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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Luas


E se a Lua fosse embora? E se explodisse? Ou se ficasse quieta?
Seria um constrangimento, sem dúvida... Entre o aborrecimento e a catástrofe, por aí se situaria.
Será que as pessoas reparariam?
Deixaria de haver marés compassadas sob o seu jugo gravitacional?
Deixaria de haver lobisomens?

Deixaria de haver "fases" nas pessoas... que vivem de "fases" e que delas gostam de as publicitar, as "fases" que têm.
Todos os outros animais sentiriam mais pela sua falta, já que o animal humano - espécie mais cruel e mortífera que habitou este planeta - continua distraída a destruir-se.
Deixaria de haver a luz da noite e os seus reflexos, as suas sombras.

Será que haveriam viagens à Lua?
Em consonância, e se as pessoas vestissem todas calças de bombazine?

E se todos nós, saímos de uma fábrica, padronizados para ser peças de uma espécie de máquina?
E os que saírem com defeito?
E os que se recusarem a ser... Ser um padrão?
E os que quiserem ser libélulas, borboletas, formigas ou porcos?
E os que vivem "The dark side of the moon"?
E os que quiserem ser água, terra, fogo ou ar? E os que quiserem ser mais?
E os que quiserem ser menos?
E todas as outras que não sabem o que querem?

Se a Lua nos faltasse?
Será que acordávamos?



Vangelis, Abrahams Theme

domingo, 15 de março de 2009

Depos da Meia-Note


Dizia a preta velha - É do caralho, foda-se! Com o sotaque crioulado e notas de dólar avermelhadas tingidas da terra sob bancas de campismo dos anos 70.
Ouvia a minha Avó a dizer - À meia-note vais para as boatas, é uma pouca vergonha!
Dizia-se que à meia-note vinham os lobisomens. A Trisavó contava a história que tinha visto um homem à porta do cemitério da aldeia e os pés eram cascos de cabra.
Vou acender um incenso mágico e de domingo para segunda não se esquecem da velinha à beira da janela. É a noite dos espíritos.

A música para quem sabe. A bruxaladia para quem percebe.
Percebes? Com um vinho branco ou verde, lembrando a mulher de vestes islâmicas que se sentou na mesa ao lado. Tinha ar de suspeita. Mas era boa, como tudo!
Se não percebes, vedes?

Faz lembrar numa ilha qualquer polinésia, de pé enterrado na areia e de colhanada a fritar ao sol. Numa mão seguro um cocktail cheio de chapéuzinhos Tahiti e noutra a nuca - very gentle - de uma local de cabelo sarará, num ritmo compassado e a pingar baba na areia.

À meia-note...