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sábado, 25 de setembro de 2010

Portugal, e agora ?


À beira do colapso financeiro e económico, que saída resta a este país?
Descredibilizado, sem energia e com a maior parte da sua população não ter sequer a noção do que se passa e do que se passou.
Actualmente nos noticiarios generalistas do prime-time, as manchetes são; o processo disciplinar de Carlos Queiroz ou a alegada inconfidência da primeira-dama francesa Carla Bruni. As empresas jornalísticas seguem quais os interesses dos target-public e depois é só alimenta-las, compondo as peças de maneira como supostamente o público mais vai gostar de come-las.
Tal como são usadas por via dos seus accionistas, para eleger ou crucificar políticos. Num povo como o nosso, perigosamente manipulável, constatamos o estado a que chegamos. Até a ideia dos pobretes, mas alegretes... foi muito bem construída, também dos desenrascas e do vai-se levando.

Com o afundar a olhos vistos, já de forma indisfarçável, começa a nascer de levezinho a ideia do arco da governabilidade, ou seja, uma espécie de governo de salvação, PS/PSD/CDS, por outras palavras, o suicídio declarado.

Importa perguntar, mas quem é que tem governado o país pós-ditadura Salazar?
Quem é que tem gerido as contribuições coercivas dos portuguesas, vulgo impostos?
Quem tem regulado nas últimas décadas a economia do país?
Quem negociou os fundos da C.E.E.?
Quem é que tomou as decisões de endividamento do país?
Quem é que por via legislativa, através do voto popular iletrado e manipulado, lhes entregou o mandato de melhor servir a coisa pública, com desapego do poder e usa-lo com princípios éticos?

O PS/PSD/CDS, será que estou a inventar? Não será este um facto insofismável?
Então porque é que este país continua a mandatar, os mesmos, que se serviram do poder ingenuamente dado, para servirem os interesses partidários em primeiro lugar e depois, com um bocadinho de sorte, uma coisa abstracta chamada Estado Português.

Estamos à beira de ficarmos à mercê, dos administradores de insolvência dos países incapazes de se gerirem, o F.M.I. - Fundo Monetário Internacional.
Com os portugueses oriundos dos partidos acima descritos não vamos lá, a história recente, mostra-nos claramente que nos levaram, enquanto país, na rota descendente, ao ponto de sermos a chacota da europa. Isto é facto.
Tiveram através da democracia o poder de alavancar o país, não foram mais do que a tirania da maioria.

Por ano, saem do país, portugueses que não vislumbram condições dignas de vida, à razão de 100.000 novos emigrantes por ano.
Os imigrantes estão a ir se embora, os que entram, pouco tempo ficam.
Este é um dos principais indicadores económicos da vitalidade de uma nação e não quantas televisões possui cada família, carros ou frigoríficos. Pois estes últimos são mascarados pelo crédito, e no nosso país, cada vez mais mal-parado.

Chega a ser penoso, a actual troca de galhardetes dos principais partidos políticos portugueses. A discussão em si e se se analisar - não precisa de ser muito profunda - é na prática, inócua, é atirar areia para os olhos dos que comem tudo o que lhes dão.
Os investidores internacionais gananciosos, as agências de rating e eu não acreditam que estes papalvos PS/PSD/CDS recuperam o que quer que seja. Fora os interesses semi-abstractos que representam.

Mas eu, nascido cá, acredito que hajam portugueses, capazes e com competência para recuperar o país.
Custa ver, fazer tanto mal a este Portugal, à mercê de animalzinhos de merda!

Portugal, acorda!
Este país vai precisar de uma fábrica de camisas-de-força, tanta a insanidade...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hipnosys


Na nossa actividade psíquica, a nossa personalidade , ou o nosso "Eu", do dia-a-dia, é importante referir que passamos vários estados de consciência, todos os dias, sem excepção.
Entre a consciência e a sub-consciência.

Na parte consciente, distinguidas por duas partes: a voluntária e a automática.
A parte voluntária é a consciência, o discernimento, o juízo e a razão. O ser humano tem consciência de si mesmo, das pessoas e das coisas.
A parte automática funciona sem que o ser se dê conta; os sentimentos, as impressões, a memória, a fantasia, o abrir e fechar dos olhos, a respiração, as erecções, etc., etc. ...
A proporção a favor do inconsciente relativamente à parte consciente é de 1 para 1000, portanto o subconsciente dirige a maior parte da nossa vida.
Desse modo, poderá se dizer que na poesia encontramos esse nosso sentir não compreendido de imediato. Tal qual como as crianças, na idade dos porquês? Quando adultos, mais porquês, com a diferença de uma pretensa inteligência resolutiva capaz. Estará mais perdido, nesta fase o indivíduo do que um rato de laboratório num labirinto, só que, com a sobranceira pseuda-naif-certeza de que tudo compreende.

Explorando o que existe abaixo da superfície, no inconsciente, temos:
- o inconsciente primeiro: é o nosso super-inconsciente e a nossa clarividência, durante o sono, comunica à nossa consciência parte das informações que esta não recolheu. A característica deste primeiro nível é de aceitar como verdadeira tudo aquilo que, uma vez superado o exame da nossa parte consciente, chegou até ela. É aqui que entram as primeiras defesas do nível consciente.
- o inconsciente segundo: é o colectivo, aquele que nos permite entrar em contacto com os outros, aqui começa-se a relacionar com a magia.
- o inconsciente terceiro: é o mais elevado, ou o mais profundo, no nosso labiríntico e parcialmente desconhecido cérebro. Vai para além do tempo. Este estado de inconsciência é muito controverso. Aqui e defendido por alguns, congemina-se que, se poderá entrar em contacto com as experiências do passado, bem como, predizer o futuro.

O que é que é real e o que é "quase-irreal"?
A realidade refere-se ao sujeito que observa, mas como, existem diversos pontos de vista, existem diferentes pessoas, trata-se da realidade subjectiva, a única realidade certa para cada observador. Neste ponto interpretativo, se a realidade fosse objectiva, seríamos todos iguais, pensaríamos do mesmo modo, teríamos os mesmos gostos.
A realidade será sempre subjectiva, visto que, não existe uma realidade objectiva e daí não exista a ficção da realidade. Pois existirá, sempre, uma realidade certa, no ponto de vista de cada pessoa que, vivenciou, realidades que só ele experimentou.

No hipnotismo, existem as técnicas subliminares, a sugestão telepática, magnética e verbal. A voz também é muito importante, no ritmo, no prolongamento dos ditongos e no ênfase e energia que se coloca na sugestão sugerida.
A hipnose e a capacidade de causar impressão noutro(s) sujeito, terá que ter uma forte componente ética derivado da sua capacidade de controle de outrém. Não existem dons, existem pessoas que noutras vidas trabalharam esta temática abundantemente e reflectiu-se nalguns espontâneamente nesta vida. O que não deixa de ser uma técnica altamente assediadora.

O vídeo em baixo, mostra um hipnotizador de grande capacidade, a efectuar uma hipnose colectiva, na qual sugere, aos passivos que façam da sua cadeira, a sua amante. Desprovidos de suas defesas conscientes os sugestionados esmeram-se por ser os melhores amantes.

Não esquecer de que além da hipnose, existe a manipulação e a ilusão. Os métodos são diferentes, sendo a base de partida a mesma.
A capacidade de cada um ser sugerido...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A justiça portuguesa


À ideia conformista, Não lhes vai acontecer nada, Não vai dar em nada. Cresce uma mentalidade generalizada de que o sistema judicial português não consegue levar a cabo do início ao fim, todo um processo que vise o castigo, segundo a lei em vigor, dos infractores da mesma. Principalmente se forem de esferas políticas, sociais e económicas mais elevadas. É quase um facto concreto, mais do que uma sensação. As pessoas baixam os braços, dizem umas piadas e no fim, Eles safam-se sempre.
Está na moda a frase feita "O Estado é forte para os fracos e fraco para os fortes". Na realidade é tudo uma questão de dinheiro e status.

Veja-se o exemplo gritante de diferenciação sob a forma de tratamento de duas arguidas num caso semelhante, que todos os portugueses conhecem. Leonor Cipriano e Kate McCann relativamente ao desaparecimento de duas menores, Joana e Madeleine respectivamente. Leonor foi espancada, torturada psicologicamente e condenada à prisão sem haver prova e afirmando-se inocente, o corpo da menina nunca apareceu, sendo uma Maria qualquer está condenada sob uma presunção. Por outro lado Kate teve direito ao que um Estado de Direito preconiza e muito bem. Foi sempre interrogada na presença de um advogado, recusou-se a responder ao que entendeu que não deveria responder.
À luz da lei, por parte do nosso sistema judicial o tratamento foi diferenciado. E isso é um facto, ou melhor, justiça à portuguesa.

O caso eterno que como uma rua a descer, caminha inevitavelmente para a prescrição. Este caso é o espelho dos vários sistemas ocultos que vigoram em Portugal - o caso Casa Pia. Que numa primeira fase esteve nas mãos de um juíz fora do sistema corporativo. Foi pessoalmente à Assembleia da República "caçar" um deputado que já tinha sido ministro.
Agora, alguém se acredita que um juíz de carreira no interior de uma amalgama de interesses efectuaria o mesmo procedimento?
Como o sistema é relativamente complexo, num erro processual facilmente lhe puxaram o tapete, ocultando outras forças ocultas que já se posicionavam para o esquadrilhar.
Das escutas desse processo, na época, ficaram famosas as do líder do partido da oposição de então, o partido socialista, sob a pessoa de Ferro Rodrigues - Estou-me a cagar para a justiça!
Pelo cheiro, parece que não é só ele.

Na verdade, Portugal pós-fascismo, continuou parcial, num poder bipartido, cujas lebres são PSD e PS, dois partidos políticos patrocinados pelos mesmos sponsors internacionais que assim manietam facilmente um pequeno país, mas estrategicamente importante. Estes dois partidos directa ou indirectamente empregam meio-povo, mantendo confortavelmente seus fieis votantes, alternando entre si o poder, dando a ilusão a uma população maioritariamente pobre e iliterata a sensação de que existe uma verdadeira alternância. Certo, é que com esta gente não auspiciaremos o real desenvolvimento.

O nosso sistema legislativo está inundado de possíveis erros processuais. É para ela que a classe jurídica trabalha, encontrar o erro processual para daí anular o processo. O nosso sistema permite a anulação de um processo judicial, mesmo que esteja provado por A+B, o facto criminoso. Encontrado o erro processual, tudo é anulado e o comprovado criminoso sai em liberdade. Quando deveriam ser os próprios tribunais a acautelarem os possíveis erros processuais.
Caso simples: No início dos anos 90 uma senhora colombiana é apanhada pelas autoridades competentes para tal com cocaína no aeroporto de Lisboa. É presa, julgada e condenada. Possuidora de algumas posses monetárias, põe a circular no meio, que pagaria muito bem a quem fosse capaz de a libertar. Os jovens advogados que só com as oficiosas dificilmente pagavam o quarto arrendado, tal como, running-boys se puseram no farejamento de ajuda. Na altura o meu professor regente da cadeira de Direito Empresarial, foi solicitado por alguns seus ex-alunos para analisar o processo. Por desporto, analisou-o e voilá! Encontrou uma brecha. A senhora não tivera uma interprete, logo poderia ser anulado o processo e a senhora sair em liberdade. E assim foi, um jovem advogado ganhou umas coroas e a traficante apanhada a traficar droga foi libertada.
Se está na lei, que um cidadão estrangeiro tem direito a um interprete, porque é que o tribunal não acautelou essa questão, dando brecha a um erro processual?

Também há juízes corruptos, também há juízes comprados. E há também o lado emocional da decisão, como o nosso sistema é falho em clareza de regras abre o campo à interpretação extensiva da lei. Que quer se queira ou não será sempre subjectiva.
Um juíz que teve uma sobrinha violada em pequena, julgará sob determinado prisma casos semelhantes, um juíz pedófilo terá uma tolerância natural a outros pedófilos e por aí adiante.
Uma vez um juíz disse-me - Se um ladrão lhe assaltar a casa e se por acaso o conseguir controlar, não o deixe vivo, certifique-se de que ele morre e ponha uma faca na mão dele, pois se ele fica vivo, no sistema garantista para o infractor, ele vai poder falar...

Recentemente temos assistido ao caso das escutas do caso Face Oculta, mais um caso.
O Mistério Público anda às turras com o Supremo Tribunal de Justiça.
O que escondem as escutas onde José Sócrates é interveniente?
Nunca tanto como hoje assistimos a um Primeiro-Ministro com tantos casos suspeitos.
Discute-se, como habitual, o paralelismo do problema, a legalidade da escuta ou a não legalidade.
Porque não a lei estar errada?
Quando o espírito da lei deveria transpirar que ninguém está acima da lei.

Seria excessivo afirmar que estamos entregues à bicharada, mas que, isto é o fungagá da bicharada é. Isso é certo!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!