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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Processo Casa Pia


Casa Pia, criada a 3 de Julho de 1780, por Pina Manique, no reinado de D. Maria I, foi lhe incumbida por estatuto público a missão, através do trabalho, a recuperação de, mendigos, vadios e a educação de orfãos. Nos dias de hoje, é tutelada pelo, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, centra-se principalmente na educação de orfãos e crianças abandonadas pelos pais ou parte deles.
Como acontece em todo o mundo, parte da sociedade, normalmente pessoas da área do poder político, económico e do show biz, com apetites sexuais anormais, usam este tipo de agremiações, para obterem carne fresca que lhes satisfaçam as suas patologias sexuais.
E por que isto ocorre? Porque se pode.

Em 2003, uma jornalista de investigação, levanta a lebre - Felícia Cabrita. Nasce o processo Casa Pia.
Ao longo de décadas, altas personalidades de Estado, do desporto, da comunicação social, da área empresarial e da política em geral se refastelaram com a parte mais fraca da sociedade, aquela a que incumbia e incumbe ao Estado de as proteger, de acarinhar e educar num mundo voraz e em constante mutação.
O processo ganha uma mediatização tremenda, com o arguido Carlos Cruz, célebre figura nacional do audiovisual.
Nisto e passados - muitos anos não fugindo à media da nossa (in)justiça judicial - mais de uma meia-dúzia de anos, os arguidos são condenados em 1ª instância a prisão efectiva, num processo cheio de erros e contradições, pondo a nu de forma evidente que o Estado não estava preparado para um processo desta envergadura, em boa verdade, como não está preparado em outros de menor impacto mediático.

O site de Carlos Cruz relativo a este processo, tenta demonstrar essas contradições. O site que segunda-feira teve mais de 100 visitas por segundo, devido aos vídeos publicados e que estavam proibidos de serem divulgados pelo tribunal, são claramente tendenciosos. Demonstrando afinal, que o site teria de ser renomeado para "paramesafarfaçotudo.com".
Imagine uma criança ser levada para um apartamento ou para uma casa a centenas de quilómetros, aí ser abusada sexualmente e depois sair com uns ténis Adidas calçados e passados 8 ou 9 anos, ter que se lembrar se determinado vaso estava mais ao centro ou encostado à parede, se era a porta esquerda ou a direita, se a sala era aqui ou ali, em imóveis que sofreram obras ao longo destes anos.

Na área política, que se safou à tangente deste processo, as palavras do médico Ferreira Diniz, condenado na 1ª instância por pedofilia de menores a cargo do Estado, são alegadamente esclarecedoras - " O PS (Partido Socialista) safou a sua malta e abandonou a gente."
Esta frase presumivelmente pode dizer muita coisa. Facto é que o Juíz Rui Teixeira, no início do processo, teve a coragem - coisa rara nos dias de hoje - de ir pessoalmente ao parlamento português "caçar" à época, o deputado Paulo Pedroso. Depois de ouvido por várias horas, o Juíz contendo indícios muito fortes da pratica de crime de pedofilia no âmbito do processo Casa Pia, ordenou a prisão preventiva do alegado criminoso de abusos sexuais a menores.
Ficou célebre a frase oriunda de escutas telefónicas do então líder socialista, Ferro Rodrigues, a que não se escapou dos boatos à ilharga popular, que também, andou por lá - "Estou-me a cagar para a justiça". Foi o seu assassinato político luso.
Isto deixa transparecer, que para, certos elementos ligados ao Partido Socialista, a filiação foi alegadamente, muito importante.

Contudo, a lei é a mesma, mas como são pessoas que a julgam, se demonstra que a justiça pode ser muito relativa.
Ou seja, o veredicto pode variar conforme;
- o juíz ter sido abusado sexualmente em criança.
- o juíz ser um abusador sexual crónico e incontrolável de crianças.
- o juíz ter um descendente ou ascendente, abusado sexualmente.
- o juíz ter um amigo/a abusado sexualmente.
- ou nenhuma das anteriores ou outra que porventura não enunciadas.
Temos a mesma lei, com entendimentos diferentes, fruto de vivências diferentes e provavelmente com veredictos diferentes.

Os arguidos deste processo, correm sérios riscos de vida, a prisão efectiva será difícil, com os recursos que se adivinham, somando o excesso garantista ao absurdo do nosso sistema legislativo. A concretizar-se a prisão efectiva, constatando a idade física dos alegados criminosos pedófilos e sem - nessa hipótese - já nada a perder, revoltados irão denunciar os outros que presumivelmente se safaram, listas de nomes aparecerão e os integrantes dessas listas tudo farão para os calar.

É este país, onde os políticos não falam a verdade, muitos por não terem a noção dela, que se afunda de hipocrisia em hipocrisia.
Esta semana, a república portuguesa, teve de ir mais uma vez ao mercado internacional para se financiar, porque cá, não existem recursos, mesmo que 100 portugueses ganhassem o euromilhões não chegavam. E financiou-se bem caro, cada vez mais caro... para pagar salários, apenas. As pessoas não têm noção desta realidade, também não querem saber, nem se preocupam em saber, quando baterem com a cabeça na parede, vão perceber, algumas só mesmo quando só estiverem a sangrar.
Este país não produz para a massa monetária que circula, o que existe é um balão que um dia vai arrebentar. Nem fazendo o pino encarpado...

Vivemos uma jovencita democracia, pintada de fresco!
So fresh, so fresh... País de cinderelinhas!



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 14 de junho de 2009

João Rendeiro - O Cândido

Aparece agora o talentoso banqueiro - João Rendeiro - numa candura angelical a propor uma proposta aos clientes que depositaram o seu dinheiro no Banco que o arauto da finança lusa (privado, é claro) representava e, és como és, a própria imagem da Instituição.
A proposta desesperada e disfarçada, que apresenta, em traços gerais consiste em que o Banco libertasse imediatamente €100.000 a cada cliente e 20% do capital do grupo a ser distribuído aos clientes. Faltou dizer em que proporções e a forma de cálculo de tal distribuição. Mas esta suposta benesse pode conter contornos de loucura pós-traumática, visto que a marca BPP, morreu. Isso é um facto. Ou seja, os títulos deste Banco em concreto valem, talvez... Zero. Acrescente-se a liquidez da acção que diferente de zero, é nula.

Numa primeira fase houve uma tentativa de passar para a opinião pública de que se tratava do Banco dos ricos, é certo, que o vulgar Zé Mané não tinha lá a sua conta bancária, mas ir por essa via é uma enorme falácia.
Muitos sucumbiram aos anúncios em letras douradas, principalmente, na revista do Expresso. Era o Banco que tratava o seu dinheiro como ninguém, que valorizava o não-sei quê e por aí adiante. O marketing da sedução.
Descontando estes fait-divers os clientes do BPP, têm razão quando dizem estar a ser discriminados pelo Estado em comparação com os clientes do BPN. Tinha de haver um BPN para chatear.
Pois os referidos produtos de retorno absoluto, existiam nos dois bancos, tal como em todos. Técnicamente chamam-lhe produtos estruturados e o seu desenho financeiro é composto por fórmulas matemáticas algo complexas, com integrais duplos, permissas de if...then, misturados com depósitos a prazo. São mix's. Julgo até, que quem os desenha não os compreende profundamente.
Na práctica após o produto estar subscrito os running-boys deste tipo de banca investem em tudo o que lhes parece rentável. Se fizessem um fundo que apostasse nas putas da recta de Coina que apresentasse um Tier 1, cash-flow sólido e rentabilidade semi-assegurada, ali seria investido muito dinheiro de incautos depositantes. Como é que não me lembrei disto? De Coina...

O argumento do governo, é o risco sistémico. E o que é isto?
No caso concreto, apesar de o BPN ser um pequeno Banco, é um banco de retalho, generalista, com depósitos, créditos a particulares e empresas. A sua falência provocaria o calcanhar de Aquiles da banca, o levantamento em massa pelos clientes do dinheiro depositado nos Bancos. Seria a ruína do sistema, pois não há nenhum Banco capaz de pagar de volta o dinheiro depositado pelos seus clientes, num repente.
O BPP, apenas geria pequenas, médias e grandes fortunas, que com a crise e o fecho da torneira de crédito no sistema inter-bancário asfixiou rapidamente.
Os tais produtos de retorno absoluto, não têm nada de retorno, apenas a capacidade dos seus gestores e a confiança do próprio Banco. Essa quando é desfeita - a confiança - é que não tem retorno, nem absoluto, nem parcial.

Quando este Governo, na sua política de cabana, salva um Banco e deixa cair outro, mostra a sua fibra. Ou seja, quando usa o argumento dos queridos contribuintes, diz, desde que não sejam melindrados os interesses dos galifões que o suportam, está tudo bem. Salvaguardando certos e determinados interesses, esses mesmos queridos contribuintes que se desenrasquem. Estão aí os eficazes tribunais nacionais. Dito à porta de uma garagem vestido de uma suposta coragem vendida à comunicação social que come tudo.
O mesmo Estado que depois de informado por uma das suas agências noticiosas, o Tribunal de Contas, que em cinco grandes obras públicas a derrapagem orçamental cifrou-se à volta dos €240.000.000. Dava para comprar dois Ronaldo's e meio a preço de mercado actual. A sorte neste País é que se pode culpar o governo anterior, síndrome siamês - PS/PSD. E responsabilidades, tá quieto!
No caso BPP; governo, galifões e alguns outros com acesso a canais de informação preveligiados, safaram-se. O elo mais fraco, o mesmo que dizer, o resto dos clientes, que se desenrasquem.
Num País, que se auto-proclama de Primeiro Mundo, em que fundar um Banco não está propriamente ao alcance do Zé Mané acima descrito, pois tem de haver garantias e uma série de requisitos formais que o Estado tem por dever de supervisionar. Logo, por mais voltas que Vítor Constâncio dê, o Banco de Portugal tem responsabilidades nesta matéria. Apesar da fuga em frente e à espera de ver no que dá. Estratégia também seguida pelo governo.

Como o dinheiro não se materializa, e eu já o tentei, materialize-se o espírito do Rei Salomão para uma decisão Salomónica. É uma proposta tão válida como outras.

Arranjaram um problema do arco-da-velha!

terça-feira, 26 de maio de 2009

BPN intermezzo SLN


Oliveira e Costa foi hoje à comissão de inquérito parlamentar sobre um caso mediático do tempo presente, explicar factos passados.
Conheço, e de não somenos, revelar duas pessoas que conheço e que estimo que trabalharam com ele. Um mais, até chefe de divisão no Banco de Portugal, foi.
Eles não podiam crer, nas notícias que em catadupa orgasmizavam-se, nos nossos reconhecidos media, pululavam opiniões, que a meu crer, e parece, que não sabiam o que diziam. Nem irão saber.
De facto, Oliveira e Costa é um homem inteligentíssimo, apanhado numa ratoeira tremenda. Dizia quem trabalhou de perto com ele que lhe custava a acreditar nas notícias que apareciam.
O poder corrompe, e absolutamente...
A questão do Banco Insular é demasiadamente complexa para espartilhar presentemente.
As ímparidades, carecem de explicações técnicas, para se ser 100% justo. De tão ímpares que são.

O passado assobia, e diz-me que quando Oliveira e Costa quando fazia parte da distrital do PSD Aveiro lixou - é o termo técnico - e até a vida pessoal de alguns sociais-democratas na sua ânsia de ambição a algo. Chegou a Secretário de Estado.
Na prisão preventiva leu algumas dezenas de livros, espero, que alguns filosóficos. Poderia ler outros aconselhados por mim.
Independentemente de uma espécie de redenção, por falta de solidariedade de comparsas, o lugar no céu, não está garantido na forma perceptível dos intervenientes.
Há coisas que eu sei que vocêmeces não sabem.
É pior do que vem nos livros. Escusado será dizer que o suicídio é um atalho.

Descontando a gravidade, estas coisas até metem alguma graça, de certa forma, alguma risada.
Dias Loureiro, um dos arautos do Cavaquismo não poderia de deixar de ser lembrando, tal como, Oliveira e Costa fez.
Não esquecendo aquando do tabú do Bolo-Rei, e Fernando Nogueira (poucos se lembram) num comício apresentava Cavaco Silva como candidato presidencial, Cavaco com a sua personalidade da mais javarda e porca desmentiu categoricamente tal candidatura. Desconsiderando Fernando Nogueira, seu braço-direito decano e fiel. Passadas umas semanas apareceu candidato contra Sampaio. Daqui se vê a porca política visão de Cavaco e seu carácter político, solidário e pessoal.

Voltando ao BPN e sua comissão de inquérito, constata-se que não existe capacidade técnica para contrapor a podridão que grassa, qual erva daninha, neste Allgarve Luso.
Quando Hugo Velosa - PSD - (não era a cabeça dele que pensava) questiona e percebendo-se que Oliveira e Costa - mesmo debilitado fisicamente - com relativa facilidade respondia e contrapunha a SIC Notícias cortou o pio da emissão.

Bilderberg? Talvez, ...

Dias Loureiro, que se apresentava como Conselheiro de Estado em Luanda representando uma série de empresas lusas, tipo bar de alterne, quando há meses que o Extrafísico vem denunciando, junte-se o comendador Joaquim Coimbra e outros. Os outros gostam-se de esconder na sombra.

A questão das ATM's e segurança. Outra falácia.
O Ministério Público mordido pela mosca Tsé-tsé que investigue a Papelaco, a Wincor-Nisdorf e a Diebold. Porto-Rico são peanuts.
Os sistemas de segurança caríssimos que só.
Nos anos 80 houve quem negociou sistemas de alarme israelitas que custavam à volta de 70 euros. Era o quadro completo, iluminação, água e intrusão.
Hoje as empresas gastam milhões em coisas que custavam algumas dezenas de euros.

A corja que anda por aí é tremenda. Logo "Irmãos Verdade" e uma enrabadela.
A campanha é negra e o cão também...



Publicado em simultâneo no Alternativas.