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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Maçonaria e Opus Dei


Há poucos dias, uma grande celeuma se levantou após a publicação de um post no blog Casa das Aranhas acerca da Maçonaria. Celeuma essa extrapolada, devido ao facto, que num dos primeiros comentários alguém publicou a lista dos membros do GOL - Grande Oriente Lusitano - de A a M. De referir que o post em causa - muito interessante - já se alonga em mais de mil e tal comentários, maior parte deles, injúrias e ofensas, dentre virgens ofendidas e do melhor e/ou pior vernáculo luso sem correcção ortográfica.
Com grande espanto meu, no meio das centenas, encontro um comentário, mais do que certeiro, mais do que sintético e assertivo, resume de uma penada o país em que vivemos, pós 25 de Abril de 1974. Assinado por um Virgílio Lopes, ele escreve e muito bem;

Apelo a que, serenamente, se foquem no problema REAL.
A História de Portugal e do Mundo está cheia de maçons ilustres, grandes humanistas, defensores da liberdade, da democracia e de uma maior justiça social. ISSO É UMA VERDADE INDESMENTÍVEL !
O problema REAL (e apenas estou interessado em falar no meu País) é que após o 25 de Abril nasceu uma NOVA “maçonaria” que não é mais do que uma MÁFIA representativa do pior que há nos partidos chamados do “arco do poder” e designadamente do CENTRÃO ou Bloco Central de Interesses.
A esmagadora maioria dos NOVOS “maçons”, verdadeira MÁFIA, listados ou não, são gente militante ou afecta ao PS e ao PSD. Sem prejuízo dos muitos socialistas e sociais-democratas convictos e sérios que pertencem a esses dois partidos.
Mas falta falar do OPUS DEI. Outro POLVO secreto infestado de comparsas, sobretudo “beatos falsos”, daqueloutros da NOVA “maçonaria”. Convictos, haverá lá uns tantos, poucos, de que é exemplo mais mediático o Dr. Mota Amaral.

Por tudo isto, repito, foquemo-nos no problema EFECTIVO, REAL – a maioria esmagadora destes novos “pedreiros livres” e “beatos falsos” são, na realidade, a COSA NOSTRA PORTUGUESA.
Uma corja de “criminosos de colarinho branco e botões de punho” que andam há anos a SACAR e a VENDER A PATACO a riqueza do País.

E como é que nos vamos ver livres deles, infiltrados que estão, “como piolho por costura”, em todos os ÓRGÃOS DE SOBERANIA do Estado Português ?

Eles dominam tudo:

Presidência da República

Assembleia da República

Governo e Ministérios

Tribunais Superiores e todos os restantes

Polícias e Forças de Segurança

Aparelho económico

O PAÍS !!!!

Eu diria todo o mundo ocidental vestido no politicamente correcto, ou seja, a hipocrisia geral sustentada na iliteracia  global das sociedades, grosso modo, nos campos; políticos, económico/financeiros, culturais e sociais.
De referir que independentemente das missões filantrópicas e religiosas, da Maçonaria e da Opus Dei, não se pode esquecer o facto real, de que são espaços propícios para facilitar canais de ligações entre políticos, actores da alta economia e finança, bem como altos funcionários nas áreas da justiça.
E quando assim é ... 


Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Invisível


As pessoas escondem-se nas multidões para ficarem invisíveis e recatam-se na sua solidão para serem elas próprias, para se exprimirem verdadeiramente para elas próprias, com as suas coisas todas, cada um terá as suas.
Na influência dos outros, cada um coloca as suas máscaras inconscientemente, que vão ao encontro das expectativas dos grupos sociais em que interagem, fazemos isto de forma automática, como respirar. Na família, no trabalho, em casa e em todas as interacções sociais que se vivem, somos diferentes consoante as situações, por um prisma mais profundo, somos dominados pelas situações.
Somos várias pessoas, com pessoas diferentes, no fundo somos, aquela pessoa.
À medida que vamos ultrapassando essas personalidades múltiplas auto e/ou impostas de fora vamos ganhando esse espectacular auto-controle de nós próprios, ou seja, sermos a nossa essência em diferentes interacções.
Quando o indivíduo, percepcionando este jogo de máscaras, além da auto-confiança que está implícita, adquire naturalmente a serenidade, a tranquilidade de estar imune a influências intra e extrafísicas, de estar bem consigo próprio, seja em ambientes físicos e sociais. Assume na sua consciência de que não há seres superiores, nem inferiores, mas sim, vários estados evolutivos, todos com os seus processos, que fazem parte das suas evoluções/aprendizagens e dessa forma compreendendo-se mais a si próprio, compreendendo melhor os outros.
Estas coisas não são ciências ocultas ou transcendentais, apenas a realidade das coisas.

O que não invalida que a maior parte das pessoas não queira sair da sua área de conhecimentos, da sua zona de conforto, da zona onde se sinta seguro, para daí manter a sua invisibilidade, mesmo que, rodeada de muitos com os mesmos medos.



Alison Moyet - Invisible