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sexta-feira, 25 de março de 2011

Queda do governo português

Quarta-feira passada, o primeiro-ministro português apresentou a sua demissão, depois do chumbo do PEC 4, na Assembleia da República.
Depois de o governo negociar, actualizar e elaborar um novo pacote de medidas com os técnicos do BCE e da Comissão Europeia, que iria torcionar ainda mais os mesmos de sempre, acrescentava entre outras, as pensões mais baixas dos idosos, a pobreza mais atroz, a que não se manifesta, a que vive sozinha, a que tem mais dificuldades para preencher impressos para usufruir de subsídios. Tristeza de um povo que põe de parte, seus cidadãos e cidadãs, por não ver neles qualquer tipo de rentabilidade.

A queda era desejada por todos, a oposição em geral e o governo em particular. Aqui entramos no campo perverso da política dos últimos anos e que paulatinamente tem levado o país ao descalabro total.
Logo após o chumbo, Sócrates, assessores e porta-vozes do PS, desdobrando-se em comunicações nos media, repetem os mesmos termos freneticamente e anteriormente combinados; coligação negativa, oposição irresponsável, quando todos os parceiros europeus tinham elogiado as medidas, empenho total para evitar a "ajuda" externa. Repetindo estes termos-chave até à exaustão. Termos que se voltarão aos próprios.
Quando o país à beira da bancarrota e este governo grande responsável por isso, não querendo tomar o ónus de pedir formalmente a tal "ajuda", encena este palaciano golpe de teatro, forçando a oposição em peso a derrubar o governo, para logo a partir daí passar à fase seguinte da dramatização "o mais possível", de que tentaram salvar o país da "ajuda", mas a oposição é que não deixou.

Discutir, se é José ou Pedro, ou outrora, Cherne ou Guterres, ou Santana e Ferro, é lateral ao que se passa de facto. A política é a mesma, alimentar os clientelismos partidários, e eles são vorazes, e os outros interesses que financiam tudo isto, para obter lucros bem chorudos.

Este PS que (des)governou o país nos últimos seis anos, seguiu inocentemente a política do endividamento mórbido, duplicou a dívida externa, sem a contrapartida do PIB/per capita, aumentou desmesuradamente o rácio da distribuição da riqueza, cada vez menos a terem mais.
E há medida que saíam mais medidas de austeridade, cada vez mais se questionavam acerca da justeza dessas medidas. Empresas públicas com prejuízos crónicos a pagaram chorudos prémios de gestão, administradores públicos com todas as mordomias enquanto ao mesmo tempo se cortavam ordenados, aumentava-se o IVA, cortava-se no abono de família e no subsídio de desemprego.
Além de dificultar a vida de milhões de portugueses que recebem pouco mais de meia-dúzia de centenas de euros, em profundo contraste com as vigarices de milhões e milhões de euros que no lado privado, como por exemplo, no BPN se fizeram. Para estes o Estado é fraco e paga-lhes as brincadeiras com bancos virtuais. Quando se fala tanto em mercado livre, é de estranhar que os ex-ministros do PSD "das maiorias" do actual presidente da república, não cubram os prejuízos. Ao que parece nem um cêntimo pagaram.
Então o mercado livre é muito bom! Muito bom para receber e usufruir dos lucros, se houver prejuízo, o povão que pague, pois sistematicamente vota neles.
Não consegue se desamarrar, de que é tudo marketing, nada mais.

No plano internacional, o Eurogrupo, já tem um pacote prontinho e à medida das necessidades de Portugal, 75 mil milhões. Que número tão redondo e bem definido.
Até parece, que já andavam a algum tempo a prepara-lo!
Até parece, que existe algo de mais profundo, nesta questão do abate do euro! Primeiro, a Grécia, depois os holofotes viraram-se para a Irlanda, de seguida Portugal ficou na berlinda e enquanto esperneia, já se apontam a Espanha e a Bélgica.
Nesta página, de uma insuspeita entidade internacional, pode-se constatar o montante da nossa dívida, acima da Rússia, da China, do Brasil, da Finlândia, do México, da Indonésia e da Argentina, só como exemplo.

Já Eça de Queiroz escrevia em 1867 algo que parece, escrito hoje, provando que o tempo é relativo:
"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
(Eça de Queiroz, 1867 in "O distrito de Évora")

Em concomitância com tais factos reais, mesmo que José Sócrates, aparecesse em palco travestido de "loira poderosa" a cantar no melhor inglês técnico que lhe ocorresse, "Tell it to My Heart", a maior parte teria ainda enormes dificuldades em despertar.
E nestas moengas existem muitos Josés Sócrates...



Taylor Dane - Tell It To My Heart

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

La piovra versão tuga


Inicialmente uma investigação com o nome de código "Face Oculta" que visava um tenebroso caso de corrupção e tráfico de influências, onde o negócio das sucatas entre empresas públicas e concessões concedidas foram decididas com base em envelopes por baixo da mesa, envelopes diga-se cheios de dinheiro, critério o qual, a base de muitas decisões.
Dessa investigação e das escutas daí consequentes, por força dos intervenientes e de forma lateral ao caso sob investigação, surge outro caso ainda mais escabroso, autêntico território minado, o controlo dos media. Já se sabia, que a comunicação social em Portugal era controlada por meia-dúzia de grupos económicos com uma longa asa de actuação em várias actividades.

Em todo o mundo e sempre foi assim, o poder de momento tenta da forma que lhe é possível a influência sobre a comunicação social em proveito próprio.
Eram intervenientes homens-de-mão do primeiro-ministro José Sócrates; Armando Vara, Paulo Penedos e Rui Pedro Soares.
Colocados em pontos chave de actuação, actuaram enebriados com a vertigem do poder e da impunidade que o nosso País permite, mesmo dizer, a impunidade total e à vontade.
Armando Vara, braço financeiro, primeiro colocado no banco estatal e depois no maior banco privado português, é dessa forma e por sua esforçada influência, canalizador de grandes financiamentos.
Paulo Penedos, ainda com o cartão jovem na mão e muita ambição de protagonismo.
Rui Pedro Soares que carrega um currículo de "trabalho" invejável na Juventude Socialista, é o sorteado para administrador da PT e logo com o pelouro da Golden-Share.
Com este trio maravilha ninguém precisa de inimigos. A sua desmesurada ambição é ao mesmo tempo o seu calcanhar de Aquiles.
Obviamente que estes intervenientes são meros operadores de mercado.
Neste complexo jogo de ganhar dinheiro e de favores projectados para o futuro, entra toda uma entourage de predadores e necrófagos .
Nuno de Vasconcelos da Ongoing - Strategy Investments, de facto muito strategy.
Joaquim de Oliveira da Controlinvest, muito control.
E outros na sombra, por trás de fundos e sub-fundos com sedes nas ilhas Caimão ou Mann, nas Bahamas também.

O semanário Sol levantou a ponta do véu, no caso português. Alvo de uma providência cautelar pelo administrador da PT Rui Pedro Soares, que estupidamente ainda mais publicidade veio dar ao caso de conspiração da liberdade de imprensa, no qual está metido até às orelhas.
O Sol não teve mãos a medir. Tal a procura! Será que é desta que os portugueses acordam!

No País em que a liberdade de expressão está sob debate intenso, próprio de uma democracia no seu estado infantil, onde se questiona o que se pode dizer e o que não se pode dizer.
Onde qualquer um pode dizer o que quiser, especular e/ou opinar, independentemente do seu currículo académico, político e profissional.
Embebido desse espírito, tenho para mim, que a providência cautelar, não foi oriunda da cabeça do referido administrador da PT.
Será que o referido fique com a totalidade do salário auferido na PT?
Será que parte (grande parte) dos €2.500.000 anuais sejam para compor orçamentos de associações semi-secretas, para fins diversos ?
Ele e outros gestores públicos nomeados pelo governo?
Empresas as quais deveriam servir interesses estratégicos nacionais. Por outras palavras, deveriam servir a população, mas que, agora servem accionistas.

Não é o artigo relacionado com as escutas do semanário Sol que está truncado, mas sim, as leis é que estão truncadas.
No plano jurídico, o presidente do STJ, escapa-se na tangente, dentro de sua zona de conforto, diz que cumpriu a lei vigente, e de facto cumpriu.
Fica muito mal nesta história, o PGR, Pinto Monteiro. Nesta e noutras. Da fama de amiguinho, não se livra. Da fama de bloquear assuntos do PM, não se livra.
Aliás se as escutas são ilegais, porque não actuou o Ministério Público?
E o caso Freeport?

E logo agora, que holofotes internacionais, focam este canto à beira-mar plantado. Não por caridade, mas sim, para ganhar dinheiro, à custa da nossa desgraça. A desgraça faz ganhar dinheiro.
Este canto desgovernado, à mercê dos loucos, que supostamente o deveriam organizar...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Credibilidade Zero

Após a publicação na passada sexta-feira no semanário Sol, das escutas relativas ao caso "Face Oculta" fica bem evidente toda uma orquestração que José Sócrates e seus pares levavam a cabo para o controlo da comunicação social, para que fosse mais "amiga" do seu governo, numa lógica doentia de manter o poder a todo o custo.

Ficam muito mal na fotografia o Procurador Geral da República Pinto Monteiro, bem como, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Noronha do Nascimento.
Desde o verão de 2009 que tiveram acesso às escutas oriundas de um caso de corrupção e que continham conversas privadas entre altos destacados políticos e gestores de empresas públicas. Dessas conversas privadas sobressaem um evidente ataque ao Estado de Direito, crime lateral ao processo "Face Oculta" e por ser assim, estes dois magistrados decidiram a destruição e arquivamento dessas escutas. Porque a lei o diz assim.
O argumento de que se trata de conversas privadas, é um atentado contra a inteligência. Obviamente que intervenientes de situações ilegais, conspirem em conversas privadas.
Ou será, que estariam à espera de que as debatessem em público?

Tal como no Paquistão, se uma mulher for violada precisará de quatro homens que testemunhem o ocorrido, para que possa apresentar queixa e vingar o seu direito de ser ressarcida e a consequente punição do infractor. Ora, qualquer pessoa de bom senso, saberá que esta é uma lei errada.
Com este exemplo extremo, conclui-se que a justiça não poderá ser um programa de software onde estejam inseridas todas as leis e que num processo lógico, If... Then... Go To, se produza decisão.
Haverá sempre lugar a uma análise subjectiva da questão. Por isso terá de haver juízes (entenda-se pessoas com conhecimentos técnicos sobre leis e sua aplicação) para analisarem caso-a-caso as diversas situações que lhes são propostas.
De futuro quem vai acreditar no PGR e no PSTJ perante novos processos que lhes chegarão à mão?
De futuro quem vai acreditar na capacidade subjectiva de análise destes dois magistrados, à luz do direito a que deveriam servir?

No caso concreto "Face Oculta" em boa hora, houve um Juíz de Direito que, ao analisar o referido processo, nele observou indícios muito fortes de outro tipo de crime, o atentado contra o Estado de Direito.
Na Constituição da República Portuguesa está estabelecido e de forma meridiana que:
- Portugal é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia da efectivação dos direitos e liberdades fundamentais, nomeadamente, a liberdade de expressão e meios de comunicação social. Sendo um dos deveres do Estado, assegurar a liberdade de imprensa e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e económico.

O que os governos de José Sócrates, mais fizeram, foi exactamente o contrário. Não se vira neste 30 e poucos anos de democracia, um governo com tamanha veia controleira. Até o novo fenómeno virtual da blogosfera foi visado.
Quanto à realidade macro-económica estes governos foram os mais danosos para a República. Na semana passada na revista Newsweek saiu uma lista que mostra no nosso caso concreto, o claro empobrecimento da classe média portuguesa. Nela constava a lista da diferença de rendimento dos 20% mais ricos relativamente aos 20% mais pobres. Nessa lista, Portugal galgou lugares como nunca e hoje ocupa a 3ª posição a nível mundial, superado apenas pelos E.U.A. e Singapura.
Alguém viu a nossa comunicação social referir esta lista?
Que tem a dizer este governo em relação a políticas de redistribuição do rendimento?

Governo que depois de conseguir a aprovação do OE 2010, com a aprovação do PSD e do CDS, logo de seguida, fez um finca pé patético e despropositado na lei das Finanças Regionais, criando um drama artificial no Parlamento. Ao mesmo tempo que eram proferidas as infelizes declarações do comissário europeu Almunia.
Com todas estas brincadeiras irresponsáveis, a República pagará mais caro pelo dinheiro. Põe os comentadores a dissertar sobre agências de rating e notações de risco, sem saberem muito bem do que falam.
Com fraca capacidade industrial, consumo interno em queda devido ao empobrecimento da classe média e as PME's a necessitarem de crédito para sobreviver, o futuro é sombrio.
Quando o preço do dinheiro (Euribor) está baixo e a níveis históricos, ferramenta essencial para alavancar o investimento. Os nossos governantes brincam aos dramas, enredam-se em jogos políticos.
Sendo certo que muitas empresas utilizam o pretexto da crise para despedir e deslocalizarem-se, existem muitas outras que cada vez mais vão sendo asfixiadas, a hipótese de recuperação vai-lhes sendo fechada.
Tal como o investimento externo, que quando, prospecta território luso, ao verificar que a nossa justiça, está bloqueada. E que a nossa carga fiscal é elevadíssima, obviamente procura outras paragens.
É que o capital não tem nacionalidade...

Quem é que ainda acredita neste governo?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A justiça portuguesa


À ideia conformista, Não lhes vai acontecer nada, Não vai dar em nada. Cresce uma mentalidade generalizada de que o sistema judicial português não consegue levar a cabo do início ao fim, todo um processo que vise o castigo, segundo a lei em vigor, dos infractores da mesma. Principalmente se forem de esferas políticas, sociais e económicas mais elevadas. É quase um facto concreto, mais do que uma sensação. As pessoas baixam os braços, dizem umas piadas e no fim, Eles safam-se sempre.
Está na moda a frase feita "O Estado é forte para os fracos e fraco para os fortes". Na realidade é tudo uma questão de dinheiro e status.

Veja-se o exemplo gritante de diferenciação sob a forma de tratamento de duas arguidas num caso semelhante, que todos os portugueses conhecem. Leonor Cipriano e Kate McCann relativamente ao desaparecimento de duas menores, Joana e Madeleine respectivamente. Leonor foi espancada, torturada psicologicamente e condenada à prisão sem haver prova e afirmando-se inocente, o corpo da menina nunca apareceu, sendo uma Maria qualquer está condenada sob uma presunção. Por outro lado Kate teve direito ao que um Estado de Direito preconiza e muito bem. Foi sempre interrogada na presença de um advogado, recusou-se a responder ao que entendeu que não deveria responder.
À luz da lei, por parte do nosso sistema judicial o tratamento foi diferenciado. E isso é um facto, ou melhor, justiça à portuguesa.

O caso eterno que como uma rua a descer, caminha inevitavelmente para a prescrição. Este caso é o espelho dos vários sistemas ocultos que vigoram em Portugal - o caso Casa Pia. Que numa primeira fase esteve nas mãos de um juíz fora do sistema corporativo. Foi pessoalmente à Assembleia da República "caçar" um deputado que já tinha sido ministro.
Agora, alguém se acredita que um juíz de carreira no interior de uma amalgama de interesses efectuaria o mesmo procedimento?
Como o sistema é relativamente complexo, num erro processual facilmente lhe puxaram o tapete, ocultando outras forças ocultas que já se posicionavam para o esquadrilhar.
Das escutas desse processo, na época, ficaram famosas as do líder do partido da oposição de então, o partido socialista, sob a pessoa de Ferro Rodrigues - Estou-me a cagar para a justiça!
Pelo cheiro, parece que não é só ele.

Na verdade, Portugal pós-fascismo, continuou parcial, num poder bipartido, cujas lebres são PSD e PS, dois partidos políticos patrocinados pelos mesmos sponsors internacionais que assim manietam facilmente um pequeno país, mas estrategicamente importante. Estes dois partidos directa ou indirectamente empregam meio-povo, mantendo confortavelmente seus fieis votantes, alternando entre si o poder, dando a ilusão a uma população maioritariamente pobre e iliterata a sensação de que existe uma verdadeira alternância. Certo, é que com esta gente não auspiciaremos o real desenvolvimento.

O nosso sistema legislativo está inundado de possíveis erros processuais. É para ela que a classe jurídica trabalha, encontrar o erro processual para daí anular o processo. O nosso sistema permite a anulação de um processo judicial, mesmo que esteja provado por A+B, o facto criminoso. Encontrado o erro processual, tudo é anulado e o comprovado criminoso sai em liberdade. Quando deveriam ser os próprios tribunais a acautelarem os possíveis erros processuais.
Caso simples: No início dos anos 90 uma senhora colombiana é apanhada pelas autoridades competentes para tal com cocaína no aeroporto de Lisboa. É presa, julgada e condenada. Possuidora de algumas posses monetárias, põe a circular no meio, que pagaria muito bem a quem fosse capaz de a libertar. Os jovens advogados que só com as oficiosas dificilmente pagavam o quarto arrendado, tal como, running-boys se puseram no farejamento de ajuda. Na altura o meu professor regente da cadeira de Direito Empresarial, foi solicitado por alguns seus ex-alunos para analisar o processo. Por desporto, analisou-o e voilá! Encontrou uma brecha. A senhora não tivera uma interprete, logo poderia ser anulado o processo e a senhora sair em liberdade. E assim foi, um jovem advogado ganhou umas coroas e a traficante apanhada a traficar droga foi libertada.
Se está na lei, que um cidadão estrangeiro tem direito a um interprete, porque é que o tribunal não acautelou essa questão, dando brecha a um erro processual?

Também há juízes corruptos, também há juízes comprados. E há também o lado emocional da decisão, como o nosso sistema é falho em clareza de regras abre o campo à interpretação extensiva da lei. Que quer se queira ou não será sempre subjectiva.
Um juíz que teve uma sobrinha violada em pequena, julgará sob determinado prisma casos semelhantes, um juíz pedófilo terá uma tolerância natural a outros pedófilos e por aí adiante.
Uma vez um juíz disse-me - Se um ladrão lhe assaltar a casa e se por acaso o conseguir controlar, não o deixe vivo, certifique-se de que ele morre e ponha uma faca na mão dele, pois se ele fica vivo, no sistema garantista para o infractor, ele vai poder falar...

Recentemente temos assistido ao caso das escutas do caso Face Oculta, mais um caso.
O Mistério Público anda às turras com o Supremo Tribunal de Justiça.
O que escondem as escutas onde José Sócrates é interveniente?
Nunca tanto como hoje assistimos a um Primeiro-Ministro com tantos casos suspeitos.
Discute-se, como habitual, o paralelismo do problema, a legalidade da escuta ou a não legalidade.
Porque não a lei estar errada?
Quando o espírito da lei deveria transpirar que ninguém está acima da lei.

Seria excessivo afirmar que estamos entregues à bicharada, mas que, isto é o fungagá da bicharada é. Isso é certo!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cavaco Silva


A montanha pariu um rato. Expressão popular que define situações melo-dramáticas, em que se antevê uma espécie de clímax e no fim resulta uns resquícios de qualquer coisa.
No limite, poderíamos esperar que o Presidente da República Portuguesa num acesso de lucidez e defensor dos superiores interesses nacionais, que tanto gosta de sublinhar, viesse, à nação dizer que não empossaria José Sócrates como Primeiro-Ministro.
Mas não esqueçamos, que este senhor já foi Primeiro-Ministro durante algum tempo. Um tempo em que "jorraram" fundos comunitários, os quais, tremendamente mal geridos, resultaram num aparente e paralelo desenvolvimento português. A obra que ficou, foram as auto-estradas e aí somos um País de referência internacional. De resto os cancros crónicos foram-se alastrando, principalmente, a dívida pública.

Outrora, vestindo a personagem de "funcionário" do B.P., mostrava um carácter pessoal austero, meio-arrogante e fomentando uma aura de "penacho" bacoco. Não admitia tratamento directo com os seus directos responsáveis, impunha demarcação territorial formal. Os seus colegas tanto a nível horizontal, como a vertical, desprezavam-no, pela sua personalidade distante, motivado por uma espécie sentimental do tipo - Eu sou o maior!

Quando veste a roupagem de P.M., recorre a treinamentos de profissionais de teatro, que o ensinam a sorrir e a ter uma linguagem mais mel com tónica emotiva.

Passados todos estes anos, mantendo essa imagem de "patter familia", entra em enredos, que conhecendo a personagem e todo o seu quadro mental, não se percebe, porque enveredou em tal caminhos.
Certo, é que Cavaco, quando não pensa, é estúpido.

A novela das escutas, é todo um manual de "Como não dar tiros nos seus próprios pés, em dez lições".
Em relação às escutas, em pleno Séc. XXI, sabe-se que já não é preciso um agente 007, colocar microfones em sítios estratégicos.
Basta contratar, Detective Correia, que com um carro estacionado na zona de Belém escuta tudo num raio de 500 metros. O qual, obtém sua maior quota de mercado em cornudos(as) ressabiados, os cabeças de Vila-Franca. São as novas tecnologias.
Acrescentando a outras, muito bem vendidas, sem falar dos comissionamentos, de generais da NATO que fizeram boas amizades em Portugal.

Toda a gente sabe que o PS, alimenta todo um serviço de informações, espalhados em salas de escritórios, disfarçadas de call-centers, na capital lusa. Toda uma formação deixada por um especialista na matéria, Frank Carlucci.

Agora e por baixo de todas as manipulações e conspirações que até ao Noddy baralham. Sua Excelência tinha todo um ramalhete de serviços que discretamente poderiam ser utilizados para verificação de tais suspeitas.
Por exemplo e primeiro, os temíveis serviços secretos portugueses - o SIS. Depois a secreta militar a - DINFO, da qual é o supremo comandante. As duas andam às turras.
Num País, em que é o carrossel e porta de entrada, bem aberta, ao narco-tráfico da América Latina, poiso confortável às máfias de prostituição de Leste e Africana, o tráfico de armas "aqui é à vontade do freguês" e paraíso internacional para pedófilos.
Não se compreende, é tanta choradeira. Ou talvez. não...

Eu também leio muitos e-mails e não faço disso um drama, apesar, do Planeta em que vivemos já ser todo um drama social.

Se não sabem, não inventem! Há neste País quem saiba.
Saiam...
Poupem-nos é às vossas cabeçadas!

Voltando a repetir-me e como dizia uma amiga do norte: Ide-vos foder! Fodei-vos, pá!

terça-feira, 28 de julho de 2009

BlogConf

Realizou-se ontem, dia 27 de Julho de 2009, uma iniciativa assaz interessante. Foi criado um site em Portugal que porventura terá a intenção de convidar personalidades de relevo nacional, sobretudo na área política, para em directo para toda a internet, conferenciar com bloggers. Alguns escolhidos meramente ao acaso marcarão presença física, os outros em suas casas atrás dos seus monitores poderão, imagine-se, colocar questões ao convidado.
Ontem, na estreia, o convidado era o Primeiro-Ministro português, José Sócrates. Tudo a postos, milhares de computadores Magalhães ligados à frenética banda larga, e... Algo se passou. Afinal, não foi em directo e prometido ficou que passaria em diferido.
Os vinte bloggers, escolhidos por mero acaso, quase metade era socialista, ou seja, do mesmo partido que (in)governa Portugal.
Só o blog Simplex contava, prá aí por dois ou três. Tal a sorte de serem contemplados por terem sido um dos blogs a participar em tal evento virtual.
O vídeo a seguir mostra o Primeiro-Ministro que afirma que foi o melhor de sempre em Portugal com a sua Ministra de Educação na apresentação de um suposto abono escolar.
Comunidade internacional, aprendam!



Dobro ou duplica? É que há diferenças substanciais. O dobro é uma coisa e duplicar é outra.
€100? €50 ou €150? Não, afinal triplica. Se calhar passa a ser duas vezes mais. Não, três vezes mais.
A prova dos nove ajuda? Confuso?
A questão é que as pessoas, não entendem a complexidade de pensamento deste governo. Por isso é que é do melhor que há em Portugal, quiçá na Europa e talvez no Mundo.
Isto são técnicas complexas, não ao alcance do vulgar mortal.

Voltando à brilhante iniciativa democrática, de convidar os bloggers lusos em sã fraternidade, apesar da largura de banda ter acidentalmente ficado estreita as perguntas efectuadas pelos 20 bloggers escolhidos aleatoriamente deverão ter sido, por exemplo:

- Como brilhante Primeiro-Ministro que é, como foi governar perante uma conjuntura adversa, e mesmo assim, obter tais resultados positivos?

- Apesar de sua governação ser das melhores que houve em Portugal, ainda existe quem conteste a sua legislatura, como é que é possível?

- Haverá quem consiga fazer melhor que Sua Excelência? Personalidade de créditos firmados, absoluta honestidade e de idoneidade inquestionável.

Entre outras. De facto, Portugal é um País em franca liberdade de expressão e de igualdade de oportunidades.
No site aberto a todos, BlogConf, qualquer um poderá constatar, que clicando em "participar" se abrem automaticamente janelas de liberdade.
A suposta identificação, meio espécie; fotografia tipo-passe, comprovativo de morada e profissão, para evitar a sobrecarga dos temíveis serviços secretos portugueses - SIS, a braços com uma redução de pessoal injusta. Afinal, a crise toca a todos.

Os bloggers, verdadeiros bandidos e de perigosidade elevada no que concerne à segurança da nação, têm que ser bem controlados, os canalhas.
Ao contrário dos traficantes de droga, gestores de distribuição de carne branca do Leste e pretinhas da Nigéria, das redes de pedófilos e tráfico de orgãos humanos. Esses sim, criam riqueza e contribuem para o PIB.
Agora, os bloggers... Esses pulhas!

Dom Corleone, realizado por jovens talentosos, no seu Projectos Diferidos. Tal a qualidade, que até se desconfia, se serão portugueses.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O discurso da (in)coerência



Sobe-se os impostos, ou desce-se? Então, óh camarada! Em que é que ficamos?
Esta discrepância linguística tem apenas 3 meses de clarividência viajante, no Espaço e no Tempo.
A diferença entre o candidato e o eleito.
A política do bota-abaixo. E como será a política do bota-acima?
A culpa de tudo o que corre mal é da crise. Uma malandra a crise.
Porque é que não prepararam o País para a tempestade que já se sabia que iria vir? Apesar de dizerem o contrário. Logo estão a dizer que como governo não tinham capacidade de visão.
Vivemos um dos governos mais incompetentes de sempre. Não é fala-baratismo, é a realidade.
Na sua vigência, cresceram o número de desempregados, o fosso entre ricos e pobres aumentou, a insegurança laboral cresce a uma velocidade alarmante e as pseudo-reformas geraram das maiores desmotivações de classes; professores e polícias como exemplos principais. E a mais grave de todas a criminosa "mexida" no código penal português. Aí entrou-se no campo do pior que pode haver da imperfeita raça semi-humana. É de pulhas que lidamos, e num País como Portugal, a fácil propagação destes organismos hostis ganham um nível de perigosidade mais elevado, pela reconhecida maleabilidade popular e acreditar com relativa facilidade nestes visionários ambiciosos.
Genéricos à borla para idosos com rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional em época pré-eleitoral, a história repete-se.
A música a seguir num excelente inglês técnico é para o (des)governo de marionetas actual.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Marionetas

Em 2004 José Sócrates e Santana Lopes participaram na reunião do Clube Bilderberg. Et voilá!
Foram os dois últimos primeiros-ministros de Portugal. Para mal dos nossos pecados.
Este ano, a 6 de Junho na Virgínia - USA, última e actualizada reunião do referido grupo os convidados portugueses recrutados pelo secretário técnico português Francisco Pinto Balsemão (ao que consta o real herdeiro do trono monárquico luso), foram os actuais autarcas das duas maiores cidades portuguesas. Rui Rio e António Costa. Parece que nasceu uma amizade sólida entre ambos.
Quem acredita em coincidências? Quem aposta comigo que estes dois pujés serão os nossos primeiros no curto médio-prazo?
Por isso meu caro eleitor, não se sinta frustrado. Estas coisas já estão pré-determinadas, por cabecinhas pensadoras que preferem não correr riscos e que querem mante-lo ESCRAVIZADO.
Logo se se mantiver obediente terá as suas migalhas para desfrute da família. Terá direito a um LCD, a uma PlayStation, a 15 dias no Brasil nos hotéis escolhidos pelas agências de viagens (não se deslumbre com as rabudas que lá aguardam os gringos) e a um automóvel KYA Motors amortizável mensalmente pelo o Banco que já não lhe pode devolver as suas poupanças, caso as tivesse.
Como é que Rendeiro e Oliveira e Costa usufruiriam das suas mansões com piscinas aquecidas sem o parvalhão do português para as pagar? Pois é!

No espaço lusitano houve um Juíz (Rui Teixeira - que grande serviço prestou à Nação!) que foi à Assembleia da República prender preventivamente um parlamentar do Partido Socialista, de seu nome Paulo Pedroso. Com isso tentou passar a mensagem de que ninguém estava a cima da Lei. Foi uma espécie de mini-metragem. Juíz maçarico e ainda não corporativizado, descarregaram-lhe as 1001 expediências do vai para ali a ver se eu estou lá.
O Bilderberguista, maçónico e beneficiário da árvore das patacas de Macau (e dos diamantes de sangue de Lunda Norte) - o Partido Socialista português, não teve problemas nenhuns em alterar a legislação do Código Penal Português a favor de seus militantes pedófilos e enrascados com a situação de momento. Um povo hipnotizado, impávido e sereno, assobiou para o lado e perguntava ao colega do lado se o Benfica foi roubado ou não no penálti duvidoso. Verdadeira questão nacional.

Amigo, cidadão, DESPERTA! ABRE OS OLHOS! ABRE A MENTE!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!