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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Legislativas 2009


Em Portugal no próximo dia 27 de Setembro de 2009, irão ocorrer as eleições legislativas desta sempre pobre nação.
Ao contrário do que se tem tentando passar, esta não é uma escolha de primeiro-ministro(a), mas sim, a voz dos cidadãos na Assembleia da República.
O Povo, caracterizado por um certo carneirismo, na sua vivência em geral, e metafóricamente, se apresenta prostado de quatro, gritando sonoros Améns, dia 27, irá saltitando como zombies exercer o seu direito.
Direito, mas meio curvo, de tanto apanhar no lombo, o chicote, disfarçado de queijo fresco com morangos de açúcar, lá vai esbracejando trinta e um mil direitos. Não vendo que no seu dia-a-dia é corrompido de toda a forma e feitio. Estúpido, não diria tanto. Desde que venda o seu galo de Barcelos.
Portugal! Portugal!
A campanha que lhes foi oferecida, foi das mais ordinárias, mas, sempre com elevação e seriedade.
Os candidatos fazem o seu papel, correr atrás da banana. Os mais experientes dizem - Já comi, comi...
Eu digo, que os seus focinhos não enganam. Eles dizem que enganam muitos outros. São verdades, infelizmente, revestidas de meias-verdades.

José Cid, "Como o macaco gosta de banana", tema musical, que encarna toda a campanha.
É que ficam baralhados - Comer a banana ou a macaquinha?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Paredes de vidro


Por força do meu trabalho actual, abro e fecho, várias vezes aos dia, cofres. Sabendo de antemão, que suas portas maciças e pesadas, têm uma parede de vidro, que a ser quebrada, bloqueia todo o sistema. Porque o vidro é frágil e qualquer tipo de penetração num meio forte e sólido, aparentemente, à mais frágil violação, quebra. Fechando qualquer tipo de comunicação com o El Dorado, sonhado e ambicionado.

Nas pessoas, ocorre em transposição, exactamente o mesmo fenómeno proteccionista. Em couraças de crocodilo, lá no meio, vivem paredes de vidro ultra-frágeis. Levantam-se defesas como se qualquer um vindo do nada fosse um ladrão de memórias. De enganos em enganos e por mera coincidência poderia trazer em sua maleta o remédio, ou o veneno. Considerando que o veneno por vezes pode ser a salvação.

Banana, para Jesus Cristo. E ananás para Buda.

Quem disse que a vida era simples?