Porque sim, e ao mesmo tempo, porque não. Esta é a resposta oriunda das profundezas daquilo a que se chama de verdade. A verdade com que cada um interpreta e experimenta, fruto de historiais vividos individualmente, guardados nos mais secretos cofres jamais inventados, a alma de cada um.
Se se realçar, que cada alma é uma fechadura, esconda-se aquele que presumivelmente carrega em si a chave, a chave que abre as avenidas do prazer, donde se esconde, que um vício, tem mais dois ou três.
As avenidas do prazer, ou até duma sensação libertadora, uma espécie de incoerência coerente, libertadora dos mecanismos carnais e físicos, em quais estamos subjugados, por força de processos mentalmente incontroláveis.
Quem domina?
O corpo controla a mente?
Ou a mente controla o corpo?
Enquanto ao mesmo tempo, cada um de nós, é juíz de outros, de terceiros, ao mesmo tempo que praticamos a hipocrisia involuntária de nossa estupidez.
Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito do que eu?
Porque é que a vida é assim ...? Porque, se calhar também em formas que nos ultrapassam, como por exemplo...,
Não magique assim! A vida é o que é... É.
Mais uma dose? Claro que tou afim..., tchin tchin...
Ninguém sabe... Apesar de e como em todos os momentos haver sempre quem saiba de qualquer e alguma coisa. Sabe que vai ser assim ou que vai ser assado, independentemente do crédito que se lhe(s) dê, ou que se lhe(s) venha a dar e da assertividade que venham a ter e de quem lhes a dê. No geral, as pessoas acreditam muito, apenas, porque querem acreditar e porque têm pouco em que acreditar, e antes de mais, porque foram ensinadas de nascença, de que tinham que acreditar em algo. Para serem alguém, têm de acreditar em algo, quando "antes" da casa de partida já eram alguém.
Sem quem lhes indique um rumo, ficam perdidas, alguém tem de lhes apontar um caminho, uma crença, uma ideia... quando no fundo da questão, ou seja e sem atender, à nossa escala colectiva de evolução, ninguém sabe. Dessa forma, tudo isto, é fascinante, este desconhecido. Por isso é engraçado de ver os que, julgam que sabem e conhecem, mas à lupa, são as cigarras do tempo, os publicitários das novas verdades, os que marram com toda a força na parede, as paredes da realidade.
No vídeo em baixo, onde se ouve Brasil, ouça-se Portugal. Com uma décalage de 20 e poucos anos.
Portugal governado por assalariados técnicos, que sonham e ambicionam cargos dourados e reconhecidos por mérito de grandes obras feitas.
Antes de ontem, num jornal económico de grande relevo nacional e quiçá de grande impacto mundial, lia-se em grande destaque na primeira página - "Ministério das Finanças admite que o TGV poderá endividar ainda mais, o País". Não posso! Não acreditei! E logo, este País governado por gente tão séria. Que, imagine-se, orçamentam €200 para os bébés vindouros, sem saberem bem como irão legislar tal trapalhada eleitoral. São uns porreiros! E, eu que acredito no Pai Natal e no coelhinho da Páscoa! Tal como Armando Vara e Paulo Pedroso, pessoas de bem e seríssimas, do ponto de vista, luvo-pediotriáfilia, com toda a responsabilidade que estes assuntos merecem. Segundo a legislação portuguesa - não, não é piada - se a criança tiver uma erecção, a pena do pedófilo - que em Portugal, é igual a zero - será substancialmente, reduzida.
Bem sei que são pessoas simpatiquíssimas, de bom trato, educadas, e julgando que tendo, não têm a noção do que os domina. Eu sei que dizem que não. Nem sabem que Henry Kissinger é um mero secretário. Eles sabem que sonham ... E o que sonham antes de lhes ser dado, já foi analisado, conforme a sua esfera dimensional, os permita entender, dentro de suas capacidades de entendimento. Que nos nossos excelsos trading-boys lusos haja resquícios comerciais capazes de vender, qualquer coisa, tipo credibilidade, e por mais que não seja, produtividade.
Quem paga, as vossas insanidades? Governantes incompetentes...
O Amor, verdadeira força incontrolável do Universo. O tempo é relativo, um segundo e já passou, noutra dimensão podem ser anos. De facto, o tempo pode ser relativo. Depende, fundamentalmente, da percepção. Pode ser sorte, pode ser azar, tal e qual, uma mesa de roleta mostra. Mostra friamente nas suas estatísticas. Pode ser também, a sorte do azar, como escola da vida, de vidas enviuzadas e de gerações trocadas. Das avenidas do prazer, de um vício ou três, importa são os caminhos desbravados. Ida, já foi, mas a volta é garantida? Quem sabe...
Quem sabe...
O génio Cazuza em Todo o Amor que Houver nessa Vida. O abstracto roçado por uma pessoa, com beleza e consciência.
Jorge Viegas Vasconcelos era presidente da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que pouca gente conhece, e que serve, principalmente para a supervisão e regulação dos preços da electricidade, gás natural e petróleo. Também efectua estatísticas acerca do sector e tem um Espaço do Consumidor. Na práctica, o que, uma secretaria de Estado do Ministério da Economia poderia fazer num pequeno País como Portugal.
O senhor acima designado demitiu-se quando pretendia que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou quaisquer outros benefícios. O surreal, que em Portugal se vai tornando cada vez mais real, é que Jorge Vasconcelos vai para casa com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego. Isto passou ao lado dos grande média (logo a população não sabe, não passou na TV - logo não aconteceu!), mas, mesmo assim o Ministério da Economia foi sondado por uma minoria jornalística, ao qual respondeu que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE» e que, «de acordo com o artigo 28 dos estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto de gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos», ou seja, e descodificando, sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Mas, o caro e incauto leitor, pergunta aos seus próprios botões - Mas afinal para que serve a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético. Sendo assim, os governos, os tribunais ou a polícia são meras personagens inventadas por um adepto em cocaine, qual "Alice no país das maravilhas", com a dama de copas, o Humpty Dumpty e coelho que estava sempre cheio de pressa. Não está em causa o indivíduo, Jorge Vasconcelos, que deverá ser um senhor muito educado, de competência profissional comprovada e uma excelente pessoa. O mal está no sistema que permite estes abusos, a falta de ética, a pouca vergonha e o cuspir para cima de quem trabalha para receber um ordenado no fim do mês. E tudo dentro das maiores das legalidades.
Um País governado por um partido único há mais de 30 anos, o PS/D, o qual o seu maior brilhantismo técnico foi de nos deixar na cauda da Europa, apesar dos milhões que jorraram, nos finais dos anos 80 e ínicios dos anos 90. Governos (excelsos alunos Bilderberg) que delapidaram o erário público à machadada sem qualquer peso na consciência e sem que ninguém lhes ponha um travão. Deixando e oferecendo a "amigos" o banquete. Infelizmente estes casos são cada vez mais comuns, as pessoas encolhem os ombros e tudo fica por aí. Não digo que tem de haver a mudança. Digo que ela ocorrerá e grassará a bem ou mal.
O Tempo Não Pára, e se me permite, acrescento que, o Tempo o trata por tu.
Na habitualidade deste blog universalista trago mais um génio na arte da fascinação. Depois de Cazuza e Roberto Carlos outros se seguirão. Hoje o momento é Ney Matogrosso, talento puro. A Brasilidade na sua forma explosiva de criatividade e nas entrelinhas, o esclarecimento da razão de Ser Humano. Com H grande.
Na seguinte a, - "Balada do Cachorro Louco". É o maluco-beleza em todo a sua forma expressiva.
E a seguir, Bandolero. Arte pura e genialidade intra-consciencial. O primeiro no Brasil a assumir-se como homosexual. Controverso e polémico.
A seguir. Tchim, tchim! Cazuza novamente em repetição, dos poucos artistas que acederam a patamares de genialidade em sua forma natural, aguardando novo post. Usando a magia do evocattio.
O Mundo está em ebulição. Como sempre esteve. Que arranquem os cabelos! Digo que é entretenimento, senhores e senhoras. Por isso em (in)coerência trago Cazuza. Cazuza génio, que abalou a sociedade brasileira nos anos 80, pela sua genialidade, pela sua musicalidade, pela sua Brasilidade, pelo seu jeito de Ser. Filho de Pais ricos, o menino do Rio - carioca puro - viveu os anos loucos do Rio de Janeiro na sua plenitude. Muita droga, muito sexo, muito pôrre. Seus Pais tudo desculparam. A SIDA ou AIDS (no Brasil) acabou por lhe massacrar o corpo numa altura em que a doença ainda era um pouco desconhecida do grande público. Transmitia uma musicalidade que na época ainda não tinha sido inventada. Apesar do mau feitio, de menino arrogante, a genialidade estava lá. Não é para quem quer, é para quem pode. E ele naturalmente a tinha, essa genialidade que falo. Brasil mostra tua cara e Ideologia foram dos seus maiores êxitos.
A seguir já na fase da doença quando deixava o Hospital após mais uma crise, mostrando todo o seu lado de maluco-beleza.
Os vídeos seguintes, parecem ser do mesmo concerto. A primeira música é " Por é que a gente é assim " no seu jeito genial de cantar serve para as pessoas reflectirem acerca de suas vidas plásticas. A segunda é um dos maiores êxitos do artista "Exagerado".
Cazuza - o qual já conhecia, mas pouco - e estranhamente pouco conhecido em Portugal, trazido pela minha mais recente companheira intrafísica, Silvia Salazar do Maranhão, que me fez relembrar o génio musical brasileiro.
Por último uma música das minhas preferidas - "Quase por um segundo". Mas há muitas mais.