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domingo, 15 de março de 2009

Depos da Meia-Note


Dizia a preta velha - É do caralho, foda-se! Com o sotaque crioulado e notas de dólar avermelhadas tingidas da terra sob bancas de campismo dos anos 70.
Ouvia a minha Avó a dizer - À meia-note vais para as boatas, é uma pouca vergonha!
Dizia-se que à meia-note vinham os lobisomens. A Trisavó contava a história que tinha visto um homem à porta do cemitério da aldeia e os pés eram cascos de cabra.
Vou acender um incenso mágico e de domingo para segunda não se esquecem da velinha à beira da janela. É a noite dos espíritos.

A música para quem sabe. A bruxaladia para quem percebe.
Percebes? Com um vinho branco ou verde, lembrando a mulher de vestes islâmicas que se sentou na mesa ao lado. Tinha ar de suspeita. Mas era boa, como tudo!
Se não percebes, vedes?

Faz lembrar numa ilha qualquer polinésia, de pé enterrado na areia e de colhanada a fritar ao sol. Numa mão seguro um cocktail cheio de chapéuzinhos Tahiti e noutra a nuca - very gentle - de uma local de cabelo sarará, num ritmo compassado e a pingar baba na areia.

À meia-note...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A noite dos espíritos

Dizia-me uma mulher em Setúbal, põe uma velinha à janela de Domingo para Segunda. É quando eles andam à solta.
Expliquei-lhe que andam em qualquer dia e não escolhem contextos. Pois não estou para limpar cera seca. Deu-me um parecer positivo.
Mas, nestas coisas nunca fiando...
Nas crenças populares.