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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Assassinos económicos


Os assassinos económicos são indivíduos pagos por sistemas que objectivam liquidar a economia de um país para o controle dos seus recursos, sob várias formas, algumas até legais. No chamado primeiro mundo das civilizações ocidentais, das falsas democracias que abrangem a quase totalidade das nações apelidadas de modernas, ambientais e dos direitos humanos, na verdade, a questão é, como sempre foi, o controlo dos recursos e poder, e o poder corrompe absolutamente.

A nacionalidade destes "hitman killers" pouco importa, mas importa sim, a sua capacidade de persuasão e gestão psicológica de situações conjugadas em variadas situações previsíveis lógicas, ou não. Quando não conseguem atingir os objectivos previamente propostos, são enviados, numa segunda fase "os chacais", normalmente são operacionais de campo, de preferência locais, ou de outra forma mais directa, nativos que se conseguem infiltrar com maior percentual de eficácia. Estes, já não versados em diplomacia económica, tratam de tentar, limpar o assunto fisicamente.
Quando esta segunda fase falha a questão, então passa-se à fase seguinte do processo, a via militar e aí entra o longo braço militar com todas as complexidades que isso acarreta, principalmente no jogo político e por outro lado na capacidade dos departamentos da psique-militar.

A realidade que tomamos como certa, a circulação do dinheiro, os empréstimos à habitação, o dinheiro que temos depositado nos bancos, os pagamentos multibanco, todo isto, é na verdade um enorme logro, no fundo parece real, porque o utilizamos e mais, além de fazer parte da nossa vida, precisamos do sistema. O sistema, assente numa gigantesca fraude, apoderou-se do nosso dia-a-dia.

Em Julho de 1944, após a 2ª Guerra Mundial, no hotel Mount Washington, em Bretton Woods - New Hampshire, realizaram-se as célebres conferências de Bretton Woods, em que principalmente, resultou a desregulação da paridade da criação de moeda em relação ao ouro, com fim à re-capitalização do sistema financeiro do pós-guerra.
Em 1971, o Presidente dos E.U.A. Richard Nixon, perante pressões directas na procura directa do ouro, após uma desgastante campanha no Vietnam e contabilistícamente os States estarem falidos, Nixon suspende unilateralmente o sistema Bretton-Woods e em parceria com a Arábia Saudita (na qual, ainda mantém uma base militar, por causa das tosses) faz com que a OPEP passe a vender petróleo, somente em dólares. Nasce o petrodólar.
Quem quisesse adquirir esse precioso recurso natural, tinha de comprar dólares para a obter, diga-se de passagem, dólares impressos frenéticamente pelo tesouro americano, a que, o enorme consumismo norte-americano foi disfarçando a bolha que iria rebentar.
Começou em 2008 e ninguém sabe como vai terminar, apesar destas elites apátridas recrutaram pessoas muitos inteligentes e que as há, mesmo assim, quando se possa desencadear uma violenta avalanche, ninguém sabe por onde ela irá desembocar.

Ainda existem ciências não exactas ...



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Máfia de branco


Comecemos por este pequeno exemplo, para caracterizar a máfia de branco, sem não esquecer os médicos que fazem das tripas coração, para; ajudar, curar, melhorar a qualidade de vida e minorar a dor. O problema são OS OUTROS, cada vez mais organizados, com crescente poder de lóbi lado-a-lado com os gigantes da indústria farmacêutica, em que a pessoa humana, não mais é do que gado, seja para ganhar mais dinheiro, seja para experiências.

Segundo um email que recebi no qual tenho convicção profunda de andar muito próximo da realidade, refere que no Hospital da Nossa Senhora do Rosário no Barreiro, um médico oftalmologista espanhol, José Antonio Lillo Bravo, realizou em seis dias 234 cirurgias a doentes com cataratas, algo que está a indignar a Ordem dos Médicos. Os preços praticados são altamente concorrenciais , tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater as listas de espera. O paciente mais antigo já aguardava desde Janeiro de 2007. No ano passado chegaram a existir 616 novas propostas cirúrgicas em espera naquela unidade de saúde. Os sete especialistas do serviço realizaram apenas 359 operações em 2007 (numa média de 50 por médico). No final do ano passado, a lista de espera era de 384 pacientes, e foi entretanto reduzida a 50 com a intervenção do médico espanhol.
A passagem pelo Barreiro durante o mês de Março, foi a segunda experiência em Portugal do oftalmologista, detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola. Entre 2000 e 2003 já havia realizado 1500 operações no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, indiferente às críticas de que diz ser alvo dos colegas portugueses "Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros", em entrevista ao DN, o oftalmologista espanhol inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro.
As 234 cirurgias realizadas no Barreiro, por um total de 210 mil euros, foi o limite possível sem haver necessidade de abrir um concurso público, sendo que o médico espanhol, apenas fez deslocar a sua equipa, o microscópio e o facoemulsificador. O hospital disponibilizou um enfermeiro para prestar apoio.

Ainda há poucos dias o Observatório de saúde português conclui no seu relatório, que para uma consulta médica havia listas de espera que ultrapassavam os 1000 dias, a que logo veio a seguir, qual virgem ofendida, a ARS - Administração Regional de Saúde do Norte, muito ofendida e a declarar que "vai" processar civil e criminalmente, o tal Observatório, que apenas recolheu a realidade dos factos.
É que nas listas de espera, perde-se tempo, quando o tempo é curto, para melhor qualidade de vida, alguma dignidade existencial e em muitos casos, morrem pessoas...

Prestar um mau serviço público é rentável, "empurrando" o paciente para onde vai pagar mais numa clínica privada do que numa unidade de saúde do estado.
São conhecidas as filas, que começam às 5 da manhã, por idosos doentes e debilitados para conseguir uma mísera consulta médica, na perspectiva de serem atendidos quando a médica chegar lá por volta das 10h ou 11h, porque antes ainda teve de passar pelas clínicas onde tem clientes mais rentáveis. Não nos esqueçamos do desbaste do erário público, principalmente, através da A.D.S.E. que tudo paga a estes mercenários da "saúde". Foi "chular", é o termo correcto.
Perante isto, fica-se muito espantado, quando se contratam, médicos da Colômbia, de Cuba e da Costa Rica, para trabalharem a tempo inteiro em unidades de saúde do interior do país, e com a probabilidade elevada, de trabalharem com mais motivação, mais atenção e carinho pelos pacientes. São muito bem-vindos, e mais importante, são muito precisos.

Outros especializaram-se em levar os pacientes a cirurgias, quando não são precisas. Obviamente, ganha-se mais dinheiro a efectuar uma cirurgia, do que seguir uma terapia não invasiva e muito menos onerosa para o paciente, que nas mãos erradas, o paciente passa a ser um cliente mensurável em património financeiro.

A questão do tráfico de orgãos humanos, ondem existem cada vez mais "esquemas", em que se chega a matar, ludibriar e iludir, aproveitando desvantagens sócio-económicas. Como há poucas semanas foi notícia, um jovem chinês que deu, literalmente, um rim para adquirir um iPad e um iPhone. Ou o clássico, um indivíduo (normalmente jovem e saudável) acordar, numa banheira cheia de gelo, num qualquer hotel rafeiro, e se forem simpáticos deixarem um telemóvel e um post-it escrito - Liga para o 112.

Quem cura esta sociedade, absurdamente patológica?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Kiva

Kiva.org é um sítio na Internet que intermedia pequenos empréstimos entre internautas de todo o mundo a pessoas que não têm acesso a empréstimos bancários.
Os clientes destes empréstimos são pessoas que vivem no denominado Terceiro Mundo e que com 700, 800 us. dollars podem investir em pequenos negócios.
Desde financiar a compra de um táxi a um queniano ou a compra de uma banca para vender comida a uma vietnamita.

"Kiva (da palavra swahili "acordo" ou "unidade") é uma organização que permite o empréstimo de pequenas quantidades, o micro crédito (geralmente múltiplos de 25 dólares americanos) através da Internet para pequenos negócios ou iniciativas no chamado Terceiro mundo. É uma instituição não-lucrativa com sede em São Francisco, que vive de doações e parcerias com grandes empresas (Youtube, Google, etc.) e outras instituições, sendo intermediária na concessão do micro crédito."
fonte: wikipédia

Sendo a AMI, UNICEF a UNESCO entre muitas outras organizações com contabilidades "complexas", não se sabe bem que viagens têm os donativos e em que bolsos às vezes ficam retidos.
No Kiva não se doa, não se dá esmola, mas sim, aquele pequeno empurrão necessário para alavancar pequenos negócios que não sendo dessa forma nunca se iriam concretizar.
Não são os governos nem a banca mundial que irão dar uma mão a quem não tem quase nada. Eles tem outros interesses e outros fins.
Neste site o financiador tem uma página em que vai acompanhando o seu portfolio (clica aqui para ver a do Zorze).
O curioso é que o micro crédito no Terceiro Mundo tem uma taxa de cumprimento altíssima, o do Kiva é actualmente de 98,47%. Incrível não é?

domingo, 14 de junho de 2009

João Rendeiro - O Cândido

Aparece agora o talentoso banqueiro - João Rendeiro - numa candura angelical a propor uma proposta aos clientes que depositaram o seu dinheiro no Banco que o arauto da finança lusa (privado, é claro) representava e, és como és, a própria imagem da Instituição.
A proposta desesperada e disfarçada, que apresenta, em traços gerais consiste em que o Banco libertasse imediatamente €100.000 a cada cliente e 20% do capital do grupo a ser distribuído aos clientes. Faltou dizer em que proporções e a forma de cálculo de tal distribuição. Mas esta suposta benesse pode conter contornos de loucura pós-traumática, visto que a marca BPP, morreu. Isso é um facto. Ou seja, os títulos deste Banco em concreto valem, talvez... Zero. Acrescente-se a liquidez da acção que diferente de zero, é nula.

Numa primeira fase houve uma tentativa de passar para a opinião pública de que se tratava do Banco dos ricos, é certo, que o vulgar Zé Mané não tinha lá a sua conta bancária, mas ir por essa via é uma enorme falácia.
Muitos sucumbiram aos anúncios em letras douradas, principalmente, na revista do Expresso. Era o Banco que tratava o seu dinheiro como ninguém, que valorizava o não-sei quê e por aí adiante. O marketing da sedução.
Descontando estes fait-divers os clientes do BPP, têm razão quando dizem estar a ser discriminados pelo Estado em comparação com os clientes do BPN. Tinha de haver um BPN para chatear.
Pois os referidos produtos de retorno absoluto, existiam nos dois bancos, tal como em todos. Técnicamente chamam-lhe produtos estruturados e o seu desenho financeiro é composto por fórmulas matemáticas algo complexas, com integrais duplos, permissas de if...then, misturados com depósitos a prazo. São mix's. Julgo até, que quem os desenha não os compreende profundamente.
Na práctica após o produto estar subscrito os running-boys deste tipo de banca investem em tudo o que lhes parece rentável. Se fizessem um fundo que apostasse nas putas da recta de Coina que apresentasse um Tier 1, cash-flow sólido e rentabilidade semi-assegurada, ali seria investido muito dinheiro de incautos depositantes. Como é que não me lembrei disto? De Coina...

O argumento do governo, é o risco sistémico. E o que é isto?
No caso concreto, apesar de o BPN ser um pequeno Banco, é um banco de retalho, generalista, com depósitos, créditos a particulares e empresas. A sua falência provocaria o calcanhar de Aquiles da banca, o levantamento em massa pelos clientes do dinheiro depositado nos Bancos. Seria a ruína do sistema, pois não há nenhum Banco capaz de pagar de volta o dinheiro depositado pelos seus clientes, num repente.
O BPP, apenas geria pequenas, médias e grandes fortunas, que com a crise e o fecho da torneira de crédito no sistema inter-bancário asfixiou rapidamente.
Os tais produtos de retorno absoluto, não têm nada de retorno, apenas a capacidade dos seus gestores e a confiança do próprio Banco. Essa quando é desfeita - a confiança - é que não tem retorno, nem absoluto, nem parcial.

Quando este Governo, na sua política de cabana, salva um Banco e deixa cair outro, mostra a sua fibra. Ou seja, quando usa o argumento dos queridos contribuintes, diz, desde que não sejam melindrados os interesses dos galifões que o suportam, está tudo bem. Salvaguardando certos e determinados interesses, esses mesmos queridos contribuintes que se desenrasquem. Estão aí os eficazes tribunais nacionais. Dito à porta de uma garagem vestido de uma suposta coragem vendida à comunicação social que come tudo.
O mesmo Estado que depois de informado por uma das suas agências noticiosas, o Tribunal de Contas, que em cinco grandes obras públicas a derrapagem orçamental cifrou-se à volta dos €240.000.000. Dava para comprar dois Ronaldo's e meio a preço de mercado actual. A sorte neste País é que se pode culpar o governo anterior, síndrome siamês - PS/PSD. E responsabilidades, tá quieto!
No caso BPP; governo, galifões e alguns outros com acesso a canais de informação preveligiados, safaram-se. O elo mais fraco, o mesmo que dizer, o resto dos clientes, que se desenrasquem.
Num País, que se auto-proclama de Primeiro Mundo, em que fundar um Banco não está propriamente ao alcance do Zé Mané acima descrito, pois tem de haver garantias e uma série de requisitos formais que o Estado tem por dever de supervisionar. Logo, por mais voltas que Vítor Constâncio dê, o Banco de Portugal tem responsabilidades nesta matéria. Apesar da fuga em frente e à espera de ver no que dá. Estratégia também seguida pelo governo.

Como o dinheiro não se materializa, e eu já o tentei, materialize-se o espírito do Rei Salomão para uma decisão Salomónica. É uma proposta tão válida como outras.

Arranjaram um problema do arco-da-velha!