Mostrar mensagens com a etiqueta matrix. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta matrix. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de abril de 2011

Os gatos e os ratos


Nas últimas décadas; Portugal foi governado por dois partidos políticos, o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, doravante designados por PS/D. Estes dois partidos que se conseguiram enraizar na sociedade portuguesa, conseguiram partir o país de maneira gravosa e deixando-o num estado quase comatoso. Os portugueses que beneficiam destes dois partidos, seja nas empresas públicas ou nas autarquias locais, continuam a votar e a influenciar em todas os seus círculos sociais, para que se mantenha este status quo, são milhares... Por via dos ordenados que auferem, que nada têm a ver com a realidade económica e financeira do país, a crise passa-lhes ao lado.
Continuam a entupir o Allgarve, as zonas costeiras do Brasil onde as agências de viagens canalizam toda esta borregada, principalmente Pipa e Porto Galinhas, Cabo Verde, Cancun e Rep. Dominicana, fechados nos resorts, esmagados pelos buffets e bebidas tropicais, onde podem tirar muitas fotografias para o Facebook.

Aos jovens que são iludidos por cursos universitários, que mais não que servem para compensar as tesourarias das faculdades, aos quais compram os suplementos das licenciaturas, os mestrados que muitos deles diga-se em boa verdade, não servem para quase nada.
Pergunta o jovem licenciado em Direito - Onde está o meu gabinete?
Universidades e Politécnicos na Guarda e na Covilhã, mas a realidade dura e crua, é que não há tecido empresarial que absorva todas estas fornadas que saem prontas, tal como, carne para canhão.
O empresariado português, tal como, o resto da população subsídio-dependente, não se habituou a lutar, a procurar suas armas, fica-se pelos direitos, sem ter a percepção que o dinheiro ou as verbas são finitas.
Os governos maioritários de Cavaco, que recebeu fundos da C.E.E. para tudo e alguma coisa, além de serem muito mal geridos, isto na óptica do interesse do país, habituaram mal, parte da economia portuguesa, enquanto o português profissional dos expedientes, encheu os bolsos à conta desses capitais que na sua génese tinham outros fins.

Agora choram o FMI, sem saberem muito bem o que é o FMI. Esta instituição vai ganhar bom dinheiro à custa das incompetentes governâncias portuguesas realizadas pelo o PS/D, os juros são mais baixos, mas o lucro que vamos pagar é bom. É a terceira vez que vêm cá e é preciso explicar, que são os nossos governos que o chamam e contratualizam.
Ainda há poucos meses, Sócrates dizia que a execução orçamental tinha superado as expectativas, mas logo a seguir, apresentou um PEC IV, para corrigir os objectivos orçamentais.
O próprio se contradiz, é mentiroso e interprete de gestão danosa, punível segundo as leis da república portuguesa. Essa com o nome na lama, sem credibilidade externa, com risco elevado de incumprimento e sem honra.

Vêm agora, alguns países do norte da europa, questionar a ajuda financeira a Portugal. Constatam que os gregos fizeram uns Jogos Olímpicos, com investimentos brutais, os portugueses fizeram estádios novos para ganhar pó, compraram submarinos para caçar piratas e os irlandeses por via dos incompetentes gestores bancários comprometeram o país. Não é de somenos importância, que quem cuida das suas finanças públicas com zelo, regras e ética, questione por que há-de emprestar a indigentes crónicos.

Empresas públicas portuguesas com dívidas de milhões, por exemplo, a CP ou o Metro de Lisboa, com administrações ricamente pagas, com hierarquias intermédias, pululadas por um número quase infinito de engenheiradas, com tudo pago, telemóveis e carros de serviço e depois a culpa é dos maquinistas.

Portugal está virado do avesso, onde há muita boa gente que ganha muito bem, não se sabe se têm a consciência da enorme falta de vergonha que têm na cara.
As asneiras, nada têm a ver com boa educação, nem todos estudaram em colégio anglais, tem a ver com a real percepção da actualidade.
E pelo que vemos, isto está do caralho! Somos governados por coninhas da merda, que vendem os nossos parcos recursos a investidores internacionais que se estão a cagar para a população portuguesa.
Os nossos governantes, com capacidade de decisão, não são mais do que uns filhas da puta do caralho, anti-patriotas da merda que vendem o futuro do país a prestações.

Esta é a realidade...

O vídeo em baixo é uma metáfora de Tommy Douglas, pai do sistema de saúde do Canadá. Canadá e Noruega que disputam entre si há alguns anos, o lugar cimeiro do índice de desenvolvimento humano.

O que é que nos está a escapar?



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um socialista clarividente


No XVII congresso do Partido Socialista do passado fim-de-semana, houve um militante desse partido, apenas um, que teve a clarividência de discursar imbuído da percepção da realidade actual, falamos do congressista Rómulo Machado.
Num congresso, que mais do que um comício, era sem dúvida uma orquestração de mau gosto, de discursos vazios de sentido e preenchidos pelo marketing.
Não houve debate de ideias, um zero total, foi um conjunto de sofisticadas técnicas de marketing, muito bem treinadas para aumentar a eficácia, passar mensagens bordão descontextualizadas juntadas como peças de puzzle, para parecerem verdades sérias e credíveis.
Foi todo um misto de fantasia, alucinação colectiva e tudo programado em torno do "Querido Líder", ou seja, uma nulidade completa, para o que o país efectivamente precisa, o de ser governado com competência, ética e visão de futuro.

Era, tal e qual, uma seita e das perigosas!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O ar que respiramos


O ar que respiramos é tóxico e mata-nos aos bocadinhos, o que nos permite aquela pequena e singela janela de vida, mata-nos aos poucos, o oxigénio. Numa canção ou poema, uma triste sina.
Mas não, não é. É uma oportunidade evolutiva, uma deixa... preferia uma gueisha.

Tanta choraminguice, tanto punho em riste, tanta manifestação, tanta indignação...
Tudo o que foi, é passado, com consequências no futuro sentidas no presente.
Nada é constante, no que, não mais, a constância de mutações, migrações, mudanças e transformações.

Há que anos, que é assim, e por muitos continuará a ser. As lutas das pessoas, que interessa isso num plano universal e intemporal.
Há 12.000 anos demos um salto evolutivo brutal, o da sedentarização, também o cão, que vivia nas orlas dos acampamentos nómadas. Deixamos de vaguear...
Outro grande salto se avizinha para a Humanidade, a espiritualidade, e tal como ontem, não serão precisas bíblias, obras sacras e livros-guia. Reduzida a cegueira espiritual e a amblíopia mental, entraremos num novo paradigma existencial; do auto-conhecimento profundo, de celebrar a diversidade, vivências levadas por valores éticos, independência efectiva, perguntar sempre "por quê", capacidade de colocar as coisas em contextos mais amplos, em suma, uma cosmoética sentida e vivida, na práctica e na teoria.
Estas coisas, são inevitáveis, tal como o ar que respiramos.

Hoje, não sabemos bem, se o clima do planeta muda por nossa causa, mas facto, é que está diferente, para pior, na nossa óptica de interesses.

O crime, é institucionalizado, termos por nós inventado. Muito para além de um sentido ético existencialista, os maiores negócios do planeta são; armas, droga e prostituição e um outro que sempre existiu o da manipulação da fé, o pior e mais difícil de desmontar.
Seja na política ou na religião, logo quando se acorda uma consciência desta matrix, já se sabe, por experiência que vai resistir naquilo em que sempre acreditou, sabe-se que vai passar por fases mental-somáticas. É o processo...

Nós e qualquer um de nós já somos o universo, todos fazemos parte de tudo isto. Está nos nossos braços, nas nossas veias, somos parte integrante de tudo isto, somos peças...

Um exemplo, os primeiros acordes do vídeo abaixo, comprovam a capacidade transcendental de sermos e criarmos.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A inteligência e as causas


Vivemos tempos fascinantes e lacinantes, como uma simbiose, misto de felicidade e terror. A manipulação das emoções sempre foi, ao longo dos tempos, a forma de controlar a maioria, o medo, a chave.
E por mais nomes que se dêem, por mais teorias que se inventem ou por mais omoletes que se façam com os mesmos ovos, a questão é sempre a mesma, apesar dos termos da moda das épocas, o controle, o conhecimento e o poder.

Na revolução francesa, embrião da classificação da ideia de direita e de esquerda, à partida nasce de uma contradição insanável. Liberdade e igualdade são conceitos per si contraditórios, existindo um, ocupa o espaço do outro e o contrário também.
Desta gestação contraditória, vem uma espiral sem fim, descorrendo para o infinito absurdo, mas também ocupando o espaço importante das mentes, até à obsessiva e mais inflamada.

A programação mental é tremenda, de tal maneira, que dá a ideia dentro de moldes pré-definidos a hipótese de se supor que se é livre de pensamento.
Não percebendo o indivíduo que apenas discute, dentro de zonas de conforto pensénicas, ideias bem balizadas.
Não consegue libertar-se das amarras conscienciais, nem das coleiras mentais. No entanto veste-se cheio de razão e de dedo em riste grita cheio de si e da sua esperteza. Quando na sombra meia-dúzia se rejubilam pelas suas ardilosas criações.

Não sei se já repararam neste mundo infernal... Mas as ideologias não estão a resultar.

Amanhã e todos os dias que é assim,
haverão pais que não sabem como irão alimentar os seus filhos.
Amanhã morrerão pessoas de fome, fome longa e prolongada. Não, não é aquela larica, por não se ter tomado o pequeno almoço, é fome de dez dias.
Amanhã morrerão milhões de animais criados para serem mortos para alimentarem outros tantos que pela sua inteligência são os seres superiores habitantes deste planeta.
Amanhã serão violadas milhares de mulheres e crianças.
Amanhã nascerão milhares de crianças.
Amanhã milhões serão roubados de seus pertences, esperanças e sonhos.
Amanhã muitos outros serão atirados ao abandono e desprezo.
Amanhã biliões adorarão suas crenças, sejam elas quais forem.
Amanhã biliões farão seus papéis robotizados e formatados.
Isto todos os dias.

Não sei se já repararam neste mundo louco... Mas as ideologias não estão a resultar.

As pessoas acreditam muito. Acreditam muito nas crenças. Nas crenças dum mundo melhor.
Olhem bem à vossa volta. A coisa não está a funcionar.
E a cada dia que passa, já estão com um pé bem dentro, para a passagem, para a outra margem.
Podem esbracejar, saltar que nem uns corsas, mas fintar a biologia é outra história muito mais complicada.
Quem tenta sair desta matrix, metafóricamente dizendo, é imediatamente apontado, por uma manipulação normativa auto-instituida.
Na base quase todos os grupos de ideias, sejam elas políticas, religiosas, sociais, desportivas, mafiosas, económicas, caridosas ou de interesses em geral, o fundo organizacional é comum. Obviamente que individualmente os seus membros apontem as incongruências dos outros, nunca reconhecendo a do seu. Mais, defende com unhas e dentes, as próprias insanidades do seu grupo.
E como todos são incongruentes, todos têm matéria para atacar os outros. Nestas lutas esvaziam-se tensões, perdem o tempo e a energia. Para uma minoria dominante este esganar de tensões é ouro sobre azul, aliás são eles que a instigam e assim, dessa forma dominam descansados.

Não sei se já repararam neste mundo insano... Mas as ideologias não estão a resultar.

Esta canção, "Gimme hope Joanna" de Eddy Grant, que quase toda a gente conhece e que fica muito bem num inocente pézinho de dança, tem uma história por detrás dela. Foi o símbolo da luta contra o apartheid na África do Sul. Joanna representa Joanesburgo.
Uma das muitas insanidades, não deste mundo, mas por quem nele habita.

Give me hope Joanna...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Caribbean Quenn

São daquelas coisas fantásticas da vida.
Um certo noir, um certo je n'est ce pas quoi.
Da teoria do cagalhão ao cavalo, tudo é possível. Pois não há impossíveis.
Apesar de um dia a dizer que não dá seguindo uma matrix, a minha cabeça estava voltada para outras dimensões, diga-se de passagem.
A mente e o poder da mente tem coisas do arco-da-velha.
E o hoje que o CERN acertou a sua bombinha de brincar. Vejam lá o que fazem!
Imagino centenas de cientistas a estudar o olho do cú do universo. Frenéticos!