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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cavaco Silva


A montanha pariu um rato. Expressão popular que define situações melo-dramáticas, em que se antevê uma espécie de clímax e no fim resulta uns resquícios de qualquer coisa.
No limite, poderíamos esperar que o Presidente da República Portuguesa num acesso de lucidez e defensor dos superiores interesses nacionais, que tanto gosta de sublinhar, viesse, à nação dizer que não empossaria José Sócrates como Primeiro-Ministro.
Mas não esqueçamos, que este senhor já foi Primeiro-Ministro durante algum tempo. Um tempo em que "jorraram" fundos comunitários, os quais, tremendamente mal geridos, resultaram num aparente e paralelo desenvolvimento português. A obra que ficou, foram as auto-estradas e aí somos um País de referência internacional. De resto os cancros crónicos foram-se alastrando, principalmente, a dívida pública.

Outrora, vestindo a personagem de "funcionário" do B.P., mostrava um carácter pessoal austero, meio-arrogante e fomentando uma aura de "penacho" bacoco. Não admitia tratamento directo com os seus directos responsáveis, impunha demarcação territorial formal. Os seus colegas tanto a nível horizontal, como a vertical, desprezavam-no, pela sua personalidade distante, motivado por uma espécie sentimental do tipo - Eu sou o maior!

Quando veste a roupagem de P.M., recorre a treinamentos de profissionais de teatro, que o ensinam a sorrir e a ter uma linguagem mais mel com tónica emotiva.

Passados todos estes anos, mantendo essa imagem de "patter familia", entra em enredos, que conhecendo a personagem e todo o seu quadro mental, não se percebe, porque enveredou em tal caminhos.
Certo, é que Cavaco, quando não pensa, é estúpido.

A novela das escutas, é todo um manual de "Como não dar tiros nos seus próprios pés, em dez lições".
Em relação às escutas, em pleno Séc. XXI, sabe-se que já não é preciso um agente 007, colocar microfones em sítios estratégicos.
Basta contratar, Detective Correia, que com um carro estacionado na zona de Belém escuta tudo num raio de 500 metros. O qual, obtém sua maior quota de mercado em cornudos(as) ressabiados, os cabeças de Vila-Franca. São as novas tecnologias.
Acrescentando a outras, muito bem vendidas, sem falar dos comissionamentos, de generais da NATO que fizeram boas amizades em Portugal.

Toda a gente sabe que o PS, alimenta todo um serviço de informações, espalhados em salas de escritórios, disfarçadas de call-centers, na capital lusa. Toda uma formação deixada por um especialista na matéria, Frank Carlucci.

Agora e por baixo de todas as manipulações e conspirações que até ao Noddy baralham. Sua Excelência tinha todo um ramalhete de serviços que discretamente poderiam ser utilizados para verificação de tais suspeitas.
Por exemplo e primeiro, os temíveis serviços secretos portugueses - o SIS. Depois a secreta militar a - DINFO, da qual é o supremo comandante. As duas andam às turras.
Num País, em que é o carrossel e porta de entrada, bem aberta, ao narco-tráfico da América Latina, poiso confortável às máfias de prostituição de Leste e Africana, o tráfico de armas "aqui é à vontade do freguês" e paraíso internacional para pedófilos.
Não se compreende, é tanta choradeira. Ou talvez. não...

Eu também leio muitos e-mails e não faço disso um drama, apesar, do Planeta em que vivemos já ser todo um drama social.

Se não sabem, não inventem! Há neste País quem saiba.
Saiam...
Poupem-nos é às vossas cabeçadas!

Voltando a repetir-me e como dizia uma amiga do norte: Ide-vos foder! Fodei-vos, pá!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Baby Jane


Hoje foi um dia de vários acontecimentos neste canto à beira-mar plantado, que ainda, antes de ser País, daqui já se emitiam relatórios onde constava que, "Este povo não se governa, nem se deixa governar".

Desde à suspensão forçada em plena campanha pré-eleitoral do Jornal Nacional da TVI de sexta-feira, à demissão de vários quadros da mesma estação televisiva. Portugal perde assim um dos seus melhores freak-shows, com figuras de sobeja relevância nacional, como Manuela Moura Guedes e Vasco Pulido Valente.
Apesar de muitas hipóteses que ficam no ar, o que realmente se passou foi o seguinte. À natural e habitual estupidez do partido xuxialista português (criancinhas de Almada vinde a mim) e com fraternos pedidos solidários ao seu congénere espanhol, o partido socialista obrero espanhol, com grande influência no grupo de comunicação social PRISA, accionista maioritário da cadeia de televisão TVI, suspendeu um programa noticioso que atacava ferozmente o primeiro-ministro português.
Causavam incómodo, pronto!

Já se adivinhava que esta campanha iria ser das mais ordinárias, duras e sujas, dos últimos tempos. Mas que a coisa anda agreste, anda. Juntando ao facto da anedota que este País sempre foi.

Por mim, acordei muito para além do cantar do galo, nem fiz a barba, antecipando minutos preciosos para chegar no "ela por ela". Depois do meio-dia, mesmo com o fato e gravata a disfarçar, não escondia um certo ar de ladrão de estrada.
Desfalcado do meu yogurte Aloé Vera, levei prevenido uma barra de cereais Muesly, para comer no caminho. No caminho palitei e lapidei os dentes com aquele ar esperto de quem acabou de comer uma sandes de presunto acompanhado de um copo de vinho tinto.
Olho para um lado, zero, olho para o outro, zero...
Zero zero sete, está limpo, faço com a mão o sinal de O.K..
Nestas alturas, aparece sempre um camião do lixo a bloquear a estrada, a lei de Murphy nunca se esquece de nós.
Só que para uma criança indigo, estas coisas são totalmente indiferentes.

Nisto tenho andado, no pouco tempo que me resta do dia laboral, a transferir as músicas deste blog outrora com o gadget Finetune, para o do Mixpod. Tinha reparado à uns tempos num blog de referência nacional - Isto tem dias - que em algumas músicas apareciam os vídeos. Pensei para com os meus botões - Também quero um para mim!
E já cá está, aos poucos vou transferindo as músicas, algumas com vídeos. Como a base de dados é grande, a lista vai ser maior. A qualidade é excelente, pois são escolhidas por mim, e como eu sei destas coisas e doutras, as músicas são muito boas, ou melhor, todas boas.
Para quem for mais esquisito, o gadget tem uma setinha para clicar, para quem - como se fosse possível, não gostar de alguma - andar para outra música.

Voltando ao dia, diz-me o Sr. Ziting, que me conhece muito bem - Zorze, para ti qualquer mulher, é uma bilha de sonho! Acrescento - Confere, e ainda, diria que a mulher não é simples, vejo-a numa visão mais holística.
Em coerência, comprei roupinha nova, pois na Festa e ao que parece, haverá sessões fotográficas. Logo depreendi que teria de ir "arranjadinho" e bonito.
Não esquecendo a vestuta expressão que alguns consideram ordinária, mas que, tem toda uma ciência por de trás dela:
- Bonito, bonito, são os colhões a bater no pito!

Tenho a convicção, que em sorte, irei pinçar uma Baby Jane. São daqueles feelings, que a matemática não consegue explicar...
A cabeças de Vila-Franca com olhares desconfiados, relax. Não fui eu! Pois só cortejo fêmeas; solteiras, viúvas e divorciadas.

Credibilidade, seriedade e honestidade. Se não os pilares de uma sociedade, a sua anedota existencialista.