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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O olho do cú


Um portal para o inferno, com os seus ventos e marés, decerto pode ser coisa certa. Nas "Evas" de quatro em forma de coraçãozinho a ganhar teias de aranha, é um pecado.
Na verdade é um portal para outras dimensões. Por exemplo, quando os primeiros ministros anunciam mais medidas de novas dificuldades, as pessoas sempre as podem mandar de volta para o meio de seus olhos de cús. Mete o IVA bem no meio do teu olho do cú, é o que se apraz de dizer.
Na verdade, parte da elite política é sexualmente disfuncional, tal como, mentalmente psicótica, por isso, estes bitaites que se atiram, são apenas, doces, pois alguns são muito gulosos e gostam muito, não de ver com o olho, mas de levar nele e com toda a força possível.

Há uns anos, alguém me dizia, que uma pessoa não é cega, sempre vê com o olho do cú, além do terceiro olho, o chakra frontal ou o olho psíquico, o olho do cú tem muito a dizer, principalmente, se tiver com gás.

O olho do cú, na filosofia da beleza, no que isso significa, pode ser revestida de belos peidolins, peidolas e rabiolas, conforme o grau de romance embutido na questão.

Resistir, é sempre uma tentação de 2+1=3, derivado ao facto de não existir fórmula matemática, que racionalize um belo olhito do cú, nomeadamente, se nos pisca, como nos chamando, numa espécie de chama, uma espécie de vem cá.

Já se diziam em latim muito, muito antigo: "En kum olhus de rabiolis muchos gusta in friccius regus anales de caralhuns".
E quando assim é, Kinder és bueno.

Em boa verdade, o olho do cú, está, morfologicamente feito para cagar, facto insofismável. Tal como esta crise, que é uma verdadeira crise do olho do cú, mesmo se pode dizer do cúzinho, pois só se vêem merdas. E cada vez da mais grossa e mal-cheirosa, mas as pessoas gostam.
É que se chama de merdum global, no fundo, tudo isto é uma grande merda globalizada e todos comem dela.

Já dizia, o saudoso arquitecto, todo lá dentro, com o seu creme "escorrega tudo" numa mão e com a outra dava uma palmadinhas - Ui ca bom!

Devagar, devagarzinho vão arrombando, estas gentes que em vez de se revoltarem, vão se torcendo para caber ainda mais. Será que quando sair pela garganta, se engasgam?
Uma questão com pouca gracia, mas com muita pertinácia.

domingo, 29 de agosto de 2010

Chips nas matrículas


Será que os chips nas matrículas ajudam à resolução, na sua quota parte, dos problemas do país?
À luz da realidade do dia-a-dia e por quem tenha um razoável entendimento do momento presente, obviamente que não.
Numa análise mais lógica, mais ou menos técnica, Portugal ao que "parece" tem neste momento problemas muito mais gravíssimos por resolver.
Portugal figura nos mais variados top tens da desgraça e pobreza de espírito; na desigualdade de distribuição dos rendimentos, no endividamento externo (público e privado), países com maior probabilidade de incumprimento da dívida (segundo a CMA Datavision), na U.E. o quarto no desemprego e no trabalho precário é o campeão europeu.

Passamos agora a ser únicos no mundo da globalização, da competitividade e da tecnologia, ao criarmos o DEM(o), Dispositivo Electrónico de Matrícula. Ou seja, um chip colocado obrigatoriamente em todos os veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos, com o propósito de, ao serem identificados nas portagens, procederem automaticamente ao pagamento da respectiva portagem na via por onde circulam.
O cidadão não tem hipótese de escolha, é obrigado a pagar 23 euros para a instalação do DEM(o), mesmo aquele, que preferiria parar na portagem e ser atendido por um portageiro, função que irá ser suprimida.

A empresa pública, responsável pela fabricação e distribuição do dispositivo, com um enorme encaixe de capital à partida - pelo facto da obrigatoriedade - dá pela designação de SIEV, S.A. - Sistema de Identificação Electrónica de Veículos.
Mais uma empresa que ganha, por obra e graça da fada-madrinha, um negócio caído do céu, sem concorrer a um concurso público e livre de apresentar um caderno de encargos. Tal, nestas bandas, já tinha sucedido com os poderosíssimos computadores Magalhães, fabricados pela empresa J.P. Sá Couto, outrora, em incumprimento fiscal.
No site da SIEV, S.A., existe toda uma panóplia informativa, em como obter o famigerado chip e como pagar. No que concerne à composição dos seus orgãos sociais, bem como, os seus estatutos, zero.
Fica a pergunta, será mesmo uma empresa pública? Ou meio privada? Será um pássaro? Será um avião? Será Superman?
Hoje em dia já não se sabe bem...
Dizem as más línguas, eu não acredito, pois no governo é só gente séria e honesta, que a administração do tal SIEV, são de pessoas do PS (Partido Xuxialista) ou ligadas a ele, pessoas de bem, imagine-se!

Ao mesmo tempo que o P.M. entrega a construção e a gestão de hospitais ao maior grupo privado na área da saúde e em simultâneo elogia o S.N.S., voilá... que dizer.

Por isso e a propósito, volta a figurar neste blog a canção da belíssima Cris Nicolotti - Vai tomar no cú.
Com a profunda sensação, que tanto governo como oposição, face da mesma moeda, adoram tomar no cú.
Há quem diga, e eu não acredito, que até blós-blós a cavalos.
Mas, vamos ser sérios, porque este país é de gente séria, alicerçada em credibilidade e honestidade acima de qualquer suspeita. Temos dos menores índices de condenações de políticos, empresários e banqueiros a comprovar tal facto.

Portanto, resumindo e concluindo, a mensagem central que se tenta passar é a seguinte:
Metam os chips, bem no meio do olho dos vossos cús.
Governantes incompetentes e que não fazem as coisas certas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Tribunal de Contas, afinal para que serve?

Todos os anos deparamo-nos e várias vezes ao ano com os vestutos relatórios do Tribunal de Contas. Ou são partidos políticos que ultrapassaram em muito seus orçamentos legalmente estipulados por leis da república, são obras estatais que derraparam seu custo final em mais do dobro orçamentado ou como o mais recente aviso, gestores públicos que escangalham recursos financeiros do Estado como bem lhes apetece. Não são só as multas, as contra-ordenações e as jantaradas em restaurantes de luxo. São também os serviços de prostituição, os nigerian que lhes aconchegam le rabiosque e nos quais gastam rios de dinheiro em chamadas para Tóquio. É o meu caro leitor que paga esses devaneios de quem lhe (des)governa há várias décadas. E quando a coisa não deriva para crianças. Normalmente as mais desprotegidas, as que habitam instituições de cariz social, as que não têm mãe nem pai que as reclame. Filhos do pior que as sociedades produzem.

Neste País com genética fortemente submissa inculcada por quem domina e de fraca inteligência reaccional, salvo honrosas excepções, a cura põe-se num patamar quase inatingível.
Nos dias de hoje, existem centenas de concelhos em que a Câmara Municipal é o maior empregador local. De geração em geração passa-se uma mentalidade podre. É o jardineiro, filho, pai, primo e cunhado. É a secretária, o motorista e o porteiro. Perde-se a noção da correcção e cultiva-se a ciência do compadrio.
Seguem os exemplos de Fátima Felgueiras, Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Avelino Ferreira Torres entre outros.
Argumentam - Eles fazem obra!
Respondo - Obras de merda...
Um primeiro-ministro que com inúmeras ginásticas linguísticas prova que é licenciado e agora no caso Freeport, lateraliza.
Surge agora um inglês que afirma às autoridades do seu País que corrompeu o ministro do ambiente e como processou os pagamentos. De duas uma, alguém está a mentir.

Assuma-se de uma vez por todas, que o Tribunal de Contas, não é Tribunal, apenas uma entidade estatal que emana relatórios da actividade comercial do Estado e actos de gestão dos passageiros de lugares públicos.
Em tempos idos, o meu professor de Finanças Públicas, assessor do então presidente desse colectivo, Sousa Franco. Ensinava-nos nas aulas como se desenrolava o tráfico de droga na Europa Comunitária. As praias de desembarque, os camiões TIR que a transportavam, os navios que passavam por baixo da ponte Sobre-o-Tejo carregadínhos de droga, alguns até com mulheres, como era feita a contabilização por via de empresas fantasmas e por aí adiante.
Eles sabem, a polícia sabe, o ministério público sabe e o exército sabe. Num País pequeno tudo se sabe, os meios e as leis é que os manietam.


terça-feira, 24 de junho de 2008

Brazonaria

Já tinha trazido este conceito para o blog, "Os Brazonados" (clica aqui para reler) .
Em resumo é uma mistura de; novos-ricos, trepadores sociais, classe emergente e arrogantezinhos de merda. Os que têm a mania de terem Brazão. Este tipo de raça (volta a estar na moda a raça) trespassa todas as classes sociais e áreas da economia. Pois o que a determina é um certo tipo de mentalidade humana mesquinha.
O outro ponto de vista que trago hoje, é esta classe no mundo do trabalho, ou melhor, no mundo do emprego.
Quando colocados em níveis inferiores reconhecem-se logo, são: os sabujos e os bufos. Andam sempre de um lado para o outro e dão uma falsa ideia de dinamismo, mas, o seu dia de trabalho espremido é quase igual a zero.
Agora, a coisa torna-se perigosa, quando, lhes atribuem cargos de chefia ou políticos. Ai é que a porca torce o rabo ! Um dos grandes problemas das nossas sociedades são os cargos intermédios. Quando esta Brazonada atinge um cargo de chefia, seja em; serviços públicos, hospitais, empresas privadas, escolas, etc. O respectivo serviço fica bloqueado, pois, não sabem trabalhar - apesar de precisarem de quem saiba -, têm medo de tomar decisões e normalmente fazem-se rodear de outros iguais, ou seja, mais sabujice e mais bufaria. Vão-se premiando uns aos outros, numa lógica de amén e vénias.
No dia-a-dia este tipo de gente é aquela que reclama por tudo e por nada. Entram numa loja e reclamam logo da funcionária por acharem que determinado produto deveria ter a cor de burro a fugir, pondo em causa o trabalho da mesma. Não têm pena e são mal educados.
São os que entregam os filhos na escola e se os petizes não aprendem ou se têm más notas a culpa, claro está, é do professor. Se tiverem uma empregada aos seus serviços, desgraçada da rapariga. É a geração dos direitos no limite do absurdo. Só vêm os seus direitos esquecendo-se os dos outros. São os grandes fomentadores da corrupção.
Esta canalha que mina o nosso País tem que ser denunciada e combatida. Quando confrontados com determinação e força, atrofiam-se, porque, regra geral são cobardes na sua essência.
Deixo aqui um vídeo que está a fazer muito sucesso em terras de Vera Cruz (que também tem muito desta brazonaria). A música é dedicada a este tipo de gentalha, com todo o meu amor e carinho.