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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Todo o amor que houver nessa vida

O Amor, verdadeira força incontrolável do Universo.
O tempo é relativo, um segundo e já passou, noutra dimensão podem ser anos. De facto, o tempo pode ser relativo. Depende, fundamentalmente, da percepção.
Pode ser sorte, pode ser azar, tal e qual, uma mesa de roleta mostra. Mostra friamente nas suas estatísticas.
Pode ser também, a sorte do azar, como escola da vida, de vidas enviuzadas e de gerações trocadas.
Das avenidas do prazer, de um vício ou três, importa são os caminhos desbravados.
Ida, já foi, mas a volta é garantida? Quem sabe...

Quem sabe...

O génio Cazuza em Todo o Amor que Houver nessa Vida. O abstracto roçado por uma pessoa, com beleza e consciência.

Haja consciência!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bob Marley



Faz hoje 28 anos que Bob Marley descartou seu corpo físico na continuação de sua série existencial. Além de cantor e músico também era um filósofo. Não sei se alcançou a sua programação existencial, mas certo, é que desbravou campos que na época eram virgens.
Despontou na terra do Voodu, mistura de negros africanos (produto de traficantes negreiros), europeus oportunistas e populações indígenas. De uma evolução cultural deu-se uma simbiosys artística que ainda hoje é relembrada. A música chamam-lhe Reggae, o modo de vida é o viver um dia de cada vez. Algo que se vai tornado cada vez mais distante, e pior, entender a sua essência, da Humanidade em geral ...

Direi sem andar muito longe da verdade, que esta gente está a esquecer-se de ser Ser Humano. Está a perder a plasticidade mental. Está a perder o balance.
Cada vez mais robotizados, já não acreditam na magia.
Acreditam em formalidades, normas e regras impostas por que lhes interessa que seja assim. Já nem com desenhos lá vão.
Acreditam na depressão, nos medicamentos e no suicídio.
E morrem sem se aperceberem que tiveram uma oportunidade brutal de terem uma vida física. A janela química que tal probabilidade permite é infinitamente inferior a ganhar na Lotaria.
A grande maior parte morre sem perceber que viveu.
Acredite, pois é real, eu sei. E você pode ser um deles.
Se não acreditar, será mais um a engrossar a fila dos arrependidos. Não vale pena culpar terceiros. Você é o culpado do seu arrependimento post-mortem.

Viva, desfrute e evolua. Você nasceu para isso.
Merdas acontecem... So what!
A vida é um livre-arbítrio tremendo. Não tenha medo...



Algumas frases de um pensador:

- A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.

- Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais.

- Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.
Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.

- Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.

- Não ligo que me olhem da cabeça aos pés... porque nunca farão minha cabeça e nunca chegarão aos meus pés.

- Em quanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos havera guerra.

- Os homens pensam que possuem uma mente, mas é a mente que os possui. Há pessoas que amam o poder, e outras que tem o poder de amar.

- Quando você acha que sabe todas as perguntas vem a Vida e muda todas as respostas.

- Não cruze os braços diante de uma dificuldade, pois o maior homem do mundo morreu de braços abertos.

- Se choras por não ter visto o pôr do Sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas.

- O que importa se você tem olhos verdes... se o vermelho dos meus reflectem o verde da natureza...

- Nos chamam de loucos, num mundo em que os certos fazem bombas.

- Éramos felizes e nem sabíamos.

- Deus fez as pessoas para serem amadas e as coisas para serem usadas; mas por que amam as coisas e usam as pessoas?

- Seja humilde, pois, até o sol com toda sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar.

- As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior não estão tirando um dia de folga. Como posso eu?

- ...Loucos como nós vivem pouco mais vivem como querem...

- Enquanto imperar a filosofia de que há uma raça inferior e outra superior o mundo estará permanentemente em guerra. É uma profecia mas todo mundo sabe que isso é verdade.

- Me chamam de idiota porque fumo maconha mais chamam de génio quem inventou a bomba atómica.

- Já estive aqui antes e voltarei outra vez, mas não terminarei esta viagem.


Só quem sente é que sabe a magélia que ainda pulula por aí...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Depois de morrerem voltam a nascer


Julgavam que tudo isto era em vão. Não, meus amigos, é sério, muito sério.
Ou pode ser tudo a fingir.
Podem, garanto-vos, acreditem no que quiserem. A Vida tem um jogo de cintura, nomeadamente, quando se sentem seguros, é aí que lhes puxa o tapete e descobre-se um falso piso. Dupla negação ou baralhação. Ou também e porque não quando lava os pés no bidé.
Bidé, bidé...

Quer queiramos quer não, existe uma espécie de fascínio da morte. As pessoas evitam falar dela, mas, nos seus meandros mentais, fascinam-se.

Ela gosta que se ponham à sua beira, que lhe dêem importância, que se deslumbrem e que a respeitem.
Mas, la muerte, não é nenhuma entidade ou algo personificável. É um marco biológico, apenas. Uma fronteira.
Está-se cá, está-se lá.
Os lamentos e as alegrias de quem vai, quem vem.
Medos de coisas que acontecem. O desejar não é para aqui chamado.
A morte é apenas um ponto, que pode ser cardeal ou desestrutural.
A sua definição diz que é assim e pronto. Podemos questionar, mas que importa, já está. É irreversível. Não dá para meter cunhas.
Aquando no outro lado a grande maior parte não quer voltar, acreditem.
Muitos são obrigados a renascerem neste manicómio. É.
São coisas do arco-da-velha, por isso, e fundamentalmente por isso vou ouvir um disco compacto com música de Namo Narayanaya sem antes de escutar de olhos fechados o vídeo em baixo.
Pois sou um Filho do Universo e desconfio que você também o é. Mesmo disfarçando ou escondendo-se.
Em suma não se martirize, depois voltas a nascer e assim é desde tempos longínquos. Do tempo que quase ninguém sabia.
Agora toda a gente julga que sabe sem nada saber.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Cazuza

O Mundo está em ebulição. Como sempre esteve. Que arranquem os cabelos! Digo que é entretenimento, senhores e senhoras. Por isso em (in)coerência trago Cazuza. Cazuza génio, que abalou a sociedade brasileira nos anos 80, pela sua genialidade, pela sua musicalidade, pela sua Brasilidade, pelo seu jeito de Ser.
Filho de Pais ricos, o menino do Rio - carioca puro - viveu os anos loucos do Rio de Janeiro na sua plenitude. Muita droga, muito sexo, muito pôrre. Seus Pais tudo desculparam.
A SIDA ou AIDS (no Brasil) acabou por lhe massacrar o corpo numa altura em que a doença ainda era um pouco desconhecida do grande público.
Transmitia uma musicalidade que na época ainda não tinha sido inventada. Apesar do mau feitio, de menino arrogante, a genialidade estava lá.
Não é para quem quer, é para quem pode. E ele naturalmente a tinha, essa genialidade que falo.
Brasil mostra tua cara e Ideologia foram dos seus maiores êxitos.


A seguir já na fase da doença quando deixava o Hospital após mais uma crise, mostrando todo o seu lado de maluco-beleza.


Os vídeos seguintes, parecem ser do mesmo concerto. A primeira música é " Por é que a gente é assim " no seu jeito genial de cantar serve para as pessoas reflectirem acerca de suas vidas plásticas. A segunda é um dos maiores êxitos do artista "Exagerado".



Cazuza - o qual já conhecia, mas pouco - e estranhamente pouco conhecido em Portugal, trazido pela minha mais recente companheira intrafísica, Silvia Salazar do Maranhão, que me fez relembrar o génio musical brasileiro.
Por último uma música das minhas preferidas - "Quase por um segundo". Mas há muitas mais.

Cazuza ou se ama ou se odeia, não tem meio termo.