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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sexta-Feira 13


Segundo a tradição, é o dia do azar, a noite das bruxas e o dia e noite que tudo pode acontecer. Em tempos idos, alguém inventou um vírus informático denominado de sexta-feira 13, alguns por defesa adiantavam a data do computador para sábado 14, e logo, apareceu um novo vírus, o sábado 14
Na verdade, quando uma sexta-feira calha no dia 13, é um dia como outro qualquer, o mito, muito bem poderia ser; a quarta 12, a quinta 6 ou segunda 24. 

A ajudar à sina do número 13 vem o 12, segundo a numerologia é um número completo, os doze meses do ano, os doze apóstolos de Jesus e os doze signos do Zodíaco, o número 13 é considerado o número do azar. Aliás, existem actualmente, fobias associadas ao número 13, existem pessoas que padecem de triscaidecafobia, parascavedecatriafobia e frigatriscaidecafobia, ou seja, fobias associadas ao número 13. A superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo. Existem histórias desde a mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses.

Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos. Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, os 13 ficavam a rogar pragas aos humanos. Da Escandinávia a superstição espalhou-se pela Europa.
Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro.
Alguns pesquisadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira.
A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão.
Marinheiros ingleses não gostam de zarpar os seus navios à sexta-feira.
Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico. Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio. Note-se também que, no Tarot, a carta de número 13 representa a Morte.

Mas o que muito provavelmente ocorreu em tempos passados, para tornar a sexta-feira 13 num dia de culto, para muito boa gente inocente, foi um um dos episódios da idade das trevas da história, dominada sob uma ideia, a teologia cristã, que controlava com o medo da morte, a comédia e o sexo. Tão bem descrita na obra-prima de  Umberto Eco - "O Nome da Rosa".

Segundo o calendário que ainda perdura, no dia 13 de Outubro de 1307, o Papa Clemente enviou ordens secretas lacradas para serem abertas simultaneamente por seus soldados em toda a Europa na sexta-feira, 13 de Outubro de 1307. Ao nascer do sol do dia 13 os documentos foram abertos e revelou-se seu teor aterrorizante. A carta de Clemente afirmava que Deus viera a ele em uma visão e o alertara de que os Templários eram hereges culpados de adoração ao demónio, homossexualismo, desrespeito à cruz, sodomia e outros comportamentos blasfemos. O Papa Clemente recebera de Deus a ordem de purificar a terra reunindo todos os Cavaleiros e torturando-os até confessarem seus crimes contra Deus. A operação maquiavélica de Clemente funcionou com precisão infalível. Naquele dia, inúmeros Templários foram presos, torturados impiedosamente e queimados em fogueiras como hereges. A cultura moderna ainda conserva vestígios dessa tragédia.
Até hoje, sexta-feira 13 é considerado o dia do azar.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Screamin Jay Hawkins - I Put A Spell On You

Hoje quando ia para o trabalho na rubrica "Ruídos de Inveja" na M80, a opção do dia de Luís Norton de Matos foi a música de Screamin Jay Hawkins - I Put A Spell On You.
O músico que compôs a balada em 1956 - I Put A Spell On You - e depois de no estúdio para a gravar e com uma buba de todo o tamanho a cantou de uma forma especial. Não voltou a conseguir repetir, mas, cantou-a sempre de uma forma especial, com a bebida espirituosa sempre a inspirar.
Homem de excessos, vida misteriosa e com mais de 50 filhos em diferentes mulheres, há quem diga que teve mais, fora os que não se sabe.
Tergiversava Voodu com música, bebida para alimentar a alma, gritos e chamamentos com voz poderosa.
Após o sucesso outros cantores e bandas a incluíram nos reportórios, tais como; Nina Simone, Creedence Clearwater Revival, Nick Cave, Ray Charles, Joe Cocker, Marilyn Manson entre muitos outros.
Mas a voz do original com vários fenómenos para-psíquicos à mistura não havia igual. Era EAC - Estados Alterados da Consciência, Possessão Extrafísica num percentual elevado, buba e exteriorização forte do laringo-chakra.
Num mundo cada vez mais robotizado e padronizado, estas lufadas conscienciais vão se tornando raras.