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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um socialista clarividente


No XVII congresso do Partido Socialista do passado fim-de-semana, houve um militante desse partido, apenas um, que teve a clarividência de discursar imbuído da percepção da realidade actual, falamos do congressista Rómulo Machado.
Num congresso, que mais do que um comício, era sem dúvida uma orquestração de mau gosto, de discursos vazios de sentido e preenchidos pelo marketing.
Não houve debate de ideias, um zero total, foi um conjunto de sofisticadas técnicas de marketing, muito bem treinadas para aumentar a eficácia, passar mensagens bordão descontextualizadas juntadas como peças de puzzle, para parecerem verdades sérias e credíveis.
Foi todo um misto de fantasia, alucinação colectiva e tudo programado em torno do "Querido Líder", ou seja, uma nulidade completa, para o que o país efectivamente precisa, o de ser governado com competência, ética e visão de futuro.

Era, tal e qual, uma seita e das perigosas!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Imparidades


"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro ...".

Mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos

- mais 22,5% do que os franceses

- mais 55 % do que os finlandeses

- mais 56,5% do que os suecos

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

Estes números são adaptados de um mail que anda a correr pela Internet. Podem ser discutidos, mais um ou menos um por cento.
A verdade factual é que é, a real, a crise em que vivemos é de uma profundidade complexa e supra-nacional, mas uma coisa é certa, Portugal nas últimas três décadas deu azo a tal.
Calhou-nos a pior estirpe e medíocre classe política, sempre com o discurso de apertar o cinto, para um futuro mais risonho. O facto é que a nação está cada vez pior, os números não mentem.
Portugal agoniza, a república não vai conseguir pagar a sua dívida e está em modo de sobrevivência.
O povo português tem a sua grande quota parte de responsabilidade, através do voto, foi ele quem escolheu os seus líderes.
Os votos de condolências ...

domingo, 25 de outubro de 2009

Aspectos...


Aspectos auspiciosos...
Como quem sai de uma janela a cambalear, sob um som de fundo, parecido com um riso sarcástico.
É preciso ter vistas do que se almeja compreender e interpretar, mesmo, às vezes o interpretado ser o próprio e por vezes não sei lá do quê.
Em cada alminha, um labirinto.
Dizer-se-ia que é só para dar trabalho, um capricho. Quando só apenas um carinho...
Muitos e muitas não sabem ao que nasceram, vêm à sorte. Percorrem vidas, principalmente a própria, desconhecendo que eram à partida proprietárias de algo, a sua essência.
Vilipendiadas, baralham-se, cruzam-se e morrem de medo de várias coisas, até mesmo do único destino certo que têm. Têm medo da certeza.
A esquiva desenvolveu contornos, mágicos. Tal a transcendência, do ultrapassar fronteiras nunca antes alcançadas. Ponto por ponto, cada vez mais vamos chegando mais longe.
Ao quê? Não se sabe.
Mas, vamos empurrando para a frente.
O passado é passado, já foi, passou, não se repete.
Desde que não apareça uma máquina do tempo, para voltar a baralhar as contas.
Ou fantasias, para baralhar e dar de novo.

Como massas cerebrais que aspiram linhas de pensamento, sem questionar o "deep tought" das coisas, o que existe é merecido.
Por elas vou acender um incenso de alfazema. Relembro que de Domingo para Segunda, é a noite dos espíritos. A noite em que se abrem portais inter-dimensionais.
É um forrobodó espiritual.
Podem acender uma velinha e coloca-la no parapeito da janelinha, ou na janela da mente.
Agora e importante, não finte as cocaines da sua mente. Os espíritos não vão em cantigas.
Pois é! Todos lá dentro...