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terça-feira, 24 de maio de 2011

Invisível


As pessoas escondem-se nas multidões para ficarem invisíveis e recatam-se na sua solidão para serem elas próprias, para se exprimirem verdadeiramente para elas próprias, com as suas coisas todas, cada um terá as suas.
Na influência dos outros, cada um coloca as suas máscaras inconscientemente, que vão ao encontro das expectativas dos grupos sociais em que interagem, fazemos isto de forma automática, como respirar. Na família, no trabalho, em casa e em todas as interacções sociais que se vivem, somos diferentes consoante as situações, por um prisma mais profundo, somos dominados pelas situações.
Somos várias pessoas, com pessoas diferentes, no fundo somos, aquela pessoa.
À medida que vamos ultrapassando essas personalidades múltiplas auto e/ou impostas de fora vamos ganhando esse espectacular auto-controle de nós próprios, ou seja, sermos a nossa essência em diferentes interacções.
Quando o indivíduo, percepcionando este jogo de máscaras, além da auto-confiança que está implícita, adquire naturalmente a serenidade, a tranquilidade de estar imune a influências intra e extrafísicas, de estar bem consigo próprio, seja em ambientes físicos e sociais. Assume na sua consciência de que não há seres superiores, nem inferiores, mas sim, vários estados evolutivos, todos com os seus processos, que fazem parte das suas evoluções/aprendizagens e dessa forma compreendendo-se mais a si próprio, compreendendo melhor os outros.
Estas coisas não são ciências ocultas ou transcendentais, apenas a realidade das coisas.

O que não invalida que a maior parte das pessoas não queira sair da sua área de conhecimentos, da sua zona de conforto, da zona onde se sinta seguro, para daí manter a sua invisibilidade, mesmo que, rodeada de muitos com os mesmos medos.



Alison Moyet - Invisible

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A mente... mente


Prega partidas, baralha, torce e muitas vezes quebra.
Na grande maior parte das mentes humanas, existem avarias de relevo. Como são atiradas ao mundo, sem manual de instruções, ainda mais se avariam e baralham, com as vicissitudes que uma vida física acarreta.
Aleijam-se, matam-se, atiram-se das janelas, puxam os cabelos, em suma, fazem 31's por uma linha e às vezes, arranjam cada 31, que só.

Derivado do ego, nasce a necessidade incontrolável de justificação, de comportamentos diferentes a terceiros e a obediência a tradições construídas pelo tempo, este último é de uma fugacidade tremenda... Depende do ponto de vista, pode ser demasiado noutros pontos.
A reter, basicamente por falta de lembrança, de "às vezes" pararmos, fecharmos os olhos, deixar o pensamento vaguear, abrir os olhos e simplesmente viver, respirar.
Nesta matéria, toda a gente quer ser professor, só que na verdade, este é assunto não ensinável, é individual, cada um sabe de si, daí cada indivíduo é diferente ao seu antecessor, tem a sua marca própria, até mesmo, o espelho não consegue reflectir tudo... mesmo que, cada um de nós possua a sua própria chave.

Por vezes, é preciso limpar os "resíduos" que muitos dias-a-dias deixam na nossa mente... Basta ver e ouvir.