que é feliz.


Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 13 de dezembro de 2008

A suposta falta de produtividade

Que é real, assim ditam os números. Mas na verdade o que é a falta de produtividade portuguesa?Ela é induzida deliberadamente, às vezes até mesmo, sob forma criminosa. Junte-se também alguma incompetência ingénua.
Tem tudo a ver com as decisões da gestão com orientações políticas, mais ou menos, orientadas. Porque mesmo do alto da elite portuguesa e recordo que Portugal é uma filial de outros interesses, como amadores, cometem erros de palmatória. Não é por acaso que Portugal é referenciado no estrangeiro como um país de meia-dúzia de cagaréus que mal sabem ler e escrever. Não sou eu que o digo é a realidade, infelizmente.

Começando pelos serviços públicos, os quais, estão estigmatizados como lentos, incompetentes e excessivamente burocratizados. Isto é uma das maiores falácias que existem.
Foram tornados assim por quem gere, de maneira propositada.
Hoje cada vez mais famílias inscrevem os seus filhos em colégios privados. Na mesma rua o utente/cliente tem à sua disposição o centro de saúde e a clínica privada.
Degradou-se deliberadamente, e só como exemplo, a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde. Empurrando os clientes para determinada matriz.
Se estes tipos de negócio são rentáveis é porque o Estado se imiscuiu da sua tarefa. Se estas novas empresas nascem como cogumelos, é porque o negócio é rentável, só assim sobreviveriam. Quando o Estado, que somos todos nós, cobra coercivamente e antecipadamente o lucro numa lógica de que mais pode mais paga. Porque é que para o Estado não é rentável? É só prejuízo? Porque quem gere estas áreas, não está de boa fé. Mais do que incompetência, são negócios oferecidos.

Existem em todo o lado calões, é um facto. Mas com um sistema de gestão organizado e eficiente, todo o trabalhador pode produzir e contribuir. Por exemplo, outra falácia, o português não gosta de trabalhar. Pergunto quem gosta de trabalhar? Ninguém. As pessoas trabalham porque têm necessidades, está mais que estudado pela sociologia e pela psicologia do trabalho. Se juntarmos o factor de motivação, em que, a riqueza gerada seja distribuida por todos os elementos, as pessoas trabalharão mais e melhor. Isto é uma verdade de clareza meridiana.
O português (pessoalmente abomino estas coisas de nacionalidades) inserido em países com sistemas organizativos mais desenvolvidos é tão eficiente como o local de lá. É tudo uma questão de boa gestão.

Nas empresas em geral, sobe-se não pelo mérito, mas sim, pela sabujice e pelo engraxismo. Ao que já está instalado e que não sabe trabalhar, tem que se rodear de pessoas amén. Com o tempo perde a noção de realidade e emana teorias e principios de actuação sem qualquer aplicabilidade práctica. Quem lhes rodeia e sem coragem de dizer não aceitam e evangelizam os restantes. Como não têm capacidade de decisão refugiam-se em intermináveis reuniões. Adquirindo o pretexto que têm uma vida altamente stressante e cheia de desafios. São a mulher moderna que bebe Actimel e tem uma vida super-ocupada. Coitada, nem sabe o que é a sua essência!

Outro exemplo de produtividade do nosso (des)governo que é benevolente e amigo para alguns sectores económicos foi no início deste ano quando sub-reptíciamente baixou (já sabendo da crise que aí viria) a taxa dos certificados de aforro, em contra-ciclo pois os juros estavam a subir, e logo de seguida os bancos criaram produtos que tinham a senha mágica - Aforro. Foram e continuam a ser milhões e milhões de Euros que saíram do Estado direitinhos para a banca. E foram os portugueses, manipulados por estes seres pensantes, que fizeram o transporte do dinheiro, resgatando as suas parcas poupanças aos balcões dos correios e as entregaram aos bancos.

Mas de que padece este povo? Até parece que está embruxado. Teima em acordar. Mas como acordar, se ele foi feito zombie. Será a molécula do peixe?
Não ele deixou-se, apenas, porque simplesmente não sabe e nem se esforça por saber...



Publicado em simultâneo no blog Cheira-me a Revolução!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A supressão dos direitos e a retirada da capacidade de decisão das pessoas

Assistimos de à poucos anos para cá a uma contracção dos direitos e liberdades das pessoas. O ponto de viragem e representativo como marco histórico dessa mudança foi 9/11 – o atentado ocorrido em Setembro de 2001 nos E.U.A..

Começou logo a sentir-se nos aeroportos através das dificuldades e complicações impostas nas bagagens, o que se pode levar e o que não se pode levar. Em crescendo esta psicose levou a que já não podemos levar uma simples garrafa de água no avião (não vá fabricarmos uma bomba), somos encarados à primeira vista como terroristas. Se desenvolverem as mini-bombs o suficiente para se colocarem nos tacões dos sapatos, com a psicose terrorista reinante teremos de viajar descalços ou pelo menos de chinelos.
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Aqui em Portugal, criou-se uma polícia, junção de várias valências, a ASAE. Numa primeira fase granjeou a simpatia da população, com a apreensão de peixe podre, restaurantes com falta de higiene. Estas operações sempre acompanhadas de camera mens e visionadas em prime-time. - Sim, senhora! Muito bem! - Dizia a populaça.
Só que depois foram esticando a corda e mostrando o seu verdadeiro propósito, a defesa de interesses multinacionais muito bem organizados.
Alguém viu na televisão a ASAE entrar num qualquer McDonald’s? Como exemplo.
A ginginha, a panela de barro, o chouriço não “doam” para campanhas eleitorais.
um 8 ou 80 propositado.
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Desta forma se vai consumando um controlo cada vez mais apertado, sem a maioria se aperceber.
Já pensou, por exemplo – Quantas horas por dia você é filmado? Seja no metro, no centro comercial ou no trabalho?
Tudo claro, por boas causas. A sua protecção. Será?
As sociedades foram-se desenvolvendo numa liberdade aparente. Hoje as pessoas têm mais televisões, mais carros, mais telemóveis em suma toda uma panóplia tecnológica que lhes dá a sensação de liberdade de escolha. Quando na realidade estão presas na ditadura da moda do momento.
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Veja, por exemplo, quando compra um carro a crédito em Portugal, você compra um carro e paga três, mesmo que diluído no tempo. Uma terça parte para a indústria automóvel, outro terço para a financeira e o último terço para o Estado. Se sentisse que o Estado aplicasse de forma correcta e ética o dinheiro, você se sentiria bem. Mas não se sente porquê? Existe qualquer coisa que falha aqui.
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No caso concreto, Portugal, somos governados por um partido único o PS/D à cerca de três décadas. Que por sua vez são governados por sociedades secretas que controlam as grandes empresas chave. Sociedades com os seus rituais de rezas, fardinhas e promessas de amizade. Parece saído de banda-desenhada para crianças, mas, é tristemente real. Ajoelham-se, beijam-se, fazem améns e tem palavras de ordem infantis.

Portugal é uma filial. Até nisso somos pequenitos.

Os políticos sabujos governam, ocupam cargos dourados nessas empresas, depois voltam a governar e depois voltam a ocupar altos cargos. Como o país é pequeno, conhecem-se todos e rodam entre si os lugares ao sol. Enquanto a população vive asfixiada, anestesiada e contente pelas telenovelas, o futebol e o Euromilhões.
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Você ainda acha que decide? Já decidirem por você quantos carros pode comprar, que casa(s) pode comprar, que destinos turísticos você pode escolher, quantos filhos pode ter. E pior você nem lhes conhece a cara. Têm exércitos de sabujos a trabalhar para você, uma espécie de gestor dedicado.
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Ou você acredita em crocodilos gigantes no Burundi? Quando após 12 anos de guerra civil, com milhares de corpos físicos atirados ao rio, serviram de alimento aos referidos répteis e com tão nutritiva refeição, tornaram-se gigantes. Fazendo nascer mais um mito, ou talvez não.
Digo-o sinceramente, acredite naquilo que quiser.
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Mas, existe esperança, qual Euromilhões narcótico. Ouço no dia-a-dia pessoas cada vez mais despertas. Quantos mais despertarem, mais poderão desmontar esta máquina cilíndrica. Até chegar ao ponto em que poderemos cilindrar de vez este sistema de domínio doente.
E só e tão simplesmente, acordar...



Também no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O País das Meias Verdades - Re-Loaded

25 de Abril de 1974, acontece uma Revolução num Portugal fascista e anestesiado social e economicamente. Traumatizado por uma guerra tremendamente injusta, os militares de graduação média, organizam-se e levam a cabo a Revolução que iria derrubar um País adormecido, isolado e de rastos. Militares que já não suportavam – O Estado a que isto chegou. Tendo a sua forma mais expressiva e pura em Salgueiro Maia. A guerra exportava jovens com sonhos de vida e importava estropiados, mutilados e mortos. Também muitas vigarices feitas por oportunistas que aparecem sempre nestas ocasiões.

Após a Revolução dos Cravos, das Canções e das Poesias apareceram os Abutres – políticos profissionais – que se foram apoderando do sistema, patrocinados por estrangeiros que lhes orientavam o caminho a seguir.
Forma-se um novo Partido Único, o PS/D, que governou os destinos deste País nos últimos anos. De meia em meia verdade foram construindo mentiras cada vez mais credíveis aos olhos de uma nação analfabeta e iliterata.


Algumas dessas meias-verdades:
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- Caso Camarate: finais dos anos 70, inícios dos anos 80, algumas facções militares ainda com bastante poder, negoceiam e vendem armas (fora do âmbito do Estado) – despojos da guerra colonial – a países compradores de armamento. Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa quando tentam levantar a ponta do véu são assassinados. Logo se formou uma comissão de inquérito parlamentar que todos os anos se reúne para averiguar a hipótese de atentado. Julgo que deve ser para se entreterem, pois as comissões de inquérito em Portugal só têm um resultado. Zero.

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- Dona Branca: vestuta senhora que mantinha um negócio de mini-créditos herdado de seu marido, negócio esse que já tinha muitos anos e foi bálsamo para muito povo desenrascar necessidades urgentes, as quais, na banca oficial da época eram negadas. Uma operação cirúrgica urgente, uma doença crónica mais onerosa, um arriscar de negócio próprio. Créditos realizados através de remuneração a condizer nos depósitos. Sistema que funcionava numa base sólida de muito tempo. Até aparecerem os galifões do capitalismo selvagem que ali viram um álibi. Injectaram somas enormes de dinheiro que com o tempo desestabilizaram um negócio familiar e de contabilidade manual. O escândalo consequente foi o mote para a “necessidade” de privatizar a banca. Com o resultado que todos vemos hoje. Morreu abandonada, com o sistema nervoso completamente desestruturado. Foi uma vítima do neo-liberalismo selvagem e insano.
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- Caso Costa-Freire: o bode expiatório do caso da contaminação com o vírus da SIDA a hemofílicos. Morreram 23 pessoas. A Leonor Beleza ministra da saúde de então não foi apurada nenhuma responsabilidade tendo o caso sido declarado prescrito pelo Tribunal Constitucional em 2002 pelo processo levantado pelos familiares das vítimas. A cúpula do governo da altura atira Costa Freire para a fogueira e assim estanca outros possíveis danos colaterais. Queimando apenas um dos responsáveis.

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- CEE: de tão mal negociado pelos nossos políticos do partido único PS/D, nasce o descontentamento e a hipótese de saída. Hoje União Europeia. Não é a União que está mal, mas sim, os nossos políticos incompetentes e subservientes a tudo o que é estrangeiro.
Os políticos do Centrão – com pendor de direita - dessa Europa, preparam-se para em breve homologar para que a semana de trabalho chegue às 78 horas, as pessoas indocumentadas poderão ser colocadas em detenção durante 18 meses antes de ser expulsas (imigrantes), em determinadas regiões, a polícia vai ser autorizada a manter pessoas detidas sem culpa formada durante 42 dias, os serviços secretos poderão obter autorização para esquadrinhar o correio electrónico sem mandado judicial. Portanto vejam só o que está na calha.
O problema não é a União mas, os políticos profissionais que se sentam nas cadeiras do poder.
O desígnio da Humanidade será, e não existe outro caminho, a abolição de fronteiras entre os povos. E nunca o contrário. Veja-se os países nórdicos que não embarcaram nas ilusões da moeda única. Unificar, abolir fronteiras mas sem excessos fanáticos.

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Empresas Públicas: a gestão das empresas públicas, não pode ficar a cargo de mercenários, que prejudicam deliberadamente e absorvem informações, para depois, irem beneficiar empresas privadas concorrentes no mesmo sector. Ou pior, tutelarem ministérios de determinadas áreas económicas para depois após uns anos se juntarem a empresas privadas do sector anteriormente tuteladas. Veja-se Jorge Coelho na Mota-Engil e o BPN nacionalizado.

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Casa Pia: o mais recente. A prova de toda a decadência do nosso sistema judicial. Justificou por si só a alteração ao Código do Processo Penal. Como o processo ainda ocorre na eternidade na mesma será comentado. O sistema é assim, os políticos eleitos por uma população altamente influenciável, legislam leis de acordo do seu interesse. Os juízes manietados têm que aplicar as leis em vigor. Faltam tantas outras meias-verdades que desbastaram o nosso erário público, ou melhor, todos nós pagamos isto. Agora são pedidos esforços aos portugueses. Parece mentira! Não, é a realidade das Meias-Verdades. De um País que se conforma, herdeira de uma genética “orgulhosamente sós”, lápis azul e de falsas credibilidades.


A Revolução terá de ser em primeiro lugar nas mentalidades. No crescimento da massa crítica como forma de pressão do poder político.

Não existem sistemas perfeitos, mas, o mais próximo será uma verdadeira Esquerda Social, com um Estado interventivo e garante dos direitos dos cidadãos. Tendencialmente para os países nórdicos: Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca.
Uma efectiva cobrança de impostos aplicada na justiça social, saúde e em matérias sociais de defesa da dignidade do indivíduo.

Um movimento político que no poder chamaria civis para tutelaram as diversas pastas de governação. Pessoas que saibam trabalhar, que tenham a noção da realidade do dia-a-dia. Profissionais de áreas técnicas e científicas sob uma orientação política de cariz social, humanista e justa.

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Publicado no "Cheira-me a Revolução!" a 26 de Setembro de 2008, com comentários de bloggers de superior qualidade, veja aqui. Aqui para completar o ramalhete.

Deixo uma nota em vídeo musical, em tom solene. Para os nossos (des)governantes.




Ti faccio una croce, sono benedetto con l'acqua santa. Mai più.