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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Daniel Estulin - Conferência de Imprensa


Daniel Estulin, escritor do grande best-seller mundial "Clube Bilderberg", livro que aliás tem o condão de aparecer nas livrarias de forma muito fugaz. Num qualquer ponto do planeta, aparece uma editora que publica o livro, e logo de seguida, o livro desaparece das bancas. Neste entretanto, há sempre muita gente que o compra, empresta a amigos e por aí adiante.
Pelo que escreve, Daniel Estulin, é uma das "persona non grata" mais odiadas pelos governos, principalmente, dos países ocidentais e das grandes corporações empresariais.

No dia 1 de Dezembro de 2012, falou em Bruxelas, numa conferência de imprensa, patrocinada pelo deputado europeu Mario Borghezio - figura na linha choque/escândalo - oriundo do partido político italiano de centro-direita Lega Nord... ???

No vídeo em baixo, Daniel Estulin, argumenta em linhas gerais a realidade que a Europa vive e na teia em que está envolvida. Derivada por políticos, meros mediadores de contenção e de argumentação.
Uma explicação simples e sintética, para onde vão parcelas de rendimento criado por milhões de trabalhadores orientados sob formas inteligentes a centrarem-se no seu micro-cosmos vivencial e divididos laboriosamente, questionam-se apenas por peanuts, dessa forma não enxergando o olho grande.
Empobrecer as classes médias, dá ainda, mais poder às elites que pululam nos topos das pirâmides.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O viver acima das possibilidades


Vivemos acima das possibilidades. Este é o mantra repetido vezes sem conta, pelo main-stream da actualidade, desde políticos, jornalistas séniores a comentadores que pululam pelos media a fabricar opinião, levando ao conformismo das pessoas e de que a austeridade é o único caminho a seguir, pois vivemos acima das nossas possibilidades. Todos os dias este mantra é repetido, fazendo com que as pessoas acabem por aceitar de que também são culpadas.
Ora o que na verdade ocorre, é que tudo isto é um enorme logro, mentira e roubo ao património das populações.

No caso português, o que de facto ocorre, é que a maioria da população faz das tripas coração para se manter dentro das possibilidades da dignidade, em média, com pouco mais de 600 ou 700 euros vão tratando de suas vidas e dos seus.
Matam-se a trabalhar num país, onde as "jornas" de trabalho são das mais longas da União Europeia, na correspondente directa, de infelizmente, termos os políticos e gestores mais incompetentes da União, na óptica do interesse público, pois para si e para os seus accionistas são competentíssimos.

Ou seja, o que acontece um pouco por toda a Europa e em Portugal é por demasiado evidente - por ter um povo mais amorfo e mais fácil de subjugar - são que as minorias que vivem de facto acima das suas possibilidades retiram rendimento das maiorias que vivem abaixo das possibilidades em que deveriam viver. É o problema da distribuição dos rendimentos nacionais que cada vez está mais distorcida e em Portugal esta não distribuição é gritante, pode-se dizer mesmo que é criminosa.
O governo que deveria representar o país, é demasiadamente fraco no contexto internacional e completamente dependente dos grandes grupos económicos e financeiros. A margem de manobra que têm é mínima e apenas passam as orientações que recebem de quem tem o dinheiro e o poder de criá-lo.
Em Portugal, por exemplo, chega a ser desesperante ver esses dois representantes - Passos Coelho e António José Seguro - que por via política incumbe-lhes a aplicação e comunicação da austeridade. São figuras inócuas, parecem máquinas que dizem o politicamente correcto, conforme os ventos que sopram do dia.

Por outro lado, num jogo maior e não entrando em teorias de conspiração rebuscadas, fica evidente de que esta crise tem uma Agenda.
Quando em 2002 criou-se o Euro os países europeus da zona euro conseguiram recorrer a todo o crédito possível e impossível por "beneficiarem" de notações de rating elevadas. Permitiu por um lado aos políticos mais corruptos venderem os seus poderes de decisão, como por outro lado, as grandes empresas colocarem "os seus políticos" em posições chave na decisão.

A suposta Agenda continua o seu processo, de país em país, passando agora para uma fase em que se pisam as leis e normas em vigor, desrespeitam-se acordos laborais e de empresa unilateralmente, reduz-se o rendimento anual dos cidadãos e aumenta-se a escravização laboral.
Começam a haver mudanças de governo sem eleições por imposição dessa coisa que não tem rosto, os mercados internacionais.
Governos tecnocráticos, ou melhor, funcionários dos grandes conglomerados que operam nos tais ditos mercados.
Na Grécia, Georges Papandreou foi substituido por Lucas Papademos que fora o governador do Banco Central Grego que em conjunto com o Goldman Sachs "ajudou" a Grécia a falsear as contas da dívida soberana.
Na Itália, Berlusconi por Mario Monti que já esteve ligado ao Goldman Sachs, bem como Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu.
Tudo boa gente! Como se vê!

As pessoas têm de ter a real noção do que enfrentamos. Berrar contra os funcionários, até pode ser engraçado mas, de pouco vale, porque o verdadeiro inimigo dos povos tem um stock imenso de funcionários prontos para a reposição.

Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

sábado, 1 de outubro de 2011

Alessio Rastani e a entrevista à BBC


Na segunda-feira passada numa curta entrevista à BBC, Alessio Rastani pelo que afirmou, criou mais um fenómeno na internet. Fenómeno que trespassa as redes sociais, principalmente, o Facebook e o Twitter.
Na entrevista, ao que parece, em directo afirmou frases fora do padrão normal do que se chama o politicamente correcto. Em boa verdade, disse a verdade, crua, tal como ela é.

Apresentado como um experiente trader do mercado e com indicadores das principais bolsas a correr pelo écran, foi afirmando em diálogo com a jornalista BBC, frases explosivas como;
- Esta crise é um sonho para fazer dinheiro.
- Há três anos que sonhava todas as noites com uma recessão como esta para poder ganhar mais dinheiro.
- Os governos não dominam o mundo. O Goldman Sachs domina o mundo.

Esta última, por ser proferida de forma tão directa, resulta à primeira vista, como uma frase tão descabelada, como sem sentido para ser levada a sério.
Mas, numa análise mais profunda e congruente, o facto, é que o banco Goldman Sachs, ajudou nos últimos anos a falsear, em consultadorias xpto expertize, as verdadeiras contas da Grécia.
Tal facto, é de forma tão grave que deveria levantar a questão da pena de morte, sobre os responsáveis que efectivaram durante anos, aquilo que resultou hoje, num facto insofismável.
Tal evento foi o gatilho das dívidas soberanas, logo após a crise do sub-prime, que pode e já está a lançar o mundo num verdadeiro caos, primeiro pelo efeito de contágio que já está a provocar e pelo efeito dominó que invariavelmente irá desencadear, apesar de ainda haver muito boa gente que não tem a noção da gravidade da questão grega no relativo à economia mundial. Acha-se piada!
Apesar desta informação ter circulado - o falseamento das contas gregas - pouco interesse gerou, grande parte devido a hipnose geral, colectiva e muito bem montada operação de anestesia global.
À laia disto, seria muito interessante, ser do conhecimento público, os accionistas do referido banco, os directos, mas principalmente os indirectos.
Outra frase forte que resultou dessa entrevista foi "...que dentro de um ano, as poupanças de milhões irão desaparecer...".
Esta é a mais grave e a mais verdadeira. De facto, as nossas poupanças são geridas por bancos e seguradoras, que investem nos mercados de capitais para criarem valor a esses bolos de dinheiro. Só que com os sucessivos mini-crashes bolsistas, vão derretendo todo o valor das carteiras de fundos de pensões, um pouco por todo o mundo, a prazo todos esses mealheiros irão-se desvanecer.
Mas não desaparecerão, apenas vão mudar de mãos, irão para aqueles que têm apostado fortemente nesta crise, surrupiando de forma "legal", milhares de milhões de descontos de trabalhadores, um pouco por todo o mundo.
Engenharias financeiras de tal modo complexas, que a massa geral, um pouco por todo o mundo ( outra vez ), nem se aperceba e não perceba os rostos de quem lhe subtrai o que é seu por direito.

Voltando a Rastani, ou houve um tremendo erro de casting por parte da BBC, ou é a velha técnica de descredibilizar a ponto estapafúrdio, o mensageiro da verdade nua e crua.
É contra-contra-contra... informação.