quarta-feira, 19 de maio de 2010

Imparidades


"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro ...".

Mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos

- mais 22,5% do que os franceses

- mais 55 % do que os finlandeses

- mais 56,5% do que os suecos

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

Estes números são adaptados de um mail que anda a correr pela Internet. Podem ser discutidos, mais um ou menos um por cento.
A verdade factual é que é, a real, a crise em que vivemos é de uma profundidade complexa e supra-nacional, mas uma coisa é certa, Portugal nas últimas três décadas deu azo a tal.
Calhou-nos a pior estirpe e medíocre classe política, sempre com o discurso de apertar o cinto, para um futuro mais risonho. O facto é que a nação está cada vez pior, os números não mentem.
Portugal agoniza, a república não vai conseguir pagar a sua dívida e está em modo de sobrevivência.
O povo português tem a sua grande quota parte de responsabilidade, através do voto, foi ele quem escolheu os seus líderes.
Os votos de condolências ...

6 comentários:

Diogo disse...

A «democracia» é um jogo que está viciado de cima a baixo. Para modificar a situação, o que é necessário é procurar os tais gestores e ter uma «conversa franca e aberta» com eles. Estou certo que eles vão compreender as razões dos cidadãos.

Red Eagle disse...

Meu caro Zorze
Esses dados não são novos, mas a verdade é que continua sempre a votar nas mesmas cores.
Se os portugueses começassem a ir às urnas e a votar em todos os partidos menos nos 5 tradicionais (PP, PSD, PS, CDU e BE) isto não acontecia

Red Eagle disse...

Ah...
E Saudações Chaladas

Marreta disse...

O Diogo tem razão, não se pode esperar que eles prescindam das benesses por iniciativa própria, é preciso "empurrá-los" para a rua.
Parece-me que não tardará muito e os "portugueses comuns" serão aqueles que não têm trabalho.

Saudações do Marreta.

Camolas disse...

Vou adotar a técnica dos caboverdianos:

"Eles figem que me pagam muito eu finjo que trabalho muito"

e dos portugueses

"Sem dinheiro não há palhaços"

Pata Negra disse...

Há duas maneiras de ser aumentado: uma é recebendo mais, a outra é trabalhando menos. Isto, enquanto a populaça que vota em sócrates me continuar a incentivar dizendo que eu não faço nada.
Um abraço de voto ao vivo na avenida da liberdade