Bis pode ser bisexual, pode ser bi-partidarismo, pode ser bilateral, pode ser bilingue, aplauso para continuação de algo ou pode ser mais do mesmo.Em Portugal após a revolução democrática de um regime ditatorial de 48 anos, houve uma época de esperança, de alguma baralhação. Quem era quem ? Esquerda ou extrema esquerda ? Ou outras ...
Passados poucos anos tudo se reposicionou e voltou ao que era dantes, sob, uma máscara de democracia (cracia=casa, demo=demónio), voltou-se ao Partido Único. Desta feita o partido PSD/PS. Partido com várias facções dentro da família, com alternância temporal. Ora uma facção está no poder e outra na oposição e vice-versa. São a face da mesma moeda. As mesma políticas, mudando apenas os rostos. Uma espécie de Anjo Serafim com faces rotacionais sendo o corpo o mesmo.
Em cerca de três décadas sob, governo de Partido Único mascarado de demo.cracia este País continua a sua ascensão meteórica para o 1º dos últimos. Políticas erradas sobre políticas erradas, aqui o - com - não dá +, para nosso triste fado. Sem estratégias pensadas o nosso Portugalito inclinou-se para o litoral, formando as duas grandes áreas urbanas: Lisboa e Porto. Deixando o interior desertificado e abandonado.
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Azo para o crescimento da corrupção autárquica. Cidades completamente desequilibradas, construção e mais construção. Dinheiro, molto dinaro que foi parar a bolsos individuais, desviando-se investimentos produtivos. Quem hoje não conheçe na sua cidade, um qualquer mamaracho predial ? A nível local a alternância não precisa de ser tão implementada. Ainda hoje existem feudos municipais com mais de 20 ou 30 anos, na mão do mesmo senhor. E não são assim tão poucos.
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Presentemente com a crise (diga-se por estas bandas, endémica) que nos assola o nosso (des)governo podia fazer melhor. Toda esta febril onda de novos projectos de cerca de 40 mil milhões de euros, não poderia ser canalizada para outros fins ? Todos nós sabemos que este dinheiro não vem todo do Estado. Vem de fundos comunitários, financiamentos privados, mas tanto empenhamento para a construção ? Não se vê o mesmo empenhamento para o social. Porquê ?A culpa não é só dos políticos, é a genética carneirista de muitos anos de Partido Único, por isso enchemos centros comerciais franchizados e praias sobre-lotadas com água cheia de mijo. O portuga gosta de coisas a abarrotar. É um certo sub-consciente social que tem medo e só com muita gente à volta se sente protegido.
Em País de carneiros diz-se MÉ. Ousa dizer: MI.
Ao contrário da música que nos têm dado a ouvir, devíamos ter ouvida a que se segue há alguns anos.