Mostrar mensagens com a etiqueta colapso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta colapso. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de dezembro de 2011

Da dívida soberana à perda de independência


Foi um instante... Um segundo atómico, que se está a tornar explosivo...

A questão que se põe é, e os imponderáveis e todas as variáveis que se colocam em momentos incertos no futuro próximo?
Se constatarmos que existe uma Agenda nesta crise presente, pois ela vai crescendo ponto-a-ponto, onde se vai percebendo que existe uma espécie de mão inteligente que a vai guiando, não de forma desordenada, não de forma atabalhoada, sem rostos e nomes que por detrás dos governos eleitos "formalmente", das agências de rating e dos gestores dos grandes fundos de investimento que operam nos mercados, foram calculados os riscos da imprevisibilidade das consequências que poderão gerar esta linha de actuação?

Mesmo considerando as mais variadas teorias de conspiração, existe um campo vastíssimo para a mais pura incerteza, imprevisível e até, caótica dos tempos que nos aguardam brevemente.
Os actuais líderes europeus, parecem baratinhas tontas, tentando cada um mostrar-se mais inteligente do que o outro, nos quais se sub-entende que navegam completamente à vista, manietados, pelos sistemas legais que fomentaram.
Hiper-endividados, por força da ilusão de criarem uma moeda única que lhes daria mais força negocial junto dos tais mercados, onde se transaccionam milhões e milhões de dinheiro virtual por dia, sem se saber as respectivas proveniências do dinheiro. Tanto pode ser um fundo de pensões de uma grande empresa estatal, como de um grande mafioso que movimenta mulheres afectas à actividade de prostituição, ou de comércio de orgãos humanos para transplante, ou tráfico de droga e armas, ou até de serviços secretos institucionalizados que recebem "rendas" para espécies de máfias operarem. Ninguém sabe ao certo, por força da complexização dos sistemas legais, do brutal desenvolvimento do "online-transaction" e das zonas off-shores onde os grandes escritórios de advogados blindam labíriticamente os rastos das proveniências do dinheiro e que fazem com que o dinheiro seja todo legal.

Por exemplo, no passado mês de Novembro, onde o Estado português, subjugado aos mercados, pois não tem o tal dinheiro, para pagar os salários e o subsídio de Natal - já com a redução - teve de se financiar. Por outras palavras, com a completa desregulação dos mercados, fruto das políticas neo-liberais seguidas a nível mundial, o funcionário público português tem no seu bolso, muito provavelmente, dinheiro manchado de sangue, oriundo de actividades criminais, branqueado através do financiamento internacional, de forma legal e pronto a voltar ao circuito, através das promoções do Jumbo e do Continente, do bacalhau para a noite de Natal, para os empréstimos que têm de pagar, o seguro do carro, a playstation para o míudo que até teve boas notas no sistema de ensino que o induz sub-liminarmente a ser carne para canhão das grandes multinacionais em vez de o ensinar a pensar.

Na verdade, todo o sistema económico/financeiro está profundamente desequilibrado e desestruturado, assente em linhas muito frágeis de desresponsabilização política por via da ilusão de que os mercados se regulam por si mesmo. Tal como as leis da natureza da procura e da oferta, ou seja, a lei da selva. Abdicou-se da inteligência, na parte organizacional e passamos cada vez mais a viver como macacos na selva, abrigados nas cavernas e nas copas das árvores à espera que a chuva passe e procurar depois comida onde ela seja abundante. Mascaramos este estado primitivo com os gadgets científicos que vamos produzindo; desde telemóveis, computadores, fármacos e automóveis, por exemplo. Na base comportamental, ainda não conseguimos, apesar dos avanços cognitivos, organizar-mo-nos colectivamente.

O exemplo mais gritante, não esquecendo "en passant" os intermédios como o drama dos salários em atraso, o drama de pedir comida, a tragédia de como alimentar os filhos no dia seguinte, à eliminação da personalidade no trabalho para manter o emprego ao ponto de prostituir a alma, é haver destruição de comida para manter os preços de mercado do produto quando existem milhões de pessoas, por outro lado, a morrerem por consequência da sub-nutrição.
Não somos mais do que uma macacada um bocadinho mais evoluída. E ainda por cima, foi a de pior linhagem que evoluiu.
Na verdade somos uns teóricos, que forramos as estantes das bibliotecas com livros cheios de ideias e teorias, mas que na prática esquecemos a lógica e o bom-senso racional.
Em boa verdade, somos uma bicharada num esquizofrénico frenesim, a corrermos de um lado para o outro, sem sabermos muito bem o que é que andamos aqui a fazer.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O viver acima das possibilidades


Vivemos acima das possibilidades. Este é o mantra repetido vezes sem conta, pelo main-stream da actualidade, desde políticos, jornalistas séniores a comentadores que pululam pelos media a fabricar opinião, levando ao conformismo das pessoas e de que a austeridade é o único caminho a seguir, pois vivemos acima das nossas possibilidades. Todos os dias este mantra é repetido, fazendo com que as pessoas acabem por aceitar de que também são culpadas.
Ora o que na verdade ocorre, é que tudo isto é um enorme logro, mentira e roubo ao património das populações.

No caso português, o que de facto ocorre, é que a maioria da população faz das tripas coração para se manter dentro das possibilidades da dignidade, em média, com pouco mais de 600 ou 700 euros vão tratando de suas vidas e dos seus.
Matam-se a trabalhar num país, onde as "jornas" de trabalho são das mais longas da União Europeia, na correspondente directa, de infelizmente, termos os políticos e gestores mais incompetentes da União, na óptica do interesse público, pois para si e para os seus accionistas são competentíssimos.

Ou seja, o que acontece um pouco por toda a Europa e em Portugal é por demasiado evidente - por ter um povo mais amorfo e mais fácil de subjugar - são que as minorias que vivem de facto acima das suas possibilidades retiram rendimento das maiorias que vivem abaixo das possibilidades em que deveriam viver. É o problema da distribuição dos rendimentos nacionais que cada vez está mais distorcida e em Portugal esta não distribuição é gritante, pode-se dizer mesmo que é criminosa.
O governo que deveria representar o país, é demasiadamente fraco no contexto internacional e completamente dependente dos grandes grupos económicos e financeiros. A margem de manobra que têm é mínima e apenas passam as orientações que recebem de quem tem o dinheiro e o poder de criá-lo.
Em Portugal, por exemplo, chega a ser desesperante ver esses dois representantes - Passos Coelho e António José Seguro - que por via política incumbe-lhes a aplicação e comunicação da austeridade. São figuras inócuas, parecem máquinas que dizem o politicamente correcto, conforme os ventos que sopram do dia.

Por outro lado, num jogo maior e não entrando em teorias de conspiração rebuscadas, fica evidente de que esta crise tem uma Agenda.
Quando em 2002 criou-se o Euro os países europeus da zona euro conseguiram recorrer a todo o crédito possível e impossível por "beneficiarem" de notações de rating elevadas. Permitiu por um lado aos políticos mais corruptos venderem os seus poderes de decisão, como por outro lado, as grandes empresas colocarem "os seus políticos" em posições chave na decisão.

A suposta Agenda continua o seu processo, de país em país, passando agora para uma fase em que se pisam as leis e normas em vigor, desrespeitam-se acordos laborais e de empresa unilateralmente, reduz-se o rendimento anual dos cidadãos e aumenta-se a escravização laboral.
Começam a haver mudanças de governo sem eleições por imposição dessa coisa que não tem rosto, os mercados internacionais.
Governos tecnocráticos, ou melhor, funcionários dos grandes conglomerados que operam nos tais ditos mercados.
Na Grécia, Georges Papandreou foi substituido por Lucas Papademos que fora o governador do Banco Central Grego que em conjunto com o Goldman Sachs "ajudou" a Grécia a falsear as contas da dívida soberana.
Na Itália, Berlusconi por Mario Monti que já esteve ligado ao Goldman Sachs, bem como Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu.
Tudo boa gente! Como se vê!

As pessoas têm de ter a real noção do que enfrentamos. Berrar contra os funcionários, até pode ser engraçado mas, de pouco vale, porque o verdadeiro inimigo dos povos tem um stock imenso de funcionários prontos para a reposição.

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A bomba atómica helénica


No início desta semana, o primeiro-ministro grego Georges Papandreou, divulga que o seu "governo" aprovou a realização de um referendo nacional, relativo à aceitação ou não, de um novo pacote de "ajuda" externa, também entendido como, plano de resgate, ou uma espécie de "ai Jesus!".
Crendo pelo estado anímico do povo grego a esta altura e pressupondo-se que o referido referendo irá desembocar num rotundo não, a Europa, principalmente, entrou em pânico nos seus variados desígnios fiduciários.
Ao mesmo tempo, que o governo grego, demitia em simultâneo todo a sua chefia de topo militar, receando um golpe militar. Eles "andem" por aí.

Os tontos líderes europeus, que de cimeira em cimeira, vão anunciando medidas para salvar o euro. Na verdade, quando todos se juntam e jogassem dominó, o efeito seria o mesmo, umas boas horas de convívio e pouco mais. Sem dúvida que andam a correr atrás da bola, incapazes de decidir, reagem. Pelo se que tem visto, às cegas, aos apalpões, estão perdidos e à nora.
São intermediários de um jogo maior, sem saberem muito bem, em que barco estão metidos.
São financiados indirectamente por uma elite, sob formas de patrocínio dos seus partidos políticos, que ao mesmo tempo controlam os media, que os impulsionam e que ao mesmo tempo os levam à lama. Basta lançar o boato de que fizeram broches a putos ou que violaram secretárias.

Neste patamar, estão todos comprometidos. Comprometeram-nos, uns de uma maneira, outros de outra. Ao mesmo tempo que ficam semi-obrigados de resguardarem-se uns, quando por outro lado, protegem outros.
Dessas e doutras formas, as margens de manobra ficam reduzidas e assim, as grandes corporações, vão absorvendo as empresas públicas da Grécia, as de Portugal já estão calendarizadas, as irlandesas, depois as italianas e espanholas, tudo num efeito dominó. Que afinal, ao que parece, tudo isto já estaria agendado e estudado.

De salientar, que mesmo que haja, algum tipo de programa, e veja-se que desde 2007, tem sido sempre a descer, questiona-se, se contaram com os factores imprevisíveis, os imponderáveis e os factores aleatórios que se multiplicam em razões geométricas?
Quando assistimos, a pseudo-líderes armados em artolas como o monsieur Sarkozy a afirmar directamente a outro estado soberano, que a salvação só tem uma alternativa, comprovamos o pânico e a total incompetência de quem se julga de que tem o mundo na mão. Santa ignorância!

Quando também no início desta semana, se celebrava o nascimento, do 7.000.000.000 indivíduo físico neste planeta. Houve vários países que reclamaram para si o evento, que só por si, é quase impossível de determinar.
Esta elite que governa actualmente o planeta e que tem o melhor negócio do mundo, que é o de criar dinheiro, através do controlo da impressão de notas, também têm vindo não só a defender como a implementar as mais variadíssimas teorias eugénicas - redução da população.
Muito provavelmente, poderíamos estar a celebrar o 8 ou 9 bilionésimo cidadão.

Querem-nos seres escravos e não seres pensantes, passando a ideia de que as pessoas em geral é que são as culpadas disto tudo.
De viverem acima das suas possibilidades e de nascerem como ninhadas de ratos nos apelidados países do Terceiro Mundo.

Não deixa de ser curioso, de que a mudança do paradigma vivencial das sociedades se (re)inicie na Grécia.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Seráfica hipocrisia


Com todo o ar mais seráfico possível, os mais variados opinion makers portugueses dizem em uníssono que a populaça em geral vive acima das suas possibilidades.
Na verdade, as possibilidades dos portugueses, em termos médios, sempre viveram a possibilidade de salários baixos como comprovam alguns índices económicos, que para comprarem a merda de um frigorífico ou de um fogão, têm de recorrer ao crédito.
Não falando das filas escondidas nas traseiras das santas casas de misericórdia, com sacos do pingo doce ou do continente, na esperança de serem preenchidos, lembrando outrora, que foram atirados para a merda por filhas da puta que esquizofrenéticamente tentam "o tudo por tudo" para agradar hierarquias com números competitivos, e que mesmo assim encerram unidades de negócio, comentando entre si, que há gente parva e que acredita no Pai Natal.
A realidade da sopa dos pobres na almirante reis, quando ao mesmo tempo os funcionários do BdP, dos seus gabinetes vislumbram filas cada vez mais longas, num país que já vendeu em pedaços a sua soberania.
Mas que tamanha vergonha!

Há coisas incríveis e que se tornam incrédulas perante toda a passividade de um povo anestesiado, sem falar do rol de queixinhas, como muitos gostam de apregoar.
Uma das queixinhas, que pela mentalidade dominante não devem ser levantadas é a questão do PPR de Miguel Cadilhe que impôs para presidir ao BPN, quando todos já sabiam, que o referido banco estava na completa falência, o ladrão impôs um PPR de dez milhões de euros. O sacana, considerado pelo establishment como pessoa séria e de currículo académico ímpar, nem esteve lá meio ano, mas ficou com a grana. Mas que granda filha da puta do caralho, sem falar da parte ética e moral da questão e não obstante da informação de todo um quadro negro da instituição. Isto apenas é um exemplo, uma parte de muitas ...!
Que hoje, idosos com muitas dificuldades para pagar os seus remédios na farmácia, pagam a sua injusta quota-parte.
O BPN, foi um regabofe de tal forma escabroso, que todos nós pagamos, mesmo que muitos de nós não nos apercebamos. Um regabofe, onde se passearam, principalmente, ex-ministros da maioria de Cavaco.
As leis têm de ser cumpridas, a experiência histórica diz, que mais tarde ou mais cedo e de uma forma ou de outra a justiça impera, na maior parte das vezes, na sua forma mais cega.

Por outro lado, o socialismo maçónico, conduzido pelo PS, agravou ainda mais a desgraça deste país. De facto a entrega de Portugal a estes dois partidos políticos, PS e PSD, revelou-se um desastre total, com os resultados à vista de todos. Verrascas do pior, numa linguagem mais contida, até comeram meninos em festas, os verrascas.

Um e outro, desmantelarem a parca indústria portuguesa, desde as fábricas de sabões, às da borracha. Quem conheceu o Poço do Bispo em Lisboa de outrora, sabe do que se fala.
Um país com condições climatéricas ideais para a produção de cereais, destruíram essa capacidade produtiva, para agora comprarem através de crédito externo, as necessidades cerealíficas da população.
Por falar em socialismo, mas que merda é essa da fundação Mário Soares? O que é que apresenta, o que é que produz, para justificar as subvenções que recebe?
Porque é que os media tanto defendem Mário Soares, tal como a classe política em geral? Quando na verdade, foi um dos primeiros obreiros da desgraça nacional, seguido por Cavaco e depois por avulsos do PS e do PSD.
Porque chegamos a este ponto? Não há acasos nem ocasos, mas sim, responsáveis que nos levaram a este ponto e que ainda estão a tempo de ser responsabilizados, não só politicamente, como criminalmente.

Com tudo isto, vêm agora os actuais seráficos ministros da actualidade, donde se destaca o da economia. Álvaro Santos Pereira, que deve ser uma pessoa muito interessante, que veio dos meios académicos do Canada e que até escreveu um livro sobre Portugal e cuja cientificidade é por demais reconhecida, falta-lhe um pequeno pormenor que não de somenos importância, a aplicação prática das teorias ao dia-a-dia real das pessoas. É um teórico, onde lhe falta perceber que o Canada não é Portugal. A empresa, o pensionista e o assalariado canadiense é conjucturalmente diferente do português.

Álvaro, Gaspar e Coelho, o ultra-liberalismo do qual são adeptos faliu, basta ver na televisão, e depois, entre a teoria das salas de universidade e a realidade do dia-a-dia vai uma grande diferença. Meus caros, matar a economia e depois esperar que ela cresça, só com drogas que ainda não foram inventadas!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tragédia Grega


Tragédia grega, fado nosso, que vai cavando o fosso, num sentido figurado, o local global para onde se empurra o mundo em geral. Não são variáveis ao acaso... que rolam por aí.

O "sim" do parlamento grego a mais um plano de austeridade, não mais é, do que um alívio momentâneo aos seus credores, na verdade, é adiar a bancarrota eminente, em sua forma formal.
Redução da massa salarial a olho e de forma cega, estagna o comércio e a produção industrial, bloqueamento de novos investimentos via crédito bancário, gera mais incapacidade de as famílias cumprirem as suas obrigações financeiras, diminui o cabaz de importações que noutros lados são exportações, estimula a revolta social e na base atrofia o crescimento necessário para pagar os empréstimos colossais, que servem para amortizar dívidas velhas e pagar salários que se vencem todos os meses. Obviamente que a Grécia não vai conseguir pagar, porque e não são precisas grandes teorias económicas, na verdade não há como!

Tal como, outros países europeus, dentro de um efeito dominó irreversível. Facto que os média escondem, pois hoje, estão cada vez mais concentrados em meia-dúzia de grandes grupos de comunicação social com sucursais espalhadas um pouco por todo o mundo. A informação obedece a uma cartilha dum politicamente correcto bacoco, de vacuidades e de injecções tremendas das pseudo-vidas dos famosos, compensando assim, o vazio de milhões de escravos que apenas vivem o dia-a-dia do trabalho/casa/trabalho, iludindo uma espécie de vida de sonho, uma esperança a alcançar.

Portugal é o país que está na forja, para o dia seguinte ao colapso eminente e evidente da Grécia, que o seu novo governo recém eleito de "wonder boys" ilude o marasmo geral da população que sem saber muito bem a gravidade da realidade, a compara, como por exemplo, uma qualquer tele-novela. É tipo, isto é meio a brincar ou isto é que vai uma crise!

A grande falácia dos planos de austeridade é a competitividade, cada uma com a boa nova que é para o bem geral, na realidade sucedem-se uns aos outros, com o agravamento dos índices gerais das sociedades onde são aplicados, evidência factual. Ao mesmo tempo que se incentiva a poupança. Significa o mesmo que cortar uma perna a um indivíduo e convencer-lhe que agora pode correr ainda mais, sendo positivo, dinâmico, pró-activo, motivado... e mais competitivo. Só que ao pé-coxinho. Afinal para que é que precisas de duas pernas? Lambão ...!

Desse modo, fomentou-se a ideia de que os serviços públicos são ineficientes e que privatizar é solução. O que acontece, verdadeiramente, são boas gestões ou más gestões, boas organizações ou más organizações. Com o conceito da rentabilidade e lucro pelo meio, sendo o vírus, a corrupção generalizada.
Nos países nórdicos, a banca em geral é estatal, até existem farmácias públicas, imagine-se! Com elevados índices de eficiência. Afinal, é a competitividade ou é uma efectiva cultura colectiva assente na ética? Fica-se baralhado...

A Grécia prepara-se para privatizar o quase que resta do que é público, vendido ao desbarato, directo para os que lhes financiam ou seus representantes, fazendo lembrar a crise de 1929, quando uma certa elite, comprou a preços de saldo, de desesperados; fábricas e grandes quintas agrícolas. A história repete-se, numa escala maior, compram-se países, aos bocados e barateiros, com a corda na garganta.

Sou de crer, que o parlamento grego, deveria ter chumbado hoje o plano de austeridade, evitando o adiamento do choque térmico inevitável. Mas as profecias não fui eu que as escrevi.

O futuro... esse ninguém sabe! Mesmo que teorizado, os factores aleatórios são quase infinitos.



Chaka Khan - Ain't Nobody

domingo, 17 de abril de 2011

Os gatos e os ratos


Nas últimas décadas; Portugal foi governado por dois partidos políticos, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, doravante designados por PS/D. Estes dois partidos que se conseguiram enraizar na sociedade portuguesa, conseguiram partir o país de maneira gravosa e deixando-o num estado quase comatoso. Os portugueses que beneficiam destes dois partidos, seja nas empresas públicas ou nas autarquias locais, continuam a votar e a influenciar em todas os seus círculos sociais, para que se mantenha este status quo, são milhares... Por via dos ordenados que auferem, que nada têm a ver com a realidade económica e financeira do país, a crise passa-lhes ao lado.
Continuam a entupir o Allgarve, as zonas costeiras do Brasil onde as agências de viagens canalizam toda esta borregada, principalmente Pipa e Porto Galinhas, Cabo Verde, Cancun e Rep. Dominicana, fechados nos resorts, esmagados pelos buffets e bebidas tropicais, onde podem tirar muitas fotografias para o Facebook.

Aos jovens que são iludidos por cursos universitários, que mais não que servem para compensar as tesourarias das faculdades, aos quais compram os suplementos das licenciaturas, os mestrados que muitos deles diga-se em boa verdade, não servem para quase nada.
Pergunta o jovem licenciado em Direito - Onde está o meu gabinete?
Universidades e Politécnicos na Guarda e na Covilhã, mas a realidade dura e crua, é que não há tecido empresarial que absorva todas estas fornadas que saem prontas, tal como, carne para canhão.
O empresariado português, tal como, o resto da população subsídio-dependente, não se habituou a lutar, a procurar suas armas, fica-se pelos direitos, sem ter a percepção que o dinheiro ou as verbas são finitas.
Os governos maioritários de Cavaco, que recebeu fundos da C.E.E. para tudo e alguma coisa, além de serem muito mal geridos, isto na óptica do interesse do país, habituaram mal, parte da economia portuguesa, enquanto o português profissional dos expedientes, encheu os bolsos à conta desses capitais que na sua génese tinham outros fins.

Agora choram o FMI, sem saberem muito bem o que é o FMI. Esta instituição vai ganhar bom dinheiro à custa das incompetentes governâncias portuguesas realizadas pelo o PS/D, os juros são mais baixos, mas o lucro que vamos pagar é bom. É a terceira vez que vêm cá e é preciso explicar, que são os nossos governos que o chamam e contratualizam.
Ainda há poucos meses, Sócrates dizia que a execução orçamental tinha superado as expectativas, mas logo a seguir, apresentou um PEC IV, para corrigir os objectivos orçamentais.
O próprio se contradiz, é mentiroso e interprete de gestão danosa, punível segundo as leis da república portuguesa. Essa com o nome na lama, sem credibilidade externa, com risco elevado de incumprimento e sem honra.

Vêm agora, alguns países do norte da europa, questionar a ajuda financeira a Portugal. Constatam que os gregos fizeram uns Jogos Olímpicos, com investimentos brutais, os portugueses fizeram estádios novos para ganhar pó, compraram submarinos para caçar piratas e os irlandeses por via dos incompetentes gestores bancários comprometeram o país. Não é de somenos importância, que quem cuida das suas finanças públicas com zelo, regras e ética, questione por que há-de emprestar a indigentes crónicos.

Empresas públicas portuguesas com dívidas de milhões, por exemplo, a CP ou o Metro de Lisboa, com administrações ricamente pagas, com hierarquias intermédias, pululadas por um número quase infinito de engenheiradas, com tudo pago, telemóveis e carros de serviço e depois a culpa é dos maquinistas.

Portugal está virado do avesso, onde há muita boa gente que ganha muito bem, não se sabe se têm a consciência da enorme falta de vergonha que têm na cara.
As asneiras, nada têm a ver com boa educação, nem todos estudaram em colégio anglais, tem a ver com a real percepção da actualidade.
E pelo que vemos, isto está do caralho! Somos governados por coninhas da merda, que vendem os nossos parcos recursos a investidores internacionais que se estão a cagar para a população portuguesa.
Os nossos governantes, com capacidade de decisão, não são mais do que uns filhas da puta do caralho, anti-patriotas da merda que vendem o futuro do país a prestações.

Esta é a realidade...

O vídeo em baixo é uma metáfora de Tommy Douglas, pai do sistema de saúde do Canadá. Canadá e Noruega que disputam entre si há alguns anos, o lugar cimeiro do índice de desenvolvimento humano.

O que é que nos está a escapar?



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aula de economia


Este texto é de autor desconhecido, é uma caricatura sobre o que é a economia e a circulação do dinheiro.

Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de 100 euros e pede para ver um quarto.

Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de 100 euros e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga, exactamente de 200 euros.

Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida também de 200 euros que tinha há muito.

O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à farmácia para liquidar uma dívida que aí tinha de... 200 euros.

O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai a uma casa de alterne ali ao lado liquidar uma dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de 200 euros.

A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: 200 euros. Ela avisa o gerente que está a pagar a conta e coloca as notas em cima do balcão.

Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel.

Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!

Faltou o juro, o suposto preço do dinheiro, que subverte de forma macabra, certas questões que se enfatizam nos dias de hoje, o qual (preço) o mercado determina, na interest rate, que mais lhe aprouver.
O resto azar... Até um dia...


Da Black Tie Boys - Economic Breakdown Song

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vivemos tempos fascinantes


Ninguém sabe...
Apesar de e como em todos os momentos haver sempre quem saiba de qualquer e alguma coisa.
Sabe que vai ser assim ou que vai ser assado, independentemente do crédito que se lhe(s) dê, ou que se lhe(s) venha a dar e da assertividade que venham a ter e de quem lhes a dê.
No geral, as pessoas acreditam muito, apenas, porque querem acreditar e porque têm pouco em que acreditar, e antes de mais, porque foram ensinadas de nascença, de que tinham que acreditar em algo. Para serem alguém, têm de acreditar em algo, quando "antes" da casa de partida já eram alguém.

Sem quem lhes indique um rumo, ficam perdidas, alguém tem de lhes apontar um caminho, uma crença, uma ideia... quando no fundo da questão, ou seja e sem atender, à nossa escala colectiva de evolução, ninguém sabe. Dessa forma, tudo isto, é fascinante, este desconhecido.
Por isso é engraçado de ver os que, julgam que sabem e conhecem, mas à lupa, são as cigarras do tempo, os publicitários das novas verdades, os que marram com toda a força na parede, as paredes da realidade.

No vídeo em baixo, onde se ouve Brasil, ouça-se Portugal. Com uma décalage de 20 e poucos anos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Assim não vamos lá


Com o país a endividar-se a 2.500 milhões de euros à hora, não vamos lá, concerteza. Não interessa quem os apresenta, com que sentido ou interesse. O facto, é que este número é real e é o nosso contínuo desastre.
A entrada na C.E.E. e os fundos que daí vieram, criaram uma mentalidade de subsídio-dependência e de que tudo era fácil, os políticos que os negociaram, esconderam a verdade, a de que haveria custos e contrapartidas que teríamos de vender.
Vieram as auto-estradas, destruímos as pescas.
Vieram as pontes, destruímos a agricultura.
Agora, endivida-mo-nos para importar peixe e produtos agrícolas do exterior.

Nos anos 90, nesta voragem de transformar tudo em dinheiro líquido, os nossos governantes, venderam as empresas públicas mais lucrativas, o dinheiro daí resultante e da má gestão crónica dos sucessivos governos PS e PSD, desapareceu derretido. Nos finais dos anos 90, começamos um endividamento galopante, uma bola de neve imparável.

Dessas empresas públicas lucrativas para o Estado, o que resta hoje, são empresas descaracterizadas, onde a maioria do capital já está em mãos estrangeiras e delas não se conhecem as verdadeiras faces, escondidas atrás de fundos, grupos económicos e agências de investimento. Os quais, como é óbvio, interessa-lhes só e só o lucro, a qualidade e o serviço à população é outra história.
Mas o que interessa a um investidor chinês, saudita ou norte-americano, que o Arnaldo Fonseca é mal atendido num hospital-empresa por um funcionário cansado e explorado, que após a redução de pessoal trabalha por dois, ou que Vila Nova de Baixo tenha um mau serviço de electricidade por não ser rentável a instalação de um sistema eléctrico para meia-dúzia de papalvos.

Nos últimos anos a imoralidade, a falta de ética tem-se agravado a uma velocidade alarmante, traduzida em prémios e bónus, a entrar claramente e com os dois pés na mais completa falta de respeito humano.
Por exemplo, um administrador de uma empresa ganhar um prémio de 3.000.000 de euros, é muito bom, sem dúvida!
Mas para atingir os objectivos que lhe garantiram o prémio, dependeu de uma série de gente que trabalhou na prossecução desses objectivos, ou seja, um sem os outros, não seria nada. Vejamos um funcionário médio de determinada empresa que aufira 30.000 euros por ano, precisaria de 100 anos contínuos de trabalho, para chegar a esse montante dado de uma só vez, ao pseudo-visionário e estratega da gestão. Por outras palavras, considerando que nos tempos actuais, um trabalhador/colaborador/funcionário (conforme a disposição ideológica) labora uma média de 30 e poucos anos, resulta que precisaria de 3 vidas laborais inteiras para auferir tal rendimento, e não é preciso acreditar na reencarnação... é só uma questão de fazer as contas.

Por isso, não se deve apostar num discurso negativista ou derrotista. Para muito boa gente, Portugal é muito bom.
Um exemplo comparativo, o governador do Banco de Portugal, tem um salário superior ao seu congénere norte-americano.
Esta chafarica - Portugal - que num contexto mundial tem a dimensão de uma média-grande cidade em termos populacionais tem rendimentos superiores a países de grande dimensão, tornando este país num dos mais injustos no que toca à distribuição da riqueza criada, mesmo que pouca, ainda se vai fazendo alguma coisa.
É pena, que as elitezinhas lusas, de má formação cívica, de notória falta de ética e cheias de má fé, não tenham aprendido a fazer contas de dividir.
Digo eu, que estão a trabalhar contra elas próprias, mas é só uma opinião minha, o futuro nos dirá...

Por isso, seria uma razão atendível, a demissão de todos estes governantes PS/D, alias, até seria legalmente atendível, a bem da nação.

sábado, 5 de junho de 2010

Mas que drogas andam a consumir no Ministério da Educação ?


Vem a propósito este título no relativo à recente medida governamental de fazer com que os alunos com mais de 15 anos possam através de um exame, transitarem automaticamente do 8º para o 10º ano do ensino secundário.
Óbvio que apenas é uma pequena medida administrativa, mas com o sinal totalmente contrário à evolução de um país, sua organização e no mais profundo, ao seu próprio respeito.

Isabel Alçada, co-autora da colecção de livros juvenis de grande sucesso " Uma Aventura", uma espécie de "Os Cinco" de Enid Blyton à portuguesa, é hoje a actual Ministra da Educação e responsável directa por esta iniciativa governamental. Acredito sinceramente, que a senhora, hoje já esteja arrependida em se ter envolvida em tal máquina. Pessoalmente, simpatizo com a senhora, tem notório padrão energético de "boa pessoa", aliás eu também fui seu leitor na minha pré-adolescência.
Aliás no debate parlamentar desta semana, foi evidente o cunho de que esta medida é do governo e não só apenas uma medida de um só ministério, quando é o próprio 1º Ministro que a defende, salvaguardando a sua Ministra, talvez por alguma inexperiência parlamentar, não por ela, mas sim para defender um governo caduco e já a "olhos vistos" em fim de linha. José Sócrates sabia que não a podia deixar à mercê das feras.
Claro que para qualquer situação existem sempre argumentos de defesa e contra, ao que é muito confrangedor ouvir Isabel (ao contrário da outra senhora que tinha evidente anti-empatia social) dizer:
- "... nada a ver com facilitismo, é ao contrário: mantém a exigência".
- "o exame é o mesmo, mas dá a possibilidade àqueles que, por alguma razão, tiveram uma repetência que não lhes permitiu completar na idade própria
a possibilidade de estudarem, prepararem-se e apresentarem-se a exame".
Ora bem, o que sabemos, é que na realidade isto mais do que um erro é uma grandessíssima treta. O que dizer dos programas lectivos do 9º ano que muito trabalho deram a fazer, sem contar com a frustração tanto de professores, alunos e pais, pelo menos os responsáveis.

O que está implícito aqui, não é a verdadeira preocupação de ensino da população, mas sim, o dinheiro.
Porquê do 8º para o 10º? Porque o 9º ano, é um referencial de escolaridade obrigatória, é um dos principais índices de desenvolvimento das sociedades, são estatísticas importantes que compõem todo um ramalhete de fotografia de uma nação, seja para atrair mais investimento estrangeiro, como para obter mais crédito internacional.
Tal como a avaliação dos professores, inquinada logo à nascença, antes mais do que avaliar, era uma ferramenta de distribuição de dinheiro, nada mais. Com modelos importados dos E.U.A. das décadas de 70 e 80, com a preponderância da curva de Gauss, que só por si anula qualquer tipo de avaliação justa e correcta, mas apenas, mais uma forma de distribuição de dinheiro, justificando notas com bases de partida erradas, encapotando falsas promoções ao critério da subjectividade de qualquer um que seja designado por avaliador.

Se não sabem, não inventem! Perguntem a quem sabe!
Em Portugal existe quem saiba, que tem trabalho de campo, que vive e sobrevive no dia-a-dia, que sabe o que é preciso e o que é desperdício...

Na 5 de Outubro, de facto, as drogas devem ser muito boas, talvez experimentais e ainda desconhecidas do grande público.
Por lá se devem fazer trips do arco-da-velha, desde elefantes cor de rosa a voar, agrafadores falantes, clips pernetas, luzes, fotocopiadores a dançar strips no varão, autoclismos dançarinos, eu sei lá...
Ahh, já me esquecia das bolas de sabão com o Noddy a acenar e a questionar se também tem direito a bilhete de criança na entrada do Jardim Zoológico.

Are you tripping ?


quarta-feira, 31 de março de 2010

Caribbean Quenn

São daquelas coisas fantásticas da vida.
Um certo noir, um certo je n'est ce pas quoi.
Da teoria do cagalhão ao cavalo, tudo é possível. Pois não há impossíveis.
Apesar de um dia a dizer que não dá seguindo uma matrix, a minha cabeça estava voltada para outras dimensões, diga-se de passagem.
A mente e o poder da mente tem coisas do arco-da-velha.
E o hoje que o CERN acertou a sua bombinha de brincar. Vejam lá o que fazem!
Imagino centenas de cientistas a estudar o olho do cú do universo. Frenéticos!