Mostrar mensagens com a etiqueta natureza humana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta natureza humana. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de março de 2010

Os Cultos


O Culto de mão dada com a Religião pode-se caracterizar da seguinte forma: um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como; sobrenatural, divino, sagrado e transcendental.
Desde as religiões seculares até às novas e evangélicas, poderemos incluir os líderes políticos. Através dos seus seguidores pode-se determinar que as mesmas zonas cerebrais são activadas.
No campo psicológico temos o suspend the disbelief e o auto-convencimento. Na parte pessoal o carisma e a suposta capacidade de apresentação como modelo que trilha o caminho.
As incongruências são diminuídas ao limite e as virtudes extrapoladas até à insanidade.

Em Portugal actual, vive-se um desses cultos, o apelidado pelos seus boys e adoradores, o Chefe. Já não se discute política, mas sim, o lado emocional de um chefe. Mesmo perante todas as evidências de fraude académica e profissional, os seguidores buscam energias para tapar o Sol com a peneira.
Na área psico-somática estaremos mais perto da religião do que na política. Sendo que as duas confundem-se e suas fronteiras serem muito ténues.
Se um desses chefes cair, outros vinte se perfilham.

Estes cultos sempre ocorreram, ocorrem e ocorrerão.
Estes líderes espirituais servem para isso mesmo. Absorver toda a tensão, todos os esbracejos de injustiça, as indignações e tudo o que por aí advier.

Chamemos de super-capitalismo, de super-estrutura aqueles que de facto vão orientando os destinos do planeta, pelo simples facto, de terem o poder de criar o dinheiro e de o largarem a quem siga as suas linhas orientadoras.
Em finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, grandes industriais norte-americanos se referiam a este poder sufocante. Capitalistas e industriais de então subjugados a uma super-estrutura que tentavam definir.
Do que se conhece, sabe-se que utilizam o crédito financeiro supra-nacional para controlar empresas e nações.
A confidências conhecidas por estes senhores, e numa síntese muita redutora, uma das suas filosofias - " Dêem-lhes as ideias de direita e esquerda para se morderem uns aos outros".
O conceito de direita e esquerda, que vem da Revolução Francesa e dependeu de uns sentarem-se de um lado e outros do outro. Os jacobinos e os girondinos. Daí até cá o conceito complexizou-se de sobremaneira.
Tal como numa época em que a religião detinha grande vigor, apareceram os primeiros indivíduos, numa tentativa, de organizar novas ideias, novas relações sociais, principalmente, fruto de grandes fluxos de tesouraria, e de todas as relações filhas de novos tempos que se viviam, tanto económico, social e religioso. Consequentemente, um fenómeno novo que resultava, as grandes cidades industriais.
Dessa toda nova panóplia de novas relações que borbulhavam aparecem nomes como Emile Durkheim, Karl Marx, Ernst Troeltsch, Max Weber, Peter Berger. Até certo ponto e nesta altura pode-se dizer que socializaram a religião.

Em suma, atirar os ovos ao líder local de momento, pode ter a sua graça, mas, no concreto não muda nada.
Repare o brutal ataque especulativo de 14 e 15 de Janeiro deste ano contra Espanha e Portugal. Fez disparar o spread das obrigações do tesouro espanhol e português. Na realidade esta é uma das notícias mais substanciais para os dois países apesar de passarem a uma ilharga muito extensa de notícias acerca do jet-set e jogadores de futebol. O pior cego é aquele que não vê.
Os bancos nacionais, logo a seguir, posicionaram as suas políticas de crédito no curto-médio prazo. A diferença reside na contratação ou não de mais pessoal, no investimento adiado, no adiamento do pagamento ao fornecedor e no final na sobrevivência do negócio. E isto faz toda a diferença.

A realidade é esta, o poder dos governos locais dos países mediterrânicos é apenas circunstancial. A Grécia, a Itália, Portugal e Espanha definham a olhos vistos.
Os denominados PIGS pelos jovenzinhos que fazem cálculos em folhas de Excel e atribuem notações de risco de crédito. P-portugal, I-itália, G-greece, S-spain.
Aparece a Alemanha, a segurar a Grécia o primeiro local a entrar no descalabro. Sem esquecer, que neste mundo ninguém dá nada a ninguém. E que se à volta da Alemanha não houver quem lhe compre os produtos lá produzidos, de nada serve o valor que eles oferecem.

Mas a somar à complexidade da globalização, junte-se a entrada de duas mega-economias, a Índia e a China, que têm regimes semi-democráticos e fecham os olhos às condições de trabalho. Pelas suas imensas populações e gigantesca oferta de mão-de-obra nas suas unidades produtivas não iremos encontrar filtros de ar, horários de trabalho calendarizados, condições sanitárias humanas, mas sim, trabalho de sol-a-sol, camaratas diminutas e partilhadas entre adultos e crianças, trabalho desumano, indústrias tóxicas sem qualquer regulação. Dessa produção gigantesca e após os acordos da OMC, asfixia muitas outras que não conseguem concorrer aos mesmos preços.
Poderá-se dizer que o mundo é injusto e para todas as partes.

Quanto ao caso português, apesar da pouca margem de manobra, não significa o mesmo, a desresponsabilização da actuação. Pois por o povo ser ignorante, fruto de políticas educacionais, propositadamente para o manter assim, amorfo. A elitezinha tuga não deixa de estar isenta de responsabilidades.
A primeira, o contínuo esticar do diferencial entre os mais ricos e os mais pobres. O que seria intolerável socialmente nos países do norte da europa, aqui promove-se o aciganamento da populaça.
Vergonhas anti-éticas, são o mote, aliás , o regabofe. Que começou nos governos de meados dos anos 80 até agora.
Caso sintomático, um pujé membro de uma juventude de um partido político é nomeado para uma grande empresa portuguesa de influência pública. Auferindo 2.500.000 Euros por ano, que após descoberta a careca demite-se, e ainda leva com uma indemnização capaz de elevar os conceitos da pornografia vigentes.

Qual é o seu culto? Ou está livre de pensamento?
O que poderemos entender por liberdade de expressão, seja em Washington ou em Havana?
E a liberdade de imprensa?



A verdadeira arte de combate, não é acreditar em Deus, Bhuda ou Maomé, é matar pela sobrevivência.
É a nossa sina, ao mesmo tempo a esperança, de sobrevivência...

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Paredes de vidro


Por força do meu trabalho actual, abro e fecho, várias vezes aos dia, cofres. Sabendo de antemão, que suas portas maciças e pesadas, têm uma parede de vidro, que a ser quebrada, bloqueia todo o sistema. Porque o vidro é frágil e qualquer tipo de penetração num meio forte e sólido, aparentemente, à mais frágil violação, quebra. Fechando qualquer tipo de comunicação com o El Dorado, sonhado e ambicionado.

Nas pessoas, ocorre em transposição, exactamente o mesmo fenómeno proteccionista. Em couraças de crocodilo, lá no meio, vivem paredes de vidro ultra-frágeis. Levantam-se defesas como se qualquer um vindo do nada fosse um ladrão de memórias. De enganos em enganos e por mera coincidência poderia trazer em sua maleta o remédio, ou o veneno. Considerando que o veneno por vezes pode ser a salvação.

Banana, para Jesus Cristo. E ananás para Buda.

Quem disse que a vida era simples?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Depois de morrerem voltam a nascer


Julgavam que tudo isto era em vão. Não, meus amigos, é sério, muito sério.
Ou pode ser tudo a fingir.
Podem, garanto-vos, acreditem no que quiserem. A Vida tem um jogo de cintura, nomeadamente, quando se sentem seguros, é aí que lhes puxa o tapete e descobre-se um falso piso. Dupla negação ou baralhação. Ou também e porque não quando lava os pés no bidé.
Bidé, bidé...

Quer queiramos quer não, existe uma espécie de fascínio da morte. As pessoas evitam falar dela, mas, nos seus meandros mentais, fascinam-se.

Ela gosta que se ponham à sua beira, que lhe dêem importância, que se deslumbrem e que a respeitem.
Mas, la muerte, não é nenhuma entidade ou algo personificável. É um marco biológico, apenas. Uma fronteira.
Está-se cá, está-se lá.
Os lamentos e as alegrias de quem vai, quem vem.
Medos de coisas que acontecem. O desejar não é para aqui chamado.
A morte é apenas um ponto, que pode ser cardeal ou desestrutural.
A sua definição diz que é assim e pronto. Podemos questionar, mas que importa, já está. É irreversível. Não dá para meter cunhas.
Aquando no outro lado a grande maior parte não quer voltar, acreditem.
Muitos são obrigados a renascerem neste manicómio. É.
São coisas do arco-da-velha, por isso, e fundamentalmente por isso vou ouvir um disco compacto com música de Namo Narayanaya sem antes de escutar de olhos fechados o vídeo em baixo.
Pois sou um Filho do Universo e desconfio que você também o é. Mesmo disfarçando ou escondendo-se.
Em suma não se martirize, depois voltas a nascer e assim é desde tempos longínquos. Do tempo que quase ninguém sabia.
Agora toda a gente julga que sabe sem nada saber.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A aprendizagem como forma de cura e vice-versa

Nascemos para aprender e para nos curar como binómio evolutivo de nossas existências. Evolução essa no plano consciencial abarcando todos os aspectos comportamentais do Ser Humano e suas interacções com tudo o que o envolve. Este processo é repetitivo e vem de há séculos, o início não se sabe, presume-se através de micro-organismos que, por via de vidas em ciclo repetitivo e a consequente adaptação ao meio, sobe-se mais um degrau no infinito caminho da evolução. É assim há muitos e muitos milhões de anos.

Não temos base de comparação para níveis evolutivos superiores, mas provavelmente, os haverá. Tema complexo a aprofundar noutra altura. Mas temos como certo, ou seja, do conhecimento geral, níveis inferiores de existências animais, vegetais e de sub-humanidade. Ela não é medida nem pelo plano material nem pelas certificadoras de conhecimento, vulgo Universidades. Hoje já não existe o monopólio do conhecimento, a informação está aí, para quem a procurar, filtrar e estudar. Longe vão os tempos em que determinadas classes sociais controlavam o conhecimento, nomeadamente o clero e alguma burguesia.

Constatamos a falência do sistema capitalista, que principalmente nas últimas 3/4 décadas precipitou o descalabro iminente. Grandes concentrações populacionais, desenraizando gente de suas terras, mão-de-obra intensiva em empresas cada vez maiores derivadas da concentração e fusão do capital. Os trabalhadores deixaram de ser pessoas, para, passarem a ser números contabilizáveis numa qualquer folha de balanços, com grande probabilidade de ser fraudolenta, mas, enriquecedora de muito poucos.
As desigualdades sociais a par da cada vez mais injusta distribuição da riqueza gerada por todos, gera e gerará graves conflitos sociais de consequências imprevisíveis.

Não nos esqueçamos que as massas populacionais precisam de se alimentar todos os dias, e várias vezes ao dia.
Anseiam por conforto e segurança.
Pretendem o livre acesso à informação e à cultura.

Mas o definhamento do sistema, que começa a dar sinais espasmicos de quem já não consegue controlar da forma que queria, vai esticando a corda de uma maneira que cada vez exista mais gente que vai acordando de uma catalepsia induzida.
A insegurança, principalmente, a laboral está aí em força com o escudo de uma suposta crise criada pelas elites dominantes. Quando já vivemos em crise há muito, muito tempo.
Quando se fala em elites dominantes, não são os políticos ou os admnistradores que você conhece, pois eles próprios fazem parte de um mecanismo, mas, desconhecem "the big picture". Estas elites são supra-nacionais, agrupadas em clubes, grupos, tríades, lojas e afins. São estes que passam os pensamentos e mentalidades de actuação que depois são reatransmitidos, percorrendo toda a cadeia alimentar hierárquica. Com grande probabilidade, o meu caro leitor pode estar imbuído dessas ideias sem se aperceber a origem. Mesmo que se questione o porquê, da sua vida apertada e difícil, não lhes descobrirá os rostos.

Mais grave, é o chamado Terceiro Mundo, uma espécie de rating da sub-humanidade que, dá pelo nome de FMI ou Banco Mundial, por exemplo, existem outros.
O Terceiro Mundo grande cliente dos gigantes farmacêuticos, onde despejam produção em excesso e fora de validade, excelentes cobaias para experimentos em escala maior sem o saberem.
A indústria do armamento também é sua amiga, o Terceiro Mundo é um dos seus clientes preferenciais.
Por isso têm gestores de clientes especializados em cada área. São colocados no altar do poder líderes que mantenham o contínuo fluxo de compra e venda.
Que morram milhões de pessoas, seja estropiadas pela mais alta tecnologia militar, ou através, de doenças, que importa isso?
Importante é a solvabilidade e os ratings financeiros para apresentar nas praças financeiras do outro lado do mundo e garantir que o investimento em determinadas acções é sólido e garantido.

E à insanidade cultural, presa a tradições religiosas e sociais que amputam qualquer laivo de liberdade consciencial em vários pontos do planeta.
Como por exemplo a sociedade de castas da Índia, com reflexos nos países vizinhos, Bangladesh e Sri Lanka. Onde uma das tarefas de organizações internacionais é esclarecer as populações para não defecarem a solo aberto, principalmente, nos riachos contaminando a água que as pessoas bebem por ser a única disponível. Havendo casos únicos no planeta, em que, crianças morrem com lombrigas de meio-metro que lhes destroem os orgãos internos.
Agora pergunte a você próprio o seu dilema existencial, se deve comprar um apartamento de 4 ou 5 assoalhadas, ou em que restaurante irá almoçar, ou que carro comprar. Que stress!
Não esquecendo as milhares de crianças em Calcutá que vivem nos labirínticos esgotos da cidade. E as milhões de crianças, que nasceram nas favelas do hemisfério sul que nunca na vida aprenderão sequer uma letra do abecedário.
Passando pelas sociedades do médio-oriente mais radicais, que por-se nascer mulher, será sempre considerada um indíviduo de 2ª categoria com direitos fortemente restringidos.

Por isso, e por tudo isto, a libertação espiritual do Ser é o caminho, como forma sublime no entendimento do meio envolvente e de entendimento da condição do outro.
O entender isto, abre o caminho da serenidade, nunca uma brazonada superioridade ingénua, mas, um traço-força real de que, ninguém é superior ou inferior ao EU. Constata-se e respeita-se as várias condições evolutivas, pois todos percorremos os mesmos caminhos e a respiração liga-nos, logo com experiências diferentes somos iguais.
Enfrente os seus medos, ouse, abra avenidas pensénicas no seu cérebro, questione e procure informação.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Animal Políticus

A sobrevivência desta espécie, tal como as leis de Darwin, mostram que só o mais apto e o mais forte sobrevivem. Neste caso específico as características dominantes são: a traição, a capacidade de mentir com convicção, a manipulação, o agreement, a conspiração, a luta pelo poder, o simplesmente estar debaixo dos holofotes, a permanente tentativa de diminuir os adversários externos e internos, a balonização de seus próprios egos e outras...
São estas as características de quem governa nos ditos países ocidentais modernos e democráticos. Quem não for letrado nestas áreas não chega a líder de qualquer partido político, pois, para chegar a número um tem que passar por várias escolas, fazer escolhas e os compromissos certos.
Portanto meus caros leitores numa das mais nobres artes - como já ouvi dizer - a sobrevivência e a ascensão desta espécie animal depende em muito em ter na raíz da personalidade as virtudes acima descritas.
Que não haja ilusões. Iremos, ainda por muito tempo ser governados por pessoas em que; o bem estar social, a honestidade, o respeito e a justiça serão questões secundárias a menos que entre no campo de interesse momentâneo do político quer seja para ganhar vantagem quer seja através da repetição mostrar que é mesmo um salvador vindo dos céus.
Normalmente têm hordas de gente que os apoia e quando chegam lá têm que distribuir o milho (tachos, lugares ao sol, etc.) para os alimentar e manter no seu círculo de apoio. Muitos dos que apoiam e elogiam nem gostam da figura mas mantêm o seu apoio para terem a sua fatia do bolo. Como também o líder despreza alguns dos seus seguidores mas precisando o apoio de todos, não têm problema nenhum em lhes atirar o milho de que precisam. A questão dos que o ajudam e financiam a sua ascensão é também muito importante, condicionando sempre a sua governação.
Na política o que hoje é mentira, amanhã é verdade e vice-versa. O amigo de hoje, é o inimigo de amanhã e vice-versa. A capacidade de engolir sapos vivos é outra das características dominantes, tudo sempre com o nobre objectivo de chegar ou manter o poder.
A escola que têm que ter, a manha, a ratice (termo popular que exprime na globalidade este tipo de personalidade) vai ao longo do tempo apurando e refinando a técnica de cada um. Aquele que tiver a capacidade de mostrar que é o mais verdadeiro, mais honesto e mais convicto será um vencedor.
Esta frase de Bob Marley é simplesmente genial - "Há pessoas que amam o poder, e outras que tem o poder de amar". Dá muito que pensar.
A democracia não é perfeita, mas, a natureza humana é que a subverte por completo.
A "teoria dos jogos é um ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes acções na tentativa de melhorar seu retorno" (in wikipédia).