Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!
quinta-feira, 22 de março de 2012
As crises do capitalismo
Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Endividamento mórbido

Ora o que está a ocorrer, é aquilo que na gíria do meio financeiro se denomina "a torneira do crédito" está lentamente a voltar-se a abrir. Muito desse financiamento não passa pelas contas públicas, entrando via banca privada.
Esta crise serviu para destapar a careca de Estados aparentemente desenvolvidos, como por exemplo a Islândia ou a República da Irlanda, Portugal que sempre esteve em crise desde a sua fundação, soma a esta crise, a crise endémica que sempre se viveu por estas bandas.
Este novo fluxo teve o condão de estimular o consumo interno e daí, a aparente retoma. O suposto mérito do governo é igual a zero.
Estas faltas de honestidade política, por parte dos dois partidos de alterne do poder, passam com alguma facilidade no povo português.
Desde os anos 90, Portugal tem vindo paulatinamente a desmantelar a sua capacidade produtiva, com a habitual desculpa das directivas da outrora C.E.E. e actualmente a U.E., quando o que se trata, são acordos mal geridos e daí talvez não, porventura, servir outros interesses que garantam empregos compatíveis com níveis de vida mais faustosos, sem esquecer interesses obscuros de sociedades secretas, que à luz da lucidez, apenas são agrupamentos infantis de graves distúrbios mentais e emoções mal trabalhadas, principalmente o medo, o medo de perder algo adquirido tanto material ou estatutário.
Antes da moeda única, a ferramenta da política do "empurra para frente" era a desvalorização da moeda. Após 2002 foi o endividamento, só que aqui contaminando os particulares.
Nessa altura começaram a aparecer as para-financeiras; Cofidis, Credibom, Credifin, entre outras. Verdadeiros "braços armados" de grandes grupos financeiros.
Num povo com elevados índices de manipulação, da alegria do carro novo e das férias de sonho ao descalabro foi um instante. Agora o frigorífico está estragado e a mobília do quarto da Kátia Vanessa está assim um bocado para o encardido.
Num País onde quem legisla, escolhe. Quem legisla, legaliza crimes. Quem legisla, promove monopólios. Em suma, na área legislativa, Portugal é um campo virtualmente minado.
A par desta evolução meteórica para o fundo, houve uma clara aposta na captação de investimento estrangeiro. Só que esse investimento, era em áreas que recorriam ao uso intensivo de mão-de-obra, onde a robótica ainda não preenche todo o processo produtivo e necessita em alguns pontos no seu processo produtivo da intervenção humana. Pode-se dizer que se reajustou o emprego à qualidade dos recursos humanos e ao I&D luso. Aposta que quem a fez sabia muito bem que seria temporária, pois outros mercados despontariam. Aqui de duas uma, ou pura má fé ou óbvia incapacidade de visão estratégica.
Pois este tipo de empresariado baseia-se única e exclusivamente nos custos de pessoal. São as empresas "sanguessugas", que agora e depois de usufruirem de muitos benefícios estatais, com todo o desplante deslocam-se para países onde esses custos são mais baratos.
Apesar de tudo isto o alterne poder PS/D continua a empurrar com a barriga bem cheia os problemas para a frente. Uns apostam no aumento do endividamento a atingir se não ultrapassar os níveis do absurdo, será mesmo, eticamente criminal. Outros em cortar em tudo e mais alguma coisa.
Quando a aposta nacional, deveria ser naquilo que está certo e mais simples de fazer. Lógica e bom senso na actuação governativa. Compreender os nossos problemas e actuar em conformidade, maximizando todos os nossos recursos a vários níveis.
Mas, ao que parece, isto é qualquer coisa de transcendental para estas cabecinhas pensadoras - o saber fazer as coisas certas.
Resumindo, caracterizando o País, Portugal na sua ilusória modernidade, já veste um fato Armani mas com as cuecas cagadas.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A Robotização Existencial
Silêncio...
Vivemos cada vez mais numa sociedade desumanizada e alimentada por todos nós.
À pergunta – Então está tudo bem?
Respondemos automatica(mente) – Está tudo bem. E contigo?
Sem olharmos para a cara do nosso interlocutor.
Passados cinco minutos nem nos lembramos da Pessoa com quem interagimos.
São eles: Grupo Bilderberg, Maçonaria, Opus Dei, Vaticano, Comissão Trilateral, CFR, Illuminati entre muitos outros. Que lutam entre si e se toleram. Como por exemplo o Vaticano tolera a Opus Dei, por esta, ter um braço financeiro muito longo.
Escondem-se por detrás de seitas satânicas e compram tudo o que “Money can buy”.
Políticos, jornalistas, gestores, psicólogos, sociólogos, matemáticos, médicos etc...
São os grandes accionistas das grandes multinacionais que operam a uma escala global.
São os donos do mundo. Alguns excertos de pensamentos desses senhores:
Excerto de uma carta escrita por Rothschild Brothers de Londres a uma firma de banqueiros de Nova York em 25 de junho de 1863:
"As poucas pessoas que podem entender o sistema (dinheiro em cheques e créditos) vão estar tão interessados nos seus benefícios ou vão ser tão dependentes dele, que não farão a menor oposição. Por outro lado, a maioria das pessoas mentalmente incapaz de compreender a enorme vantagem que o capital extrai do sistema, carregará a sua carga sem se queixar e talvez sem suspeitar que o sistema é hostil (inimigo) aos seus interesses".
Sr. Phillip A. Benson, presidente da Associação dos Banqueiros Americanos, em 8 de junho de 1939:
"Não há maneira mais directa de se obter o controle de uma nação do que através do seu sistema de crédito (dinheiro) ".
Em Junho de 2005, o « The Financial Times » publicou um artigo, em que o antigo secretário de Estado Henry Kissinger, muito ligado aos negócios do petróleo, declarava:
« A procura e a competição pelo acesso à energia podem passar a ser fonte de vida ou de morte para muitas sociedades »
e acrescentava:
« Quando as armas nucleares estiverem disseminadas entre trinta ou quarenta países e cada um agir segundo os seus próprios cálculos , com menos experiência e a partir de sistemas de valores diferentes, teremos um mundo permanentemente ameaçado por catástrofes iminentes »
( Caroline Daniel “ Kissinger Warns of Energy Conflict “—The Financial Times , 1 de Junho de 2005).
Revista do banqueiro dos EUA, de 25 de agosto de 1924:
"O capital deve proteger-se a si mesmo de todas as maneiras possíveis, por combinação e legislação. As dívidas, os bónus e hipotecas devem ser cobrados o mais rápido possível. Quando pelos processos da lei, as pessoas perderem os seus lares, elas tornar-se-ão mais dóceis e governar-se-à mais facilmente sob a influência do braço forte do governo, aplicado por uma potência monetária central sob o controle dos principais financistas.
Esta verdade é bem conhecida entre os nossos principais homens agora empenhados em formar um império financeiro para governar o mundo.
Dividindo os votantes através do sistema político partidário, podemos fazer com que percam a sua energia na luta por questões sem importância real. Assim, por meio de acções discretas podemos assegurar para nós o que tem sido tão bem planeado e executado com tanto sucesso".
É evidente o desprezo e a arrogância.
Diz-se que o Estado, ficcionando a sociedade em classes separadas de privilegiados e carenciados, criou a Pobreza.
Há hoje 0,5% da população que detém 70% da riqueza, deixando os outros 99,5% da população competindo violentamente pelo restante.
Grupos que controlam as áreas fundamentais da vida das pessoas.
- Indústria Farmacêutica, Alimentar, Militar, Banca e Média.
Quando se dominava pela força e a injustiça era evidente – como 2+2 – hoje cria-se uma falsa aparência de decisão democrática. Em todo o mundo ocidental se criou uma espécie de binómio de direita/esquerda light que vai alternando numa suposta legitimidade democrática. Quando os políticos já estão “comprados” por estas forças superiores e transnacionais. A política essencial já está traçada noutros círculos.
Quem saia desta bitola de pensamento dominante logo é apelidado de extremista, irresponsável e por fim – a técnica preferida – a desacreditação. Em suma, marginalizado.
Por isso creio que realisticamente não poderá haver um País sozinho que corte radicalmente com este jogo de forças. Seria o mesmo que um Homem sozinho parasse com a sua força de braços um comboio em alta velocidade. Acabaria esmagado.
Tal é a complexidade financeira que a maior parte não entende os custos da contaminação. O dinheiro é a doença. E vale por quem lhe dê valor. A gigantesca economia norte-americana assente no seu desmesurado consumo é que acaba por dar valor ao dinheiro. Por exemplo os enormes excedentes monetários chineses e indianos aplicados em títulos do tesouro americano ficam valorizados em termos quantitativos. O dinheiro vindo do Arábia Saudita e afins de nada valeria sem o brutal consumismo americano. Isto das finanças e do valor que se dá ao dinheiro tem muito que se lhe diga.
Por exemplo eu, se tivesse 100 mil milhões de euros (o que seria muito bom) não o poderia aplicar em Portugal, porque, o nosso sistema financeiro não teria capacidade de absorver esse capital..
O sistema estremeceu e percebeu que se as pessoas não “puderem” pagar e não “poderem” comprar, o sistema entra em colapso.
Como proposta exequível, nos tempos que correm, será pela informação e desmontagem de assumpção em bases mentais sólidas e realistas, através do esclarecimento. Como alguns colegas Revolucionários dizem e muito bem – A Revolução são todos os dias.
Esta crise não está resolvida, mas sim, adiada na manipulação do Homo Sapiens Endividatus. O robotizado, por parte, da incomensurável crescente oferta da mão-de-obra que lhe retira A Capacidade de Decisão.
Não se curou as causas da droga, mas, os sintomas.
Para quem tiver alternativas, também pode visitar o "Blog Alternativas".

