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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Paredes de vidro


Por força do meu trabalho actual, abro e fecho, várias vezes aos dia, cofres. Sabendo de antemão, que suas portas maciças e pesadas, têm uma parede de vidro, que a ser quebrada, bloqueia todo o sistema. Porque o vidro é frágil e qualquer tipo de penetração num meio forte e sólido, aparentemente, à mais frágil violação, quebra. Fechando qualquer tipo de comunicação com o El Dorado, sonhado e ambicionado.

Nas pessoas, ocorre em transposição, exactamente o mesmo fenómeno proteccionista. Em couraças de crocodilo, lá no meio, vivem paredes de vidro ultra-frágeis. Levantam-se defesas como se qualquer um vindo do nada fosse um ladrão de memórias. De enganos em enganos e por mera coincidência poderia trazer em sua maleta o remédio, ou o veneno. Considerando que o veneno por vezes pode ser a salvação.

Banana, para Jesus Cristo. E ananás para Buda.

Quem disse que a vida era simples?