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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sharing the night

Existem finais de tarde que vêm revestidos com uma certa magia, normalmente e apenas para o pujé que a sente no momento. Noutros contextos não seriam nada.
Apanhado de surpresa pela a emissão radiofónica da m80, enquanto parado num semáforo, com uma ambulância a passar e carros da polícia, não fui capaz de ouvir as sirenes.
Com um pôr-de-sol transcendental, a que de ao longe até o alcatrão brilhava e dentro dum espaço fechado com o pisca-pisca ligado, aguardava tranquilamente a minha vez de passar, ao som do vídeo em baixo. Enquanto ao mesmo tempo em diferenciais sob várias formas de dimensão me trespassavam em simultâneo raios solares, mostrando toda a sua energia imanente.
Na passadeira em frente, arrastava-se uma coxa em sofrimento, segurando com uma tremenda força os seus sacos do modelo, as suas compras. Num relance de olhar, 80% eram bens de primeira de necessidade, e olha, que estamos a meio do mês. Do outro lado se cruza uma mulher de mão dada com a sua filhinha, olhitos cheios de esperança.
Entretanto, no cruzamento, passam carros para lá e para acolá.
Luz verde, continuo... Just a moment, uma música ao acaso.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Screamin Jay Hawkins - I Put A Spell On You

Hoje quando ia para o trabalho na rubrica "Ruídos de Inveja" na M80, a opção do dia de Luís Norton de Matos foi a música de Screamin Jay Hawkins - I Put A Spell On You.
O músico que compôs a balada em 1956 - I Put A Spell On You - e depois de no estúdio para a gravar e com uma buba de todo o tamanho a cantou de uma forma especial. Não voltou a conseguir repetir, mas, cantou-a sempre de uma forma especial, com a bebida espirituosa sempre a inspirar.
Homem de excessos, vida misteriosa e com mais de 50 filhos em diferentes mulheres, há quem diga que teve mais, fora os que não se sabe.
Tergiversava Voodu com música, bebida para alimentar a alma, gritos e chamamentos com voz poderosa.
Após o sucesso outros cantores e bandas a incluíram nos reportórios, tais como; Nina Simone, Creedence Clearwater Revival, Nick Cave, Ray Charles, Joe Cocker, Marilyn Manson entre muitos outros.
Mas a voz do original com vários fenómenos para-psíquicos à mistura não havia igual. Era EAC - Estados Alterados da Consciência, Possessão Extrafísica num percentual elevado, buba e exteriorização forte do laringo-chakra.
Num mundo cada vez mais robotizado e padronizado, estas lufadas conscienciais vão se tornando raras.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Copacabana

Na quinta-feira passada quando ia para o trabalho deparei-me com um engarrafamento monumental. Dos piores que já apanhei. Na A2 estava fila desde a saída para o Seixal/Amora.
Pára arranca e arranca e pára. Entendi no momento que o Universo não depende, nem daquele momento, nem do minúsculo ponto presencial por mim vivido.
O tempo estava cinzento e chuvoso, daquele que se cola ao estado de alma.
Nisto e num momento mágico toca na M80, a canção "Copacabana" de Barry Manilow. Consegue transportar o meu pensamento para bem longe de ali. Para algo com cor, música, praia, céu azul. Depois voltei para a realidade do momento. Naqueles minutinhos estive a milhares de kilómetros, deu oxigénio mental para continuar.

Quantas vezes chegamos ao local de trabalho, no mesmo trajecto rotineiro, e pensamos, o que aconteceu de casa até ao trabalho? Nem demos conta, pois a cabeça esteve longe.
As rotinas alianiam a mente e muitas vezes nem nos apercebemos do que se passou à nossa volta. Por isso é sempre bom descobrir caminhos novos, tal como um exercicio que obriga a mente estar atenta ao que está ao nosso redor.