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domingo, 30 de janeiro de 2011

Água viva


A água vive, não morre, às vezes fica choca, mas é sempre viva e por si vivem vidas.
Muda de estado líquido, para gasoso, também solidifica. Gela e evapora.
Hidráulica que procura intensamente um sítio de passagem, para correr.
Enquanto dá vida, ao mesmo tempo ceifa-as, no seu mar, sepulta vidas e esconde tesouros, também segredos, guardados nas profundezas do oceano.

Tal como a alma, que não morre, que de tempos em tempos renasce e soma mais uns pontos à sua experiência, à sua manifestação.
Quando atiradas à vida, sem a lembrança da sua holo-memória e quase às cegas, nas vidas, a alma por vezes vibra, pula, estremece, quer aquela sensação de liberdade - por via de recordações nebulosas - que tem entre-vidas e nesses sentires, os poetas descrevem as emoções sentidas.

As jaulas, são cada vez mais subtis, a ver pelos olhares perdidos no éden.
Estão a matar as almas, deixando-os vivos.
Cada vez mais sozinhos no meio da multidão.
Perdidos e desorientados, o caminho é uma ideia longínqua, desde o tempo em que foram lançados dos úteros, para a vida.



Aguaviva - Poetas Andaluces

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Um lugar encantado


Pode-se colocar a questão, se é encantado ou desencantado, mas indubitavelmente, é um lugar que, compartilhamos hoje. Somos cerca de 6 biliões que fazem o favor de se expressarem fisicamente presente, apesar, de todos os dias, uns passarem para o outro lado, e outros, do outro lado, virem para este lugar. Do outro lado, numa razão de 9:1, ou seja, cerca de 48 biliões de consciências aguardam a sua vez, e a pressão é cada vez maior. A via de entrada mais fácil, neste momento, são o sudeste asiático, a áfrica e américa latina sul e central.

O tempo passa, e destas vidas, que passam e vêm, renascem e vão-se vezes sem conta e outras que vão e vêm de outros distritos do universo, vão aumentando a presença humana, neste lugar, sem esquecer, que enquanto presença física, somos hostis ao equilíbrio deste lugar encantando. Verdadeira simbiose de inúmeros factores biológicos que permitem aquela pequena janela da vida.

Fazemos modas, que fazem médias.
Por exemplo, a predisposição energética a acidentes, aquilo a que chamamos de fatalidades; aberratio delicti, error in persona e/ou aberratio ictus.
- Em determinada situação, um gentleman foi o primeiro a encontrar a vítima desfalecida, na rua deserta. Na ânsia desesperada de socorrê-la, através da técnica de respiração boca-a-boca, e que, afinal, a salvou, contraiu SIDA/AIDS.
- Ou quando falamos em inverdades, o hábito de mentir com toda a seriedade. Apanágio dos políticos que circulam o centro e a orla do poder, que hipocritamente seguem uma mentalidade dominante de um suposto guião de responsabilidade. Quando, na verdade, cada um trabalha para si, seja no status ganis e/ou dinheiro. São evidentes e demonstradas verdadeiras patologias da mente, no comportamento de muitos agentes políticos.

As pessoas em geral pensam que seguram o fio de controlo, as mesmas que dizem que; o melhor é não saber, ou o melhor é não pensar nisso e porque é que me vou chatear com isso.
Então qual o valor essencial predominante em meus interesses?
Vivo centrado na minha consciência pelo uso do cérebro ou vegeto através dos meus segmentos orgânicos, animais ou ainda sub-humanos?

Poderíamos elencar n situações da sociedade actual, muito diferente entre si, mas na base muito semelhante no que toca às motivações humanas.
Na sua tendência de se agrupar, pois sendo um bicho de temores, esconde as suas fraquezas agrupando-se, seja, em mega-grupos, como por exemplo; igreja católica ou outras religiões, ideologias políticas, associações desportivas mass-market, agremiações culturais e outro tipo de grupos de poder, como em sub-grupos derivados dos primeiros. São transferidas as incertezas e os medos, para uma zona de conforto, para um grupo que se identifica com a mesma ideia. Dentro dela, a consciência defende-a com as unhas e os dentes. Daí vêm as contradições.
Sozinha ficaria perdida, tem de se sentir incluída em algo, para se auto-convencer que existe. Logo, as sociedades caracterizaram-se de seguidistas, massas que alimentam os umbilico-chakras dos fundadores/visionários de uma qualquer ideia, muitas das vezes sem se questionarem do que estão a seguir ou a defender, pior, muitas vezes a distorcer e a influenciar outros, é um ciclo sem fim.

No intimo, as pessoas questionam-se:
Apreendo o possível pela raiz?
Compreendo em profundidade maior?
Devasso várias linhas de pesquisa?
Faço somatórios de conhecimentos?
Será que não temo nenhuma erudição humana?
Recupero o que estava esquecido?
Sou mercador da minha ignorância?
Tenho visão clara das coisas?
Sou adorador de verdades absolutas?
Sou obscurantista boiando pelo ar?
O receio ante o mundo desconhecido? As outras realidades? O medo do desconhecido?

Questões que cada um deveria pensar e/ou meditar interiormente, pensar nelas, levando a procurar respostas, daí evoluir.
O medo, tem de ser enfrentado, mais tarde ou mais cedo, não pense que se suicidando se safa, porque no outro lado, tudo continua.
O medo dos pensamentos e por vezes esses pensamentos vêm das coisas mais temíveis do que se imagina, ou que a consciência antecipa. É quebrando essa cadeia de elaboração mental, imaginação e previsões que aos poucos se vai eliminando o medo.

O lugar é encantado, nós é que fazemos a diferença...

terça-feira, 29 de abril de 2008

Projecção Extrafísica: 3 in a row

Esta projecção ocorreu em Novembro de 2002, salvo erro ( sempre gostei desta expressão).
Foi para mim a projecção mais forte e impactante que tive, por vários factores.
Ainda vivia na casa de meus Pais. Estava já deitado quando aparece uma consciex (consciência extrafísica), talvez Amparador, no meu quarto. Na altura a saída de meu corpo físico ainda era um pouco penosa. Naquela noite foi muito fácil, o Amparador exterioriza uma energia muito forte sobre meu peito e eu salto que nem uma mola. Depois saio pela janela e atiro-me para a Avenida e fico a pairar a uns 2 metros do chão, olho para trás e vejo aquela figura, careca no cimo da cabeça e algum cabelo dos lados e atrás. Ele voa para ao pé de mim ficando nas minhas 4 horas e prende-me algum mecanismo de controlo (característica comum noutras projecções que tive). Aí começamos a voar numa aceleração brusca, tipo arranque de Avião no momento de levantar vôo.
º
1. Vejo os prédios da minha cidade a uma velocidade estonteante, e de repente, já estou a ver que estou noutra cidade. Lembrei-me de Nova Iorque, por causa, da altura dos prédios, mas pode ter sido outra cidade. Como estava a anoitecer e vi muitos carros amarelos, batia certo com a hora de Portugal.
Entro num edíficio, e na entrada estava um porteiro à recepção, lembro-me de uma espécie de pirâmede em cristal em cima do balcão. A qual tento mexer, e num, nanosegundo, materializei o meu dedo e movi o tal objecto, fenómeno poltergeist, que despertou a atenção do porteiro, que olhou para todos os lados, tentando perceber o porquê do movimento do objecto - aqui a minha lucidez era um pouco baixa.
Sigo três homens um deles com uma mala metálica para o elevador. Como o meu veículo de manifestação é o psicossoma eles não me vêem. Apesar da minha lucidez estar com um percentual baixo sinto que a reunião que vão ter não é nada de bom, sinto que dentro daquela mala ia alguma espécie de mecanismo explosivo. Dentro do elevador começo a dar "caldos" na cabeça e pontapés no rabo de um deles ( estava já muito acriançado ). A certa altura o fulano deve ter sentido qualquer coisa, pois, começou a olhar para os lados, algo incomodado. Nisto, puf ... Muito provavelmente o Amparador que me acompanhava viu que eu já não estaria com a lucidez suficiente.
º
2. Apareço noutra cena, numa casa ao pé da praia, estava um pôr-do-sol lindo. Avisto uma família cá fora à volta de uma mesa. O pai retira-se e vejo dois miudos gémeos. Um deles saudável e outro todo raquítico e muito magro. A mãe discriminava o que estava doente e dava todas as atenções ao normal. Aí pensei vou exteriorizar energia ao miudo magrelinho, que até se via os ossos debaixo da pele. Incrível, é que o manuseamento da energia quando estamos na outra dimensão, é brutalmente mais forte. Sentia e via-a a sair das palmas das minhas mãos. Notei por instantes que o rapazinho sorriu - "calorzinho de acolhimento" pensei eu.
Ia percorrendo as dunas em direcção ao mar com o Amparador explicando o que tinha feito. O Amparador diz-me que além de ajudar o miudo doente, mais importante, era a Mãe. Tentar que mude o seu pensamento discriccionário. A Mãe era a chave para o equilíbrio daquela família.
º
3. Nisto, apareço noutro lado, e vejo um aglomerado de pessoas, aproximo-me e vejo que estava um trabalhador da construção civil no chão com objectos metálicos em cima, um deles cravado no seu braço. A vantagem de estar em forma de espírito, deu para furar por entre a multidão com facilidade. Está ao pé dele um médico, que, perante a gravidade do ferimento decide fazer ali a sangue-frio uma primeira intervenção. As dores do trabalhador são horríveis. E começo a energizá-lo para conseguir aguentar as dores, até se via o osso.
Voltando para o meu Amparador, pensei que desta já tinha procedido correctamente, na globalidade da situação concreta. Mas mais uma vez, ele me diz que além do trabalhador ferido, quem iria precisar de mais energia, apesar das dores do trabalhador e das nossas por pena, o médico é que precisava de mais ajuda para não falhar.
º
Acordo não tendo rememoração, pois tinha vivido aqueles momentos, algures por aí. Levando o ensinamento mais importante. Perante uma situação de crise, às vezes, não é aquela pessoa que à primeira vista parece a mais necessitada de ajuda, mas sim, a que probabilistícamente será a facilitadora da resolução. Tem que se ser um pouco frio e lidar bem com as emoções do momento e num grupo-crisis procurar a pessoa chave.
Pena é ter falhado por completo na primeira situação ...