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sábado, 8 de maio de 2010

David Icke em Lisboa


David Icke, um dos mais controversos pensadores da actualidade, vai estar presente em Lisboa em Outubro deste ano.
É um dos mais incoerentes coerentes escritores da nossa era.
Apresenta as suas ideias de forma lógica e simples, a sua verdade relativa das coisas. A verdade é sempre relativa.
Também o mais descredibilizado pelo o sistema que o governa, que o manipula e aquele que lhe traça, digamos assim, o seu destino.
Sem esquecer que a Religião, a Ciência e a Política, têm os seus próprios afunilamentos de pensamento, uma certa forma de padronização, que aparentemente não é percebida.

Pode consultar mais no site que organiza o evento, Lux Citania, ou também no site oficial de David Icke.
Questione sempre, liberte-se das suas amarras conscienciais, seja livre, pelo menos no pensamento.

Voltarei a este tema...

domingo, 21 de março de 2010

Agências de rating


São agências de notação de risco, ou seja, são contratadas pelas instituições financeiras para avaliarem o risco de outra empresa, país ou município acerca de sua capacidade de amortização de dívida. Estabelecendo dessa forma o spread a aplicar no financiamento.
Ou seja, apesar da euribor, a taxa de referência na europa, determinada pela taxa média dos 57 maiores bancos europeus, o spread a aplicar aos financiamentos têm em conta as notações dadas por estas agências classificadoras de avaliação de risco.
As principais são: Fitch Ratings, Moody's e a Standard & Poor's.

A grande questão é que um país não é uma empresa. Um país em teoria não vai à falência, mesmo que nas suas contas do deve e haver sejam desequilibradas, existem mecanismos de alguma complexidade que não permitem uma espécie de liquidação, como de uma empresa se tratasse.
Logo calcular ratings a estados-nações não tem muito sentido.
Por princípio está errado, no mercado concorrencial e aberto em que vivemos, esta pratica é brutalmente descriminatória. Por exemplo uma empresa que dê lucros e bem gerida, que cumpre a tempo e horas as suas obrigações a trabalhadores, fornecedores e ao estado onde tem a sua sede social, pode ter o azar de o seu estado estar com uma notação de risco baixa e daí pagar mais caro pelo seu financiamento. Ao invés de outras empresas, que podem até ser mal geridas, mas por terem residência num país com melhor classificação de risco, acederem a crédito mais barato.

Estas agências na europa colocaram um rótulo à franja de países com potencial mais incumpridor.
PIGS, designação em inglês para; Portugal, Ireland, Greece and Spain. Estes países são colocados no mesmo saco. E o agravamento das condições de um colam directamente aos outros.
Sendo a Grécia o pior, e com uma dívida pública monstruosa, à sua escala bem entendido, não se coibiu de realizar em 2004 os Jogos Olímpicos - Atenas 2004. Mais, desde dos anos 80 a Goldman Sachs (grande instituição financeira norte-americana) "ajudou" os sucessivos governos gregos a mascarar a sua dívida pública com o recurso a engenharias financeiras complexas.

Os governos destes países elaboram PEC's (verdadeiros pack's dos horrores) muito contorcidos para agradar a estas agências, indo buscar recursos às partes mais fáceis e mais fracas.
Primeiro nas áreas sociais e depois descriminalizando fiscalmente os que podem fugir às contribuições.
No caso português, o governo elaborou um PEC que para tal contratou uma empresa de consultoria privada. O PEC foi desenhado em primeira instância para as agências de rating, depois em segunda instância para os portugueses e para estes últimos fortemente penalizador.
Não há dinheiro e há que poupar! Diz o governo.
Há que gerir criteriosamente os recursos financeiros!
Diz este governo que gastou cerca de 600 milhões de euros em consultorias privadas. Ou mil milhões de euros nos governos PSD/CDS na construção de dois submarinos, que estão quase prontos a sair dos estaleiros alemães para estudarem a vida marítima dos golfinhos e baleias da costa portuguesa.
Há que conter os subsídios de desemprego, mas ao mesmo tempo, pagam-se dos melhores ordenados a nível europeu, aos gestores das empresas públicas, mesmo que mal geridas, mesmo que sob a alçada da justiça.

Em resumo e como resultado das notações destas agências o crédito fica mais caro e como os bancos não são instituições de caridade, transportam esse encarecimento para a economia.
Tendo os PIGS que viver com estes verdadeiros terramotos.
Sem esquecer a fiabilidade destas agências e como exemplo no ano passado a Standard & Poor's após ter classificado a Islândia com o rating mais elevado AAA+, dois dias depois o governo islandês anuncia ao mundo a sua falência.
Falta aos jovenzinhos dessas agências, o estudo de sociologia, filosofia e política, nos seus brilhantes currículos académicos.

Por isso e com todo o respeito, seriedade e credibilidade, é lhes dedicado este vídeo musical.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Against All Odds


Muito provavelmente ontem devo ter dado uma porrada muito forte no pé esquerdo sem ter reparado. Pois no final da tarde de ontem e durante o dia de hoje, sentia uma forte dor no dedo pequenino do pé esquerdo. Cheguei mesmo a coxear.
Algures entre ontem e hoje, pensei, focalizei e mentalmente previ a cura, assim coisa tipo um décimo de segundo. Apesar de ainda estar um pouco vermelhito já está bom. De facto a mente controla o corpo.

Tudo é possível!

Reforça a ideia, no dia usual, daqueles que ninguém liga, o Universo alinhou tremendas energias um pouco em conluio comigo. E contra todas as probabilidades, o dia de hoje, foi um chuveiro de coisas boas.
Estas questões, do bom e do mal, entram no campo da subjectividade. E logo são uma questão de interpretação e relativização de situações do arco-da-velha.
O Universo esteve todo alinhado comigo, permitam-me o egoísmo e as trapaças do ego, mas foi.
Temos a nossa quota-parte de responsabilidade. Pois nós somos o Universo e ele é composto pelas nossas minúsculas somas. Somos todos um. Incluo, o meu caro leitor.
Você é importante, mesmo que não se ache. O facto de você existir comprova a sua importância.
E nunca se esqueça, após dias maus, vem a bonança. A probabilidade tendencialmente equilibra-se. São coisas que eu sei.

Há dias que se arrebata.

Poderia deixar aqui uma quantas charadas. Acredite não existem regras e normas pré-estabelecidas, mesmo que você esteja preso a um qualquer tipo de grupo, qual, coleira consciencial que domina a sua vida e agenda também.
Liberdade é difícil. Muito difícil...
Hoje foi hoje, amanhã serão mais 350 milhões de probabilidades de algo acontecer. Não importa a classificação dos bichos humanos que será bom ou mau. Eu tenho os meus critérios e ajusto-os todos os dias conforme a minha capacidade de entendimento.

E você é livre?
Seja sincero...

E os erros que cometemos em tempos que achava-mos que estávamos certos?
Questões que analisaremos mais tarde e a fuga é um adiamento que já está marcado numa agenda.

E, mesmo assim, contra todas as probabilidades...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Os intermediários

São os que governam democraticamente nações e fazem cantar hinos. Publicitários e extremamente ambiciosos de carreira manipulam a esperança das massas ansiosas por uma vida melhor.
São os alvos das manifestações, dos desenhos nas paredes e dos vernáculos. Ou de cantarolices que rimam com o intermediário de momento. Tal e qual como um tampão estanque de fúria reivindicativa. São as válvulas de pressão do sistema.
Os inter-mezzo (os arautos da governância) de época como a experiência, em boa hora, realizada por cientistas em chimpanzés já não sabem por que é que têm de bater à paulada o semelhante mais arrojado que sobe na escada para comer a banana. Apenas sabem que têm de vergastar quem tenha tal arrojo. É a disseminação de uma mentalidade dominante, pois só alguns receberam as directivas a seguir.
Numa sociedade de modelos, George Soros ou Vernon Jordan entre outros, poucos e alguns não lhes conhecemos a cara nem o nome. São os modelos a seguirem pelos running-boys que enchem as praças financeiras globais e que jogam o preço do café numa espécie de roleta russa que o agricultor américo-latino não entende tal matemática instântanea do produto que lhe ocupou meses de dura labuta.
Nessas praças misturam-se entre os running-boys, os agentes da destabilização. Os preços são manipulados e isto é dos livros.
Nos tais mercados livres, que há muito tempo se sabia que não eram livres. Países e empresas ficaram reféns de jogos especulativos, cambistas também. Em estocadas muito bem delineadas.

Tal como esta crise em que vivemos. Foi preparada, não tenham dúvidas. Depois da jogada inicial, previram várias hipóteses para o jogo do meio, mas parece-me, que os finais não estão ainda bem alinhavados. Aguardam serenamente como o jogo do meio se desenrola. Pois o jogo é dinâmico.

Crise que em traços muitos largos, sem contorno ainda definido, comparável apenas à dos finais do séc. XIX aquando da Revolução Industrial como mudança de paradigma organizacional da sociedade. A de 1929 foi uma primeira abordagem de que este sistema não era exequível.
Começou no sector financeiro, mais propriamente, no mercado do subprime norte-americano, onde bancos concediam empréstimos hipotecários (crédito habitação) de risco elevado e dos quais os running-boys criaram fundos financeiros vendidos (os tais produtos tóxicos) aos investidores em geral, mas principalmente, aos institucionais. Como a China e Índia que produziam colossais excedentes monetários com a sua imensa mão-de-obra escrava logo após de terem entrado na O.M.C., juntando-se também os países produtores de petróleo que beneficiaram de uma nunca vista subida recente (uma grande coincidência!) do preço do barril de petróleo.
Neste sistema só havia uma economia capaz de absorver tais gigantescos recursos e de lhes dar valor. A norte-americana.
Com o caudal de dinheiro a entrar os running-boys dos bancos começaram a emprestar à maluca. Sem garantias, sem IRS's e sobrevalorizando os imóveis na ilusão de que era sempre a subir.
Até que a bomba estoirou bem no seio da capital deste sistema. Nos Estados Unidos da América. Pois parece que se os devedores não conseguirem pagar os seus créditos, os bancos vão à falência. E a falência bancária traz o pânico e consigo a falta de confiança. Mais rápida que a velocidade da luz. Instalou-se.
Os bancos não confiam nos outros bancos. Não confiam nos clientes e estes por sua vez não confiam nos bancos. Cai abruptamente o crédito e como consequência a liquidez quase que desaparece. Por arrasto caem que nem tordos os banqueiros "carecas" que viviam numa espécie de rolmã financeira. Viviam de financiamentos da banca de retalho e a entrada de novos clientes para cobrir os antigos, quando a torneira do crédito fechou, asfixiaram rapidamente, ficaram sinalizados.
Os antigos dizem que a uma crise deste tipo será necessário grandes recursos de capital para recuperar. E pelo o dobro, para pagar a mossa e outra para a normalização. É que os Estados com o dinheiro do povo andam a fazer, quais enfermeiros a injectarem doses cavalares do que pensam ser o remédio. Só que a confiança não se recupera em fórmulas instantâneas. E a crise passou para a economia. As empresas não conseguem financiamento como dantes. Os bancos não arriscam com medo da insolvência e do incumprimento. As empresas fecham e a crise degenerará para uma crise social de destino imprevisível totalmente incerto.
A corda foi esticada a tal ponto que hoje mesmo afrouxando já não se sabe se ela rebentará. São tantos os imponderáveis!

Aqui entram os intermediários, um novo patamar. A manipulação da fé, não numa assumpção religiosa, mas como valor intrínsico do Ser Humano. Bem não onerado, mas fruto da sua consciência como Ser, tal como os seus ossos e sangue.
Seria uma grande coincidência, bem no meio no olho do furacão, os United States terem elegido democraticamente o primeiro líder negro da história recente dos U.S.A.. E logo, uma verdadeira Hollywood Star, bem falante, boa colocação de voz, dicção brilhante e o ênfase certo em palavras chave. Na foto oficial do último G20 figura lá o plantel actual.
Mas aos Kissinger's deste planeta tenho que reconhecer que a operação Obama é genial. Nem eu faria melhor. Até traz uma mensagem de esperança!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Panda Kung Fu

É um dos melhores filmes de animação que vi nos últimos tempos.
A mensagem subjacente é tão simples e clara. Mas, mesmo com bonecos e desenhos, julgo que, a maioria não entende ou não quer entender. Está tudo no pergaminho do Dragão Guerreiro, é só uma questão de interpretação.
As verdades relativas vêm de onde menos se espera.