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sábado, 2 de outubro de 2010

Hill Street Blues

Manhãs frias e chuvosas, nebulosas às vezes. Cidades escuras, cinzentas e pessoas desenraizadas... quase sem nada a perder. Ferrugem por veri-semelhança.
Balada de Hill Street, genérico de abertura - anos 80 - que faz parte da memória de longo prazo de muita gente, principalmente os acordes, de uma música triste, sem esperança, vá lá de conformismo, à inevitabilidade das coisas. Como tudo é relativo, mesmo para quem dorme, à sombra de suas auto-convencidas e muy respeitosas, verdades per si assumidas como tal.
O cardápio pode ser tão longo, como cada um o deseje, e não se chama eléctrico, de outra maneira, o desejo pode não ser chamado para aqui ou acolá. Mas para lá...

Em boa verdade, hoje, à porta de um restaurante, nesta tarde solarenga, enquanto se fumava um cigarrito, após uma boa almoçarada, num início de tarde de sol, luz e brilhante, ao mesmo tempo, que uma velhota de muleta atravessava na passadeira perante o olhar de cidadãos auto-mobilizados, pensava nestas e noutras coisas, objectivando o zen de não pensar nada.

Se quisermos, a vida pode ser bela, é preciso é que não estraguem ela.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sharing the night

Existem finais de tarde que vêm revestidos com uma certa magia, normalmente e apenas para o pujé que a sente no momento. Noutros contextos não seriam nada.
Apanhado de surpresa pela a emissão radiofónica da m80, enquanto parado num semáforo, com uma ambulância a passar e carros da polícia, não fui capaz de ouvir as sirenes.
Com um pôr-de-sol transcendental, a que de ao longe até o alcatrão brilhava e dentro dum espaço fechado com o pisca-pisca ligado, aguardava tranquilamente a minha vez de passar, ao som do vídeo em baixo. Enquanto ao mesmo tempo em diferenciais sob várias formas de dimensão me trespassavam em simultâneo raios solares, mostrando toda a sua energia imanente.
Na passadeira em frente, arrastava-se uma coxa em sofrimento, segurando com uma tremenda força os seus sacos do modelo, as suas compras. Num relance de olhar, 80% eram bens de primeira de necessidade, e olha, que estamos a meio do mês. Do outro lado se cruza uma mulher de mão dada com a sua filhinha, olhitos cheios de esperança.
Entretanto, no cruzamento, passam carros para lá e para acolá.
Luz verde, continuo... Just a moment, uma música ao acaso.