Há poucos dias, uma grande celeuma se levantou após a publicação de um post no blog Casa das Aranhas acerca da Maçonaria. Celeuma essa extrapolada, devido ao facto, que num dos primeiros comentários alguém publicou a lista dos membros do GOL - Grande Oriente Lusitano - de A a M. De referir que o post em causa - muito interessante - já se alonga em mais de mil e tal comentários, maior parte deles, injúrias e ofensas, dentre virgens ofendidas e do melhor e/ou pior vernáculo luso sem correcção ortográfica.
Com grande espanto meu, no meio das centenas, encontro um comentário, mais do que certeiro, mais do que sintético e assertivo, resume de uma penada o país em que vivemos, pós 25 de Abril de 1974. Assinado por um Virgílio Lopes, ele escreve e muito bem;
Apelo a que, serenamente, se foquem no problema REAL.
A História de Portugal e do Mundo está cheia de maçons ilustres, grandes humanistas, defensores da liberdade, da democracia e de uma maior justiça social. ISSO É UMA VERDADE INDESMENTÍVEL !
O problema REAL (e apenas estou interessado em falar no meu País) é que após o 25 de Abril nasceu uma NOVA “maçonaria” que não é mais do que uma MÁFIA representativa do pior que há nos partidos chamados do “arco do poder” e designadamente do CENTRÃO ou Bloco Central de Interesses.
A esmagadora maioria dos NOVOS “maçons”, verdadeira MÁFIA, listados ou não, são gente militante ou afecta ao PS e ao PSD. Sem prejuízo dos muitos socialistas e sociais-democratas convictos e sérios que pertencem a esses dois partidos.
Mas falta falar do OPUS DEI. Outro POLVO secreto infestado de comparsas, sobretudo “beatos falsos”, daqueloutros da NOVA “maçonaria”. Convictos, haverá lá uns tantos, poucos, de que é exemplo mais mediático o Dr. Mota Amaral.
Por tudo isto, repito, foquemo-nos no problema EFECTIVO, REAL – a maioria esmagadora destes novos “pedreiros livres” e “beatos falsos” são, na realidade, a COSA NOSTRA PORTUGUESA.
Uma corja de “criminosos de colarinho branco e botões de punho” que andam há anos a SACAR e a VENDER A PATACO a riqueza do País.
E como é que nos vamos ver livres deles, infiltrados que estão, “como piolho por costura”, em todos os ÓRGÃOS DE SOBERANIA do Estado Português ?
Eles dominam tudo:
Presidência da República
Assembleia da República
Governo e Ministérios
Tribunais Superiores e todos os restantes
Polícias e Forças de Segurança
Aparelho económico
O PAÍS !!!!
Eu diria todo o mundo ocidental vestido no politicamente correcto, ou seja, a hipocrisia geral sustentada na iliteracia global das sociedades, grosso modo, nos campos; políticos, económico/financeiros, culturais e sociais.
De referir que independentemente das missões filantrópicas e religiosas, da Maçonaria e da Opus Dei, não se pode esquecer o facto real, de que são espaços propícios para facilitar canais de ligações entre políticos, actores da alta economia e finança, bem como altos funcionários nas áreas da justiça.
E quando assim é ...
Enquanto, seria para ontem, parar já, a actual filosofia política, que não é menos do que, empurrar para a frente, navegação à vista e sem rumo, o governo actual de Portugal está perdido, por entre galifões sequiosos de dinheiro fresco, quais vampiros e o zé povinho em suas múltiplas catarses hipnóticas.
De facto, os astros, não estão com esta equipa governativa, que há uns meses se lançou por um périplo no norte de áfrica e médio oriente em busca de financiadores para a dívida nacional e compradores de produtos provindos da "inteligentsia" lusa. Não que o azar seja sempre fortuito, mas, despontou no mundo árabe revoltas, que põem em causa, horas e horas de investimento exportador e tremendas dores de cabeça pela enorme dependência do país em petróleo e gás natural oriundos daquelas zonas do planeta.
Enquanto o mal maior é a inacção, ou seja, continuar neste vazio decisório de endividar-se cada vez mais e a preços cada vez mais incomportáveis, todo um mundo à sua volta descamba e além de não lhe dar grande importância ao país, não lhe dá crédito, em variadíssimos sentidos. Os clusters económicos; turismo e galos de barcelos, já estão quase esgotados. Fica mais fácil, torcionar um povinho, cada vez mais pobrete mas alegrete, reduzindo-lhe o rendimento e hipotecando as suas gerações futuras em engenharias financeiras que não irão compreender no curto prazo. Apesar de ser um povo engraçado e mesmo que a gasolina aumente, continue a dizer ingenuamente - Eu ponho sempre dez euros!
Enquanto a insensibilidade dos números se espalham, onde se transmite a ideia, que há pessoas que são lixo, onde são calculadas pela quantidade e por fim pela rentabilidade. O imposto do zé povinho, que acorda cedo para trabalhar, que se fosse administrado com justiça, deveria garantir a justeza dos serviços.
Pelo lado social, é raro encontrar uma mulher que não tenha comido no focinho, ou que não tenha sido stressada sexualmente. Este país, no plano financeiro já vendeu a soberania, no plano político é um desastre tremendo e no plano social somos uns desgraçadinhos.
Por outro lado, a lenga-lenga de que há pessoas boas e que há portugueses bons, sapiência q.b., gente muito esperta, solidária e ditos modernos. Só que a realidade é merda camuflada de "Bom dia, Sr. Doutor", é quase tudo feito em cima do joelho, na política, nas empresas, nos serviços do estado e nas famílias. Está-se tudo a marimbar. Quanto menos se fizer melhor, é o lema. Por isso Portugal esteve sempre em crise e claro que se deve ver tudo pelo lado positivo, são desafios, diz-se. Na verdade, neste país é só filhagem de putagem e a pobreza não justifica tudo, mas na pobreza de espírito, a conversa já é outra...
Palhaço da merda, você é concorrente! Ganhou o direito de ser pessoa!
Casa Pia, criada a 3 de Julho de 1780, por Pina Manique, no reinado de D. Maria I, foi lhe incumbida por estatuto público a missão, através do trabalho, a recuperação de, mendigos, vadios e a educação de orfãos. Nos dias de hoje, é tutelada pelo, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, centra-se principalmente na educação de orfãos e crianças abandonadas pelos pais ou parte deles. Como acontece em todo o mundo, parte da sociedade, normalmente pessoas da área do poder político, económico e do show biz, com apetites sexuais anormais, usam este tipo de agremiações, para obterem carne fresca que lhes satisfaçam as suas patologias sexuais. E por que isto ocorre? Porque se pode.
Em 2003, uma jornalista de investigação, levanta a lebre - Felícia Cabrita. Nasce o processo Casa Pia. Ao longo de décadas, altas personalidades de Estado, do desporto, da comunicação social, da área empresarial e da política em geral se refastelaram com a parte mais fraca da sociedade, aquela a que incumbia e incumbe ao Estado de as proteger, de acarinhar e educar num mundo voraz e em constante mutação. O processo ganha uma mediatização tremenda, com o arguido Carlos Cruz, célebre figura nacional do audiovisual. Nisto e passados - muitos anos não fugindo à media da nossa (in)justiça judicial - mais de uma meia-dúzia de anos, os arguidos são condenados em 1ª instância a prisão efectiva, num processo cheio de erros e contradições, pondo a nu de forma evidente que o Estado não estava preparado para um processo desta envergadura, em boa verdade, como não está preparado em outros de menor impacto mediático.
O site de Carlos Cruzrelativo a este processo, tenta demonstrar essas contradições. O site que segunda-feira teve mais de 100 visitas por segundo, devido aos vídeos publicados e que estavam proibidos de serem divulgados pelo tribunal, são claramente tendenciosos. Demonstrando afinal, que o site teria de ser renomeado para "paramesafarfaçotudo.com". Imagine uma criança ser levada para um apartamento ou para uma casa a centenas de quilómetros, aí ser abusada sexualmente e depois sair com uns ténis Adidas calçados e passados 8 ou 9 anos, ter que se lembrar se determinado vaso estava mais ao centro ou encostado à parede, se era a porta esquerda ou a direita, se a sala era aqui ou ali, em imóveis que sofreram obras ao longo destes anos.
Na área política, que se safou à tangente deste processo, as palavras do médico Ferreira Diniz, condenado na 1ª instância por pedofilia de menores a cargo do Estado, são alegadamente esclarecedoras - " O PS (Partido Socialista) safou a sua malta e abandonou a gente." Esta frase presumivelmente pode dizer muita coisa. Facto é que o Juíz Rui Teixeira, no início do processo, teve a coragem - coisa rara nos dias de hoje - de ir pessoalmente ao parlamento português "caçar" à época, o deputado Paulo Pedroso. Depois de ouvido por várias horas, o Juíz contendo indícios muito fortes da pratica de crime de pedofilia no âmbito do processo Casa Pia, ordenou a prisão preventiva do alegado criminoso de abusos sexuais a menores. Ficou célebre a frase oriunda de escutas telefónicas do então líder socialista, Ferro Rodrigues, a que não se escapou dos boatos à ilharga popular, que também, andou por lá - "Estou-me a cagar para a justiça". Foi o seu assassinato político luso. Isto deixa transparecer, que para, certos elementos ligados ao Partido Socialista, a filiação foi alegadamente, muito importante.
Contudo, a lei é a mesma, mas como são pessoas que a julgam, se demonstra que a justiça pode ser muito relativa. Ou seja, o veredicto pode variar conforme; - o juíz ter sido abusado sexualmente em criança. - o juíz ser um abusador sexual crónico e incontrolável de crianças. - o juíz ter um descendente ou ascendente, abusado sexualmente. - o juíz ter um amigo/a abusado sexualmente. - ou nenhuma das anteriores ou outra que porventura não enunciadas. Temos a mesma lei, com entendimentos diferentes, fruto de vivências diferentes e provavelmente com veredictos diferentes.
Os arguidos deste processo, correm sérios riscos de vida, a prisão efectiva será difícil, com os recursos que se adivinham, somando o excesso garantista ao absurdo do nosso sistema legislativo. A concretizar-se a prisão efectiva, constatando a idade física dos alegados criminosos pedófilos e sem - nessa hipótese - já nada a perder, revoltados irão denunciar os outros que presumivelmente se safaram, listas de nomes aparecerão e os integrantes dessas listas tudo farão para os calar.
É este país, onde os políticos não falam a verdade, muitos por não terem a noção dela, que se afunda de hipocrisia em hipocrisia. Esta semana, a república portuguesa, teve de ir mais uma vez ao mercado internacional para se financiar, porque cá, não existem recursos, mesmo que 100 portugueses ganhassem o euromilhões não chegavam. E financiou-se bem caro, cada vez mais caro... para pagar salários, apenas. As pessoas não têm noção desta realidade, também não querem saber, nem se preocupam em saber, quando baterem com a cabeça na parede, vão perceber, algumas só mesmo quando só estiverem a sangrar. Este país não produz para a massa monetária que circula, o que existe é um balão que um dia vai arrebentar. Nem fazendo o pino encarpado...
Vivemos uma jovencita democracia, pintada de fresco! So fresh, so fresh... País de cinderelinhas!
David Icke, um dos mais controversos pensadores da actualidade, vai estar presente em Lisboa em Outubro deste ano. É um dos mais incoerentes coerentes escritores da nossa era. Apresenta as suas ideias de forma lógica e simples, a sua verdade relativa das coisas. A verdade é sempre relativa. Também o mais descredibilizado pelo o sistema que o governa, que o manipula e aquele que lhe traça, digamos assim, o seu destino. Sem esquecer que a Religião, a Ciência e a Política, têm os seus próprios afunilamentos de pensamento, uma certa forma de padronização, que aparentemente não é percebida.
Pode consultar mais no site que organiza o evento, Lux Citania, ou também no site oficial de David Icke. Questione sempre, liberte-se das suas amarras conscienciais, seja livre, pelo menos no pensamento.
O Culto de mão dada com a Religião pode-se caracterizar da seguinte forma: um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como; sobrenatural, divino, sagrado e transcendental. Desde as religiões seculares até às novas e evangélicas, poderemos incluir os líderes políticos. Através dos seus seguidores pode-se determinar que as mesmas zonas cerebrais são activadas. No campo psicológico temos o suspend the disbelief e o auto-convencimento. Na parte pessoal o carisma e a suposta capacidade de apresentação como modelo que trilha o caminho. As incongruências são diminuídas ao limite e as virtudes extrapoladas até à insanidade.
Em Portugal actual, vive-se um desses cultos, o apelidado pelos seus boys e adoradores, o Chefe. Já não se discute política, mas sim, o lado emocional de um chefe. Mesmo perante todas as evidências de fraude académica e profissional, os seguidores buscam energias para tapar o Sol com a peneira. Na área psico-somática estaremos mais perto da religião do que na política. Sendo que as duas confundem-se e suas fronteiras serem muito ténues. Se um desses chefes cair, outros vinte se perfilham.
Estes cultos sempre ocorreram, ocorrem e ocorrerão. Estes líderes espirituais servem para isso mesmo. Absorver toda a tensão, todos os esbracejos de injustiça, as indignações e tudo o que por aí advier.
Chamemos de super-capitalismo, de super-estrutura aqueles que de facto vão orientando os destinos do planeta, pelo simples facto, de terem o poder de criar o dinheiro e de o largarem a quem siga as suas linhas orientadoras. Em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, grandes industriais norte-americanos se referiam a este poder sufocante. Capitalistas e industriais de então subjugados a uma super-estrutura que tentavam definir. Do que se conhece, sabe-se que utilizam o crédito financeiro supra-nacional para controlar empresas e nações. A confidências conhecidas por estes senhores, e numa síntese muita redutora, uma das suas filosofias - " Dêem-lhes as ideias de direita e esquerda para se morderem uns aos outros". O conceito de direita e esquerda, que vem da Revolução Francesa e dependeu de uns sentarem-se de um lado e outros do outro. Os jacobinos e os girondinos. Daí até cá o conceito complexizou-se de sobremaneira. Tal como numa época em que a religião detinha grande vigor, apareceram os primeiros indivíduos, numa tentativa, de organizar novas ideias, novas relações sociais, principalmente, fruto de grandes fluxos de tesouraria, e de todas as relações filhas de novos tempos que se viviam, tanto económico, social e religioso. Consequentemente, um fenómeno novo que resultava, as grandes cidades industriais. Dessa toda nova panóplia de novas relações que borbulhavam aparecem nomes como Emile Durkheim, Karl Marx, Ernst Troeltsch, Max Weber, Peter Berger. Até certo ponto e nesta altura pode-se dizer que socializaram a religião.
Em suma, atirar os ovos ao líder local de momento, pode ter a sua graça, mas, no concreto não muda nada. Repare o brutal ataque especulativo de 14 e 15 de Janeiro deste ano contra Espanha e Portugal. Fez disparar o spread das obrigações do tesouro espanhol e português. Na realidade esta é uma das notícias mais substanciais para os dois países apesar de passarem a uma ilharga muito extensa de notícias acerca do jet-set e jogadores de futebol. O pior cego é aquele que não vê. Os bancos nacionais, logo a seguir, posicionaram as suas políticas de crédito no curto-médio prazo. A diferença reside na contratação ou não de mais pessoal, no investimento adiado, no adiamento do pagamento ao fornecedor e no final na sobrevivência do negócio. E isto faz toda a diferença.
A realidade é esta, o poder dos governos locais dos países mediterrânicos é apenas circunstancial. A Grécia, a Itália, Portugal e Espanha definham a olhos vistos. Os denominados PIGS pelos jovenzinhos que fazem cálculos em folhas de Excel e atribuem notações de risco de crédito. P-portugal, I-itália, G-greece, S-spain. Aparece a Alemanha, a segurar a Grécia o primeiro local a entrar no descalabro. Sem esquecer, que neste mundo ninguém dá nada a ninguém. E que se à volta da Alemanha não houver quem lhe compre os produtos lá produzidos, de nada serve o valor que eles oferecem.
Mas a somar à complexidade da globalização, junte-se a entrada de duas mega-economias, a Índia e a China, que têm regimes semi-democráticos e fecham os olhos às condições de trabalho. Pelas suas imensas populações e gigantesca oferta de mão-de-obra nas suas unidades produtivas não iremos encontrar filtros de ar, horários de trabalho calendarizados, condições sanitárias humanas, mas sim, trabalho de sol-a-sol, camaratas diminutas e partilhadas entre adultos e crianças, trabalho desumano, indústrias tóxicas sem qualquer regulação. Dessa produção gigantesca e após os acordos da OMC, asfixia muitas outras que não conseguem concorrer aos mesmos preços. Poderá-se dizer que o mundo é injusto e para todas as partes.
Quanto ao caso português, apesar da pouca margem de manobra, não significa o mesmo, a desresponsabilização da actuação. Pois por o povo ser ignorante, fruto de políticas educacionais, propositadamente para o manter assim, amorfo. A elitezinha tuga não deixa de estar isenta de responsabilidades. A primeira, o contínuo esticar do diferencial entre os mais ricos e os mais pobres. O que seria intolerável socialmente nos países do norte da europa, aqui promove-se o aciganamento da populaça. Vergonhas anti-éticas, são o mote, aliás , o regabofe. Que começou nos governos de meados dos anos 80 até agora. Caso sintomático, um pujé membro de uma juventude de um partido político é nomeado para uma grande empresa portuguesa de influência pública. Auferindo 2.500.000 Euros por ano, que após descoberta a careca demite-se, e ainda leva com uma indemnização capaz de elevar os conceitos da pornografia vigentes.
Qual é o seu culto? Ou está livre de pensamento? O que poderemos entender por liberdade de expressão, seja em Washington ou em Havana? E a liberdade de imprensa?
A verdadeira arte de combate, não é acreditar em Deus, Bhuda ou Maomé, é matar pela sobrevivência. É a nossa sina, ao mesmo tempo a esperança, de sobrevivência...
Nesta semana que finda e após o ciclo eleitoral que terminou, frenético diga-se, vem a lume uma monstruosa rede de influências que por cá já pairava, desde à algum tempo. Saltou à vista os intervenientes mais mediáticos, que pelos lugares que ocupavam, deveriam ser os mais responsáveis; Armando Vara e José Penedos & Filho, sem esquecer o "epicentral" típico self made-man, o empresário da sucata, Manuel Godinho. Correm, já correram e irão correr rios de tinta sobre este caso, bem como a sua contra-informação. Por isso basta consultar a informação já existente.
Como é que isto é possível? Porque se pode.
Logo atrás da Itália, país das associações mafiosas familiares, na europa ocidental, somos o 2º país mais corrupto. A corrupção, é um crime, difícil de comprovar na barra do tribunal. Não é por acaso, que Armando Vara, pediu € 10.000 em cash e urgente. Não ficam vestígios, nem rasto. Não há prova.
Não importante esquecer, que na 1ª fase, Polícia Judiciária e Ministério Público, melhorarem a sua eficácia na investigação. Tanto em documentação, como material de prova palpável, digno desse nome. Com a experiência se aprende. Na minha opinião, falível, como qualquer outra, será na 2ª fase, nos tribunais e nos juízes, que toda esta matéria se diluirá. Terão que obedecer a uma legislação coxa e feita propositadamente para salvaguardar, com muitos subterfúgios, este tipo de situações. Logo, tudo ficará como dantes.
É a velha mentalidade portuguesa, da cunha, da esperteza saloia de enganar o fisco, da vigarice. Os pequenos, dizem até com alguma razão - Porque é que eu vou ser honesto, se os de lá de cima roubam à grande?
E assim, os que pagam e "não podem fugir", contribuem e pagam dois países ou mais. Apesar dos discursos dos restringimentos e das dificuldades, certo é que há muito dinheiro, mais do que se imagina. A grande questão é que ele circula em circuitos paralelos. Nos idos anos 80, num país ainda com grande influência militar, dizia-se que o ministério da defesa tinha um saco azul equivalente ao orçamento de estado. Não tenho provas documentais é certo. Mas alguém as terá. Esses circuitos paralelos mudaram apenas de mãos. Passou-se de umas rubricas contabilísticas para outras. A somar os muitos profissionais liberais que não pagam impostos, porque, lá está, o sistema o permite.
É um forrobodó total!
Sem poupar na linguagem, por exemplo, o caso dos vários administradores do BPN que, literalmente foi sacar dinheiro às pázadas.
Dos carris dourados à face oculta, o que haverá ainda por descobrir? Nunca como hoje, em Portugal, as máquinas trituradoras de papel tiveram tanto uso. Vou apostar em Jorge Coelho - Mota Engil. Vamos ser racionais e lógicos. Alguém se acredita que por ali se passa tudo numa transparência sacro-santa? Esperanço e congratularia-me se a figura em questão tivesse já a ser seguida, investigada e escutada.
Falta a este País de gente conformada, o esmiúçamento do tenebroso lóbi de Macau do Partido Socialista com veias maçónicas pelo meio. Tivemos um vislumbre através do livro de Rui Mateus (um desiludido) - Contos proibidos: Memórias de um PS desconhecido.
Esta vida já não conta, na outra vão arder no Inferno, no sentido metafórico da expressão. Diz a Bíblia que a vida começa depois da morte.
O pânico do poder distingue-se do ataque de pânico ou de um período distinto de intenso temor. Sendo que os dois últimos não ultrapassam picos de 10 minutos e o primeiro, a sensação é constante, por isso, mais patológico e de consequências mais gravosas, por ao contrário, dos ataques de pânico e períodos curtos de temor, o pânico do poder, afecta não só o sujeito alvo, mas sim, terceiros.
Os efeitos somáticos e cognitivos daí resultantes e estudados pela psicologia moderna, são 13: palpitações ou ritmo cardíaco acelerado; sudorese; tremores ou abalos; sensação de falta de ar ou sufocamento; sensação de asfixia; náusea ou desconforto abdominal; sensação de tontura, instabilidade, vertigem e desmaio; sensações de irrealidade ou de despersonalização, medo de perder o controlo ou enlouquecer, medo de morrer, parestesias e calafrios ou ondas de calor.
Durante os ataques ou na vivência permanente do pânico, o indivíduo sente-se estranho ou irreal, interroga-se, várias vezes e por vezes de forma alucinante e repetitiva: - "E se perco o controle?" - "E se enlouqueço?" - "E se tenho um ataque do coração ou morro?" - "E se tenho isto em público e sofro uma humilhação?"
De referir, que o pânico, é uma das ferramentas de sobrevivência, desenvolvidas pela espécie animal para servir de alarme e se acautelar do perigo. Todos já experimentaram a sensação de pânico.
No pânico permanente, existem vários, afloremos o pânico do poder com as suas várias fases. Normalmente começa pela ânsia do poder, fomentando no sujeito os níveis de ansiedade. Se com sucesso na conquista, e passada a fase da euforia, entra na obsessão de o manter, ultrapassando assim a linha da ansiedade, começando a ter laivos de patologia. Desconfiando perder o controlo das situações, que se vão, normalmente multiplicando a velocidades alarmantes, cria centros de informações, afectando recursos para pesquisar e processar toda e qualquer informação, a si, referente. Elabora estratégias para silenciar quem se lhe opõe, usando os meios de que dispõe. Os meios que outrora lhe foram confiados por um povo que na figura depositou as suas esperanças. Ingenuamente, pode-se dizer. Pois a maioria ainda acredita no Pai Natal, em sua forma mental-metafórica. Aqui o líder político, entra noutro estádio. A desconfiança. Desconfia de tudo e todos. Começa a ver nos seus mais próximos, os candidatos à sucessão. No marketing, só ele aparece. Os vices e lacaios, desaparecem dos cartazes e dos holofotes. O líder agora é a figura central, o resto são sombras. Perde a noção da realidade. Abomina os possíveis candidatos e nesta fase entra na insanidade completa. Aqui é a fase perigosa. O estrebuchar, porque, as consequências são aleatórias e imprevisíveis. Normalmente, é o fim.
Os ciclos mudam, no aspecto temporal e no modo de silenciamento. Hoje, desenvolvida a área da comunicação, apenas faz com que os ciclos sejam mais rápidos. Para as agremiações do verdadeiro poder, descarta-se facilmente um suposto líder visível, descansados através de listas enormes de candidatos vorazes, loquazes e capazes de habilidades do arco-da-velha. Só têm que vender a alma às várias confluências de interesses que governam temporáriamente o planeta e seguir o plano. Induzir na Humanidade, a mentalidade do dinheiro e do status. Escravizar sub-liminarmente. Falta ainda aqui toda a complexa envolvência espiritual...
Assim a Humanidade vai se esquecendo de suas essências fundamentais...
Sobe-se os impostos, ou desce-se? Então, óh camarada! Em que é que ficamos? Esta discrepância linguística tem apenas 3 meses de clarividência viajante, no Espaço e no Tempo. A diferença entre o candidato e o eleito. A política do bota-abaixo. E como será a política do bota-acima? A culpa de tudo o que corre mal é da crise. Uma malandra a crise. Porque é que não prepararam o País para a tempestade que já se sabia que iria vir? Apesar de dizerem o contrário. Logo estão a dizer que como governo não tinham capacidade de visão. Vivemos um dos governos mais incompetentes de sempre. Não é fala-baratismo, é a realidade. Na sua vigência, cresceram o número de desempregados, o fosso entre ricos e pobres aumentou, a insegurança laboral cresce a uma velocidade alarmante e as pseudo-reformas geraram das maiores desmotivações de classes; professores e polícias como exemplos principais. E a mais grave de todas a criminosa "mexida" no código penal português. Aí entrou-se no campo do pior que pode haver da imperfeita raça semi-humana. É de pulhas que lidamos, e num País como Portugal, a fácil propagação destes organismos hostis ganham um nível de perigosidade mais elevado, pela reconhecida maleabilidade popular e acreditar com relativa facilidade nestes visionários ambiciosos. Genéricos à borla para idosos com rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional em época pré-eleitoral, a história repete-se. A música a seguir num excelente inglês técnico é para o (des)governo de marionetas actual.
“ A maior parte das pessoas morre aos trinta e só é enterrada aos setenta “. Frase proferida por um filósofo sueco.
Silêncio...
Vivemos cada vez mais numa sociedade desumanizada e alimentada por todos nós.
À pergunta – Então está tudo bem?
Respondemos automatica(mente) – Está tudo bem. E contigo?
Sem olharmos para a cara do nosso interlocutor.
Passados cinco minutos nem nos lembramos da Pessoa com quem interagimos.
Vivemos sob uma dominação mundial promovida por grupos que neuro/psicologicamente nos manipula e condiciona os passos que fazemos dia-a-dia.
São eles: Grupo Bilderberg, Maçonaria, Opus Dei, Vaticano, Comissão Trilateral, CFR, Illuminati entre muitos outros. Que lutam entre si e se toleram. Como por exemplo o Vaticano tolera a Opus Dei, por esta, ter um braço financeiro muito longo.
Escondem-se por detrás de seitas satânicas e compram tudo o que “Money can buy”.
São os grandes accionistas das grandes multinacionais que operam a uma escala global.
São os donos do mundo. Alguns excertos de pensamentos desses senhores:
Excerto de uma carta escrita por Rothschild Brothers de Londres a uma firma de banqueiros de Nova York em 25 de junho de 1863:
"As poucas pessoas que podem entender o sistema (dinheiro em cheques e créditos) vão estar tão interessados nos seus benefícios ou vão ser tão dependentes dele, que não farão a menor oposição. Por outro lado, a maioria das pessoas mentalmente incapaz de compreender a enorme vantagem que o capital extrai do sistema, carregará a sua carga sem se queixar e talvez sem suspeitar que o sistema é hostil (inimigo) aos seus interesses".
Sr. Phillip A. Benson, presidente da Associação dos Banqueiros Americanos, em 8 de junho de 1939:
"Não há maneira mais directa de se obter o controle de uma nação do que através do seu sistema de crédito (dinheiro) ".
Em Junho de 2005, o « The Financial Times »publicou um artigo, em que o antigo secretário de Estado Henry Kissinger, muito ligado aos negócios do petróleo, declarava:
«A procura e a competição pelo acesso à energia podem passar a ser fonte de vida ou de morte para muitas sociedades »
e acrescentava:
« Quando as armas nucleares estiverem disseminadas entre trinta ou quarenta países e cada um agir segundo os seus próprios cálculos , com menos experiência e a partir de sistemas de valores diferentes,teremos um mundo permanentemente ameaçado por catástrofes iminentes »
( Caroline Daniel “ Kissinger Warns of Energy Conflict “—The Financial Times , 1 de Junho de 2005).
Revista do banqueiro dos EUA, de 25 de agosto de 1924:
"O capital deve proteger-se a si mesmo de todas as maneiras possíveis, por combinação e legislação. As dívidas, os bónus e hipotecas devem ser cobrados o mais rápido possível. Quando pelos processos da lei, as pessoas perderem os seus lares, elas tornar-se-ão mais dóceis e governar-se-à mais facilmente sob a influência do braço forte do governo, aplicado por uma potência monetária central sob o controle dos principais financistas.
Esta verdade é bem conhecida entre os nossos principais homens agora empenhados em formar um império financeiro para governar o mundo.
Dividindo os votantes através do sistema político partidário, podemos fazer com que percam a sua energia na luta por questões sem importância real. Assim, por meio de acções discretas podemos assegurar para nós o que tem sido tão bem planeado e executado com tanto sucesso".
É evidente o desprezo e a arrogância.
Diz-se que o Estado, ficcionando a sociedade em classes separadas de privilegiados e carenciados, criou a Pobreza.
Há hoje 0,5% da população que detém 70% da riqueza, deixando os outros 99,5% da população competindo violentamente pelo restante.
Grupos que controlam as áreas fundamentais da vida das pessoas.
- Indústria Farmacêutica, Alimentar, Militar, Banca e Média.
Quando se dominava pela força e a injustiça era evidente – como 2+2 – hoje cria-se uma falsa aparência de decisão democrática. Em todo o mundo ocidental se criou uma espécie de binómio de direita/esquerda light que vai alternando numa suposta legitimidade democrática. Quando os políticos já estão “comprados” por estas forças superiores e transnacionais. A política essencial já está traçada noutros círculos.
Quem saia desta bitola de pensamento dominante logo é apelidado de extremista, irresponsável e por fim – a técnica preferida – a desacreditação. Em suma, marginalizado.
Por isso creio que realisticamente não poderá haver um País sozinho que corte radicalmente com este jogo de forças. Seria o mesmo que um Homem sozinho parasse com a sua força de braços um comboio em alta velocidade. Acabaria esmagado.
Tal é a complexidade financeira que a maior partenão entende os custos da contaminação. O dinheiro é a doença. E vale por quem lhe dê valor. A gigantesca economia norte-americana assente no seu desmesurado consumo é que acaba por dar valor ao dinheiro. Por exemplo os enormes excedentes monetários chineses e indianos aplicados em títulos do tesouro americano ficam valorizados em termos quantitativos. O dinheiro vindo do Arábia Saudita e afins de nada valeria sem o brutal consumismo americano. Isto das finanças e do valor que se dá ao dinheiro tem muito que se lhe diga.
Por exemplo eu, se tivesse 100 mil milhões de euros (o que seria muito bom) não o poderia aplicar em Portugal, porque, o nosso sistema financeiro não teria capacidade de absorver esse capital..
O sistema estremeceu e percebeu que se as pessoas não “puderem” pagar e não “poderem” comprar, o sistema entra em colapso.
Como proposta exequível, nos tempos que correm, será pela informação e desmontagem de assumpção em bases mentais sólidas e realistas, através do esclarecimento. Como alguns colegas Revolucionários dizeme muito bem – A Revolução são todos os dias.
Esta crise não está resolvida, mas sim, adiada na manipulação do Homo Sapiens Endividatus. O robotizado, por parte, da incomensurável crescente oferta da mão-de-obra que lhe retira A Capacidade de Decisão.
Não se curou as causas da droga, mas, os sintomas.
-----------
Post publicado por mim (tarde e a más horas) no Blog "Cheira-me a Revolução!". Blog colectivo de autores inconformados, de muito mais qualidade que eu, que, não se resignam ao estado a que isto chegou. Para quem tiver alternativas, também pode visitar o "Blog Alternativas".