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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Look Out

De domingo para segunda é a noite em que os espíritos têm rédea solta, por isso acenda-se uma velinha à janela, bem amparadinha para que não caia, com os ventos que sopram.
Bem, na verdade, são todas as noites e todos os dias, há que preservar uma certa humildade contextual e enquadrada no mundo em que se habita.
Se o virmos - mundi - de olhos bem abertos, até parece..., que afinal, já vivemos no inferno sacro-santo. É sacro e é santo, daí a ilusão do paraíso.
Vivemos todos muito bem com isso, nem que se tape um olho com a mão e com o outro olho enganamos a mente de que isto está tudo bem.
Para o mal, se desculpa que é o destino.
No Chade, território que por baixo do chão, rico em petróleo, por cima as pessoas morreram de fome, enquanto terceiros lucraram imensamente, principalmente em dinheiro. É este o mundo em que vivemos e é esta a cor do dinheiro, manchada de sangue, da morte de outros.
Agora "the million dolar question", mas quem é que quer saber disto?

Por outro lado, Hankey Bannister estava no meio do campo de cócoras, pensando eu que estava a cagar, dessa forma perguntei-lhe - Ó Hankey, estás a cagar?
O qual me respondeu prontamente - Não, estou a ver o horizonte.
Eu, retorquindo - E estás a ver o arco-íris?
Ao qual me responde - Não, estou a ver uma velha, muito velhinha, com uma velinha na mão, será que te já esqueceste?
Ao que respondo - OK. Zero Kills.

Mesmo não matando ninguém, hoje morreram milhares de milhões de seres vivos, contando até com vírus, e por incrível que pareça, nasceram outros tantos.
Como corolário, isto já é assim, há muitos anos, vidas e vidas, umas após outras... Tal como as mortes.
Que se abram as mentes e abracemos o desconhecido...

terça-feira, 7 de junho de 2011

O dia seguinte...

No fim-de-semana passado ocorreram eleições legislativas em Portugal, nas quais foram nomeados os representantes do povo para a Assembleia da República.
Numa primeira nota, a triste abstenção, quase metade dos eleitores portugueses não votaram, reflectindo a ladaínha do costume, de que a população está cada vez mais longe dos políticos. Até parece que parte dos portugueses tenham de ser convencidos a participar no acto eleitoral, quanta ignorância!

Dos resultados, constata-se que o país virou à direita, com tudo o que isso vai acarretar no futuro da vida dos portugueses, mesmo dos que se queixam, dos que preferiram ir a praias super-lotadas banhando-se nas águas quentes cheias de mijo derivadas da própria lotação ou dos que se enfiaram em grandes centros comercias super-abafados onde respiram o ar enfadonho de uns e outros.

Quanto aos resultados eleitorais, fruto daqueles que votaram e que plasmaram a sua voz nas urnas, fica evidente o descrédito ao ainda actual primeiro-ministro, a derrota do seu partido, foi clara. Dessa forma beneficiando o partido vencedor, consequência do voto útil.
No que toca à esquerda política portuguesa, apenas a CDU, saiu vencedora, crescendo mais e ganhando mais um deputado.
O BE a derrota foi estrondosa, sem rumo, o élan do movimento ou de partido contestatário parece que se está a esfumar no tempo.
O PS levou uma enorme varridela, à qual já se fazia tarde.

Mas em boa verdade, pouco muda com estas eleições, independentemente de quem fosse eleito, pois já havia um programa a cumprir, ou seja, elegeu-se quem vai seguir um programa que já estava determinado pelas instâncias internacionais que estão a emprestar dinheiro com juros, desengane-se quem pense que é ajuda.
O povo na sua enorme sapiência escolheu PSD/CDS para intermediário dos verdadeiros decisores.

Agora está tudo a postos para o saque final!
Vão-se vender os últimos aneis do Estado para os dementes privados que só vêm o lucro, as mais-valias e a rentabilização.
O que era de todos, vai passar a ser de alguns.
No PS vão aparecer, na sua ala direita os que irão dar os dois terços para "mexer" na constituição para dar o empurrão para a desgraça moral e ética.

Com tudo isto, pois a economia está interligada com variadíssimos factores, até psicológicos, não se vislumbra a luz ao fundo do túnel, esta é a verdadeira gravidade da situação portuguesa.
Com os actuais e futuros programas de austeridade, o pequeno e médio empresariado português que vive do consumo interno vai cada vez mais passar por dificuldades, por consequência da redução da massa salarial e da aludida desanvalacagem da economia por parte da banca lusa, que anda muito perto da falência.
Relativamente ao investimento externo existente, os futuros ministros, andarão quase de joelhos a pedir, por favor não se vão embora. De fora, praticamente não haverá mais apostas no território nacional, advindo do risco cada vez maior de não conseguir pagar as suas responsabilidades.
Desta forma, com a paulatina retracção da economia, toda a gente sabe, com o crescente endividamento português, agora em tranches da troika, que daqui a uns meses, no máximo daqui a um ano, vamos estar a pedir a renegociação da dívida, na melhor das hipóteses.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 17 de abril de 2011

Os gatos e os ratos


Nas últimas décadas; Portugal foi governado por dois partidos políticos, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, doravante designados por PS/D. Estes dois partidos que se conseguiram enraizar na sociedade portuguesa, conseguiram partir o país de maneira gravosa e deixando-o num estado quase comatoso. Os portugueses que beneficiam destes dois partidos, seja nas empresas públicas ou nas autarquias locais, continuam a votar e a influenciar em todas os seus círculos sociais, para que se mantenha este status quo, são milhares... Por via dos ordenados que auferem, que nada têm a ver com a realidade económica e financeira do país, a crise passa-lhes ao lado.
Continuam a entupir o Allgarve, as zonas costeiras do Brasil onde as agências de viagens canalizam toda esta borregada, principalmente Pipa e Porto Galinhas, Cabo Verde, Cancun e Rep. Dominicana, fechados nos resorts, esmagados pelos buffets e bebidas tropicais, onde podem tirar muitas fotografias para o Facebook.

Aos jovens que são iludidos por cursos universitários, que mais não que servem para compensar as tesourarias das faculdades, aos quais compram os suplementos das licenciaturas, os mestrados que muitos deles diga-se em boa verdade, não servem para quase nada.
Pergunta o jovem licenciado em Direito - Onde está o meu gabinete?
Universidades e Politécnicos na Guarda e na Covilhã, mas a realidade dura e crua, é que não há tecido empresarial que absorva todas estas fornadas que saem prontas, tal como, carne para canhão.
O empresariado português, tal como, o resto da população subsídio-dependente, não se habituou a lutar, a procurar suas armas, fica-se pelos direitos, sem ter a percepção que o dinheiro ou as verbas são finitas.
Os governos maioritários de Cavaco, que recebeu fundos da C.E.E. para tudo e alguma coisa, além de serem muito mal geridos, isto na óptica do interesse do país, habituaram mal, parte da economia portuguesa, enquanto o português profissional dos expedientes, encheu os bolsos à conta desses capitais que na sua génese tinham outros fins.

Agora choram o FMI, sem saberem muito bem o que é o FMI. Esta instituição vai ganhar bom dinheiro à custa das incompetentes governâncias portuguesas realizadas pelo o PS/D, os juros são mais baixos, mas o lucro que vamos pagar é bom. É a terceira vez que vêm cá e é preciso explicar, que são os nossos governos que o chamam e contratualizam.
Ainda há poucos meses, Sócrates dizia que a execução orçamental tinha superado as expectativas, mas logo a seguir, apresentou um PEC IV, para corrigir os objectivos orçamentais.
O próprio se contradiz, é mentiroso e interprete de gestão danosa, punível segundo as leis da república portuguesa. Essa com o nome na lama, sem credibilidade externa, com risco elevado de incumprimento e sem honra.

Vêm agora, alguns países do norte da europa, questionar a ajuda financeira a Portugal. Constatam que os gregos fizeram uns Jogos Olímpicos, com investimentos brutais, os portugueses fizeram estádios novos para ganhar pó, compraram submarinos para caçar piratas e os irlandeses por via dos incompetentes gestores bancários comprometeram o país. Não é de somenos importância, que quem cuida das suas finanças públicas com zelo, regras e ética, questione por que há-de emprestar a indigentes crónicos.

Empresas públicas portuguesas com dívidas de milhões, por exemplo, a CP ou o Metro de Lisboa, com administrações ricamente pagas, com hierarquias intermédias, pululadas por um número quase infinito de engenheiradas, com tudo pago, telemóveis e carros de serviço e depois a culpa é dos maquinistas.

Portugal está virado do avesso, onde há muita boa gente que ganha muito bem, não se sabe se têm a consciência da enorme falta de vergonha que têm na cara.
As asneiras, nada têm a ver com boa educação, nem todos estudaram em colégio anglais, tem a ver com a real percepção da actualidade.
E pelo que vemos, isto está do caralho! Somos governados por coninhas da merda, que vendem os nossos parcos recursos a investidores internacionais que se estão a cagar para a população portuguesa.
Os nossos governantes, com capacidade de decisão, não são mais do que uns filhas da puta do caralho, anti-patriotas da merda que vendem o futuro do país a prestações.

Esta é a realidade...

O vídeo em baixo é uma metáfora de Tommy Douglas, pai do sistema de saúde do Canadá. Canadá e Noruega que disputam entre si há alguns anos, o lugar cimeiro do índice de desenvolvimento humano.

O que é que nos está a escapar?



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Berimbau


Não sei por onde começar, só sei que nada sei... Pera aí vem cá! Sei que isto está do Berimbau!
Hoje Portugal, emitiu dívida acima dos 9%, o que pode aguentar, segundo o que as abéculas dos nossos demissionários governantes prevêem. Porque a crise não lhes toca, não sabem o que é ser negado o subsídio de desemprego após trabalharem décadas para uma fábrica sanguessuga onde posiciona o seu processo produtivo onde é mais rentável.
No único ponto onde concordo com o intermediário, na confrangedora única questão que a nossa comunicação social colocou ao ex-presidente brasileiro Lula da Silva - O Brasil vai comprar dívida portuguesa? O Brasil vai ajudar Portugal?
Estes nossos camará, pareciam putas sequiosas para fazer broches na picha de burros!
Jornalistas portugueses, saravá... Calma, refreiem as excitações! Não é preciso agradar tanto!

Enquanto as agências de rating, castigam fortemente Portugal, pois é o próximo alvo a abater, ao mesmo tempo que uma enorme série de técnicos do FMI e do Banco Mundial se masturbam freneticamente, em por a pata, nesta nação que ao que parece, sempre esteve em crise, o que só por de si não deixa de ser novidade para ninguém.

Talvez o ouro do Brasil, tenha sido o nosso mal. Erradamente passou a ideia das grandezas, que perdurou nos tempos. Sempre que se constrói uma ponte ou um centro comercial, tem de ser o maior do mundo, ou o maior da europa. Revelando a nossa psicose de pequenitos em bicos de pés, esse provincianismo bacoco fica bem patente no actual governo, quando diz para não dizer mal do país lá fora, para defender a imagem de seriedade.
As agências de rating, a quem os investidores pagam para fazer relatórios de solvabilidade, não interpretam imagens, os cabrões apenas lêem números e relacionam-nos.

Entretanto, os portugueses deixam-se maravilhar, pelas análises dos comentadores de serviço do PS e do PSD, burros quem nem uma porta, estúpidos que nem bestas, falam o que se falava há décadas, confundem milhões com biliões, não têm quase nenhuma noção prática da vida do dia-a-dia, nas suas inteligências balizadas por cânones bem definidos orientam as suas teorias preenchidas do vazio do nada..E o portuga, gajo porreiro, come aquilo tudo.

E o camará, se ouvisse o Orixá? E o Xangôo? E se contemplasse Iemenjá?
O camará, é paneleiro e medroso, por isso vota nos mesmos que o esfolam...
Acredita na macumba camará, olha que ela é real... Tem medo de morrer camará, vai morrer mesmo. Não acredita? Que venha Saci Perere...
Bebe água para beber. Ela reactiva neurónios adormecidos.

Vê se acerta desta vez! Porque isto está do Berimbau!



Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho e Miúcha - Berimbau / Chega de Saudade / Canto Ossanha

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 18 de julho de 2010

A lógica ilógica


A lógica existencial em que vivemos em conjunto, a lógica demencial da rentabilidade.
Os idosos, os desempregados, os enfermos, os excluídos sociais, as crianças "ainda não produtivas" e tudo o que não seja rentável, está descartado desta lógica vivencial.
Esta é a lógica do colapso, e já estivemos mais longe!

Muito boa gente fala da crise, desta crise... Mas este mundo, onde estamos todos ligados, sempre esteve em crise.

Na parte financeira, um bode expiatório, normalmente a parte mais fraca, normalmente o mexilhão, Jérôme Kerviel um; trabalhador, funcionário ou colaborador..., conforme a disposição ideológica de cada um, foi acusado da maior fraude bancária da europa.
Em Janeiro de 2008, as suas apostas implicaram perdas à volta de 5 mil milhões de euros à Société Générale, o banco francês logo se pôs em contigência comunicacional, ninguém sabia de nada.
Ostracizaram o trabalhador, funcionário e colaborador e mantendo os mantras do rigor e da transparência.
Só que o pujé, sem o salário, lança um livro, em que no essencial diz que tudo continua na mesma e que tudo o que fez, foi com o conhecimento dos vários patamares hierárquicos no banco em laborava. Como em todo o mundo, a insanidade financeira continua, apesar das máscaras do rigor e da transparência.
Estes "pormenores" são brutalmente incentivados e muito bem pagos, quando a coisa corre mal, é fácil queimar jovens oportunistas e imbuídos de ambição.
Nick Lesson, teve um azar tremendo, o terramoto de Kobe, em Janeiro de 1995, que leva os mercados asiáticos ao desespero, levando o banco Barings ao colapso.
Como também, Yasuo Hamanaka, outro grande perdedor, causou perdas de aproximadamente de 2.6 mil milhões de dólares ao longos de dez anos em operações não autorizadas no mercado de cobres em Londres.
Às vezes o sistema avaria...

Em Portugal, onde a doença mental, atinge os maiores níveis da europa, a outrora sedutora. O país encontra-se com uma "prevalência altíssima" de 43% de portugueses que sofreram de perturbações mentais ao longo da vida, sem contar com os não-contabilizáveis por uma constante desoneração dos vários ministérios da saúde, ou seja, outros tantos que andam por aí e não diagnosticados, e desses, muitos disfarçados com máscaras sociais e comportamentais, pululam em cargos públicos e alguns de chefia.
Pela regra da proporcionalidade, no governo, na assembleia da república e em todos os cargos descendentes, teremos por amostragem níveis elevados de retardos mentais em lugares executivos. No privado o mesmo percentual.

Daí, se perceba, que eles não sabem do que falam, navega-se à vista, dia-a-dia. No parlamento enquanto se fecham entre eles, com o absoluto desprezo de um povo iliterato, fazem exercícios de quem tem o Q.Izinho mais espertaniço. Complementados com os especialistas da política.
Falam do tudo e do nada, ou seja, falam do que não sabem. Atiram para ao ar, especulam, descontextualizam e alimentam larachas do politicamente correcto.
Inocuidades sobre inocuidades.
Falam de neo-liberalismo, de ultra-liberalismo, de ideais fascizantes e de extrema esquerda.
Eles não sabem o que fazem, e não sabem do que falam, pois até se contradizem, nas suas parcas ânsias de pensamento.
Perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem e do que falam... amadores e políticas em cima do joelho!

No começo, destas ideias, na Revolução Francesa, com o signo "Fraternidade, Liberdade e Igualdade", nascida em pura contradição. Fraternidade, quase zero.
E onde há liberdade, não pode haver igualdade, sendo o contrário também verdade.
A matriz nasce de base errada... logo muitos dedos em riste, não saibam que gritam matrizes ideológicas contraditórias por natureza de ordem.
E a maior parte destes seguem as directrizes das organizações supra-nacionais, as que verdadeiramente mandam e as quais os mass-media fogem como o diabo da cruz, pois há uma lógica por detrás.

Quando a coisa é mais simples do que parece, basta ser e fazer as coisas certas, dentro de uma lógica de saber-fazer, ética e bom senso.
Mas isto é chinês, para muita boa gente...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Qual é o nome do teu sócio ?


Portugal governado por assalariados técnicos, que sonham e ambicionam cargos dourados e reconhecidos por mérito de grandes obras feitas.

Antes de ontem, num jornal económico de grande relevo nacional e quiçá de grande impacto mundial, lia-se em grande destaque na primeira página - "Ministério das Finanças admite que o TGV poderá endividar ainda mais, o País".
Não posso! Não acreditei! E logo, este País governado por gente tão séria.
Que, imagine-se, orçamentam €200 para os bébés vindouros, sem saberem bem como irão legislar tal trapalhada eleitoral. São uns porreiros!
E, eu que acredito no Pai Natal e no coelhinho da Páscoa!
Tal como Armando Vara e Paulo Pedroso, pessoas de bem e seríssimas, do ponto de vista, luvo-pediotriáfilia, com toda a responsabilidade que estes assuntos merecem.
Segundo a legislação portuguesa - não, não é piada - se a criança tiver uma erecção, a pena do pedófilo - que em Portugal, é igual a zero - será substancialmente, reduzida.

Bem sei que são pessoas simpatiquíssimas, de bom trato, educadas, e julgando que tendo, não têm a noção do que os domina.
Eu sei que dizem que não. Nem sabem que Henry Kissinger é um mero secretário.
Eles sabem que sonham ... E o que sonham antes de lhes ser dado, já foi analisado, conforme a sua esfera dimensional, os permita entender, dentro de suas capacidades de entendimento. Que nos nossos excelsos trading-boys lusos haja resquícios comerciais capazes de vender, qualquer coisa, tipo credibilidade, e por mais que não seja, produtividade.

Quem paga, as vossas insanidades? Governantes incompetentes...

Palhaço do caralho, você é concorrente!

No vídeo, onde se ouve Brasil, ouça-se Portugal.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hipnosys


Na nossa actividade psíquica, a nossa personalidade , ou o nosso "Eu", do dia-a-dia, é importante referir que passamos vários estados de consciência, todos os dias, sem excepção.
Entre a consciência e a sub-consciência.

Na parte consciente, distinguidas por duas partes: a voluntária e a automática.
A parte voluntária é a consciência, o discernimento, o juízo e a razão. O ser humano tem consciência de si mesmo, das pessoas e das coisas.
A parte automática funciona sem que o ser se dê conta; os sentimentos, as impressões, a memória, a fantasia, o abrir e fechar dos olhos, a respiração, as erecções, etc., etc. ...
A proporção a favor do inconsciente relativamente à parte consciente é de 1 para 1000, portanto o subconsciente dirige a maior parte da nossa vida.
Desse modo, poderá se dizer que na poesia encontramos esse nosso sentir não compreendido de imediato. Tal qual como as crianças, na idade dos porquês? Quando adultos, mais porquês, com a diferença de uma pretensa inteligência resolutiva capaz. Estará mais perdido, nesta fase o indivíduo do que um rato de laboratório num labirinto, só que, com a sobranceira pseuda-naif-certeza de que tudo compreende.

Explorando o que existe abaixo da superfície, no inconsciente, temos:
- o inconsciente primeiro: é o nosso super-inconsciente e a nossa clarividência, durante o sono, comunica à nossa consciência parte das informações que esta não recolheu. A característica deste primeiro nível é de aceitar como verdadeira tudo aquilo que, uma vez superado o exame da nossa parte consciente, chegou até ela. É aqui que entram as primeiras defesas do nível consciente.
- o inconsciente segundo: é o colectivo, aquele que nos permite entrar em contacto com os outros, aqui começa-se a relacionar com a magia.
- o inconsciente terceiro: é o mais elevado, ou o mais profundo, no nosso labiríntico e parcialmente desconhecido cérebro. Vai para além do tempo. Este estado de inconsciência é muito controverso. Aqui e defendido por alguns, congemina-se que, se poderá entrar em contacto com as experiências do passado, bem como, predizer o futuro.

O que é que é real e o que é "quase-irreal"?
A realidade refere-se ao sujeito que observa, mas como, existem diversos pontos de vista, existem diferentes pessoas, trata-se da realidade subjectiva, a única realidade certa para cada observador. Neste ponto interpretativo, se a realidade fosse objectiva, seríamos todos iguais, pensaríamos do mesmo modo, teríamos os mesmos gostos.
A realidade será sempre subjectiva, visto que, não existe uma realidade objectiva e daí não exista a ficção da realidade. Pois existirá, sempre, uma realidade certa, no ponto de vista de cada pessoa que, vivenciou, realidades que só ele experimentou.

No hipnotismo, existem as técnicas subliminares, a sugestão telepática, magnética e verbal. A voz também é muito importante, no ritmo, no prolongamento dos ditongos e no ênfase e energia que se coloca na sugestão sugerida.
A hipnose e a capacidade de causar impressão noutro(s) sujeito, terá que ter uma forte componente ética derivado da sua capacidade de controle de outrém. Não existem dons, existem pessoas que noutras vidas trabalharam esta temática abundantemente e reflectiu-se nalguns espontâneamente nesta vida. O que não deixa de ser uma técnica altamente assediadora.

O vídeo em baixo, mostra um hipnotizador de grande capacidade, a efectuar uma hipnose colectiva, na qual sugere, aos passivos que façam da sua cadeira, a sua amante. Desprovidos de suas defesas conscientes os sugestionados esmeram-se por ser os melhores amantes.

Não esquecer de que além da hipnose, existe a manipulação e a ilusão. Os métodos são diferentes, sendo a base de partida a mesma.
A capacidade de cada um ser sugerido...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Psico-política



Hoje em dia, o focus é a opinião pública. Mas essa opinião não é a sua, num universo maior ela é laboriosamente fabricada, manipulada e ajeitada para que se pense que também é a sua. Depois de interiorizada você passa a defende-la e nalguns casos com paixão. Seja religiosa, política ou na área desportiva. O ser humano tem pavor de ficar sozinho, um dos medos que não consegue metabolizar.
Logo integra-se. Diminui a sua liberdade, aponta ferozmente, noutras ocasiões serenamente a manipulação dos outros. Os outros que não compartilham a sua razão, que evidentemente, de que sua é a melhor. No curso de suas curtas existências físicas, muitos mudam de grupos. Questionam, reflectem, aprendem com suas próprias experiências pessoais.
A questão, não é, se para melhor ou para pior.
A questão é que vivemos em guerra desde que o homem se apercebeu, que tomando o controlo de recursos naturais, do conhecimento e até de recursos que ele próprio dá o valor. Constatando por análise histórica que a guerra já existia antes de ele cá estar. A guerra da sobrevivência.
No desenvolvimento da sua inteligência complexizou os modos de interagir a um ponto quase infinito e sempre em crescendo.
Aqui entram as operações psicológicas. A tentação de controlar em absoluto a mente humana. Demanda que transporta para uma certeza inevitável. Os imponderáveis levam ao mais infinito.
O que nos leva a outro patamar. Aquela fronteira, onde a maior parte volta para as suas zonas de conforto. Os pseudo-sonhos que nunca os levaram a nada, a teorias florais semi-paradisíacas, ou cruelmente falando a cenoura à frente dos olhos e a enferma esperança. É assim há séculos e séculos. Vida após vida. Com mais ou menos poesia e inspiração de momento.
É a concepção que tem de ser olhada, com olho de ver. É essa que tem de ser destruida. Para que os nossos netos não nos voltem a lembrar de nós à volta de uma fogueira com guitarra e música. Mais uma vez. Cantando as vicissitudes de um mundo injusto.
O importante não é saber as siglas e os nomes dos grupos que enviam inúmeras lebres para dar a ilusão de escolha. Não é só um País sozinho que obterá a mudança.
Para quem não entenda como funciona a economia mundial, o mercado monetário, as transacções comerciais e o mercado creditício inter-bancário. No ponto temporal que vivemos é demasiadamente fácil bloquear um País inteiro, demasiadamente fácil. Agitar, baralhar, desorganizar e por fim controlar.
Até quando batalhar contra os moinhos de vento? Para quando o despertar para a realidade?
Com pão de trigo e linguiça, alguns vendem-se, outros desesperam.
Por isso a via ainda não controlada pelas elites actuais, que com as suas cada vez maiores multinacionais que fragmentam todo o processo produtivo em várias partes do mundo, gerindo melhor, laivos de revolta pelo cada vez mais Homo Manipulatus. A tal via ainda não controlada e que talvez mais assusta. A consciência do ser, parte integrante do Universo, tomando conhecimento que ele próprio é um Universo e que pode ter uma palavra a colocar, a questionar, sem melindres, livre no seu pensamento. Ganhando capacidade de discernimento de purgar o que está errado para ele, está mal para os outros e para o meio-ambiente que o envolve nesta singela etapa temporal de existência e dessa forma adquirindo experiência para outras, num processo constante de maturação.

" As operações psico-politicas subdividem-se em operações psico-políticas estratégicas, que concentram a propaganda em pequenos grupos de pessoas como, por exemplo, académicos ou especialistas, capazes de influenciar a opinião pública, e operações psico-políticas tácticas, que concentram a propaganda nas massas, por via de meios de comunicação em massa - jornais, rádio, televisão, manuais, material educativo, arte e entretenimento (Ways and Means of U.S. Ideological Expansion - A. Valyuzhenich, Fevereiro de 1971)."

Há coisas que o infantil ser humano desconhece, derivado de sua manifesta incapacidade cerebral apesar de muito bem disfarçada.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 22 de junho de 2008

Nível de Baralhação

Já tenho este vídeo há uns anitos, o qual, correu meio-mundo via e-mail. Mostra muito bem o conceito de Baralhação. Na medida do Nível de Baralhação ponho; a confusão momentânea, a distracção, a capacidade de cada um ficar iludido e a reposição cerebral de voltar a pensar de forma lógica o mais rapidamente possível após um acontecimento supostamente anormal.

Exemplos que todos nós conhecemos do dia-a-dia em que pomos à prova os nossos Níveis de Baralhação:

- Brutal diarreia em sítio público (sem sabermos onde fica o W.C. mais próximo) com sons nos intestinos indiciadores de que vem aí Trovoada. Normalmente este tipo de Baralhação chega mesmo a bloquear os pensamentos.

- Fulano acorda e de repente começa a ver o Extrafísico. Se não houver uma boa compreensão do fenómeno a Baralhação pode mesmo levar à loucura.

- Quando descemos escadas no escuro e julgamos haver mais um degrau. São alguns segundos que o nosso cérebro demora a compreender que já não há mais degraus.

- Quando estamos numa fila e dá-nos a impressão que as outras estão a andar mais rápido. Quando passamos para a fila do lado continuamos com a mesma sensação.

- Quando o mundo está a descambar, e, alguns governantes garantem que tudo está bem.

Até que ponto vai o seu Nível de Baralhação ?



Publicado em simultâneo no Clube de Bloguistas Portugueses.