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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Copacabana

Na quinta-feira passada quando ia para o trabalho deparei-me com um engarrafamento monumental. Dos piores que já apanhei. Na A2 estava fila desde a saída para o Seixal/Amora.
Pára arranca e arranca e pára. Entendi no momento que o Universo não depende, nem daquele momento, nem do minúsculo ponto presencial por mim vivido.
O tempo estava cinzento e chuvoso, daquele que se cola ao estado de alma.
Nisto e num momento mágico toca na M80, a canção "Copacabana" de Barry Manilow. Consegue transportar o meu pensamento para bem longe de ali. Para algo com cor, música, praia, céu azul. Depois voltei para a realidade do momento. Naqueles minutinhos estive a milhares de kilómetros, deu oxigénio mental para continuar.

Quantas vezes chegamos ao local de trabalho, no mesmo trajecto rotineiro, e pensamos, o que aconteceu de casa até ao trabalho? Nem demos conta, pois a cabeça esteve longe.
As rotinas alianiam a mente e muitas vezes nem nos apercebemos do que se passou à nossa volta. Por isso é sempre bom descobrir caminhos novos, tal como um exercicio que obriga a mente estar atenta ao que está ao nosso redor.