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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Passar ao lado


Portugal, Portugal!
País de virgens ofendidas. Reino da hipocrisia e da mesquinhez escondida.
Aqui reside gente séria e humilde, povo de brandos costumes. Pelo menos na aparência.

Entre quatro paredes transfiguram-se e são os campeões da violência doméstica e sexual. Neste capítulo, pessoalmente comecei a percepcionar este horrível fenómeno na adolescência, quando comecei a namoriscar e mais tarde por colegas, amigas e clientes da empresa onde trabalho. Quase todas, tinham e têm uma "história"; ou um tio, um primo mais velho, o vizinho, o colega do pai, o padrasto, o avô e às vezes o pai.
Mas que grande porra! Este País anda muito doente.
Aqui na Lusitânia muitos segredos se guardam, o que vem ao lume é uma pequeníssima percentagem do que ficou calado e muitas vezes mal perdoado. Até dá vontade de vomitar com tanta nojeira, tal a dimensão.

País cinzento, triste, e brutalmente depressivo e meio embrutecido. Somos os maiores nas sopas de cavalo cansado e nos anti-depressivos. O fado que carregamos, por natureza, é de choro e lamúria.
Somos case-study de grandes multinacionais pelo elevado índice de carneirismo. Telemóveis per-capita, não existe quem nos agarre. Apinhar centros comerciais é uma ciência que os portugueses mostram toda uma capacidade assídua.

No limite da hipocrisia e de uma forma genérica, o portuga ao volante de um automóvel é um verdadeiro animal, vocifera e esbraceja que nem um corsa, mas, minutos depois fora do carro no café ou no restaurante à porta da entrada é o mais educado que existe - Faça favor! Não, você primeiro!
No automóvel protegido por uma carroçaria, solta todos os impropérios que lhe vêm à memória, no olhos nos olhos, cobarde que é, hipocritamente é um cidadão exemplar.

Somos pobritos, produzimos pouco, trabalha-se o País todo ao contrário. A incompetência grassa, pois a organização parte de erros de base. Tanto na política e na economia em geral.
Na política uns se filiam como rampa de lançamento para tachos bem remunerados, na economia patrocinam os políticos para fazerem leis porreiras pá. É um ciclo vicioso.
Custa-me é saber que neste País existe tanta gente válida, competente e capaz, mas que, estão nos lugares errados, naqueles lugares que não comprometem os ímpios que enriquecem à bruta e à conta de todo um povo imbecilizado.

Somos todos uns educadinhos, onde educação é saber dizer bom-dia antes do meio-dia, quando se acaba de comer pôr os talheres em determinado lado, não dizer asneiras ao pé dos senhores doutores. Doutor nestas bandas, afinal, basta ser Lic. (licenciado), tal é ânsia de ser doutor ou engenheiro, que tudo se faz para obter tal chapa. Houve por aí um primeiro-ministro que até por fax enviava os exames, no melhor inglês técnico que o dinheiro pode comprar.

Crise? Mas, qual crise?
Antes de o sermos, já estávamos. Já o tirano César dizia, que aquele povo, lá do canto da Ibéria, não se governa nem se deixa governar.
Pode ser da genética, pois tantas vezes fomos invadidos. No nosso sangue, correm muitos sangues. Pelo norte, pelo sul e por este. Visigodos, Hunos, árabes e outros. Somos uma mescla desenraízada de outros povos. Talvez daí este povo seja por natureza conformista e ordeira perante poderes vingentes.

Reclamam que se farta, mas como, burricos que são e por não saberem reclamar passa tudo ao lado.
Recentemente, criou-se o Livro de Reclamações, que à nascença seria uma ferramenta útil para os cidadãos e empresas melhorarem serviços colmatando falhas revelados por quem usufrui.
Mas rápidamente, esse instrumento nas mãos de bestitas, perdeu o efeito. Reclamam porque está a chover, porque está sol, porque o bidé está muito próximo da sanita ou porque é bife com batatas fritas. Os serviços foram inundados de reclamações e o seu efeito foi diluído, principalmente, pela estupidez lusa em geral.
Julgam-se uma espécie de brazonaria, mas bacocos, dão cabeçadas nas paredes e alguns até fazer sangue.

Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e Bocage, este último mais directo com seus versos eróticos/pornográficos punham toda a sociedade portuguesa a nú. Uma sociedade como tantas outras, aparentes no seu modo estatutário existencialista.

Parte é induzida, por responsáveis de sucursais, com sedes tenebrosas. Dividir para reinar é o mote.
"Deixá-los estragar-se uns aos outros, desde que trabalhem para nós. Não precisam de saber quem somos, ainda confundíamos mais, estas cabecinhas borreguinhas..."

Todos nós somos responsáveis pelo o estado a que isto chegou. Quem não sabe, procure se informar, você tem de fazer qualquer coisa. Imobilismo não é desculpa.
Mas, pare de mamar na mama da Loba.

No vídeo em baixo, um grande anti-depressivo, para colocar sua vida em cima.
Nascem, vivem e morrem. Vocês são ensinados à nascença que tudo tem um princípio, meio e fim.
Já se perguntaram se será, mesmo assim?
Será que houve princípio?
Haverá fim?
O que é, que é o meio?

Será que existem? A maior parte quando morre, conclui, vivi toda uma vida, e passei ao lado dela.

Ainda vão a tempo de uma gestação consciencial. Eu posso ajudar.



Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Incongruências

Portugal é um País cheio de incongruências. Com a capacidade reconhecida de desvirtuar a palavra ILEGAL; onde corrupção é ser-se um grande gestor, à falta de organização existe o desenrascanço, tornear o sistema fiscal é de espertalhão, o crime económico NUNCA dá prisão, a Pedofilia é tolerada pelo nosso MACIO sistema judicial, onde é mais gravoso ultrapassar o risco contínuo numa estrada (aí não perdoam!) do que cometer crimes de sangue, sexuais e económicos.
Grande contributo deu o Partido Socialista com a sua última "mexida" no Código Penal, tornando este canto à beira-mar plantado num paraíso para todo o tipo de banditismo. Eles agradecem e cantam - Governo amigo, estamos contigo!
"Polvilhado" com a induzida falta de meios policiais, na sua desmotivação e temos a receita ideal para o estereonato total e suas variantes.
Se virmos bem, isto acontece em todo o lado, mas em, Portugal assume uma gravidade muito perigosa. Muito bem mascarada pelas telenovelas, pela Operação Triunfo, pelos jornais Record, a Bola e o Jogo, também a revista Caras, VIP e Maria têm a sua quota-parte.
Em quê?
Na Robotização Existencial de um povo sodomizado mentalmente, a quem sub-liminarmente é lhe vedado o livre pensamento, e mais importante, o entendimento.
São baptizados como os Comidos, de lado, por trás, por cima e de joelhos.
Some as infinitas questíunculas familiares, são do piorio entre eles (salvo raras excepções), entre pais e filhos, irmãos e primos. Muitas vezes não se dão, roubam-se e alimentam ódios de morte. Não é por acaso que o jornal "O Crime" ainda perdura. Mas a genética submissa bem presente deste povo de brandos costumes, acaba por volta e meia entregar-se à GNR ou à PSP.
Há uns tempos atrás dizia o Pai ao Filho - Filho perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem!
Assim é à pelo menos 3 décadas e a caminhar meteoricamente para a 4ª, combinado pelo Partido Socialista (que nada tem de socialista) e pelo Partido Social Democrata (que nada tem de social democracia). Fazem acordos para os lugares de empresas públicas, são colegas nos múltiplos actos corruptos, e desta forma, foram e vão continuar a mandar e desmandar neste Portugalito pobre e desdentado, mas honrado. É o PS/D.

Aparece agora Francisco Louçã, o Denunciador de Todos os Males, isto de haver eleições legislativas em 2009 nada tem a ver com a proporcionalidade de sua gritaria. Ele é o verdadeiro Via Verde da demagogia, com a receita da Avó. Pegando em meias-verdades, cozinha-as e depois serve-as cheias de inconsistências, de irresponsabilidades e até de alguma ingenuidade, apesar de ser um homem inteligente e com um percurso académico ímpar. No tema Caixa Geral de Depósitos meteu os pés pelas mãos, mal informado e ansioso de protagonismo falava sem saber do que fala. Saiu de fino.
Isto traz o tema da seriedade e da credibilidade. Têm que se ser muito sério e credível. Ui, ui!
É umas das maiores falácias que existem, na qual, as pessoas acreditam. Sérias ou não!
Vejam a seriedade do Partido Socialista ao lançar Paulo Pedroso a candidato ao município de Almada, quando toda a gente sabe que é um pedófilo de primeira apanha.
Ou Manuel Dias Loureiro, homem seríssimo e de credibilidade intocável, o homem que não mente, apenas não se lembra.
João Rendeiro (este é dos meus preferidos pela sua honestidade), arauto da finança lusa, com livro na banca mais próxima de si - Testemunho de um Banqueiro. Vida e obra de um competente malabarista.
Junte-se o visionário talentoso ministro fétiche da legislatura, Manuel Pinho - o maluco.
Francisco Balsemão, o Javardo, não me vou alongar, pois o post não versa pornografia de série B.
Mas, versando e lembrando o árbitro internacional conhecidíssimo já na dimensão extrafísica ladeado por duas prosti-lux no Gallery, sito na Av. Duque de Loulé. Que noite!
Já me estava a entusiasmar, já estava a imaginar Vale e Azevedo como governador do Banco de Portugal. Isso é que era responsabilidade.

Por isso é um tremendo desperdício gastar todas as energias nos bonecos. Como por exemplo Sócrates (se é paneleiro ou não, não interessa), Santana, Durão ou Cavaco. São apenas intermediários, são alvos de tiro ao boneco.
Não importa a pessoa, mas sim, a cadeira que ocupa e a obediência que serve. Por isso, o grande problema do planeta, são as sociedades secretas, as organizações e instituições de confluência de interesses. Que na maior parte das vezes são contrários aos da Humanidade em geral. Os Sócrates, os Sarkozy's e os Gordon Brown's do mundo ocidental são os rostos, são os canais intermédios, são as inspirações dos murais, das bandeiras e dos vernáculos da populaça. Quando os que realmente mandam e dirigem são os mesmos de há muitos anos, orientando as linhas mestras inspiradoras da governação local. Manobrando seus fantoches de acordo com o superior interesse de suas empresas abocanhadoras de todo o leque produtivo económico.
É o topo da cadeia alimentar da rapinagem. Mestres na sedução de novos pupilos para a perpetuação hierárquica.
Têm processos rituais semelhantes a inocentes criancinhas de bibe, onde na creche entoam cânticos complexos, tais como, giroflé-flé-flá e batem palminhas, muitas palminhas. Carregam semblantes tipo 007 e ar muito inteligente como se entendem-se as verdades fundamentais do Universo.
Não há volta a dar, desestruturando o topo, a mudança grassará e será efectiva. Pois são eles que mandam e dirigem.

E desenham crises. Como a que supostamente real que vivemos. As verdadeiras vítimas as pequenas e médias empresas, completamente asfixiadas. Para mais tarde serem absorvidas pelos gigantes consórcios ou ficarem totalmente dependentes deles.
Esta crise estava a ser preparada há alguns anos, bloqueando a torneira do crédito e cosequentemente o comércio externo, dando lugar e de tapete vermelho à aglutinação concentrado o poder de decisão

Logo, meu (nosso) caro leitor, você é importante, para os relatórios estatísticos da rapinagem. Não embarque atrás de Dons Quixotes e Sanchos Panças.
Pense, questione e coloque tudo em dúvida. Pois existe toda uma máquina gigantesca para o fazer pensar que é feliz.


Publicado em simultâneo no Cheira-me a Revolução!

domingo, 15 de março de 2009

Depos da Meia-Note


Dizia a preta velha - É do caralho, foda-se! Com o sotaque crioulado e notas de dólar avermelhadas tingidas da terra sob bancas de campismo dos anos 70.
Ouvia a minha Avó a dizer - À meia-note vais para as boatas, é uma pouca vergonha!
Dizia-se que à meia-note vinham os lobisomens. A Trisavó contava a história que tinha visto um homem à porta do cemitério da aldeia e os pés eram cascos de cabra.
Vou acender um incenso mágico e de domingo para segunda não se esquecem da velinha à beira da janela. É a noite dos espíritos.

A música para quem sabe. A bruxaladia para quem percebe.
Percebes? Com um vinho branco ou verde, lembrando a mulher de vestes islâmicas que se sentou na mesa ao lado. Tinha ar de suspeita. Mas era boa, como tudo!
Se não percebes, vedes?

Faz lembrar numa ilha qualquer polinésia, de pé enterrado na areia e de colhanada a fritar ao sol. Numa mão seguro um cocktail cheio de chapéuzinhos Tahiti e noutra a nuca - very gentle - de uma local de cabelo sarará, num ritmo compassado e a pingar baba na areia.

À meia-note...