25 de Abril de 1974, acontece uma Revolução num Portugal fascista e anestesiado social e economicamente. Traumatizado por uma guerra tremendamente injusta, os militares de graduação média, organizam-se e levam a cabo a Revolução que iria derrubar um País adormecido, isolado e de rastos. Militares que já não suportavam – O Estado a que isto chegou. Tendo a sua forma mais expressiva e pura em Salgueiro Maia. A guerra exportava jovens com sonhos de vida e importava estropiados, mutilados e mortos. Também muitas vigarices feitas por oportunistas que aparecem sempre nestas ocasiões.Após a Revolução dos Cravos, das Canções e das Poesias apareceram os Abutres – políticos profissionais – que se foram apoderando do sistema, patrocinados por estrangeiros que lhes orientavam o caminho a seguir.
Forma-se um novo Partido Único, o PS/D, que governou os destinos deste País nos últimos anos. De meia em meia verdade foram construindo mentiras cada vez mais credíveis aos olhos de uma nação analfabeta e iliterata.
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- Caso Camarate: finais dos anos 70, inícios dos anos 80, algumas facções militares ainda com bastante poder, negoceiam e vendem armas (fora do âmbito do Estado) – despojos da guerra colonial – a países compradores de armamento. Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa quando tentam levantar a ponta do véu são assassinados. Logo se formou uma comissão de inquérito parlamentar que todos os anos se reúne para averiguar a hipótese de atentado. Julgo que deve ser para se entreterem, pois as comissões de inquérito em Portugal só têm um resultado. Zero.
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- Caso Costa-Freire: o bode expiatório do caso da contaminação com o vírus da SIDA a hemofílicos. Morreram 23 pessoas. A Leonor Beleza ministra da saúde de então não foi apurada nenhuma responsabilidade tendo o caso sido declarado prescrito pelo Tribunal Constitucional em 2002 pelo processo levantado pelos familiares das vítimas. A cúpula do governo da altura atira Costa Freire para a fogueira e assim estanca outros possíveis danos colaterais. Queimando apenas um dos responsáveis.
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- CEE: de tão mal negociado pelos nossos políticos do partido único PS/D, nasce o descontentamento e a hipótese de saída. Hoje União Europeia. Não é a União que está mal, mas sim, os nossos políticos incompetentes e subservientes a tudo o que é estrangeiro.
Os políticos do Centrão – com pendor de direita - dessa Europa, preparam-se para em breve homologar para que a semana de trabalho chegue às 78 horas, as pessoas indocumentadas poderão ser colocadas em detenção durante 18 meses antes de ser expulsas (imigrantes), em determinadas regiões, a polícia vai ser autorizada a manter pessoas detidas sem culpa formada durante 42 dias, os serviços secretos poderão obter autorização para esquadrinhar o correio electrónico sem mandado judicial. Portanto vejam só o que está na calha.
O problema não é a União mas, os políticos profissionais que se sentam nas cadeiras do poder.
O desígnio da Humanidade será, e não existe outro caminho, a abolição de fronteiras entre os povos. E nunca o contrário. Veja-se os países nórdicos que não embarcaram nas ilusões da moeda única. Unificar, abolir fronteiras mas sem excessos fanáticos.
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Empresas Públicas: a gestão das empresas públicas, não pode ficar a cargo de mercenários, que prejudicam deliberadamente e absorvem informações, para depois, irem beneficiar empresas privadas concorrentes no mesmo sector. Ou pior, tutelarem ministérios de determinadas áreas económicas para depois após uns anos se juntarem a empresas privadas do sector anteriormente tuteladas. Veja-se Jorge Coelho na Mota-Engil e o BPN nacionalizado.
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Casa Pia: o mais recente. A prova de toda a decadência do nosso sistema judicial. Justificou por si só a alteração ao Código do Processo Penal. Como o processo ainda ocorre na eternidade na mesma será comentado. O sistema é assim, os políticos eleitos por uma população altamente influenciável, legislam leis de acordo do seu interesse. Os juízes manietados têm que aplicar as leis em vigor. Faltam tantas outras meias-verdades que desbastaram o nosso erário público, ou melhor, todos nós pagamos isto. Agora são pedidos esforços aos portugueses. Parece mentira! Não, é a realidade das Meias-Verdades. De um País que se conforma, herdeira de uma genética “orgulhosamente sós”, lápis azul e de falsas credibilidades.
Não existem sistemas perfeitos, mas, o mais próximo será uma verdadeira Esquerda Social, com um Estado interventivo e garante dos direitos dos cidadãos. Tendencialmente para os países nórdicos: Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca.
Uma efectiva cobrança de impostos aplicada na justiça social, saúde e em matérias sociais de defesa da dignidade do indivíduo.
Um movimento político que no poder chamaria civis para tutelaram as diversas pastas de governação. Pessoas que saibam trabalhar, que tenham a noção da realidade do dia-a-dia. Profissionais de áreas técnicas e científicas sob uma orientação política de cariz social, humanista e justa.
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Publicado no "Cheira-me a Revolução!" a 26 de Setembro de 2008, com comentários de bloggers de superior qualidade, veja aqui. Aqui para completar o ramalhete.
Deixo uma nota em vídeo musical, em tom solene. Para os nossos (des)governantes.
Ti faccio una croce, sono benedetto con l'acqua santa. Mai più.