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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seráfica hipocrisia


Com todo o ar mais seráfico possível, os mais variados opinion makers portugueses dizem em uníssono que a populaça em geral vive acima das suas possibilidades.
Na verdade, as possibilidades dos portugueses, em termos médios, sempre viveram a possibilidade de salários baixos como comprovam alguns índices económicos, que para comprarem a merda de um frigorífico ou de um fogão, têm de recorrer ao crédito.
Não falando das filas escondidas nas traseiras das santas casas de misericórdia, com sacos do pingo doce ou do continente, na esperança de serem preenchidos, lembrando outrora, que foram atirados para a merda por filhas da puta que esquizofrenéticamente tentam "o tudo por tudo" para agradar hierarquias com números competitivos, e que mesmo assim encerram unidades de negócio, comentando entre si, que há gente parva e que acredita no Pai Natal.
A realidade da sopa dos pobres na almirante reis, quando ao mesmo tempo os funcionários do BdP, dos seus gabinetes vislumbram filas cada vez mais longas, num país que já vendeu em pedaços a sua soberania.
Mas que tamanha vergonha!

Há coisas incríveis e que se tornam incrédulas perante toda a passividade de um povo anestesiado, sem falar do rol de queixinhas, como muitos gostam de apregoar.
Uma das queixinhas, que pela mentalidade dominante não devem ser levantadas é a questão do PPR de Miguel Cadilhe que impôs para presidir ao BPN, quando todos já sabiam, que o referido banco estava na completa falência, o ladrão impôs um PPR de dez milhões de euros. O sacana, considerado pelo establishment como pessoa séria e de currículo académico ímpar, nem esteve lá meio ano, mas ficou com a grana. Mas que granda filha da puta do caralho, sem falar da parte ética e moral da questão e não obstante da informação de todo um quadro negro da instituição. Isto apenas é um exemplo, uma parte de muitas ...!
Que hoje, idosos com muitas dificuldades para pagar os seus remédios na farmácia, pagam a sua injusta quota-parte.
O BPN, foi um regabofe de tal forma escabroso, que todos nós pagamos, mesmo que muitos de nós não nos apercebamos. Um regabofe, onde se passearam, principalmente, ex-ministros da maioria de Cavaco.
As leis têm de ser cumpridas, a experiência histórica diz, que mais tarde ou mais cedo e de uma forma ou de outra a justiça impera, na maior parte das vezes, na sua forma mais cega.

Por outro lado, o socialismo maçónico, conduzido pelo PS, agravou ainda mais a desgraça deste país. De facto a entrega de Portugal a estes dois partidos políticos, PS e PSD, revelou-se um desastre total, com os resultados à vista de todos. Verrascas do pior, numa linguagem mais contida, até comeram meninos em festas, os verrascas.

Um e outro, desmantelarem a parca indústria portuguesa, desde as fábricas de sabões, às da borracha. Quem conheceu o Poço do Bispo em Lisboa de outrora, sabe do que se fala.
Um país com condições climatéricas ideais para a produção de cereais, destruíram essa capacidade produtiva, para agora comprarem através de crédito externo, as necessidades cerealíficas da população.
Por falar em socialismo, mas que merda é essa da fundação Mário Soares? O que é que apresenta, o que é que produz, para justificar as subvenções que recebe?
Porque é que os media tanto defendem Mário Soares, tal como a classe política em geral? Quando na verdade, foi um dos primeiros obreiros da desgraça nacional, seguido por Cavaco e depois por avulsos do PS e do PSD.
Porque chegamos a este ponto? Não há acasos nem ocasos, mas sim, responsáveis que nos levaram a este ponto e que ainda estão a tempo de ser responsabilizados, não só politicamente, como criminalmente.

Com tudo isto, vêm agora os actuais seráficos ministros da actualidade, donde se destaca o da economia. Álvaro Santos Pereira, que deve ser uma pessoa muito interessante, que veio dos meios académicos do Canada e que até escreveu um livro sobre Portugal e cuja cientificidade é por demais reconhecida, falta-lhe um pequeno pormenor que não de somenos importância, a aplicação prática das teorias ao dia-a-dia real das pessoas. É um teórico, onde lhe falta perceber que o Canada não é Portugal. A empresa, o pensionista e o assalariado canadiense é conjucturalmente diferente do português.

Álvaro, Gaspar e Coelho, o ultra-liberalismo do qual são adeptos faliu, basta ver na televisão, e depois, entre a teoria das salas de universidade e a realidade do dia-a-dia vai uma grande diferença. Meus caros, matar a economia e depois esperar que ela cresça, só com drogas que ainda não foram inventadas!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A guerra que você não vê


Há poucos dias atrás celebrou-se o décimo aniversário do atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001, donde o facto mais relevante foi a queda das torres gémeas designadas por World Trade Center em NY, o 9/11 que mudou o mundo, para pior, diga-se de passagem.
O atentado foi terrorista e dele morreram milhares de pessoas, a grande dúvida subsiste; quem o ordenou, quem o planeou e quem o executou? Dúvida que permanece ainda no ar, perante todas as incongruências dos factos e das investigações semi-boicotadas, muitas delas efectuadas para baralhar e orientar a opinião pública para meias-verdades.

O documentário que segue em baixo, foi puxado do blog de Daniel Simões - Naturologia, realizado pela cadeia de televisão britânica ITV (???), mas a reportagem é extremamente incisiva, focando principalmente, os jornalistas de topo dos maiores grupos de média norte-americanos e britânicos, no relativo ao tema da enorme campanha de propaganda levada a cabo pelos líderes de então, a dupla famigerada, senão diabólica, Bush-Blair, para a invasão do Afeganistão e do Iraque.
Alguns jornalistas, reconheceram que deveriam ter sido mais assertivos, outros torcem-se mais para admitir que não estavam tão errados mediante a informação de que dispunham à época.
Mostra a parte que os povos da chamada comunidade internacional não viram.
As imagens das crianças mortas, soterradas, ameaçadas e das que ficaram sem pai nem mãe.
Ao que parece, as bombas amigas também matam... As imagens que passaram nos media, principalmente, são as de árabes maluquinhos da tola aos gritos e a dar tiros de metralhadora para o ar.
Todos consumiram, uma gigantesca operação de propaganda de contornos complexos, para dirigir a opinião dominante num determinado sentido.

Na realidade, não existe lado bom nestas questões. A triste verdade é que na guerra, disputam-se recursos naturais, poder geo-político e status-quo.
Ou seja, é tudo merda, onde crescem mentalidades do "nós contra eles" em ambos os lados, em que sempre, se elaboram argumentários; apaixonado/românticos, intelectuais, políticos e religiosos.
Factualmente, é que cada um dos lados, envia os filhos dos seus povos, para a queima, são a carne para canhão.
Se os soldados, de todas as guerras, soubessem a verdade dos verdadeiros interesses das suas hierarquias, muito provavelmente, não haveriam guerras.


sábado, 21 de maio de 2011

A troca


Vivemos constantemente de trocas, políticas, sociais, religiosas e de "modus vivendis" sociais, mesmo antes de nós, seres humanos andando neste planeta a cagar e mijar por aí, o planeta já viveu trocas violentíssimas na sua atmosfera. Já foi cinza, enevoado e quente, já foi, também gelado. Por cá já habitaram animais gigantes e monstruosos, que faziam a terra tremer consoante as suas passadas.

Mas os maiores monstros de que à memória, somos nós mesmos, talvez sejamos uma espécie de vírus.
Sugamos, não co-existimos, seja por ignorância, ou por ganância.

Apesar de nossa história, marcada por cognomes que sinalizam tempos, a verdade é que nunca saímos da idade das trevas. Os métodos mudaram, mas a base é a mesma.
Temos uma essência contraditória, como a natureza é perfeitamente contraditória, para existirem predadores, tem que existir presas e os dois vão evoluindo nesta simbiose de limar arestas biológicas.
A chita é cada vez mais rápida, o tubarão é cada vez mais letal, como a gazela cada vez salta mais alto e a foca vai-se tornando mais rápida no mar. Como nas florestas mais densas, as árvores são assustadoramente mais altas, lutando pelo seu lugar ao sol.

No mundo dos humanos, vivemos tempos fantásticos de mudança, vivemos o esticar a corda como nunca foi visto, levando a consequências imprevisíveis, ou seja, ninguém sabe como vai ser o dia de amanhã.
O não saber, o não se conseguir prever, é o pânico das supostas elites do cagalhão; maçonarias, organizações militares supra-nacionais (p. ex. Nato), sociedades secretas de vários tipos de fardas, organizações religiosas, sindicatos financeiros e agências de informação em geral.

Historicamente, as trocas surgem, quando aqueles que muito têm não abdicam do que têm e os que pouco têm, ou mesmo, os que nada têm, atingem um ponto tal, em que acordam e trocam tudo.

As trocas de hoje, que deixaram de considerar a gente, como gente. As pessoas, deixaram de ser pessoas, já nem números são, mas mero lixo provisório.
As trocas, efectuadas por profissionais, atenção são profissionais bem treinados, vão ao ponto de considerar o despedimento por justa causa, a inadaptação e o incumprimento de objectivos, com todas as falácias que se podem perverter nestes dois assuntos.
O marketing político sempre alinhou pelo discurso do progresso, da melhoria das condições de vida e por aí adiante. Agora diz, que vivemos acima das nossas possibilidades e que temos de fazer sacrifícios, quando a maioria das pessoas não alterou a sua seriedade no trabalho.

O que na verdade acontece e a pergunta que todos fazem, é - Mas para onde vai o dinheiro?
Na realidade, ele vai direitinho para uns cabrões do caralho, que voltam a investir através de complexas engenharias financeiras nas populações que por sua vez volta às suas despudoradas mãos. Também investem em medicamentos que prendem o doente até ao resto da sua vida. A cura é um negócio pouco rentável, obtém-se mais dividendos em prolongar as doenças.
A África também é um mercado muito rentável, haver costa-marfinenses ou ruandenses a matarem-se uns aos outros, é bom para o crescimento do produto, a arma.
Países produtores de petróleo são um dois em um. Pelo preço de dois...
Escoamento de armas em abundância e controle energético, basta picar na religião.

Relativamente a Portugal, que já tinha enormes dificuldades em pagar o que pediu emprestado, agora, com o brutal empréstimo de tesouraria que vai obter, em muitas mais dificuldades vai ficar, por outras palavras, é impossível conseguir pagar, como a Grécia e a Irlanda e outro país que entrar nesta espiral.
Não é questão dos 5%, 6%, 8% ou 80%, a questão, é que não há economia capaz de pagar as loucuras dos nossos decisores políticos.
Que além de porem as pessoas que nada têm a ver com isto, a pagar.
Mas fala-se em aumentar os horários de trabalho e reduzir os salários. Fala-se que uma semana de férias no Verão é suficiente.
Porque não, as pessoas abdicaram da sua vida pessoal?
Porque não, as pessoas dormirem nos seus postos de trabalho?
E já agora, trabalharem de graça?
Dessa forma, aumentando a sua motivação laboral, para assim assegurar mais lucros aos seus pseudo-gestores e empresários.
Agora que há novos modelos Jaguares, agora que há umas novas piscinas com aquecimentos graduais.
Os trabalhadores vivem acima das suas possibilidades, pois assim, não garantem as margens de lucro, para reinvestir nos Ferraris, nas putas de luxo e no filet-mignon.
Uma semanita de férias e um farnel na mata, é mais do que suficiente, o que querem mais? Um rolex ...?

É de gritos!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Discernimento, jornada espinhosa da humanidade


É tudo tão difícil, muito difícil... é a crise, é a divida, são as hemorróidas e o que mais que seja. Em linha de conta, no pensamento dominante e presente, há que conter despesas e custos, há que fazer sacrifícios.
Porque é difícil, é muito difícil, isto tudo. Quando na verdade, enquanto o planeta vai girando há milhões de anos e a natureza tem um ritmo próprio, fruto de uma sabedoria evolutiva muito além de nossas vidas fugazes, nós, criaturas "ainda" no berço espirramos espasmos frenéticos de inteligência.
Por exemplo, na inteligência sentimental, comportamental e comunicacional, vamos dando os primeiros passos. Tivemos indivíduos excepcionalmente desenvolvidos em uma ou duas áreas intelectuais e nas outras verdadeiros desastres. Existem e existirão variados caminhos até completarmos um pouco o ramalhete, o qual, ainda desconhecemos.
Um termo de medida é uma mente que deu um dos maiores pulos no conhecimento do Universo, Stephen William Hawking, tenha sido subtraído dos afazeres físicos que um soma acarreta e daí ocupar a sua mente, quase em permanência no pensar.

Para já, termos a percepção do nosso estado primitivo e selvagem em que nos encontramos, é um sinalizador da nossa condição. Apesar da sensação de podermos interagir com um semelhante do outro lado do mundo ou estas linhas que lê, em segundos poderem ser lidas em qualquer parte do mundo e traduzidas na língua local.

Não obstante...
- A malária matar milhões de pessoas, quando um simples mosquiteiro ajudaria muito.
- Quando milhões sucumbem pela fome, e outros destroem toneladas de alimentos para manter o preço de produtos agrícolas.
- Quando milhares doam milhões de alimentos e dinheiro, para ser derretido nas organizações "pseudo"-humanitárias, e o pouco que chega ao destino, ser controlado por senhores da guerra locais.
- Quando se viola uma criança - destruindo-lhe o esfíncter anal - num país ocidental chamado de primeiro mundo que "evangeliza" o estado de direito, mas consoante o poder sócio-económico do abusador é tido em conta de forma subjectiva para não ser punido legalmente de algo moralmente condenável.
- Enquanto as principais farmacêuticas mundiais cotadas em bolsa, perpetuam e condenam os seus clientes, aliás doentes, na fidelização de consumo, antes da demanda de cura das suas maleitas.
- Enquanto se professam religiões que mantém milhões de vidas reféns de livros sagrados, quando sagrado já é tudo o que existe.
- Enquanto se manipulam milhões de mentes órfãs de ideias, em soldados "políticos" que as defendem inconscientemente e até à morte, mantendo obscuros grupos de interesses. No post-mortem, fortes e longas depressões pós-dessomáticas, quando constatam que foram usadas num jogo maior.
- Enquanto civilizacionalmente consideramos que tirar a vida a outro ser humano é um acto condenável, ao mesmo tempo que a indústria do armamento é o maior negócio do planeta.
E todas as outras ...

Quase tudo isto, com sistemas democráticos, com o voto das populações que mandatam outros para os dirigir. E todos se queixam das injustiças...
Há muita gente que se julga gente, porque quando lhes batem à porta do W.C., respondem - Tem gente!

Em baixo no vídeo, está um daqueles raros momentos, do verdadeiro pulsar do planeta. Ritmo, melodia, vivência, sapiência, limbo, sentir... Com o que produzimos da terra aliada à nossa infinita capacidade de criação, às vezes, somos o que esquecemos que somos, parte constituinte do Universo.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

The Book of Eli


"The Book of Eli" é mais um daqueles filmes apocalípticos que retratam um mundo num pós-guerra nuclear, sociedade (a que resta) no caos, falência evidente de organização institucional, um mundo estilo Mad-Max dos anos 80.
Só que neste filme está implícita uma ideia de fundo, a ambivalência do livro que dá o nome ao título, a bíblia sagrada (holy bible).
Um suposto escolhido que resiste a todas as fraquezas corruptivas do ser, leva a cabo uma jornada, afim de transportar o livro a um destino que superiormente guiado.
O filme é elencado por dois actores Hollywood de primeira linha, que transportam o filme a um patamar mais elevado; Denzel Washington e Gary Oldman.

No filme realizado pelos irmãos Hughes (Albert e Allen) que se estreou nos cinemas em Janeiro de 2010, o elogio, como, a crítica mais sinuosa, da bíblia é feita de forma mais assertiva.
Quando Carnegie interpretado por Gary Oldman diz que o livro é mais do que um livro, é uma arma. Acrescenta - É uma arma apontada à mente dos fracos e dos desesperados. Já aconteceu uma vez e pode acontecer mais uma vez.
É a mais poderosa descrição do livro denominado por a bíblia sagrada.

Parte histórica da "nossa" humanidade foi e é manipulada por livros sagrados com efeito multiplicador...

domingo, 7 de novembro de 2010

Pensenes de vidas vividas


O pensene, conceito fundamental para o entendimento do paradigma da consciência proposto pela Conscienciologia, é a unidade básica de manifestação integrada e integral da consciência em qualquer dimensão e representa a união indissociável do pensamento ou ideia, do sentimento ou emoção e da energia, atitude ou acção, sempre omnipresentes.
O termo pensene é um acrónimo formado a partir de pensamento, sentimento e energia. É neologismo técnico da Conscienciologia.
Em tese, no âmbito humanamente inteligível da escala evolutiva, os componentes do pensene são indissociáveis. Não há pensamento sem energia, energia sem sentimento, sentimento sem pensamento.

Ao longo da vida e de vidas, foram-se exteriorizando formas e pensamentos, alguns exemplos:

Nietzsche;

- Saber é compreendermos as coisas que mais nos convém.
- Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.
- Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno.

Confúncio;

- Aprender sem pensar é tempo perdido.
- Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.
- Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?

Oscar Wilde;

- Uma coisa não é forçosamente verdadeira lá porque um homem morreu por ela.
- A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder-lhe.
- Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo.
- A coerência é a virtude dos imbecis.
- A experiência é o nome que damos aos nossos erros.
- As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros.
- Cigarros são a forma perfeita de prazer: são efémeros e deixam-nos insaciados.

Tao-te-Ching;

- A actividade vence o frio; a inactividade vence o calor; assim, com a sua calma, vai o sábio corrigindo tudo no mundo.
- Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar.

Sun Tsu;

- Se o inimigo deixa uma porta aberta, precipitemo-nos por ela.

Eça de Queirós;

- O riso é a mais antiga e mais terrível forma de crítica.
- O melhor espectáculo para o homem - será sempre o próprio homem.
- Para ensinar há uma formalidade a cumprir - saber.

Jean-Paul Sartre;

- O dinheiro não tem ideias.
- Não há um único dos nossos actos que, ao criarem o homem que queremos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem tal como estimamos que ele deve ser.
- Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.

Agostinho da Silva;

- Viver interessa mais que ter vivido; e a vida só é vida real quando sentimos fora de nós alguma coisa de diferente.
- Crê com todo o teu ser; só assim terás atingido o máximo da dúvida.
- Todo o esforço de manter a personalidade impede o vir a tê-la.
- Um dia nada será de ninguém, pois todos acharão, por criadores, que têm tudo.
- Não há liberdade minha se os outros a não têm.
- O presente é o futuro tentando ser; assim o meio e o fim.

Na assumpção relativa, que cada um tem razão, a sua razão dentro de uma mesologia, do seu histórico existencial e dela a sua única e individual interpretação, misturada de muitas outras razões colectivas.
As pessoas, os animais, as flores, não nascem para serem felizes. Nascem para num contexto muito complexo, mas ordenado e lógico - que a nossa compreensão ainda não alcança -, evoluir e nesse processo atingir novos patamares existenciais.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Decisão Infeliz - Ultramar

Infelizmente, estas histórias vão-se fazendo todos os dias. Histórias de brutalidade desumana.
Neto e filho, das realidades africanas lusófonas. Colegas que viveram a irracionalidade de uma guerra mantida teimosamente por um governo insano, que acabou por funcionar como gatilho da revolta de Abril.

Os salpicos de água no lençol, numa Guiné, quente e húmida. O amigo da aldeia deitado numa maca a chorar - Nunca mais vamos dar uma volta!
As injecções de penicilina de alta voltagem. As putequinhas de Bissau.
Por outro lado os diamantes de Lunda Norte, mantidos por uma companhia Belga, que fazia de parte de Angola um País à parte.
Um guerreiro, que esteve isolado e abandonado pela Administração, com a sua companhia no Norte de Moçambique, no mato, quantas insanidades vivenciaram.
Um colega que contava emocionado, após um bombardeamento dos Fiat's portugueses que por engano atingiram uma companhia portuguesa. Num armazém improvisado e com a quarta classe mal tirada lancetavam veias de camaradas. Os gritos, os esguichos de sangue a atingirem o tecto e o cheiro a carne queimada e estrilhaçada.
As copas das árvores e os RPG's. As Kalash's que trouxeram.
Dizia um caçador numa lancha com dezassete, não é mau. Com 74 eram muitos. Mortos em combate. Caçador de mortos em combate.
O barulho dos helicópteros no mato, dizem que, é algo que não entenderemos.
Ver esta gente que passados estes anos todos ainda se junta em almoços de convívio, emociona.

E que não se esqueçam, muitos ainda estão vivos. E têm a experiência.

A guerra é a experiência limite do ser humano.

Estes Homens, verem um país actualmente a ser governado por maricons. Custa, caramba!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Marionetas

Em 2004 José Sócrates e Santana Lopes participaram na reunião do Clube Bilderberg. Et voilá!
Foram os dois últimos primeiros-ministros de Portugal. Para mal dos nossos pecados.
Este ano, a 6 de Junho na Virgínia - USA, última e actualizada reunião do referido grupo os convidados portugueses recrutados pelo secretário técnico português Francisco Pinto Balsemão (ao que consta o real herdeiro do trono monárquico luso), foram os actuais autarcas das duas maiores cidades portuguesas. Rui Rio e António Costa. Parece que nasceu uma amizade sólida entre ambos.
Quem acredita em coincidências? Quem aposta comigo que estes dois pujés serão os nossos primeiros no curto médio-prazo?
Por isso meu caro eleitor, não se sinta frustrado. Estas coisas já estão pré-determinadas, por cabecinhas pensadoras que preferem não correr riscos e que querem mante-lo ESCRAVIZADO.
Logo se se mantiver obediente terá as suas migalhas para desfrute da família. Terá direito a um LCD, a uma PlayStation, a 15 dias no Brasil nos hotéis escolhidos pelas agências de viagens (não se deslumbre com as rabudas que lá aguardam os gringos) e a um automóvel KYA Motors amortizável mensalmente pelo o Banco que já não lhe pode devolver as suas poupanças, caso as tivesse.
Como é que Rendeiro e Oliveira e Costa usufruiriam das suas mansões com piscinas aquecidas sem o parvalhão do português para as pagar? Pois é!

No espaço lusitano houve um Juíz (Rui Teixeira - que grande serviço prestou à Nação!) que foi à Assembleia da República prender preventivamente um parlamentar do Partido Socialista, de seu nome Paulo Pedroso. Com isso tentou passar a mensagem de que ninguém estava a cima da Lei. Foi uma espécie de mini-metragem. Juíz maçarico e ainda não corporativizado, descarregaram-lhe as 1001 expediências do vai para ali a ver se eu estou lá.
O Bilderberguista, maçónico e beneficiário da árvore das patacas de Macau (e dos diamantes de sangue de Lunda Norte) - o Partido Socialista português, não teve problemas nenhuns em alterar a legislação do Código Penal Português a favor de seus militantes pedófilos e enrascados com a situação de momento. Um povo hipnotizado, impávido e sereno, assobiou para o lado e perguntava ao colega do lado se o Benfica foi roubado ou não no penálti duvidoso. Verdadeira questão nacional.

Amigo, cidadão, DESPERTA! ABRE OS OLHOS! ABRE A MENTE!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

JFK

John Fitzgerald Kennedy, 35º Presidente dos Estados Unidos da América, acreditava num mundo mais livre e independente. Pagou com a vida esse assomo de consciência. Na minha opinião com dois momentos marcantes. O discurso dirigido às sociedades secretas e a finta à possível 3ª Guerra Mundial, na Crise dos Mísseis em 1962. Ele e o seu irmão nos jogos de bastidores poderão ter evitado à Humanidade um longo período de sofrimento (isto é especulação minha, mas, acredito que seja verdade).
De facto, não jogava na mesma equipa da máquina de guerra em que se transformara os USA. Foi-lhe fatal. Numa operação bem montada foi eliminado - uma espécie de black ops.
Numa época conturbada da história dos USA, um Presidente que, ouvia as minorias , enviava tropas para o sul para defender os direitos dos cidadãos negros, defendia uma aproximação à URSS. Era completamente contraprucedente a lóbis poderosíssimos que defendiam claramente o oposto.
O vídeo em baixo é o discurso sobre - o secreto, o qual puxei do blog Ai Portugal Portugal! do CRN.



O filme "JFK" realizado por Oliver Stone levantou a polémica sobre o assassinato. O vídeo em baixo é o Zapruder Film que tanta celeuma suscitou.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Guernica

No seguimento de um post no blog Isto tem dias de Ana Camarra que me fez releembrar uma determinada época de minha vida - long time ago. Fazia uma grande viagem por Espanha por ano ao longo de três anos. Numa delas tive a oportunidade de ver em Madrid o quadro ou painel como lhe queiram chamar - Guernica, assinado por Pablo Picasso.
Impressiona pela sua dimensão ( 350 cm por 782 cm ) e é de facto, razão para ficarmos algum tempo "especado" a contempla-lo pela sua genialidade causadora de impacto.
Não se está aqui a avaliar a inteligência social de Pablo Picasso ou se inicialmente a obra seria para homenagear seu amigo falecido, o toureiro Joselito e que, depois a pintura foi renomeada à pressa devido ao bombardeamento da Luftwaffe. Aqui traz-se apenas a obra-prima.
Pela sua representatividade não existe dinheiro no mundo para comprar esta obra ao Estado Espanhol.
Deixo aqui um vídeo da obra em 3D muito bem feito e com música de calibre a acompanhá-lo. Para mais informações sobre como foi feito este vídeo clica aqui.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Hotel Ruanda

Ontem revi o filme pela enésima vez "Hotel Rwanda" que passou na RTP 1. Realizado por Terry George e nos principais papéis actores como: Don Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte e Joaquin Phoenix.
O cinema, com o filme Hotel Ruanda, mostra a selvajaria e a brutalidade dos factos ocorridos e o despertar de sensibilidades para com as crueldades que afligem o continente africano. O massacre da população Tutsi pelos Hutus, em 1994, em Ruanda, um país pobre, da região central da África, exportador de chá e de café que deixou de ser colónia da Bélgica, tornando-se independente em 1962.
O conflito que dilacerou o Ruanda, matando aproximadamente 800.000 pessoas - repito 800.000, da etnia Tutsi pelos da etnia Hutus, em 100 dias, em 1994, é um dos resultados do legado colonial que as autoridades, principalmente, belgas e francesas se negavam a assumir.
Amparado intrafísicamente por Paul Rusesabagina ( Don Cheadle), cidadão ruandense, Hotel Ruanda procura dar visibilidade ao genocídio ao mesmo tempo em que encena a indiferença da ONU, da Bélgica, da França, da Inglaterra e em geral pela Comunidade Internacional ( umas das maiores representações abstractas do nosso Planeta ) quando se negaram a interferir e a evitar o massacre dos tutsis.
Em Hotel Ruanda o sofrimento que se vê é representação, a violência não é explícita e não está totalmente revelada. Por mais que se queira mostrar, a real e violenta realidade não está em cena, ela escapa da tela porque está na vida, na memória e na pele dos sobreviventes de Ruanda. Propositadamente para ser visto nas escolas.
Imagens essas que nos entram pela casa dentro e comentamos: - Dão isto logo agora que eu tou a jantar! E vemos uns petizes com bazoocas ( às vezes maiores que o seu soma ) artilhadas com a mais alta tecnologia que o denominado mundo ocidental tem para oferecer distribuidas pelos seus comissionistas - traficantes de armas. Para melhor compreender preços e especificações técnicas ver site russo muito bem elaborado e com toda a informação mais actual do mercado - http://world.guns.ru/
Em baixo um trailer do filme da MGM.

Quando me perguntam se sou um gajo feliz, eu respondo que não. Só um bicho totalmente egocêntrico ou com muita falta de informação poderá responder que sim a tal ingénua pergunta. Porque todos nós estamos ligados, nem que seja, pela Respiração. Todos respiramos, neste Planeta, a atmosfera que nos é dada sem percebermos exactamente, porquê.
Por isto vemos o quanto a Humanidade tem para evoluir. As etnias, a cor da pele, as religiões, as ideologias politicas, o mijar perímetros fisicos ( fronteiras estaduais ) como os outros animais, etc ... São fruto das nossas fraquezas enquanto seres humanos. A incapacidade de sermos seres livres ( que somos ) sem nos escondermos num qualquer grupo ou facção. A união faz a força, mas este conceito - na minha opinião - é ainda entendido de uma forma errada. Não é agruparmo-nos em uma espécie de "grupo de clube amigos disney" para combater outro grupo que vamos lá. Com isto apercebemo-nos que com diálogo ético, inteligente e compaixão ainda não se resolvem com seriedade os variados conflitos que demandam de resolução.
Nascemos e morremos, nascemos e morremos, nascemos e morremos em série. Já nascemos e morremos em várias partes do globo, com cores de pele diferentes e com os variadissímos status sociais. Em boa verdade, vos digo, que a nossa média evolutiva já poderia ser um bocadinho melhor.