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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conceitos de Deus, livre arbítrio e destino

Planeta Terra, final de tarde, 2010/09/12

No fruto das religiosidades, ao longo dos tempos, retira-se na casca actual, karmas violentos e imensas vidas interrompidas sem sentido lógico, pelo menos, do ponto de vista directamente proporcional da quaisquer razões de qualquer religião que se defenda.
A uma certa transcendência, que o Homem logo se começou a deparar através dos trovões, dos raios e das explosões, fenómenos tão dantescos e muito acima do seu domínio e de sua força física, foi atribuindo a outras forças superiores, tais responsabilidades. Venerando e celebrando, figuras da sua imaginativa e feitores de tão soberbos eventos, e daí, pressupondo um certo controle naif e obsessivo, ganhar vantagem sobre o outro que invejava ser igual, espelho de si.
Daí até a complexização de hoje nos rituais de benefício próprio, até à hierarquização de códigos, percorreu-se todo um vasto leque histórico, de morte, traição, hipocrisia, exploração do homem pelo o homem, e principalmente, o controle do conhecimento.

Peguemos na hipótese de que os homo sapiens sereníssimus que atingiram a forma evolutiva de consciência livre. Energizam, nessa forma, não planetas, mas sim galáxias, gerem a sua evolução, como também, de forma que se pode não compreender, de que, para melhor evolução, pode passar pela destruição. Todos nós, e isto é importante, todos nós chegaremos a esses patamares, uma espécie de Deus, e decidiremos em conformidade.
Não há superior, nem inferior, num contexto, em que percorremos esse caminho, base central de nossas existências. Todos nós caminhos para lá, mesmo estagnados, em certos pontos não há volta a dar, um novo pulo ocorrerá.

O livre arbítrio, propalado por compêndios avulsos e nascidos sob matrizes ideológicas políticas de outras eras, que definem, regras e comportamentos a ser seguidas e obedecidas por imensas massas de gente, que perderam a capacidade de questionar o tudo, que o envolve e o que vive.
Há na Índia, um templo que guarda o futuro de todas as pessoas em escritos. Se avença, que foram extra-terrestres que deixaram essas escritas dinâmicas.
- Será que já teremos o nosso destino escrito numa folha de papel?
- Será que temos, realmente o livre arbítrio?
- Ou será, que afinal é tudo relativo e temos a ilusão do comando de nossas vidas?
Em boa verdade, se pode questionar... Seremos de facto seres livres?

Se calhar, já somos alguém, poderosos, partes intervenientes do Universo, duma maneira inexorável que nos escapa, por agora, à nossa percepção holística, como conjunto do Ser.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Bis

Bis pode ser bisexual, pode ser bi-partidarismo, pode ser bilateral, pode ser bilingue, aplauso para continuação de algo ou pode ser mais do mesmo.
Em Portugal após a revolução democrática de um regime ditatorial de 48 anos, houve uma época de esperança, de alguma baralhação. Quem era quem ? Esquerda ou extrema esquerda ? Ou outras ...
Passados poucos anos tudo se reposicionou e voltou ao que era dantes, sob, uma máscara de democracia (cracia=casa, demo=demónio), voltou-se ao Partido Único. Desta feita o partido PSD/PS. Partido com várias facções dentro da família, com alternância temporal. Ora uma facção está no poder e outra na oposição e vice-versa. São a face da mesma moeda. As mesma políticas, mudando apenas os rostos. Uma espécie de Anjo Serafim com faces rotacionais sendo o corpo o mesmo.
Em cerca de três décadas sob, governo de Partido Único mascarado de demo.cracia este País continua a sua ascensão meteórica para o 1º dos últimos. Políticas erradas sobre políticas erradas, aqui o - com - não dá +, para nosso triste fado. Sem estratégias pensadas o nosso Portugalito inclinou-se para o litoral, formando as duas grandes áreas urbanas: Lisboa e Porto. Deixando o interior desertificado e abandonado.
º
Azo para o crescimento da corrupção autárquica. Cidades completamente desequilibradas, construção e mais construção. Dinheiro, molto dinaro que foi parar a bolsos individuais, desviando-se investimentos produtivos. Quem hoje não conheçe na sua cidade, um qualquer mamaracho predial ? A nível local a alternância não precisa de ser tão implementada. Ainda hoje existem feudos municipais com mais de 20 ou 30 anos, na mão do mesmo senhor. E não são assim tão poucos.
º
Presentemente com a crise (diga-se por estas bandas, endémica) que nos assola o nosso (des)governo podia fazer melhor. Toda esta febril onda de novos projectos de cerca de 40 mil milhões de euros, não poderia ser canalizada para outros fins ? Todos nós sabemos que este dinheiro não vem todo do Estado. Vem de fundos comunitários, financiamentos privados, mas tanto empenhamento para a construção ? Não se vê o mesmo empenhamento para o social. Porquê ?
A culpa não é só dos políticos, é a genética carneirista de muitos anos de Partido Único, por isso enchemos centros comerciais franchizados e praias sobre-lotadas com água cheia de mijo. O portuga gosta de coisas a abarrotar. É um certo sub-consciente social que tem medo e só com muita gente à volta se sente protegido.
Em País de carneiros diz-se MÉ. Ousa dizer: MI.
Ao contrário da música que nos têm dado a ouvir, devíamos ter ouvida a que se segue há alguns anos.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Porque é que não nascemos logo no Paraíso ?

Descendemos da macacada mais agressiva, violenta, bélica e má. Extinguimos outras variantes com níveis de desenvolvimento bastante bons. Como carnívoros, ajudou-nos a desenvolver o nosso cérebro mais rápido que os outros, e com, a nossa natureza assassina e pouco tolerante à diferença chacinamos os outros. Agora passado todo este tempo cá estamos com menos pêlos e mais vestuário iludidos que sabemos tudo.
O medo de cair, por exemplo, vem do tempo em que saltava-mos de galho em galho ( Carl Sagan, in Dragões de Éden). Hoje a selva é outra, mas, a informação genética foi passando.
Em baixo o vídeo de Valete (rapper português de grande qualidade) - Revelação - com uma abordagem do tipo católica. Deus e o Diabo.
À parte da religião, politiquice ou status de cada um o vídeo - com música excelente - tem notóriamente cunhas mentais de outras dimensões não físicas, o talento imenso, de Valete não é só deste mundo insano. A força e a raiva contida na letra é supreendente.
O inferno é o Planeta Terra, que, por acaso, é aquele em que nós habitamos por determinado período de nossas Séries Existenciais.
Uma observação do meu colega e amigo Olivar puxou-me para um pensamento - a Pessoa Humana. O Papa e seus seguidores referem com ênfase subliminar e não por acaso à Pessoa Humana. Sabemos que neste Inferno nem todos são Humanos a começar por dentro dessa Instituição e abrangendo toda a sociedade dita Humana.
Meus amigos, não é pessimismo, a natureza humana é tendencialmente má de raíz. Nesta grande Escola-Hospital que é o nosso Planeta, ensinar e tratar é difícil, mesmo muito difícil.
Ajudar - e não esmola (que é apenas a satisfação do ego de quem dá e a perpetuação de quem recebe) - Ajudar (ensinar a pescar e não dar o peixe) o outro sem interesse no estado evolutivo em que nos encontramos é pieguice ou parvoíce. Ouve-se todos os dias alguém a dizer - Eu ajudar! Se ninguém me ajuda? Por que hei-de ajudar os outros?
Temos de vez em quando vislumbres de bondade e ajuda no nosso mapa-mundi como pingos de Amor. Existem por aí espalhados no nosso Planeta algumas consciências que vão remando contra a maré desumana.
As nossas dúvidas existenciais:
- Coca-Cola ou Pepsi ?
- O Bem ou o Mal ?
- O Ser ou Não Ser ?
Temos que ter a ilusão de que escolhemos algo...